sexta-feira, 19 de agosto de 2011

"Jornalistas" exilam José Eduardo dos Santos em Portugal ou os mitos que se criam

Há certa imprensa, em Portugal, que se entretém a alimentar alguns mitos. São recorrentes as estórias das universitárias que se prostituem (sempre sem nomes e sem rostos); ou as "notícias" que envolvem agentes secretos (também sem nomes e sem rostos); ou de investigações que devem resultar em detenções (nunca confirmadas). É essa mesma imprensa que inventa o mito José Eduardo dos Santos. Não há casa, vivenda, quinta em Portugal que custe mais de um milhão de euros que não seja apontada como compra do Presidente de Angola. José Eduardo dos Santos, de acordo com esse tal "jornalismo", deve ter mais património imobiliário do que aquele que a Remax tem para vender.
O último disparate aparece hoje nas páginas do Correio da Manhã, numa "notícia" carregada de imbecilidades. José Eduardo dos Santos terá comprado uma casa no Algarve, por 14 milhões de euros, e aproveitou para ficar por ali duas semanas. Bem que o "jornalista" tentou confirmar a veracidade da coisa, mas só conseguiu ter "fontes". Mas se tivesse algum trabalho, de poucos segundos, facilmente leria, via internet, que o Presidente angolano esteve em Luanda, até a receber embaixadores e, pelo menos, três chefes de Estado, além de participar na cimeira da SADC que Angola organizou.
O difícil é de perceber o que vai pela cabeça destes "jornalistas" que não conseguem raciocinar: José Eduardo dos Santos tem uma tremenda aversão em viajar, como é público e notório. Cada saida dele é um acontecimento, tal é a logística de segurança que envolve. Mesmo assim, de acordo com os jornalistas portugueses, tem vivendas em Vila Real, Santarém, Cartaxo, Quinta do Lago, Quinta da Marinha (isto pelas minhas contas, por alto) e, como é óbvio, em Luanda, onde deveria viver se esses "jornalistas" não o colocassem em permanência em Portugal. Assim se cria mais um mito.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Estão mais seguros cá do que aí.



Se fosse presidente da Câmara de Albufeira, pensaria em promover a região.... em Londres.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aumentar é como lamber um cinzeiro

O social-democrata Macário Correia, presidente da Câmara da Faro, anda desgostoso com o tem lido e ouvido sobre nomeações e aumento de remunerações. O caso não é para menos. Ele próprio queixa-se de já ter tido "dois cortes no vencimento" e que gere uma autarquia a viver momentos complicados. Em entrevista ao jornal Público, na edição desta segunda-feira, Macário Correia mostra bem que hoje tem bem mais dores de cabeça do que aquelas provocadas pelo tabaco e pelos beijos às mulheres que fumam:
"Constatei nos últimos dias - já o li e parece que não foi desmentido - um aumento da remuneração dos administradores da CP, empresa que deveria ter resultados líquidos associados aos vencimentos. Depois, a Caixa Geral de Depósitos aumentou o número de administradores. E para um governo que começou com uma atitude de contenção, com a redução de número de ministérios - que aplaudo -, a lista de secretários de Estado impressiona. E a lista de assessores e adjuntos, e remuneração dos elementos dos gabinetes é de pasmar. Pergunto se foi lapso ou se será corrigida brevemente.
- Quer dizer que o Governo tem-se explicado mal?
Sinto-me carente de uma explicação. Já tive dois cortes no meu vencimento, vou ter agora um terceiro. Mas depois olho para a lista de assessores, adjuntos e membros do Governo e fico preocupado. Falta explicar aqui muita coisa.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A guerra segue dentro de momentos




A comunidade internacional já se declara chocada com o que se passa na Síria. O presidente dos EUA confessa ter ficado "horrorizado". As agências contam o número de mortos às centenas citando ativistas de organizações de direitos humanos. A Alemanha e a Itália já pediram uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A História repete-se, sem imaginação. Falta agora o Conselho de Segurança reunir-se, o que deve acontecer em breve, e aprovar uma resolução a dar autorização à NATO para fazer umas incursões por Damasco. Como num jogo de computador, é só escolher a cidade: Bagdad ontem, Tripoli hoje, Damasco amanhã.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Os novos "amigos" de Paulo Portas e da diplomacia ocidental

Além das viagens a Angola, Brasil e Moçambique, o ato mais significativo de Paulo Portas, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros português, foi reconhecer o Conselho Nacional de Transição da Libia, vulgo "os rebeldes líbios", como as autoridades legítimas daquele país. Seguiu aliás as pisadas dos EUA e da Grã-Bretanha. Os britânicos até se apressaram a colocar um líbio exilado no cargo de embaixador. Pois o novo "governo" líbio, carimbado pelas democracias ocidentais, já reconheceu ter executado, a tiro, o general Abdel Younes, que comandava as operações militares dos rebeldes. A revelação foi feita pelo próprio ministro dos Petróleos do governo rebelde. Tudo gente fina e de fino trato. Nada melhor portanto do que receber uns assassinos nos corredores das diplomacias. São estes os novos democratas. amigos de Paulo Portas e do mundo ocidental.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ordem para despedir

Enquanto o Governo hesita em assumir claramente que defende uma lei laboral mais flexível que facilite os despedimentos individuais, é bom recorrer ao pensamento do ministro Álvaro Santos Pereira que, entre tantas tutelas, é o máximo responsável pelo Emprego. Sem véus, sem tabús, e sem dúvidas, o actual ministro escrevia isto, em Dezembro de 2010 (já prevendo que iria haver um novo governo em breve).

"É mais do que evidente que uma das reformas que será levada a cabo nos próximos tempos é a reforma das leis laborais. E não, não estou a falar de somente de tornar os despedimentos mais baratos. Estou mesmo a pensar (oh heresia!) numa maior flexibilização dos despedimentos individuais. A verdade é que, para o bem ou para o mal, uma flexibilização das leis laborais é simplesmente inevitável, quer seja com este governo (se assim for forçado pelos nossos parceiros europeus), quer seja com o próximo governo (o mais provável)."

O artigo completo, com análise filosófica sobre os despedimentos, as medidas que devem ser tomadas e respetivas propostas, pode ser lido aqui: sem mitos, de facto.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Variações sobre uma explicação colossal

Pedro Passos Coelho terá dito que encontrou um "desvio colossal nas contas públicas". Coisa tão assustadora que já foi corrigida pelo ministro das Finanças: "foram detetados desvios", que exigem um "trabalho colossal".
Humildemente, deixo aqui mais sugestões para apimentar a imaginação do Governo e que podem servir para futuras intervenções:
- Detetados colossos, mas os desvios dão trabalho
- Detetado trabalho para desvios colossais
- Desvios do trabalho provocam colossais deteções
- Trabalhos colossais para desvios detetados
- Trabalhos desviados dão desvios colossais
e por aí adiante que, depois de criar impostos, bem que o Governo vai precisar de mais imaginação.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O companheiro de estrada no aumento de impostos

Paulo Portas acha que subir impostos é "aumentar a recessão". Paulo Portas considera que o "aumento de impostos tem efeito na contração da economia", com este pormenor delicioso: criticava o plano de austeridade aprovado pelo PS e PSD. Há um ano, Paulo Portas avisava que o "PSD não era de fiar", por causa dos... impostos. Paulo Portas avisa para ninguém contar com o CDS no aumento de impostos, em relação ao Orçamento do Estado.
E as rejeições ao aumento de impostos não se fica por aqui... Até à posse do Governo, claro.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Passos Coelho e os impostos que devem descer, perdão, subir, perdão, descer, perdão, subir

Pedro Passos Coelho e o zigue-zague dos impostos:
A 21 de Março 2011: A descida dos impostos era obrigatória, por que Portugal "tem uma carga excessiva".
A 24 de Março 2011: Passos Coelho defende aumento de impostos, em Bruxelas. Os deputados dos PSD não gostam da ideia
A 5 de Maio de 2011 (a um mês das eleições): Passos Coelho garante que não vai aumentar os impostos e que isso é uma invenção do PS.
A 11 de Maio: Passos Coelho, no twitter, aumento de impostos assinado com troika é suficiente.
A 14 de Outubro de 2010 chegava o aviso: "impostos que sobem, nunca mais descem".
Se publicasse aqui as declarações de Passos Coelho, nos últimos meses, sobre impostos iria precisar de um blogue extra.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Daniel Cohn(traditório)-Bendit

O co-presidente do grupo dos Verdes no Parlamento Europeu começou hoje por reconhecer que os preparativos para a passagem de Rui Tavares do grupo da Esquerda Unitária Europeia (que integrava na qualidade de independente eleito pelo Bloco de Esquerda) para o grupo ecologista começaram há dois meses:

“Há muito tempo que discutíamos com ele e diferentes pessoas, eu próprio discuti com ele, era algo que se estava a preparar. (…) Digamos que se preparava desde há uns dois meses.”

Confrontado com esta informação, Rui Tavares garantiu que falou com os Verdes “pela primeira vez na segunda-feira” (20 de Junho) para se mostrar “interessado” em trabalhar com eles, rotulando de “absolutamente falso” o que Cohn-Bendit acabara de dizer.

Poucas horas depois, interpelado por um grupo de jornalistas portugueses, o líder dos Verdes corrigiu o tiro e reduziu o início dos contactos em várias semanas:

“Eu disse ao vosso colega há pouco que foi há dois meses, mas o que digo é que se discute há meses não sobre mudar de grupo, mas sobre política. E na semana passada ele falou com o nosso grupo, falou comigo antes, dizendo que havia problemas no seu partido, eu disse-lhe, ‘ouve, a decisão é tua’, e foi na semana passada que ele disse que já estava farto (do Bloco de Esquerda). Houve um aumento de tensão que o levou a decidir-se”.

Mas nem assim. E ao fim da tarde Cohn-Bendit difundiu um comunicado com a seguinte “precisão”:

“Houve um mal-entendido em relação à vinda do eurodeputado Rui Tavares para o grupo dos Verdes. Foi só depois de segunda-feira, dia 20 de Junho, que nós fomos contactados pelo sr. Tavares, que nos transmitiu a sua vontade de integrar, como independente, o grupo dos Verdes”.

Depois de ter mostrado a sua coragem nas barricadas do Maio de 68, Dany Le Rouge continua a mostrar que não tem medo de nada. Nem mesmo do ridículo.

Dos independentes

Ninguém dá pior nome aos independentes do que os próprios independentes.

Depois de Fernando Nobre ter jurado a pés juntos que nunca (never! jamais!) aceitaria cargos políticos e partidários e ter acabado (ou começado) como se sabe, é a vez de Rui Tavares revelar o difícil que é ser independente (porque dizê-lo é relativamente simples).

Eleito pelo Bloco de Esquerda para o Parlamento Europeu, aproveita um desentendimento com o líder do partido para abandonar a respectiva delegação (que integrava na qualidade de “independente”, como o próprio não se cansava de sublinhar”) e anunciar que passa à condição de “deputado independente, integrado no grupo dos Verdes europeus”.

Uma decisão tomada por, passados três dias, Francisco Louçã ainda não lhe ter apresentado um (devido) pedido de desculpas por o ter associado a informações erróneas sobre a génese do Bloco.

O pretexto da sua saída parece ser precisamente isso, um pretexto. Porque acontece numa altura em que o Bloco atravessa a sua maior crise. E sobretudo porque, para poder anunciar no próprio dia em que sai do grupo do Bloco no PE (a Esquerda Unitária Europeia) que passa a integrar os Verdes, significa que estaria a negociar com estes últimos há bem mais de três dias. O que o próprio co-presidente dos Verdes, Daniel Cohn-Bendit, confirmou.

Além de que, podendo ou não concordar com isso, Tavares foi eleito por um partido e não individualmente. Pelo que seria da elementar decência que colocasse o lugar à disposição do partido que o elegeu.

Aliás, “independentes” é coisa que não falta no PE. O seu colega socialista romeno Adrian Severin foi recentemente expulso do respectivo partido e grupo depois de um jornal ter revelado que aceitara modificar propostas legislativas do PE a troco de dinheiro (que não chegou a receber), mas ficou agarrado que nem uma lapa ao cargo de eurodeputado, agora como “independente”, claro.

No fundo, esta forma de ser “independente” é apenas uma maneira de não assumir qualquer compromisso (seja com um partido, seja com o eleitorado) e de poder tomar em proveito próprio a decisão que mais convém em cada momento.

E assim cresce a confiança dos portugueses no sistema político, em geral, e na classe política, em particular.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Volta, Zé Manel, estás perdoado!

Sete anos depois de ter trocado Lisboa por Bruxelas, Durão Barroso admitiu hoje que a culpa do estado a que chegou o país é sua. Claro que não o fez de uma forma tão directa e até foi obrigado a “amassar” alguns números para sustentar a sua tese.

Um jornalista italiano perguntou a Barroso se as receitas da Comissão Europeia, do BCE e do FMI para a Grécia seriam a solução certa. E recordou que, enquanto primeiro-ministro (entre 2002 e 2004), o próprio Durão implementou em Portugal medidas da mesma natureza e, quase 10 anos depois, o país “não está em grande forma”.

E Durão explicou pacientemente que, quando se foi embora, deixou a casa toda arrumadinha: “Quando era primeiro-ministro, no dia em que terminei o meu mandato, o défice estava, de facto, abaixo dos 3,0 por cento e a dívida, se me recordo bem, estava nos 57 ou 58 por cento, portanto abaixo do limite” de 60 por cento do PIB, referindo-se aos limites impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.

E acrescentou que “Nessa altura (2004) eu estava a tentar que o meu país fizesse esforços e algumas pessoas não concordavam com esses esforços”, para concluir que “o problema aparece quando esse caminho não tem continuação”. Ou seja, se a Europa não tivesse chamado por ele, nada disto tinha acontecido.

A verdade é que se em relação aos números da dívida Durão até tem razão, a parte sobre o défice é bem mais discutível. Começou por rever em alta o défice de 2001 (um truque muito em voga durante algum tempo em vários países europeus, como Portugal e a Grécia, que permite aos governos recém-empossados dramatizar a situação, acusar o antecessor e mostrar serviço mais depressa) para 4,3%. Fechou 2002 com 2,9%, mas em 2003 o valor final já foi de 3% e o ano de 2004 acabou nos 3,4%.

Quando Sócrates chegou ao governo, em 2005, a primeira coisa que este fez foi… rever em alta os valores do défice (atirando as culpas para Durão e Santana), que nesse ano acabaria por atingir os 5,9%.

Como diria o outro, é só fazer as contas. Ou talvez não.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estado à bomba

Parte da entrevista de Nuno Crato à Rádio Ecclesia, em Fevereiro deste ano:

"Acho que o Ministério da Educação deveria quase que ser implodido, devia desaparecer, devia-se criar uma coisa muito mais simples, que não tivesse a Educação como pertença mas tivesse a Educação como missão, uma missão reguladora muito genérica e que sobretudo promovesse a avaliação do que se está a passar."

O resto resume-se a isto: Menos Estado, melhor educação. Já se prevê dias muito agitados nas escolas e nas... ruas

Serviço público via blogosfera

Quem quiser saber as opiniões, propostas, ideias e percursos de alguns ministros (independentes) do novo governo português é só seguir estas páginas:
O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, escreve aqui: desmitos; O ministro da Saúde é profusamente citado no Jumento; o da Educação e Ensino Superior andou pelo Divulgar Ciência.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A forma e a lei

A dúvida assalta a redação da TSF: a palavra 'copianço' existe? E não houve dúvidas, imediatas, que sim, existe e está reforçada:
- Não só existe como já ganhou força de lei, diz alguém
- Já faz jurisprudência, avança outro.
Mesmo sem a resposta concreta deu jeito para explicar a batota - ou o roubo? - dos futuros magistrados e juízes no exame.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Um verdadeiro amor errante

A notícia já corre por aí e foi difundida pelo jornal "Público": Francisco Ribeiro de Menezes, diplomata, será o chefe de gabinete de Pedro Passos Coelho. Já trabalhou com os socialistas Luís Amado e Jaime Gama e, em tempos, avisara, através de uma letra para o 'Sétima Legião' que o amor é errante. No amor e na política a julgar pela letra:

Amor distante/ Por quem eu espero /Contando o tempo /A cada instante /Para sempre hás-de errar / Onde o vento soprar / Amor errante / Por quem demoras / Há tanto tempo?

terça-feira, 14 de junho de 2011

É na Síria, não é? Uma mentira a mais ou a menos não incomoda

Afinal a desgraçada síria, lésbica e activista, perseguida pelo regime de Damasco, vive na Escócia e é... homem. Como uma mentira, tantas vezes repetida, é quase uma verdade. Falta saber quantas mentiras mais não foram contadas na Tunísia, no Egito, na Líbia, na....

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Jornalismo de bola de cristal

Desconfio sinceramente que muitos jornais - incluíndo os ditos de referência - vão 'apanhar' uma bolite crónica: desatar a inventar, na hora do defeso, o futuro de José Sócrates. Tal como o Benfica que, em cada verão, contrata uns 500 futebolistas, também José Sócrates deverá ter uns 500 empregos até o início da próxima época. A arte de adivinhação já começou. Até já antecipo as "fontes": hoje no Brasil, amanhã em Angola, depois de amanhã na ONU, para a semana no FMI, na outra numa empresa de computadores, na seguinte numa indústria automóvel, depois numa de energias renováveis...

Francisco Sócrates Assis

Já dá para adivinhar quem vai apoiar Francisco Assis na corrida à liderança do PS: José Lello, António Braga, Fernando Serrasqueiro, Jaime Gama, Renato Sampaio, Pedro Silva Pereira, Marcos Perestrelo, João Tiago Silveira, Vieira da Silva, Fernando Medina, Paulo Campos.... Onde é que já os vi? Falta apenas arranjarem a Assis um "petit nom" como aquele que deram ao "menino".

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vida dura a de autarca

António Costa rejeita ser candidato à liderança do PS por "não ser possível conciliar" esse cargo com o de presidente da Câmara de Lisboa. Mas é curioso que, no entanto, sempre foi (e é) possível conciliar o mesmo cargo com o de primeiro-ministro. Trabalha-se mais nas câmaras do que nos governos, está visto.