terça-feira, 19 de abril de 2011
Alôôô? Posso elogiar?
- Boa noite, olhe, recebi uma mensagem do PSD para me inscrever no Fórum da TSF. Queria me inscrever...
- Bem, enganou-se. As inscrições não são feitas agora. Só amanhã...
- Ah... desculpe. Disseram-me que era às nove. Pensei que fosse da noite.
Nota: o Fórum da TSF, de terça-feira, teve como convidado Pedro Passos Coelho.
Jornalismo sobre nada
Enquanto durar o trabalho dos técnicos das contas, as redações têm muito por onde se entreter: enchem as "notícias" de nadas e os telejornais de coisa nenhuma.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Caro amigo, a coisa tá preta é aqui
segunda-feira, 21 de março de 2011
Ironias...
O verdadeiro valor das coisas
segunda-feira, 14 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
E tudo volta ao mesmo no reino da Líbia
sexta-feira, 4 de março de 2011
Deve haver uma frota larga de C-130
E uma convulsão social pode provocar mais uma ponte aérea para trazer os portugueses todos que por lá fazem pela vida. Não sei se Portugal - e, já agora, a União Europeia - tem assim tantos aviões C-130.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O tribunal da Polónia é que lhe topa os truques
Apoiando-se em depoimentos de testemunhas e em relatórios da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT), o Tribunal de Primeira Instância confirmou que existiam infracções massivas aos direitos dos trabalhadores, como colaboradores com salário e contrato de part-time que eram obrigados a fazer horário completo. Deu também como provado que raramente eram pagas horas extraordinárias, eram proibidas idas à casa-de-banho nas horas laborais, havia ameaças de despedimento, entre outros exemplos. A IGT polaca confirmou ainda que a Biedronka mantinha o registo de horas de trabalho de forma desonesta e que as regras de higiene e segurança eram recorrentemente infringidas.
Destes truques da Biedronka, pertencente à Jerónimo Martins, é que o empresário Alexandre Soares dos Santos se "esquece". Ou apenas omite quando despeja certezas inabaláveis, como esta:
"Ele [os políticos] é que gostam de truques. O nosso sucesso assenta em trabalho."
Esse trabalho foi bem descrito pela Inspeção-Geral da Polónia.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
O centro do centro, mas honesto
Como se sabe e se sente, há muito tempo que o MPLA abandonou o "socialismo científico", apregoado durante décadas, para assumir, na prática, uma outra postura ideológica. Só que, na teoria, essa outra postura ainda não constava do programa do partido. Até este fim-de-semana. Dirigentes do MPLA estão reunidos em Luanda para redifinir a sua posição ideológica e, de acordo com os seus principais dirigentes, a linha traçada chama-se "socialismo democrático". E foi esse socialismo que motivou a realização de uma mesa redonda. Na abertura da cimeira coube ao presidente do grupo parlamentar, Virgílio de Fontes Pereira, explicar aos delegados o que é o socialismo democrático abraçado pelo MPLA:
"Um partido do socialismo democrático anda mais para esquerda quando defende mais os princípios da igualdade, da liberdade, da socialização da produção, entre outros. Vai mais para direita quando apregoa uma maior intervenção no mercado”.
Este zigue-zague do MPLA serve de lições a muita gente. Primeiro para aqueles que andam à procura do "Centro" que podem encontrar aqui um modelo; depois para aqueles que se dizem comunistas e vêem no MPLA um partido "camarada" de percurso e aliado de todas as horas; e, por fim, para os partidos de direita que, por esse mundo fora, não se cansam de "piscar os olhos" (de mão estendida ou apenas com cumplicidade ideológica) ao MPLA. O partido no poder em Angola tem assim braços largos e um colo quente.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Ataque aos hipócritas
sábado, 12 de fevereiro de 2011
O que seria do Mundo sem esta clarividência?
"A situação no Egito ainda é muito complexa"
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Quando o povo é empurrado...
Facada no Durão
Depois de 1995, foram eleitos António Guterres, DURÃO BARROSO e José Sócrates. Pelo meio, houve outro primeiro-ministro, mas não eleito: Pedro Santana Lopes.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Quem desassossega, amigo é
Agora que aumenta o 'suspense' no Egito, sobre o futuro do país e sobre o destino de Hosni Mubarak, é altamente recomendável que se leia este Prémio Pulitzer, de Lawrence Wright. Fica-se a perceber, antes de mais, as origens da Al-Qaeda e do radicalismo islâmico: escolas, faculdades e mesquitas no... Egito. E fica-se a perceber que aquelas manifestações não são, de todo, espontâneas. Desconfio que a comunidade internacional (essa vasta agência de interesses vários) vai ter muitas saudades do ditador Mubarak, caso ele caia.
As motivações para uma liderança
- Achas que o Carrilho se candidata?
- Só se houvesse uma alteração estatutária em que o secretário-geral passasse a ganhar 10 mil euros por mês, mais cartão de crédito 'gold' e carro preto.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Crónica de duas estranhas demissões
De imediato, a TSF fala com Jorge Miguéis que nega, rematando que essa hipótese "não fazia sentido nenhum" e que aguardava pela conclusão do inquérito.
Minutos depois desta conversa, a assessoria do Ministério da Administração Interna fazia chegar um comunicado às redações dando conta que o "director-geral da Administração Interna, Professor Paulo Machado, e o director da Administração Eleitoral, Dr. Jorge Miguéis, apresentaram o pedido de demissão na sequência dos factos ocorridos no acto eleitoral de 23 de Janeiro de 2011".
Ou seja, Jorge Miguéis tinha pedido a demissão, mas não sabia.
Ou então, foi nomeado voluntário para sair e a comunicação social soube primeiro.
Ou isto tudo não faz sentido nenhum.
Nota: Apesar deste Governo ter assinado o Acordo Ortográfico, os assessores do mesmo Governo continuam sem saber o que isso significa.
domingo, 23 de janeiro de 2011
A Madeira não esquece o "senhor Silva"
A instabilidade mora ao lado
Um dos derrotados da noite
Entre a vitória, a derrota e o alívio
Democracia clara
Criatura ultrapassou o criador*
*Primeira conclusão "roubada" a uma amiga
sábado, 15 de janeiro de 2011
Um nobre "genocídio"
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Evidentemente, poderá não ser óbvio
"Não vale a pena a falar da raça. Não é preciso realçar o que já é óbvio".
Este sábio conselho vem a propósito da entrevista de Cavaco Silva à RTP. Em pouco mais de 20 minutos, o presidente/candidato disse quatro vezes que defendia "o rigor", ora sobre as contas públicas, ora sobre a venda das acções da SLN. E ainda voltou a dizer que era "rigoroso". E isto tudo depois de ter desafiado alguém a nascer duas vezes para ser mais honesto do que ele.
Cavaco Silva deve estar a precisar de assessores "à Obama". Se há quase 30 anos defende que é "rigoroso", fazendo disso mesmo uma bandeira, já não deveria estar na cara? Ou ainda não é assim tão óbvio?
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
TENHO UM ADOLESCENTE EM CASA...e não sabia!
Mas desculpem-me lá o desabafo. Então a criança de 8 anos, que por acaso é a minha, já não é criança aos 8 anos . Para efeitos de pagamento a criança deixa de ser criança aos 6 anos. Para efeitos de MAIS pagamento, entenda-se. Já tenho portanto um adolescente em casa, um adulto porque não? Paga como tal.
Nem é pelo dinheiro, quer dizer, também é mas o que aborrece mesmo é o engano.
Depois o Estado e o Ps que não se queixem do que se vai dizendo sobre a mensagem que passam. Passam mal enganando o cidadão. Dizia José Magalhães, o ano passado no Parlamento, perante as críticas da oposição( por causa do fim da gratuitidade da emissão do documento para as crianças) que tinha de ser e tal e que afinal o valor, os tais 7,5 correspondiam a metade do valor de um pacote de fraldas.
Pois eu que já tinha largado as fraldas vai para uns anos volto agora a pagar mais um pacotinho. Inteiro!
E não consigo entender a lógica de uma criança deixar de o ser aos 8 anos de idade
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O ano começa a chicote

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
"Nós não queremos explorar a pobreza para benefício político"*
A ideia até parece excelente. O que se dispensava mesmo, sobretudo em vésperas de Natal, é que dois secretários de Estado dessem razão ao primeiro-ministro. Pelas piores razões, entenda-se.
*José Sócrates a 18-12-2010, durante as Jornadas Parlamentares do PS
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Cada povo tem o wikileaks que merece
- E já viste esse Júlio Henriques que agora quer f... o Sócrates?
- Júlio Henriques? Nem sei de que estás a falar..
- O Júlio Henriques, esse gajo que anda a pôr os telegramas cá pra fora pra f.. o Sócrates.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Se não nos despacharmos, o debate já acabou...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Quem conta um conto...
O que é curioso, de facto, é que o telegrama (origem da notícia) só fala mesmo numa alegada intenção (e não escrita) de Santos Ferreira. A propósito destas informações veiculadas por diplomatas, dá para recordar o livro de Tim Weiner, "História da CIA - um legado de cinzas", e o resumo dele feito pelo "The Boston Globe":
"Tim Weiner desmascara décadas de enganos e demonstra na perfeição como a CIA falhou quase sempre no seu principal objectivo: reunir e analisar a informação que permitisse ao presidente compreender o que se passava no Mundo. Em vez disso, centrou-se mais em manipular e ajustar a informação de acordo com os preconceitos de quem habitava a Casa Branca".
Quem lê "CIA" pode perfeitamente ler "diplomatas norte-americanos" por que, como se sabe, é difícil distinguir onde começam uns e acabam outros.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Atrasados, mas ainda a tempo - Portugal visto pelos EUA
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Cooperação estratégica precisa-se para uma simples conversa com jornalistas...
Os jornalistas iam a caminho do aeroporto de Mar del Plata esperar José Sócrates, quando foram informados pela assessoria de Cavaco Silva que o Presidente falaria duas horas depois no Hotel onde está hospedado.
No aeroporto, apesar de prevista uma declaração, o PM acabou por entrar logo no carro, remetendo a dita conversa para mais tarde.
De regresso ao mini-autocarro, que o gabinete do PM arranjou para a imprensa (desta vez, é S. Bento que organiza a viagem), o destino era o hotel do Presidente. Mas o apertadíssimo cordão de segurança montado à volta dos locais da cimeira, impedia a circulação dos jornalistas. Nem a pé, podiamos andar sózinhos pela área fechada.
Já estava na hora de Belém, e nem um microfone com o Presidente. Nessa altura, já se sabia que Sócrates também falaria no mesmo hotel. O problema continuava a ser o chegar lá. O objectivo cumpriu-se quando os assessores do PM foram ter com o grupo ao centro de imprensa para nos "escoltarem" ao hotel. Nessa altura, a presidência da republica informava que Cavaco já não falaria, tinha um compromisso.
À porta do hotel, somos informados que Sócrates vai descer para falar com os jornalistas. Enquanto desce-e-não desce, surge a comitiva presidencial já com os automóveis prontos para sair mas que anuncia então que Cavaco pode falar naquele momento mas numa sala do hotel.
Perante o espanto da equipa de Sócrates, os jornalistas que estão na rua, à espera do PM, entram para ir ao encontro do PR. Depois de Cavaco falar, os jornalistas abandonam o hotel e à porta são informados que Sócrates foi correr…Declarações só depois…Foi o que aconteceu…Cavaco conseguiu mesmo falar primeiro...
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
A verdade e o jornalismo
"Eu acredito na verdade. Mas só se chega à verdade ouvindo todas as versões"
Depois de lhe pedir autorização para o citar, ele próprio tratou de lembrar que, no jornalismo, a frase é uma simples evidência. E é. Pois, mas há, por aí, muito sítio que acham que a evidência afinal é um mero... capricho.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Um "ditador", perdão, um "autoritário", perdão, um "prepotente" para Belém
"Ninguém pode razoavelmente pensar que o Prof. Cavaco Silva seja realmente um "ditador", ou pretender que é esse o juízo que faço a seu respeito. Usei a palavra com o significado figurado que ela também tem, como sinónimo de "autoritário" ou "prepotente", mais precisamente como adjectivo com que se qualifica quem exerce o poder de forma implacável ou desapiedada, sem revelar pelas outras pessoas sentimentos ou consideração. Recordo que o termo aparece a propósito da demissão compulsiva de quatro ministros, que entendo ter sido feita sem a cortesia que os visados mereciam.".
Esta sexta-feira, Belmiro de Azevedo anuncia o apoio formal ao "ditador", "prepotente", "autoritário", "implacável" à Presidência da República.
Nem as sondagens os arrefecem?
Luís Filipe Menezes resolveu lançar um aviso aos dirigentes do PSD: que se "unam à volta do líder", que travem "afirmações que não são felizes e prejudicam o PSD"; que "sejam cautelosos e coloquem de parte pequenas vaidades, pequenas presunções individuais, pequenas vontades pessoais".Ou seja, o antigo líder do PSD, conhecedor dos meandros, bastidores e, como ele próprio dizia, "das bases", sentiu necessidade de arrefecer alguns ânimos e já está a adivinhar o que vem aí: o cheiro a poder afia as garras.
Tudo sobre Angola
Há imagens como esta, há mapas, há gráficos, há livros, há dados estatísticos, há comparações, há Angola inteira e África, há geografia, sociologia e antropologia, há fontes bem identificadas. Pelo blogue "Angola do outro lado do tempo" não falta (quase nada). Está lá a História de Angola, dos primórdios até aos nossos dias e subjectiva como qualquer História que se preza. É um verdadeiro serviço público o que este blogue faz, sobretudo, por ser uma área onde há pouca coisa publicada. Imperdível por quem se interessar pela História de Angola (e de África).quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Um papelinho verde que explica muita coisa
A ministra do Trabalho, Helena André, concluiu que a adesão ao trabalho foi altamente significativa especialmente "nos têxteis, na cortiça e nas grandes superfícies comerciais". E que o consumo da electricidade registado "foi o mesmo de ontem".sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Momento tuga da cimeira: "Papá, leva-me a ver o Obama"
A história está contada pela TVI.
Da série: "Frases que impõem respeito"*
João Cravinho, ex-ministro de um governo do PS e antigo colega de José Sócrates no mesmo governo.
*Ideia roubada ao Câmara Corporativa e frase sugerida ao Câmara Corporativa
Momentos de jornalismo superlativo
Começam a esgotar-se as opções...
“Portugal não é a Irlanda” – Teixeira dos Santos, 15.11.2010
A propósito dos "merecidos" salários dos gestores
O relatório conclui ainda que "há uma gestão pouco eficaz dos recursos humanos, um controlo deficiente da assiduidade; deficiente planeamento e eventuais concessões a grupos de interesse; exagero nos ajustes directos; gestão pouco criteriosa dos dinheiros públicos; decréscimo de produção nos serviços de urgência; e um mercado dos médicos distorcido, com aplicação de preços superiores à realidade.
Vale a pena recordar o Bloco Central que criou e apadrinhou a ideia de contratar externamente médicos: primeiro, Luís Filipe Pereira, depois, Correia de Campos.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Até os comemos!
Presente no encontro, Teixeira dos Santos reza para que Portugal passe despercebido.
Antes, foi almoçar num restaurante das imediações, deleitando-se com um suculento bife… irlandês: Irish Prime Beef Sirloin, segundo a ementa.
“Até os comemos!”, ouviu um transeunte ao ministro que entrava no restaurante.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Sinais dos tempos
domingo, 14 de novembro de 2010
A (nova) magistratura de influência activa
sábado, 13 de novembro de 2010
"Eu compreendo as declarações do sr ministro dos negócios estrangeiros" José Sócrates
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Reis
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Importa-se de repetir ?!!!
O candidato comunista agradeceu as "palavras sábias" do seu mandatário.
P.S. Blogado com a devida autorização de quem postou isto no facebook (para comentadores mais preocupados com a assinatura do post do que com o post em si)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Há quem ache por aqui que o pedido de desculpas devia seguir para a SIC...
Cavaquistas somos todos nós
"Acredito que Cavaco Silva terá um desempenho mais interventivo".
E, para sublinhar que, no Largo do Rato, já se sabe quem continuará em Belém, Vitorino dá a estocada final:
"Aqueles que quiserem ficar com o ónus de terem dividido votos a contar com uma segunda volta - que muito provavelmente não se realizará - terão de ponderar se irão levar a sua candidatura até ao fim. Isto se Manuel Alegre conseguir fazer essa pedagogia".
Esta referência a Manuel Alegre é aliás a única em toda a entrevista dada à edição de hoje do Diário Económico
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
O pai já liga, está em pré-campanha !
(melhor do que isto só a a imagem dos pontapés à incubadora com que Pedro Santana Lopes nos brindou nos seus gloriosos tempos de menino-guerreiro)
Antes, o encontro com estudantes e professores no anfiteatro da Faculdade tinha sido interrompido pelo toque do telemóvel "É a minha filha... Tá?! Isabel?!... O pai já liga. "
Esta campanha promete.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Não se esqueceram da revisão constitucional, pois não ?
Vemo-nos em Marte
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Quando discurso e acção não jogam...
O debate do primeiro dia do Orçamento de Estado foi mais um exercício bipolar de todo o processo de negociação que decorreu nas últimas semanas. Apesar de terem anunciado um entendimento, governo e PSD passaram esta terça-feira pelo hemiciclo como dois parceiros desavindos e desconfiados mostrando que o clima de guerrilha vai continuar. Temos portanto Orçamento mas tambem uma crise política. Nem um nem outro quer assumir o "contrato". Mas a inevitabilidade tem (ou devia ter) consequências. Não parece. E, neste caso, as aparências não iludem.
Enquanto isto...
Os juros da dívida, que subiam "porque não havia acordo", continuam a subir quando já há acordo...
Um candidato presidencial queixa-se nas redes sociais "do espectáculo público de cinismo ou de agressividade" e mostra "muita apreensão [com]o desprestígio da classe política e a impaciência com que os cidadãos assistem a alguns debates"...
Os bancos anunciam milhões de lucros...
Sigamos, pois, para o 2º dia do Orçamento.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Vamos todos aprender inglês

No reino dos ceús, só há enlatados
Um grupo de pessoas resolveu, esta noite, rezar um terço, na igreja do Sacramento, em Lisboa, a favor do Orçamento do Estado. Sim, a favor. Foi pedida a ajuda divina para que o Orçamento seja bom e que seja aprovado. O repórter da TSF, José Milheiro, acompanhou as rezas e deu-lhe para perguntar a um devoto se concordava com o aumento do IVA. A resposta é negativa por uma razão, muito cristã: "porque os mais carenciados usam enlatados, porque não têm refrigeração".
O resto das observações anda, mais ou menos, pelo mesmo tom que a reportagem ilustra. Talvez fosse por estas sentimentos milenares que Jesus Cristo terá relacionado o futuro dos ricos, os camelos, os buracos das agulhas e o reino dos céus.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Dupla personalidade política (apenas política)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Les uns et les autres
terça-feira, 26 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Alegria ao jantar
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
O que é a Ongoing ?
Adivinha
Era uma vez uma comissão parlamentar de inquérito
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Clima de negociação
A primeira reunião entre Governo e PSD está marcada para sábado à tarde.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
PARA QUEM AINDA DUVIDAVA...
Dia 26, CCB, às 20h...anúncio de recandidatura..
A vergonha

terça-feira, 19 de outubro de 2010
Esta semana, a cor da hipocrisia é o azul

Porquê? Porque da agenda consta um relatório (meramente político, sem qualquer tipo de consequência prática) sobre o rendimento mínimo no combate à pobreza. Que até defende que deve existir em todos os países um subsídio equivalente ao rendimento de inserção social português. E que até defende que o dito deve corresponder a 60% do rendimento médio de cada país, o que no caso português seria qualquer coisa como 420 euros (actualmente são 189 euros e o salário mínimo 475).
Mas como nada disto tem qualquer consequência prática, pode aprovar-se o relatório à vontade, com uma maioria confortavelmente apaziguadora de consciências, enquanto se debitam umas banalidades sobre os pobrezinhos e se decide se o laço azul fica melhor do lado esquerdo ou direito.
E deixa-se para outro dia a reflexão populista e demagoga sobre os ordenados dos eurodeputados (7.807,12 euros/mês), a que acresce o subsídio de “despesas gerais” para apetrechar o escritório (4.2020 euros/mês, apesar de o PE providenciar algumas coisas, tipo computadores), o subsídio anual de viagem (4.148 euros/ano), o subsídio de estadia pela “comparência em reuniões oficiais” (298 euros/dia, basicamente para fazer aquilo que a maior parte das pessoas faz, que é ir trabalhar) e o recentemente auto-aumentado subsídio para contratação de colaboradores (19.364 euros/mês). Sim, tudo isto para cada um dos 736 eurodeputados e não a distribuir por todos. Para já não falar das incompreensíveis deslocações mensais do euro-circo a Estrasburgo (200 milhões de euros/ano), os subsídios de reinserção, os esquemas de reforma e a pensão de aposentação aos 63 anos. Nem para referir os igualmente compreensivos salários e regalias dos eurocratas que, dia sim, dia não, lembram aos marotos dos portugueses, dos gregos ou dos irlandeses que a austeridade, o congelamento dos salários ou o aumento da idade da reforma é para o seu próprio bem.
Enfim. Vou ali buscar o meu lacinho e já venho.
O grande recreio

O Parlamento Europeu vota esta quarta-feira o relatório de Edite Estrela sobre o alargamento da licença de maternidade. A Verde holandesa Marije Cornelissen enviou um mail aos demais colegas a anunciar a sua ideia brilhante: que os eurodeputados que apoiam as propostas do relatório (aumentar a licença de maternidade para 20 semanas, com pagamento integral do ordenado… a partir de 2020) apareçam no plenário com um destes bonitos balões (os Verdes encarregam-se da distribuição dos ditos à entrada do plenário).
Balões esses que “não têm o logo de nenhum grupo, pois o momento é de unidade”. Em contrapartida têm “a imagem de um bebé feliz, pois no fundo é disso que se trata”.
Quinta-feira é votado um relatório sobre política marítima. Que irá a Marije distribuir desta vez? Barbatanas?
"O Fernando Medina já ligou ?"
Mas quando um porta-voz dá ordens no Rato para que não seja divulgado o seu número, a coisa complica-se até porque os seus antecessores (Vitalino Canas e João Tiago Silveira) se mostraram sempre acessíveis.
Não poderá o PS, mesmo em tempos de austeridade, arranjar um telemóvel de serviço a Fernando Medina ?
PS Já agora, se não fôr pedir muito : o telemóvel do assessor de imprensa do grupo parlamentar, Vasco Ribeiro, avariou...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Não se fala de outra coisa mas...
domingo, 17 de outubro de 2010
O porta-voz
sábado, 16 de outubro de 2010
Suspiros (portugueses) de alívio
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Não há quem aguente...
No Rato...
Barroso, maçon sem avental?
Na conferência de imprensa final, Barroso foi questionado directamente sobre se pertence a alguma organização maçónica.
Ao seu melhor estilo, começou por explicar que “Uma pessoa tem o direito de dizer se é ou não membro, mas também se pode recusar fazê-lo”, com alguns jornalistas já a esfregarem as mãos de contentes (naquela lógica do ‘se não nega, é porque se calhar até é’). Mas lá acrescentou: “dito isto, e para evitar mal entendidos, eu não sou membro e não recebi nenhum convite para ser”, no que foi secundado pelo presidente do Conselho Europeu, igualmente presente (“eu também não!”).
Estava a conferência de imprensa prestes a terminar quando um dos muitos participantes no encontro pega no microfone e atira: “na franco-maçonaria dizemos que quando alguém se identifica com as nossas ideias e as aceita, então é um franco-maçon sem avental e esse é provavelmente o caso de ambos os presidentes”.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Realpolitik a quanto obrigas
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
A melhor imagem
De pé, ó vítimas dos golpes na credibilidade
«A decisão da atribuição do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo – inseparável das pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China - é, na linha da atribuição do Prémio Nobel da Paz de 2009 ao Presidente dos EUA, Barack Obama, mais um golpe na credibilidade de um galardão que deveria contribuir para a afirmação dos valores da paz, da solidariedade e da amizade entre os povos.»
Verdadeiro golpe na credibilidade seria o Nobel da Economia ser atribuído ao regime chinês, que promove a escravatura; num país onde não há leis laborais, nem sindicatos que defendam trabalhadores e "conquistas" parecidas com as de Abril; em que há gente exportada como se fosse gado a viver em contentores num sistema rotativo chamado "cama quente". Só por isso o PCP e os comunistas deveriam ter contenção - para não chamar vergonha - de se aproximarem sequer de uma posição chinesa.
O PCP tem a arte de simultaneamente apoiar dois regimes que, de comum, só têm o facto de um exportar a mão-de-obra e outro importá-la: China e Angola.
De mestre
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
E tudo o Evento levou
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Do que Saramago se livrou...
Finalmente, em Mafra, ficam explicadas as tropelias a José Saramago.**foto roubada ao Delito de Opinião
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O "show" encolhido

Na sessão solene de 6 de Outubro
O ridículo é que três horas depois de acabar a cerimónia, ainda há brochuras espalhadas pelas mesas do governo... A tiragem indica 600 exemplares.
Esperteza saloia? Talvez. Desleixo? Certamente.
No entanto há dois pormenores curiosos. O primeiro é que a decisão de chumbar os três nomes e “recomendar” a apresentação de uma nova lista foi tomada no dia 10 de Setembro, ou seja, há quase um mês. Sem que ninguém tivesse reparado ou considerado importante.
A decisão foi tomada por uma sub-comissão da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, cuja responsabilidade é apenas essa (entrevistar e escolher um juiz entre os candidatos propostos pelos diferentes países), e de cuja composição não faz parte nenhum deputado português (porque deve ser uma chatice e não deve ter importância nenhuma).
Só quando chegaram descansadamente a Estrasburgo, na passada segunda-feira, para mais uma tranquila sessão da dita Assembleia, é que os representantes lusos “descobriram” a afronta (já agora, o que andará a fazer o representante permanente de Portugal junto do Conselho da Europa, responsável por acompanhar estes processos?). Alguém andou a dormir ou a ver se a coisa passava despercebida.
Nesse mesmo dia, o social-democrata Mendes Bota tentou salvar a honra da nação propondo uma votação, mas a recomendação da dita sub-comissão acabou por ser endossada pelo plenário.
De Estrasburgo a Lisboa choveram reacções, do género a-minha-indignação-é-mais-indignada-que-a-tua, deputados, bastonários, ministros, comentadores, treinadores, etc, quase abafando o segundo pormenor curioso.
No debate que antecedeu o voto, o presidente da comissão jurídica (de quem depende a referida sub-comissão), explicou sem papas na língua o motivo da decisão. Quando querem impor o seu candidato, os governos de alguns países apresentam um nome forte e dois fracos, o que é visto pela Assembleia Parlamentar como uma manobra para condicionar a sua decisão, que acaba por esvaziar o seu papel. Pelo que quando consideram estar perante uma situação dessas fazem o que já fizeram em ocasiões anteriores, envolvendo outros países: vai tudo para trás.
“Portugal pode fazer muito melhor e apresentar uma lista com três excelentes candidatos”, afirmou o presidente da comissão jurídica, o cipriota Pourgourides.
Saber lidar com o imprevisto
http://video.ap.org/?f=AP&pid=z7JkpxPZvgxDtcy1Ezxc4kkTlrO2glhI
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Sem dúvida, um dos momentos do dia
“Quis vir aqui no 5 de outubro para assinalar aquilo que é um princípio estruturante do nosso Estado republicano, o princípio da laicidade e para afirmar que este não é anti-religioso”, afirmou José Sócrates na inauguração da igreja de Alfragide.
Segundo o primeiro ministro, a laicidade do Estado “é garante da liberdade religiosa, de todos os cultos e todas as confissões”.
Depois de assistir à missa celebrada pelo cardeal patriarca de Lisboa, o primeiro ministro destacou que “o Estado Republicano trata todas as confissões por igual, com igual respeito, delicadeza e carinho”.
José Sócrates admitiu também que a sua presença na inauguração da igreja teve uma motivação pessoal: “partilhar o contentamento da comunidade católica”, de Alfragide, e que o fez “com alegria e com luz no coração”.
CC.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Os riscos da Política 2.0
Um ajuste de contas com Afonso Costa
Aqui ao lado...
domingo, 3 de outubro de 2010
Políticos-Comentadores
Marcelo Rebelo de Sousa era uma excepção. Muitas vezes - e para irritação de quem fazia o programa - não guardava para domingo o que podia dizer durante a semana ao microfone que lhe aparecia pela frente.
Vem isto a propósito da reacção de António José Seguro, sexta-feira passada, na Assembleia da Republica, aos jornalistas que o interpelaram sobre as novas medidas de austeridade do governo. Seguro faltara às reuniões da comissão política e do grupo parlamentar e pretendia-se conhecer a sua posição. "Já falei ontem na SIC-Noticias"...mas importa-se de repetir ?..."Veja a gravação da Sic-Noticias", acrescentou o deputado justificando as ausências com as aulas que tinha à mesma hora das reuniões.
Seguro sublinhou o compromisso que tinha com os seus alunos. E um compromisso com os eleitores que o elegeram, não terá ? Ou terão esses eleitores de ver a Sic-Noticias para conhecerem a posição do seu deputado ?
(Na véspera,tambem António Costa que recusara fazer declarações no final da comissão política, expôs na Quadratura do Círculo a sua opinião sobre as novas medidas.)
É óbvio que cada político fala sobre o que quer com quem quer e quando quer.
Mas ao limitar o seu discurso a uma tribuna mediática paga, quando o interesse é geral, não estará o político apenas a condicionar a forma de transmissão da mensagem, dificultando o seu conhecimento por parte de quem o elegeu e com quem tem (ou deve ter) um compromisso maior ?
Europa a várias vozes





