quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Uns mais iguais do que outros ou quem manda, manda


Se um operador de telefones tiver a responsabilidade de responder a 10 chamadas por dia, mas só atender três, é despedido. Com justa causa apesar de ter uma taxa de produção de 30 por cento.

Se uma empresa se comprometer a dar resposta a 10 mil chamadas, mas só cumprir com três mil, tem direito a renegociar, ninguém rasga o contrato e até é recebida pelos altos responsáveis do Ministério da Saúde.

Férias a trabalhar sete vezes mais do que os outros

Paulo Portas, em 37 dias de verão, alguns dias de Julho e outros de Agosto, percorreu 32 localidades e visitou 21 feiras e mercados. Pelo meio, deu uma conferência de imprensa, participou em duas apresentações de candidatos, festejou o aniversário do partido e passou pela sede do CDS. Nem teve tempo para alourar o cabelo.

PCP aristocrata?

Nas listas do PCP, candidatas às próximas eleições legislativas, constam os nomes de Diogo d'Ávila da Costa, de Inês da Nóbrega Guilherme Pimenta d'Aguiar e Antero Jerónimo Moniz Arruda Quental.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Estamos todos sob escutas

Não são só os assessores de Cavaco Silva - alguns deles militantes do PSD - que têm estado sob escutas telefónicas, como conta o jornal "Público" numa das mais estranhas manchetes que alguma vez Portugal produziu.
Há muito mais gente nas mesmas condições "indignas", como se refere uma "fonte" de Belém. Por exemplo, Carlos Carvalhas e Octávio Teixeira, que já tiveram altas responsabilidades no PCP, ajudaram na elaboração do programa dos comunistas. Como sei? Graças a uma escuta telefónica.
Há uns independentes, não filiados no PS, que colaboraram no programa do PS. Como sei? Escutas, escutas.
Conheço ex-dirigentes do CDS, empresários, quadros superiores e ex-ministro que dão uma ajudazinha a Paulo Portas no programa do partido dele. Como sei? Ah.. então, as escutas!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Percebem tanto de Economia como eu de física quântica

O mais surpreendente nos resultados divulgados pelo INE é a... surpresa dos economistas. Quase todos que se prestaram a comentarem não escondem terem ficado admirados com a recuperação da Economia portuguesa, neste último trimestre. À partida, pensava-se que eles - os economistas - conseguiam analisar, prever e até arranjar soluções. Afinal não. A Economia, para os economistas, é assim uma obra do acaso. O que demonstra como andam longe da realidade.
Agora entendo as previsões catastróficas de Medina Carreira. Pois, se bem me lembro, quando houve um "crash" na Argentina, em 2001, o mesmo Medina Carreira previa um cenário igual em Portugal "dentro de três anos". Já lá vão oito. Tempos a tempos, vai repetindo as previsões da desgraça. Não admira portanto que também ele possa estar admirado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ctrl C + Ctrlv - 2

Para quem manifeste dúvidas sobre a vida relaxada de quem escreve os discursos de Jerónimo de Sousa.
Parte do programa eleitoral do PCP, apresentado ontem:

O PCP será governo, se e quando o povo português quiser. Força política com trabalho e obra reconhecida no poder local, o PCP está em condições de assumir as mais elevadas responsabilidades no país quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular com o reforço do PCP e com a ampliação decisiva da sua influência social, política e eleitoral. É nesse sentido que nos dirigimos aos trabalhadores e ao povo para com o seu voto contribuirem para a alteração da correlação de forças no plano institucional favorável ao PCP, que acabará por ditar uma outra política e um outro governo, patriótico e democrático, ao serviço dos trabalhadores e dos interesses nacionais.

Parte do discurso de Jerónimo de Sousa:

O PCP será governo, se e quando o povo português quiser. Força política com trabalho e obra reconhecida no poder local, o PCP está em condições de assumir as mais elevadas responsabilidades no país quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular com o reforço do PCP e com a ampliação decisiva da sua influência social, política e eleitoral. É nesse sentido que nos dirigimos aos trabalhadores e ao povo para com o seu voto contribuirem para a alteração da correlação de forças no plano institucional favorável ao PCP, que acabará por ditar uma outra política e um outro governo, patriótico e democrático, ao serviço dos trabalhadores e dos interesses nacionais.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ctrl C + Ctrl V

O autor dos discursos, lidos por Jerónimo de Sousa, deve ter o trabalho mais fácil e mais relaxante do mundo.

Dúvida espanhola


Uns amigos espanhóis de uma jornalista, curiosos com um determinado cartaz que viram nas ruas portuguesas, não hesitaram em esclarecer as suas dúvidas com esta pergunta:
"Quien és aquella mujer que parece de la família Adams"?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

De água espanhola escaldada, qualquer Moniz tem medo

José Eduardo Moniz, no remate de um discurso escrito, na hora de se apresentar como vice-presidente da Ongoing:

"Já é tempo de defender os Media em mãos portuguesas. Já é tempo de abandonar a tendência subserviente e reverente a tudo o que vem de fora, na maior parte das vezes, sem trazer ao País e aos negócios qualquer valor acrescentado".

Como se dirá isto tudo em castelhano?

José Eduardo Moniz, na sua apresentação como vice-presidente da Ongoing, deixando definitivamente - ou talvez não - a TVI:

"Ao fim de muitos anos, senti-me verdadeiramente querido por parte de alguém com responsabilidades empresariais, sem reservas, subterfúgios ou jogos ocultos, (....) confesso que não estava habituado a tal tratamento"

Mais vale tarde do que nunca

Depois de ter passado pela direcção da governamentalizada RTP e de ter sido director da TVI, José Eduardo Moniz, aos 57 anos de idade, descobriu que andou enganado:

"Sempre achei que Portugal se encontra demasiado dependente do Estado e atribui uma excessiva importância aos governos, acabando, por isso mesmo, vítima dos imobilismos que lhes são próprios, das suas perspectivas eleitoralistas e das lógicas tentaculares que os acompanham e que os impelem a tudo e todos querer controlar e condicionar."

Não deve ser uma empresa portuguesa, com certeza

A Ongoing Media apresentou hoje, em conferência de imprensa num hotel em Lisboa, a nova contratação: José Eduardo Moniz. A conferência estava marcada para as 10horas. Começou às 10horas.
O hotel é, por acaso, o favorito dos homens de negócios de... Angola.

sábado, 8 de agosto de 2009

Cavaco Silva mete uma cunha ou outra forma de compreender as notícias

As versões possíveis do folhetim Lobo Antunes pela pena, sempre inspirada, do Rodrigo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Nada como ter um filho no lugar certo

Luís Filipe Menezes está, na SIC-Notícias, a elogiar as escolhas de Manuela Ferreira Leite, considerando-as "legítimas" ao mesmo tempo que desvaloriza as críticas dentro do PSD.
Longe vão os tempos que o ex-líder do PSD acusava Manuela Ferrreira Leite de "arrastar pelo país uma candidatura triste e cinzenta"; ou quando perguntava, em artigos de opinião, por que razão Manuela Ferreira Leite "não se calava"; ou até quando atacava o silêncio da mesma Manuela Ferreira Leite.
Mais dócil, Luís Filipe Menezes até jura fidelidade e promete ficar satisfeito se o PSD vencer as próximas eleições "nem que seja por um voto".
É difícil entender a repentina simpatia de Luís Filipe Menezes pela actual direcção do PSD que ele chegou a apelidar de uma "certa canalha". Mas talvez ajude olhar com atenção para a lista social-democrata do distrito do Porto. Em oitavo lugar, numa posição elegível, consta o militante Luís Filipe Valenzuela Menezes. O filho, o filho...

Nem a Acção Socialista se lembraria disso

Um jornal de ECONOMIA entrevista um jogador de FUTEBOL e fala-lhe de POLÍTICA para ele responder que apoia SÓCRATES. E o jornal de ECONOMIA faz disso assunto de primeira página.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O homem mais feliz do mundo, pelo menos há 24 horas


Em apenas num único dia e em férias, José Sócrates virou um homem feliz: assistiu, de sofá, ao "hara-kiri" do PSD e viu José Eduardo Moniz a ser afastado da TVI. A cereja agora seria a Manuela....

Dinastia social-democrata

O que têm em comum Emídio Guerreiro, Luís Filipe Menezes, Nuno Encarnação, Tiago Vasconcelos, Fernando Ribeiro? São todos filhos de dirigentes do PSD e actuais deputados e/ou futuros deputados.

Não falta ninguém?

Estão lá Couto dos Santos, João de Deus Pinheiro, Mota Amaral, Pacheco Pereira, Luís Marques Guedes, Manuela Ferreira Leite, Luís Capoulas, Costa Neves, entre outros. A renovação recuperou muitos que brilharam nos anos de Cavaco Silva, já lá vão 15 anos. Mas a renovação foi tanta que ficaram de fora Dias Loureiro, Arlindo de Carvalho, Oliveira e Costa, Isaltino Morais, entre outros.

Rescaldo da noite das listas "sectárias e más"

Já o relógio roçava as duas horas da manhã quando Pedro Passos Coelho dizia que as listas eram "más, sectárias e mesquinhas" e que o programa era "enxuto".
Miguel Relvas passou a noite ao telefone com... Marques Mendes. Ora porque ia exigir o voto secreto, ora tinha conseguido que o voto fosse mesmo secreto, ora porque alguém criticava as posições de Manuela Ferreira Leite. Marques Mendes deitou-se tarde.
A líder do PSD, a abrir a reunião, foi avisando que queria um grupo parlamentar "fiel". Ficou dado o recado.
Pedro Passos Coelho dizia, ainda dentro da sala, que o "poder ten que ter a sabedoria de unir". Também estava dado o recado.
Nos corredores do hotel, um dirigente desabafava, em resposta às perguntas de quem é quem:

"Esse é o problema das listas, ninguém os conhece".

José Pedro Aguiar Branco, vice-presidente do PSD e deputado, num intervalo forçado, lamentava-se:

"Infelizmente, só há 250 deputados no Parlamento".

Ninguém se lembrou de lhe corrigir o erro e ele lá seguiu, satisfeito, por ter dado uma pequena lição sobre a vida parlamentar.
Luís Filipe Menezes - o outro, o filho - era um dos nomes mais citados da noite. Entra na lista do Porto em lugar elegível.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Coincidências com sabor a propaganda

O Governo voltou a anunciar a remodelação do Tribunal de Vila Franca de Xira, prevendo que as obras comecem daqui a 18 meses. E escolheu um domingo para o fazer, com declarações do secretário de Estado da Justiça, José Conde Rodrigues, à agência Lusa. Curiosamente, a decisão foi tomada há seis meses, com um acordo entre o Governo e a Câmara, e voltou a ser anunciada há três semanas.
Mas, neste domingo, o próprio secretário de Estado resolveu repetir o anúncio. Foi certamente uma coincidência esta insistência do Governo, na divulgação de tão importante obra, precisamente na véspera da visita, há muito agendada, de Manuela Ferreira Leite ao Tribunal de Vila Franca.