Eu sei, eu sei, é frívolo, mas, o que querem?, é um orgulho nacional. Não somos só bons no basquetebol, no andebol, em jorrar petróleo, em vender ouro e diamantes pelo mundo todo, em fazer a Economia crescer todos os anos, em recuperar infra-estruturas, de estradas a aeroportos, passando por habitações, em tempo recorde, em ter uma agricultura pujante, também temos isto: a mais bela do Mundo. É só mais um orgulho.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Orgulho nacional
Eu sei, eu sei, é frívolo, mas, o que querem?, é um orgulho nacional. Não somos só bons no basquetebol, no andebol, em jorrar petróleo, em vender ouro e diamantes pelo mundo todo, em fazer a Economia crescer todos os anos, em recuperar infra-estruturas, de estradas a aeroportos, passando por habitações, em tempo recorde, em ter uma agricultura pujante, também temos isto: a mais bela do Mundo. É só mais um orgulho.
Destapa-se o véu islâmico
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Barroso escaldado...
Parece que o último jantar dos eurodeputados portugueses com o presidente da Comissão Europeia foi mesmo... o último.
Durão Barroso encontra-se amanhã em Estrasburgo com os 22 representantes nacionais no PE. Mas com as recordações de um agitado jantar ainda frescas na memória (em que houve quem não soubesse comportar-se à mesa), desta vez o presidente da Comissão optou por convidar os parlamentares portugueses para uma “reunião” ao fim da tarde.
O Correio Preto propõe que, de qualquer forma, a distribuição dos lugares seja mesmo sorteada, tal como o próprio Barroso chegou a sugerir no último repasto.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Inteligência a meia haste
O comissário europeu responsável pela energia, o alemão Gunther Oettinger, descobriu a forma de meter portugueses, gregos, irlandeses e outros aldrabilhas na linha: “As bandeiras do pecadores da dívida devem ser colocadas a meia haste nos edifícios da União Europeia. Seria apenas simbólico, mas teria um efeito dissuasor”.
A brilhante ideia deste subordinado de Durão Barroso foi defendida numa entrevista publicada pelo tablóide germânico Bild (sim, é verdade que é muito tentador conseguir algum destaque num jornal com uma tiragem de quase 3 milhões de exemplares) e os porta-vozes da própria Comissão limitaram-se a lembrar que os comissários também se pronunciam na qualidade de “políticos” e que, por vezes, recorrem a uma linguagem “forte e gráfica”. Timidamente, lá disseram que se trata de uma proposta “excêntrica”.
Desconhece-se a opinião de Durão Barroso, demasiado ocupado a viajar pelos antípodas há quase uma semana.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Isto já não é o que era
domingo, 4 de setembro de 2011
A rentrée do pudim
Para quem receie que o regresso pós-estival às lides europeias apenas traga mais do mesmo (crise do euro, etc), José Manuel Fernandes, eurodeputado do PSD, mostra que outra Europa é possível e divulgou este domingo um comunicado de imprensa, intitulado “Pela eleição do Pudim Abade de Priscos para as 7 Maravilhas da Gastronomia”.
Depois de já ter levado os Morangos com Açucar ao PE, Fernandes confirma assim a tendência para os doces e assume-se agora como “o ‘padrinho’ da candidatura do Pudim” e, enquanto tal, “promete empenhar-se na promoção e certificação” do dito.
O longo e detalhado texto tem um sub-título quase tão delicioso como a sobremesa que promove: “Pudim para a Europa”! Quais eurobonds, qual carapuça! Pudim para todos, já!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
"Jornalistas" exilam José Eduardo dos Santos em Portugal ou os mitos que se criam
O último disparate aparece hoje nas páginas do Correio da Manhã, numa "notícia" carregada de imbecilidades. José Eduardo dos Santos terá comprado uma casa no Algarve, por 14 milhões de euros, e aproveitou para ficar por ali duas semanas. Bem que o "jornalista" tentou confirmar a veracidade da coisa, mas só conseguiu ter "fontes". Mas se tivesse algum trabalho, de poucos segundos, facilmente leria, via internet, que o Presidente angolano esteve em Luanda, até a receber embaixadores e, pelo menos, três chefes de Estado, além de participar na cimeira da SADC que Angola organizou.
O difícil é de perceber o que vai pela cabeça destes "jornalistas" que não conseguem raciocinar: José Eduardo dos Santos tem uma tremenda aversão em viajar, como é público e notório. Cada saida dele é um acontecimento, tal é a logística de segurança que envolve. Mesmo assim, de acordo com os jornalistas portugueses, tem vivendas em Vila Real, Santarém, Cartaxo, Quinta do Lago, Quinta da Marinha (isto pelas minhas contas, por alto) e, como é óbvio, em Luanda, onde deveria viver se esses "jornalistas" não o colocassem em permanência em Portugal. Assim se cria mais um mito.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Aumentar é como lamber um cinzeiro
"Constatei nos últimos dias - já o li e parece que não foi desmentido - um aumento da remuneração dos administradores da CP, empresa que deveria ter resultados líquidos associados aos vencimentos. Depois, a Caixa Geral de Depósitos aumentou o número de administradores. E para um governo que começou com uma atitude de contenção, com a redução de número de ministérios - que aplaudo -, a lista de secretários de Estado impressiona. E a lista de assessores e adjuntos, e remuneração dos elementos dos gabinetes é de pasmar. Pergunto se foi lapso ou se será corrigida brevemente.
- Quer dizer que o Governo tem-se explicado mal?
Sinto-me carente de uma explicação. Já tive dois cortes no meu vencimento, vou ter agora um terceiro. Mas depois olho para a lista de assessores, adjuntos e membros do Governo e fico preocupado. Falta explicar aqui muita coisa.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
A guerra segue dentro de momentos

sexta-feira, 29 de julho de 2011
Os novos "amigos" de Paulo Portas e da diplomacia ocidental
Além das viagens a Angola, Brasil e Moçambique, o ato mais significativo de Paulo Portas, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros português, foi reconhecer o Conselho Nacional de Transição da Libia, vulgo "os rebeldes líbios", como as autoridades legítimas daquele país. Seguiu aliás as pisadas dos EUA e da Grã-Bretanha. Os britânicos até se apressaram a colocar um líbio exilado no cargo de embaixador. Pois o novo "governo" líbio, carimbado pelas democracias ocidentais, já reconheceu ter executado, a tiro, o general Abdel Younes, que comandava as operações militares dos rebeldes. A revelação foi feita pelo próprio ministro dos Petróleos do governo rebelde. Tudo gente fina e de fino trato. Nada melhor portanto do que receber uns assassinos nos corredores das diplomacias. São estes os novos democratas. amigos de Paulo Portas e do mundo ocidental.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Ordem para despedir
"É mais do que evidente que uma das reformas que será levada a cabo nos próximos tempos é a reforma das leis laborais. E não, não estou a falar de somente de tornar os despedimentos mais baratos. Estou mesmo a pensar (oh heresia!) numa maior flexibilização dos despedimentos individuais. A verdade é que, para o bem ou para o mal, uma flexibilização das leis laborais é simplesmente inevitável, quer seja com este governo (se assim for forçado pelos nossos parceiros europeus), quer seja com o próximo governo (o mais provável)."
O artigo completo, com análise filosófica sobre os despedimentos, as medidas que devem ser tomadas e respetivas propostas, pode ser lido aqui: sem mitos, de facto.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Variações sobre uma explicação colossal
Humildemente, deixo aqui mais sugestões para apimentar a imaginação do Governo e que podem servir para futuras intervenções:
- Detetados colossos, mas os desvios dão trabalho
- Detetado trabalho para desvios colossais
- Desvios do trabalho provocam colossais deteções
- Trabalhos colossais para desvios detetados
- Trabalhos desviados dão desvios colossais
e por aí adiante que, depois de criar impostos, bem que o Governo vai precisar de mais imaginação.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O companheiro de estrada no aumento de impostos
E as rejeições ao aumento de impostos não se fica por aqui... Até à posse do Governo, claro.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Passos Coelho e os impostos que devem descer, perdão, subir, perdão, descer, perdão, subir
A 21 de Março 2011: A descida dos impostos era obrigatória, por que Portugal "tem uma carga excessiva".
A 24 de Março 2011: Passos Coelho defende aumento de impostos, em Bruxelas. Os deputados dos PSD não gostam da ideia
A 5 de Maio de 2011 (a um mês das eleições): Passos Coelho garante que não vai aumentar os impostos e que isso é uma invenção do PS.
A 11 de Maio: Passos Coelho, no twitter, aumento de impostos assinado com troika é suficiente.
A 14 de Outubro de 2010 chegava o aviso: "impostos que sobem, nunca mais descem".
Se publicasse aqui as declarações de Passos Coelho, nos últimos meses, sobre impostos iria precisar de um blogue extra.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Daniel Cohn(traditório)-Bendit
O co-presidente do grupo dos Verdes no Parlamento Europeu começou hoje por reconhecer que os preparativos para a passagem de Rui Tavares do grupo da Esquerda Unitária Europeia (que integrava na qualidade de independente eleito pelo Bloco de Esquerda) para o grupo ecologista começaram há dois meses:
“Há muito tempo que discutíamos com ele e diferentes pessoas, eu próprio discuti com ele, era algo que se estava a preparar. (…) Digamos que se preparava desde há uns dois meses.”
Confrontado com esta informação, Rui Tavares garantiu que falou com os Verdes “pela primeira vez na segunda-feira” (20 de Junho) para se mostrar “interessado” em trabalhar com eles, rotulando de “absolutamente falso” o que Cohn-Bendit acabara de dizer.
Poucas horas depois, interpelado por um grupo de jornalistas portugueses, o líder dos Verdes corrigiu o tiro e reduziu o início dos contactos em várias semanas:
“Eu disse ao vosso colega há pouco que foi há dois meses, mas o que digo é que se discute há meses não sobre mudar de grupo, mas sobre política. E na semana passada ele falou com o nosso grupo, falou comigo antes, dizendo que havia problemas no seu partido, eu disse-lhe, ‘ouve, a decisão é tua’, e foi na semana passada que ele disse que já estava farto (do Bloco de Esquerda). Houve um aumento de tensão que o levou a decidir-se”.
Mas nem assim. E ao fim da tarde Cohn-Bendit difundiu um comunicado com a seguinte “precisão”:
“Houve um mal-entendido em relação à vinda do eurodeputado Rui Tavares para o grupo dos Verdes. Foi só depois de segunda-feira, dia 20 de Junho, que nós fomos contactados pelo sr. Tavares, que nos transmitiu a sua vontade de integrar, como independente, o grupo dos Verdes”.
Depois de ter mostrado a sua coragem nas barricadas do Maio de 68, Dany Le Rouge continua a mostrar que não tem medo de nada. Nem mesmo do ridículo.
Dos independentes
Ninguém dá pior nome aos independentes do que os próprios independentes.
Depois de Fernando Nobre ter jurado a pés juntos que nunca (never! jamais!) aceitaria cargos políticos e partidários e ter acabado (ou começado) como se sabe, é a vez de Rui Tavares revelar o difícil que é ser independente (porque dizê-lo é relativamente simples).
Eleito pelo Bloco de Esquerda para o Parlamento Europeu, aproveita um desentendimento com o líder do partido para abandonar a respectiva delegação (que integrava na qualidade de “independente”, como o próprio não se cansava de sublinhar”) e anunciar que passa à condição de “deputado independente, integrado no grupo dos Verdes europeus”.
Uma decisão tomada por, passados três dias, Francisco Louçã ainda não lhe ter apresentado um (devido) pedido de desculpas por o ter associado a informações erróneas sobre a génese do Bloco.
O pretexto da sua saída parece ser precisamente isso, um pretexto. Porque acontece numa altura em que o Bloco atravessa a sua maior crise. E sobretudo porque, para poder anunciar no próprio dia em que sai do grupo do Bloco no PE (a Esquerda Unitária Europeia) que passa a integrar os Verdes, significa que estaria a negociar com estes últimos há bem mais de três dias. O que o próprio co-presidente dos Verdes, Daniel Cohn-Bendit, confirmou.
Além de que, podendo ou não concordar com isso, Tavares foi eleito por um partido e não individualmente. Pelo que seria da elementar decência que colocasse o lugar à disposição do partido que o elegeu.
Aliás, “independentes” é coisa que não falta no PE. O seu colega socialista romeno Adrian Severin foi recentemente expulso do respectivo partido e grupo depois de um jornal ter revelado que aceitara modificar propostas legislativas do PE a troco de dinheiro (que não chegou a receber), mas ficou agarrado que nem uma lapa ao cargo de eurodeputado, agora como “independente”, claro.
No fundo, esta forma de ser “independente” é apenas uma maneira de não assumir qualquer compromisso (seja com um partido, seja com o eleitorado) e de poder tomar em proveito próprio a decisão que mais convém em cada momento.
E assim cresce a confiança dos portugueses no sistema político, em geral, e na classe política, em particular.
