terça-feira, 15 de setembro de 2009
Cada qual é livre de escolher o funeral mais feliz
Manuela Ferreira Leite visitou hoje o distrito de Santarém em mais uma acção de campanha. Moita Flores, o presidente da Câmara de Santarém e recandidato na lista do PSD, está na Suíça a observar fornos crematórios.
Coincidências felizes
José Sócrates vai na próxima quinta-feira almoçar a Paris com emigrantes portugueses e segue daí directamente para Bruxelas, onde à noite decorrerá um Conselho Europeu.
A viagem será feita de… TGV, numa altura em que a polémica em torno do dito domina a campanha eleitoral. Embora do gabinete do PM jurem a pés juntos que tudo não passa de uma coincidência, que a decisão foi da agência de viagens que organizou o périplo do líder do PS.
A viagem será feita de… TGV, numa altura em que a polémica em torno do dito domina a campanha eleitoral. Embora do gabinete do PM jurem a pés juntos que tudo não passa de uma coincidência, que a decisão foi da agência de viagens que organizou o périplo do líder do PS.
Miguel Portas falou, logo existiu… pelo menos durante alguns momentos
No debate sobre a reeleição de Barroso, hoje em Estrasburgo, Miguel Portas estreou um novo instrumento do debate parlamentar que permite interpelar um orador. Será que o deputado bloquista aproveitou para entalar o ex-primeiro-ministro português? Não. Preferiu apanhar boleia da polémica suscitada antes pelo PSD e pelo CDS (por nem todos os deputados do PS apoiarem Durão) para apontar baterias ao líder dos socialistas europeus, o alemão Martin Schulz, a quem perguntou:
“Quantos deputados do seu grupo, portugueses, espanhóis e ingleses, já deram o seu apoio ao candidato, independentemente das opiniões que o colega Schulz tenha?”
Schulz respondeu e Portas foi ficando cada vez mais pequenino na sua cadeira:
“Tenho que admitir que não conheço o colega e fico muito feliz por termos aqui um novo colega. Ah!, já cá está há mais tempo? Ainda não tinha reparado nele, mas depois do que ouvi já entendo porquê.”
“Quantos deputados do seu grupo, portugueses, espanhóis e ingleses, já deram o seu apoio ao candidato, independentemente das opiniões que o colega Schulz tenha?”
Schulz respondeu e Portas foi ficando cada vez mais pequenino na sua cadeira:
“Tenho que admitir que não conheço o colega e fico muito feliz por termos aqui um novo colega. Ah!, já cá está há mais tempo? Ainda não tinha reparado nele, mas depois do que ouvi já entendo porquê.”
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Com Deus e Portas no coração
Paulo Portas esquivou-se, esta tarde, a responder claramente se poderia dar num bom ministro da Agricultura. Mesmo com a insistência dos jornalistas. Ao lado, Telmo Correia - lembram-se, aquele candidato à liderança do CDS que foi rejeitado pelo próprio partido e depois nem conseguiu ser eleito vereador em Lisboa? - dizia que, seguindo a lógica de qualidade, Paulo Portas deveria "ser ministro das Finanças, da Economia....".
Imagine-se portanto um Governo criado por Telmo Correia:
Primeiro-ministro: Paulo Portas
Ministro da Defesa: Paulo Portas
Ministro da Economia: Paulo Portas
Ministro adjunto do PM: Telmo Correia (ajuda o PM).
O restante executivo: Paulo Portas
Imagine-se portanto um Governo criado por Telmo Correia:
Primeiro-ministro: Paulo Portas
Ministro da Defesa: Paulo Portas
Ministro da Economia: Paulo Portas
Ministro adjunto do PM: Telmo Correia (ajuda o PM).
O restante executivo: Paulo Portas
Na feira, mas com brilho
Estes sapatos já percorreram muitas mihas em feiras, incluíndo com passagens por amostras de gado. O que é curioso é que não perdem o brilho. Há quem diga, na campanha do CDS, que os ditos têm um ar pouco agrícola.
domingo, 13 de setembro de 2009
Portas em ritmo brando
Em campanha eleitoral, Paulo Portas resolveu cancelar uma arruada - aquelas iniciativas terceiro-mundistas em que os dirigentes partidários resolvem incomodar as pessoas nas ruas - em Vila Pouca de Aguiar. O caso não era para menos: não havia povo nas ruas.
Só na cervejaria "Defacto" e no café "Muletas" é que se via vivalma. À espera do Benfica...
Só na cervejaria "Defacto" e no café "Muletas" é que se via vivalma. À espera do Benfica...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Pronto, ficamos quites
Depois de ter entalado José Sócrates com a decisão de suspender o JN6 da TVI, a Prisa decidiu emendar a mão.
Fê-lo através de um artigo de análise da campanha eleitoral publicado na edição de hoje do El País, ao longo do qual se limita a fazer eco da caricatura que José Sócrates faz de si próprio (o modernizador progressista) e da sua adversária (a conservadora fascizóide), para concluir que dia 27 os portugueses terão que escolher entre as duas únicas direcções possíveis do seu destino: para a frente ou para trás, com o progre ou a facha (diminutivos carinhosos utilizados em espanhol para designar fascistas e progressistas).
Uma análise tão profunda que não deixa escapar o facto de Sócrates ser benfiquista e Ferreira Leite (“a senhora…”) sportinguista, Ferreira Leite ter tido um bisavô monárquico e Sócrates um tio-bisavô republicano, concluindo que em comum têm apenas o facto de serem divorciados e de não lidarem bem com as críticas.
Nem o Acção Socialista faria melhor.
Fê-lo através de um artigo de análise da campanha eleitoral publicado na edição de hoje do El País, ao longo do qual se limita a fazer eco da caricatura que José Sócrates faz de si próprio (o modernizador progressista) e da sua adversária (a conservadora fascizóide), para concluir que dia 27 os portugueses terão que escolher entre as duas únicas direcções possíveis do seu destino: para a frente ou para trás, com o progre ou a facha (diminutivos carinhosos utilizados em espanhol para designar fascistas e progressistas).
Uma análise tão profunda que não deixa escapar o facto de Sócrates ser benfiquista e Ferreira Leite (“a senhora…”) sportinguista, Ferreira Leite ter tido um bisavô monárquico e Sócrates um tio-bisavô republicano, concluindo que em comum têm apenas o facto de serem divorciados e de não lidarem bem com as críticas.
Nem o Acção Socialista faria melhor.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Gama leninista
Jaime Gama, num discurso vigoroso, repetiu a receita do PS para fazer uma boa política, citando um pensador frnncês:
"A primeira questão da política é a educação, a segunda questão política é a educação, a terceira questão política é a educação".
Se Neima Gama fosse mais poupado nas palavras, citaria Lenine: "aprender, aprender sempre"
"A primeira questão da política é a educação, a segunda questão política é a educação, a terceira questão política é a educação".
Se Neima Gama fosse mais poupado nas palavras, citaria Lenine: "aprender, aprender sempre"
E o Costa?
No comício/jantar do PS, a decorrer na FIL, em Lisboa, António Costa foi o primeiro orador a ser chamado ao palco. Minutos depois, alguém repara que o presidente da Câmara de Lisboa ainda não tinha chegado. Jaime Gama substituiu-o à pressa. Na sala, houve quem sugerisse que António Costa ficou preso no trânsito lisboeta. Provavelmente, entalado nas obras do Terreiro do Paço.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Sentidos de oportunidade
Os cabeças de lista do PSD e do CDS nas eleições europeias continuam de corpo e alma em Portugal. Pelo menos enquanto dura a campanha eleitoral. Ontem Paulo Rangel questionou o patriotismo de “alguns socialistas portugueses” por não apoiarem a candidatura de Barroso a um segundo mandato. Corajosamente, não referiu quais. Logo a seguir foi a vez de Nuno Melo, cheio de originalidade, a dizer exactamente a mesma coisa. E lá apontou o dedo a Elisa Ferreira e Ana Gomes.
Se é verdade que Ana Gomes nunca escondeu o ódio de estimação que nutre por Durão, também é certo que nunca se pronunciou de forma declarada contra a sua reeleição. Ao contrário de Vital Moreira, que depois lá acabou por “clarificar” a situação. Quanto a Elisa Ferreira, não são conhecidas nenhumas posições públicas sobre o assunto.
Curiosamente, nenhum dos três esteve presente na reunião que o grupo socialista realizou hoje com Durão Barroso para discutir o seu programa para os próximos cinco anos…
Se é verdade que Ana Gomes nunca escondeu o ódio de estimação que nutre por Durão, também é certo que nunca se pronunciou de forma declarada contra a sua reeleição. Ao contrário de Vital Moreira, que depois lá acabou por “clarificar” a situação. Quanto a Elisa Ferreira, não são conhecidas nenhumas posições públicas sobre o assunto.
Curiosamente, nenhum dos três esteve presente na reunião que o grupo socialista realizou hoje com Durão Barroso para discutir o seu programa para os próximos cinco anos…
Sintonia socialista
Durão Barroso foi hoje recebido pelo grupo socialista do Parlamento Europeu, no âmbito da sua candidatura a mais um mandato à frente da Comissão Europeia. Depois de duas horas a chefe da delegação portuguesa, Edite Estrela, garantiu que os socialistas portugueses apoiarão Barroso “sem ambiguidades” e manifestou-se confiante que mesmo o grupo socialista “não vai votar contra” e que talvez até “possa apoiar” Durão ou abster-se.
Depois de considerar que as suas propostas para sair da crise são "totalmente inadequadas", o presidente do partido, o dinamarquês Poul Nyrup Rasmussen garantiu que o grupo iria “abster-se ou votar contra” Barroso.
O presidente do grupo, o alemão Martin Schulz esclareceu que pessoalmente é contra Durão, mas que vai seguir a linha do grupo. Se a conseguir encontrar, claro.
Depois de considerar que as suas propostas para sair da crise são "totalmente inadequadas", o presidente do partido, o dinamarquês Poul Nyrup Rasmussen garantiu que o grupo iria “abster-se ou votar contra” Barroso.
O presidente do grupo, o alemão Martin Schulz esclareceu que pessoalmente é contra Durão, mas que vai seguir a linha do grupo. Se a conseguir encontrar, claro.
Sentido de Estado... torpe
Se um deputado angolano insinuasse que Cavaco Silva era proprietário de umas empresas, dona de umas rádios e de uma produtora musical, cairia, em Lisboa, o carmo, a trindade e com sismos em São Bento e Belém. E o embaixador português, em Luanda, faria o devido protesto. E, de facto, o genro de Cavaco Silva (e por conseguinte a filha) é um empresário.
Mas ontem, na RTP, um deputado português, Francisco Louçã, insinuou que José Eduardo dos Santos, presidente de Angola, é co-proprietário da GALP, juntamente com Américo Amorim. E mais: na torpeza, acrescentou-lhe a malévola sugestão que foi o próprio José Sócrates que inspirou e facilitou a operação de venda de parte da GALP a José Eduardo dos Santos.
Ou Francisco Louçã tem provas que o presidente angolano é empresário - e deve ser o único a tê-las - ou revela pouco sentido de Estado para um deputado. Ou então Louçã confunde José Eduardo dos Santos com os ditadorzecos que ele e os seus acólitos andaram a apoiar durante tantos anos.
Mas Louçã até tem uma desculpa: ficou tão atrapalhado no debate com José Sócrates, sobretudo com o programa do Bloco de Esquerda que ele próprio parece não ter lido e com aquela brilhante ideia de retirar deduções fiscais a toda a classe média, que falou em "knock-out".
Mas ontem, na RTP, um deputado português, Francisco Louçã, insinuou que José Eduardo dos Santos, presidente de Angola, é co-proprietário da GALP, juntamente com Américo Amorim. E mais: na torpeza, acrescentou-lhe a malévola sugestão que foi o próprio José Sócrates que inspirou e facilitou a operação de venda de parte da GALP a José Eduardo dos Santos.
Ou Francisco Louçã tem provas que o presidente angolano é empresário - e deve ser o único a tê-las - ou revela pouco sentido de Estado para um deputado. Ou então Louçã confunde José Eduardo dos Santos com os ditadorzecos que ele e os seus acólitos andaram a apoiar durante tantos anos.
Mas Louçã até tem uma desculpa: ficou tão atrapalhado no debate com José Sócrates, sobretudo com o programa do Bloco de Esquerda que ele próprio parece não ter lido e com aquela brilhante ideia de retirar deduções fiscais a toda a classe média, que falou em "knock-out".
terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Aerodeputados
Até há pouco tempo era frequente encontrar os eurodeputados portugueses em classe económica nas viagens entre Portugal e Bruxelas ou Estrasburgo. Seria uma forma de os parlamentares estarem mais próximos do “povo”? Nem por isso. É que mesmo viajando em económica e pagando a tarifa mais baixa, recebiam posteriormente do Parlamento Europeu (PE) um montante correspondente ao bilhete mais caro nessa viagem, podendo meter ao bolso a diferença. O que era uma forma simpática de arredondar o fim do mês.
Mas isso acabou com a entrada em vigor nesta legislatura do novo estatuto dos deputados PE que, além de criar um salário único, procura tornar mais transparente o sistema de reembolso de despesas. Uma das formas encontradas, qual ovo de Colombo, foi passar a pagar aos deputados o montante exacto que gastem nas viagens (parece elementar, mas foram necessários anos e anos para fazer os eleitos europeus aceitar esta alteração).
E agora é ver os eurodeputados portugueses todos a viajar em primeira classe. O Correio Preto confirmou que PS, PSD e PCP já efectuaram o confortável upgrade. Do CDS não há notícias, mas é de esperar que imitem os anteriores. A excepção é o Bloco. Na passada sexta-feira os três eleitos do partido fizeram a viagem entre Bruxelas e Lisboa em classe económica. Falta saber se é por opção ideológica ou se ainda não estão a par das mudanças no sistema de pagamento das viagens.
Mas isso acabou com a entrada em vigor nesta legislatura do novo estatuto dos deputados PE que, além de criar um salário único, procura tornar mais transparente o sistema de reembolso de despesas. Uma das formas encontradas, qual ovo de Colombo, foi passar a pagar aos deputados o montante exacto que gastem nas viagens (parece elementar, mas foram necessários anos e anos para fazer os eleitos europeus aceitar esta alteração).
E agora é ver os eurodeputados portugueses todos a viajar em primeira classe. O Correio Preto confirmou que PS, PSD e PCP já efectuaram o confortável upgrade. Do CDS não há notícias, mas é de esperar que imitem os anteriores. A excepção é o Bloco. Na passada sexta-feira os três eleitos do partido fizeram a viagem entre Bruxelas e Lisboa em classe económica. Falta saber se é por opção ideológica ou se ainda não estão a par das mudanças no sistema de pagamento das viagens.
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