quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

As motivações para uma liderança

Conversa ouvida entre dois responsáveis do PS sobre o que se poderá no próximo congresso socialista:
- Achas que o Carrilho se candidata?
- Só se houvesse uma alteração estatutária em que o secretário-geral passasse a ganhar 10 mil euros por mês, mais cartão de crédito 'gold' e carro preto.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Crónica de duas estranhas demissões

A agência Lusa anuncia que Paulo Machado, diretor-geral da Administração Interna, Paulo Machado, e o diretor da Administração Eleitoral, Jorge Miguéis, tinham pedido a demissão.
De imediato, a TSF fala com Jorge Miguéis que nega, rematando que essa hipótese "não fazia sentido nenhum" e que aguardava pela conclusão do inquérito.
Minutos depois desta conversa, a assessoria do Ministério da Administração Interna fazia chegar um comunicado às redações dando conta que o "director-geral da Administração Interna, Professor Paulo Machado, e o director da Administração Eleitoral, Dr. Jorge Miguéis, apresentaram o pedido de demissão na sequência dos factos ocorridos no acto eleitoral de 23 de Janeiro de 2011".
Ou seja, Jorge Miguéis tinha pedido a demissão, mas não sabia.
Ou então, foi nomeado voluntário para sair e a comunicação social soube primeiro.
Ou isto tudo não faz sentido nenhum.

Nota: Apesar deste Governo ter assinado o Acordo Ortográfico, os assessores do mesmo Governo continuam sem saber o que isso significa.

domingo, 23 de janeiro de 2011

A Madeira não esquece o "senhor Silva"

Se fosse pela Madeira, Cavaco Silva não conseguiria ser reeleito à primeira volta. E José Manuel Coelho fica em segundo lugar.

A instabilidade mora ao lado

José Sócrates confessou o que lhe sempre esteve na alma: "Os portugueses optaram pela estabilidade política".

Não foi precisa, Fernando Nobre não chega mesmo a Belém


Um dos derrotados da noite

Francisco Louçã diz que houve uma "aliança popular" que se juntou para levar Manuel Alegre à segunda volta. Uma aliança popular contra "a especulação e a ganância". Não são precisamente estas críticas que Louçã e o Bloco de Esquerda fazem aos parceiros da tal "Aliança Popular", ou seja, José Sócrates e o PS?

Entre a vitória, a derrota e o alívio

Alguns socialistas sentem-se derrotados com estas eleições. Muitos - entre eles, dirigentes nacionais do PS - festejam os resultados. A maioria respira de alívio.

Democracia clara

Para se validar um referendo, é necessário que mais de 50 por cento vote. Para se eleger um presidente da República, basta alguém ir votar. Até podia haver uma abstenção de 99,9 por cento.

Criatura ultrapassou o criador*

Se as projecções das televisões estiverem correctas, nestas eleições presidenciais, já se pode concluir que o criatura ultrapassou o criador (não é sempre assim?). Fernando Nobre deverá ter maior percentagem do que... Mário Soares. Resta saber se também terá mais votos, de facto.
*Primeira conclusão "roubada" a uma amiga

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um nobre "genocídio"

No tempo de antena da sua campanha, Fernando Nobre esclarece que, se for eleito Presidente da República, vai defender a língua portuguesa falada por "200 milhões de pessoas". Ora, o Brasil, de acordo com o censos de 2010, tem 190 732 694 habitantes. Se juntarmos as populações de Portugal (mais emigrantes), Angola, Moçambique, São Tomé e Princípe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, alguma de Macau, pode-se concluir que Fernando Nobre fez desaparecer quase 50 milhões de pessoas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Evidentemente, poderá não ser óbvio

Quando Barack Obama decidiu candidatar-se à presidência dos EUA, enfrentou um dilema: se, tal como tinha acontecido com os outros candidatos negros, em especial Jesse Jackson, destacaria, ou não, as questões raciais no seu discurso. A dúvida, entre outras plausíveis razões, ficou definitivamente resolvida com um conselho de um dos seus assessores:

"Não vale a pena a falar da raça. Não é preciso realçar o que já é óbvio".

Este sábio conselho vem a propósito da entrevista de Cavaco Silva à RTP. Em pouco mais de 20 minutos, o presidente/candidato disse quatro vezes que defendia "o rigor", ora sobre as contas públicas, ora sobre a venda das acções da SLN. E ainda voltou a dizer que era "rigoroso". E isto tudo depois de ter desafiado alguém a nascer duas vezes para ser mais honesto do que ele.
Cavaco Silva deve estar a precisar de assessores "à Obama". Se há quase 30 anos defende que é "rigoroso", fazendo disso mesmo uma bandeira, já não deveria estar na cara? Ou ainda não é assim tão óbvio?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Aviso

A partir de hoje, andarei na estrada com Manuel Alegre. Quem quiser pode ler-me aqui. Prometo regresso a 24.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

TENHO UM ADOLESCENTE EM CASA...e não sabia!

Uma das minhas primeiras tarefas do ano é tratar do cartão de cidadão do meu filho. Obrigatório para todas as crianças a partir do mês de Fevereiro. Liguei para marcar dia e hora , para conferir os documentos necessários e , já no fim, por descargo quis confirmar o valor a pagar: 7,50 julgava eu, depois de escutar o Exmo. secretário de estado José Magalhães a debitar este número( era grátis) justificando a necessidade do pagamento com a inefável crise. Mas não. Idade da criança? perguntam-me. 8 anos, respondo. Então são 15 euros. Desculpe? 7,5 é só até aos 6 anos. A conversa terminou aqui porque a senhora do call center fez o seu trabalho.
Mas desculpem-me lá o desabafo. Então a criança de 8 anos, que por acaso é a minha, já não é criança aos 8 anos . Para efeitos de pagamento a criança deixa de ser criança aos 6 anos. Para efeitos de MAIS pagamento, entenda-se. Já tenho portanto um adolescente em casa, um adulto porque não? Paga como tal.
Nem é pelo dinheiro, quer dizer, também é mas o que aborrece mesmo é o engano.

Depois o Estado e o Ps que não se queixem do que se vai dizendo sobre a mensagem que passam. Passam mal enganando o cidadão. Dizia José Magalhães, o ano passado no Parlamento, perante as críticas da oposição( por causa do fim da gratuitidade da emissão do documento para as crianças) que tinha de ser e tal e que afinal o valor, os tais 7,5 correspondiam a metade do valor de um pacote de fraldas.
Pois eu que já tinha largado as fraldas vai para uns anos volto agora a pagar mais um pacotinho. Inteiro!
E não consigo entender a lógica de uma criança deixar de o ser aos 8 anos de idade

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O ano começa a chicote


Os bilhetes dos eléctricos lisboetas, comprados a bordo, aumentaram de 1,45 euros para os 2,50 (como diz a minha mãe, são 500 escudos). O aumento é de apenas 72 p0r cento. Coisa pouca, portanto.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"Nós não queremos explorar a pobreza para benefício político"*

Esta quarta-feira, dois secretários de Estado, Laurentino Dias e Manuel Pizarro, entregam computadores 'magalhães' a crianças internadas no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, no âmbito do programa “Um Sorriso com as TIC – Nova Geração” - Unidades de Pediatria ligadas à Internet". O projecto pretende, lê-se no comunicado governamental, "implementar em todos os hospitais públicos infra-estruturas tecnológicas que permitam às crianças internadas momentos de lazer e o acompanhamento pela família ou amigos".
A ideia até parece excelente. O que se dispensava mesmo, sobretudo em vésperas de Natal, é que dois secretários de Estado dessem razão ao primeiro-ministro. Pelas piores razões, entenda-se.
*José Sócrates a 18-12-2010, durante as Jornadas Parlamentares do PS

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cada povo tem o wikileaks que merece

Aconteceu em São Pedro de Rates, concelho da Póvoa de Varzim, mas poderia ter ocorrido em qualquer parte deste país. Um jornalista assistiu à conversa, num café, de dois homens a queixarem-se das amarguras que a acção política lhes trouxe. Eis a parte final do diálogo dos dois homens em conversa à boa maneira do Norte:
- E já viste esse Júlio Henriques que agora quer f... o Sócrates?
- Júlio Henriques? Nem sei de que estás a falar..
- O Júlio Henriques, esse gajo que anda a pôr os telegramas cá pra fora pra f.. o Sócrates.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Se não nos despacharmos, o debate já acabou...

Já conhecíamos a reacção pós-debate na Assembleia da Republica. Hoje, o PSD inaugurou a antecipação minutos-antes-do-debate...Com 3 projectos sobre genéricos agendados para esta tarde (BE,PCP,PSD), os sociais-democratas marcaram para as 16:15 uma conferencia de imprensa para apresentação do seu diploma. Para cumulo, quando deputados e jornalistas regressaram ao plenário, o debate já tinha começado. Teria o PSD receio de que o seu projecto - incluído na discussão parlamentar - passasse despercebido ?!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quem conta um conto...

A Wikileaks começa a divulgar os telegramas "sacados" na embaixada dos Estados Unidos em Lisboa. Um deles conta a transmissão de uma informação de um diplomata norte-americano dando conta de uma alegada manifestação de vontade de Carlos Santos Ferreira, o presidente do Millennium-BCP, em prestar informações sobre o Irão. O jornal "El País" conta a história tal e qual ela é: uma informação de um diplomata, escrita num telegrama, a contar que o presidente do banco se tinha oferecido....Pois, em Portugal, as televisões, as rádios e as páginas na internet já transformaram a dita informação numa certeza. Assim, já se ouve e já se lê que o BCP "tinha actividades" no Irão. E com uma pequena ajuda da política: o BE já pede explicações ao Banco de Portugal sobre as actividades do BCP no Irão.
O que é curioso, de facto, é que o telegrama (origem da notícia) só fala mesmo numa alegada intenção (e não escrita) de Santos Ferreira. A propósito destas informações veiculadas por diplomatas, dá para recordar o livro de Tim Weiner, "História da CIA - um legado de cinzas", e o resumo dele feito pelo "The Boston Globe":

"Tim Weiner desmascara décadas de enganos e demonstra na perfeição como a CIA falhou quase sempre no seu principal objectivo: reunir e analisar a informação que permitisse ao presidente compreender o que se passava no Mundo. Em vez disso, centrou-se mais em manipular e ajustar a informação de acordo com os preconceitos de quem habitava a Casa Branca".

Quem lê "CIA" pode perfeitamente ler "diplomatas norte-americanos" por que, como se sabe, é difícil distinguir onde começam uns e acabam outros.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Atrasados, mas ainda a tempo - Portugal visto pelos EUA

Os segredos bem guardados dos Estados Unidos continuam a chegar às páginas dos jornais, sempre pela mão "amiga" da Wilileaks. Desta vez, os telegramas confidenciais têm um assunto: Portugal. O jornal espanhol "El País" publica-os e o Correio apenas encaminha os leitores com a devida vénia: lá estão, as relações privilegiadas entre José Sócrates, um líder "carismático e que não gosta de partilhar o poder", e Hugo Chávez; o desagrado de Cavaco Silva por não ter sido recebido na Casa Branca, relatos sobre a oposição interna no PSD e ainda telegramas com comentários dos diplomatas norte-americanos sobre Cavaco Silva e José Sócrates.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cooperação estratégica precisa-se para uma simples conversa com jornalistas...

Na cimeira ibero-americana...


Os jornalistas iam a caminho do aeroporto de Mar del Plata esperar José Sócrates, quando foram informados pela assessoria de Cavaco Silva que o Presidente falaria duas horas depois no Hotel onde está hospedado.

No aeroporto, apesar de prevista uma declaração, o PM acabou por entrar logo no carro, remetendo a dita conversa para mais tarde.

De regresso ao mini-autocarro, que o gabinete do PM arranjou para a imprensa (desta vez, é S. Bento que organiza a viagem), o destino era o hotel do Presidente. Mas o apertadíssimo cordão de segurança montado à volta dos locais da cimeira, impedia a circulação dos jornalistas. Nem a pé, podiamos andar sózinhos pela área fechada.

Já estava na hora de Belém, e nem um microfone com o Presidente. Nessa altura, já se sabia que Sócrates também falaria no mesmo hotel. O problema continuava a ser o chegar lá. O objectivo cumpriu-se quando os assessores do PM foram ter com o grupo ao centro de imprensa para nos "escoltarem" ao hotel. Nessa altura, a presidência da republica informava que Cavaco já não falaria, tinha um compromisso.

À porta do hotel, somos informados que Sócrates vai descer para falar com os jornalistas. Enquanto desce-e-não desce, surge a comitiva presidencial já com os automóveis prontos para sair mas que anuncia então que Cavaco pode falar naquele momento mas numa sala do hotel.

Perante o espanto da equipa de Sócrates, os jornalistas que estão na rua, à espera do PM, entram para ir ao encontro do PR. Depois de Cavaco falar, os jornalistas abandonam o hotel e à porta são informados que Sócrates foi correr…Declarações só depois…Foi o que aconteceu…Cavaco conseguiu mesmo falar primeiro...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A verdade e o jornalismo

Numa discussão, em final de turno, na TSF, por causa das notícias que foram - e as que não -dadas, ouve-se esta frase do editor, João Paulo Baltazar:

"Eu acredito na verdade. Mas só se chega à verdade ouvindo todas as versões"

Depois de lhe pedir autorização para o citar, ele próprio tratou de lembrar que, no jornalismo, a frase é uma simples evidência. E é. Pois, mas há, por aí, muito sítio que acham que a evidência afinal é um mero... capricho.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Um "ditador", perdão, um "autoritário", perdão, um "prepotente" para Belém

No início do ano, Belmiro de Azevedo, em entrevista à revista Visão, chamava "ditador" a Cavaco Silva. A declaração foi tão polémica que o sr. Sonae resolveu esclarecer, em carta dirigida à mesma revista, o que exactamente quis dizer. Foi pior a emenda que o soneto:

"Ninguém pode razoavelmente pensar que o Prof. Cavaco Silva seja realmente um "ditador", ou pretender que é esse o juízo que faço a seu respeito. Usei a palavra com o significado figurado que ela também tem, como sinónimo de "autoritário" ou "prepotente", mais precisamente como adjectivo com que se qualifica quem exerce o poder de forma implacável ou desapiedada, sem revelar pelas outras pessoas sentimentos ou consideração. Recordo que o termo aparece a propósito da demissão compulsiva de quatro ministros, que entendo ter sido feita sem a cortesia que os visados mereciam.".

Esta sexta-feira, Belmiro de Azevedo anuncia o apoio formal ao "ditador", "prepotente", "autoritário", "implacável" à Presidência da República.

Nem as sondagens os arrefecem?

Luís Filipe Menezes resolveu lançar um aviso aos dirigentes do PSD: que se "unam à volta do líder", que travem "afirmações que não são felizes e prejudicam o PSD"; que "sejam cautelosos e coloquem de parte pequenas vaidades, pequenas presunções individuais, pequenas vontades pessoais".
Ou seja, o antigo líder do PSD, conhecedor dos meandros, bastidores e, como ele próprio dizia, "das bases", sentiu necessidade de arrefecer alguns ânimos e já está a adivinhar o que vem aí: o cheiro a poder afia as garras.

Tudo sobre Angola

Há imagens como esta, há mapas, há gráficos, há livros, há dados estatísticos, há comparações, há Angola inteira e África, há geografia, sociologia e antropologia, há fontes bem identificadas. Pelo blogue "Angola do outro lado do tempo" não falta (quase nada). Está lá a História de Angola, dos primórdios até aos nossos dias e subjectiva como qualquer História que se preza. É um verdadeiro serviço público o que este blogue faz, sobretudo, por ser uma área onde há pouca coisa publicada. Imperdível por quem se interessar pela História de Angola (e de África).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um papelinho verde que explica muita coisa

A ministra do Trabalho, Helena André, concluiu que a adesão ao trabalho foi altamente significativa especialmente "nos têxteis, na cortiça e nas grandes superfícies comerciais". E que o consumo da electricidade registado "foi o mesmo de ontem".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Momento tuga da cimeira: "Papá, leva-me a ver o Obama"

Na comitiva da recepção a Barack Obama, constava a jovem Carolina Amado, filha de... Luís Amado. Não é diplomata, não faz parte do corpo diplomático, não é membro da Força Aérea, não trabalha no aeroporto de Figo Maduro. É filha de ministro.
A história está contada pela TVI.

Da série: "Frases que impõem respeito"*

"Foi uma barbaridade que o Governo de José Sócrates, só em 2010, com dois anos de atraso e apesar de estar escrito na parede, tenha reconhecido que a crise internacional ia atingir em cheio o nosso país. Não se percebe como foi possível uma barbaridade dessas. Os caminhos, agora, serão duríssimos para Portugal".

João Cravinho, ex-ministro de um governo do PS e antigo colega de José Sócrates no mesmo governo.
*Ideia roubada ao Câmara Corporativa e frase sugerida ao Câmara Corporativa

Momentos de jornalismo superlativo

Após ouvir durante poucos minutos a emissão especial da RTP sobre a Cimeira da NATO ficamos a saber que não se trata apenas de uma “mega-Cimeira histórica”, mas sim de “um dos acontecimentos mais importantes da NATO na última década”. E que depois de Barack Obama ter efectuado “a aterragem mais aguardada”, entrou para “o carro mais seguro do mundo” e dirigiu-se para o hotel, “um dos locais mais bem protegidos do planeta”, pois toda a gente sabe que o “perigo máximo” tem que ser enfrentado com “segurança máxima”.

Começam a esgotar-se as opções...

“A situação portuguesa é diferente da Grécia” – Luís Amado, 26.04.2010

“Portugal não é a Irlanda” – Teixeira dos Santos, 15.11.2010

A propósito dos "merecidos" salários dos gestores

O Tribunal de Contas divulga hoje a auditoria à contratação externa de serviços médicos pelas unidades hospitalares e conclui, entre o enorme arraso que faz à gestão dos dinheiros públicos, que denotou "incapacidade negocial por parte de vários conselhos de administração" e lança uma dúvida: "se o défice da gestão dos hospitais se deve à falta de autonomia ou a eventuais incapacidades dos gestores hospitalares".
O relatório conclui ainda que "há uma gestão pouco eficaz dos recursos humanos, um controlo deficiente da assiduidade; deficiente planeamento e eventuais concessões a grupos de interesse; exagero nos ajustes directos; gestão pouco criteriosa dos dinheiros públicos; decréscimo de produção nos serviços de urgência; e um mercado dos médicos distorcido, com aplicação de preços superiores à realidade.
Vale a pena recordar o Bloco Central que criou e apadrinhou a ideia de contratar externamente médicos: primeiro, Luís Filipe Pereira, depois, Correia de Campos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Até os comemos!

Os ministros das finanças da zona euro estão reunidos em Bruxelas para discutir a situação na Irlanda e o eventual recurso por parte deste país à ajuda europeia, para fazer face à crise da dívida.

Presente no encontro, Teixeira dos Santos reza para que Portugal passe despercebido.

Antes, foi almoçar num restaurante das imediações, deleitando-se com um suculento bife… irlandês: Irish Prime Beef Sirloin, segundo a ementa.

“Até os comemos!”, ouviu um transeunte ao ministro que entrava no restaurante.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sinais dos tempos

O Clube de Jornalistas entregou os prémios Gazeta de Jornalismo esta noite a João Paulo Guerra e a Miguel Carvalho. A entrega foi feita no restaurante, do salão nobre da Caixa Geral de Depósitos, num ambiente requintado. Talvez para mostrar como o jornalismo está cada vez mais de fato e gravata e...sentado. E este ano, nem houve Prémio Revelação.

domingo, 14 de novembro de 2010

A (nova) magistratura de influência activa

Com o ensino particular e cooperativo em pé de guerra por causa dos cortes anunciados pelo governo, o Presidente da Republica inaugurou esta tarde as novas instalações de dois colégios privados: o Colégio Pedro Arrupe e o Externato João XXIII, em Lisboa.

sábado, 13 de novembro de 2010

"Eu compreendo as declarações do sr ministro dos negócios estrangeiros" José Sócrates

No dia em que, em entrevista ao Expresso, Luis Amado defende "uma grande coligação", o Câmara Corporativa posta isto e isto. Elucidativo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Reis

A Escola EB 2,3 António Gedeão em Odivelas juntou hoje Mário Soares e Duarte Pio num debate sobre o centenário da República. Quando o pretendente ao trono chegou, já Soares falava. Comentário do ex-PR "Primeira diferença: a Republica chega a horas. A Monarquia atrasa-se..."

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Importa-se de repetir ?!!!

Discurso de José Barata Moura no jantar desta noite do candidato presidencial Francisco Lopes, no mercado da Ribeira: "Há momentos em que o momento requer que o rasgar de alternativas abandone as paragens da abstracção dos princípios para ganhar corpo e respiração no enunciado concreto das politicas que os podem materializar."

O candidato comunista agradeceu as "palavras sábias" do seu mandatário.


P.S. Blogado com a devida autorização de quem postou isto no facebook (para comentadores mais preocupados com a assinatura do post do que com o post em si)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Há quem ache por aqui que o pedido de desculpas devia seguir para a SIC...

Ao chegar esta noite ao Altis para a primeira reunião da sua comissão política, Manuel Alegre tinha um directo à sua espera. Da RTP. O candidato até esperou que o repórter entrasse no ar para começar a falar. A meio da declaração, Alegre brindou a estação publica com um elogio à concorrencia :"Olhe, estava lá uma estação de televisão, posso dizer qual era, a SIC, fez uma excelente reportagem..." Mais tarde, Alegre acabaria por se dirigir ao repórter da RTP a lamentar a gaffe em directo...

Cavaquistas somos todos nós

António Vitorino, dirigente socialista, mentor de tantas ideias e estratégias do PS, responde às inquietações de Manuel Alegre sobre a participação do PS na campanha eleitoral:

"Acredito que Cavaco Silva terá um desempenho mais interventivo".

E, para sublinhar que, no Largo do Rato, já se sabe quem continuará em Belém, Vitorino dá a estocada final:

"Aqueles que quiserem ficar com o ónus de terem dividido votos a contar com uma segunda volta - que muito provavelmente não se realizará - terão de ponderar se irão levar a sua candidatura até ao fim. Isto se Manuel Alegre conseguir fazer essa pedagogia".

Esta referência a Manuel Alegre é aliás a única em toda a entrevista dada à edição de hoje do Diário Económico

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O pai já liga, está em pré-campanha !

Fernando Nobre esteve hoje na Faculdade de Ciências e Tecnologia e saiu-se com um argumento de peso para ser Presidente da Republica: "Sou cirurgião. Para salvar vidas já tive que amputar muitos braços e pernas. Se tiver que cortar, sei como e onde cortar. "

(melhor do que isto só a a imagem dos pontapés à incubadora com que Pedro Santana Lopes nos brindou nos seus gloriosos tempos de menino-guerreiro)

Antes, o encontro com estudantes e professores no anfiteatro da Faculdade tinha sido interrompido pelo toque do telemóvel "É a minha filha... Tá?! Isabel?!... O pai já liga. "

Esta campanha promete.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Não se esqueceram da revisão constitucional, pois não ?

Mesa ou mesa ? A Comissão apresenta, sugere ou submete ao plenário ? Qual a melhor palavra para designar os artigos: preceitos, normas ou disposições ? Depois de tentar responder a estas magnas questões, a Comissão Eventual de Revisão Constitucional decidiu, esta tarde, que não voltará a reunir-se enquanto o Parlamento estiver a discutir o Orçamento de Estado. Depois vem o Natal. E as Presidenciais. Portanto...Continue-se...Mesa ou mesa ?

Vemo-nos em Marte

Mensagem de Manuel Alegre, esta tarde, ao anunciar a lista de mandatários fora de Portugal: "Sinto-me honrado com os mandatários que aceitaram colocar o seu empenho na defesa da minha candidatura, dando-lhe assim uma dimensão planetária."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quando discurso e acção não jogam...

Se não nos tivessem mostrado as assinaturas de sexta-feira à noite e a fotografia tirada com o telemóvel, alguem acreditaria que governo e PSD tinham chegado a acordo ?

O debate do primeiro dia do Orçamento de Estado foi mais um exercício bipolar de todo o processo de negociação que decorreu nas últimas semanas. Apesar de terem anunciado um entendimento, governo e PSD passaram esta terça-feira pelo hemiciclo como dois parceiros desavindos e desconfiados mostrando que o clima de guerrilha vai continuar. Temos portanto Orçamento mas tambem uma crise política. Nem um nem outro quer assumir o "contrato". Mas a inevitabilidade tem (ou devia ter) consequências. Não parece. E, neste caso, as aparências não iludem.

Enquanto isto...

Os juros da dívida, que subiam "porque não havia acordo", continuam a subir quando já há acordo...

Um candidato presidencial queixa-se nas redes sociais "do espectáculo público de cinismo ou de agressividade" e mostra "muita apreensão [com]o desprestígio da classe política e a impaciência com que os cidadãos assistem a alguns debates"...

Os bancos anunciam milhões de lucros...


Sigamos, pois, para o 2º dia do Orçamento.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vamos todos aprender inglês


As memórias de Tony Blair foram publicadas, com edição em várias línguas. Em Portugal, "The Journey", na edição inglesa da editora Hutchinson e com capa rija, custa 26,75, na portuguesa FNAC. As mesmas memórias em português, "A viagem", da editora Bertrand, custam na mesma portuguesa FNAC 34,95. Calculo que o conteúdo seja o mesmo.

No reino dos ceús, só há enlatados

Um grupo de pessoas resolveu, esta noite, rezar um terço, na igreja do Sacramento, em Lisboa, a favor do Orçamento do Estado. Sim, a favor. Foi pedida a ajuda divina para que o Orçamento seja bom e que seja aprovado. O repórter da TSF, José Milheiro, acompanhou as rezas e deu-lhe para perguntar a um devoto se concordava com o aumento do IVA. A resposta é negativa por uma razão, muito cristã: "porque os mais carenciados usam enlatados, porque não têm refrigeração".

O resto das observações anda, mais ou menos, pelo mesmo tom que a reportagem ilustra. Talvez fosse por estas sentimentos milenares que Jesus Cristo terá relacionado o futuro dos ricos, os camelos, os buracos das agulhas e o reino dos céus.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dupla personalidade política (apenas política)


Em tempos, no final de uma reunião de altos dirigentes do PS, questionei, de microfone em riste, João Proença se ele teria dupla personalidade política. A pergunta desagradou-o, o secretário-geral da UGT ficou, na altura, furioso. Mas a pergunta tinha uma razão de ser: dias antes, a UGT atacava a política governamental, em especial, o novo pacote laboral. E era João Proença quem dava a cara para tanta contundência.
Mas na comissão nacional do PS tudo mudava. Enquanto outro dirigente sindical, da CGTP, mas socialista, Carlos Trindade, não poupava o Governo, João Proença optava por um silêncio absoluto. Houve mesmo quem, jocosamente, dizia que ele entrava calado, saía mudo e "nem respirava para não incomodar o chefe". Daí a tal pergunta que não teve intenção de ser provocatória.

Passam os tempos e eis mais umas faces de uma possível personalidade bipolar (política): João Proença anunciou a participação da UGT na greve geral marcada pela CGTP, contra "este Orçamento do Estado". E pede, ao mesmo tempo, que o mesmo Orçamento do Estado seja aprovado.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Les uns et les autres

Farto de se repetir, nas últimas semanas, sobre Orçamento de Estado, Francisco Assis recorreu esta noite a uma citação de Pierre Mendés-France para se justificar: " só há dois tipos de políticos: os que se repetem...e os que se contradizem."

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Relíquias...


Futura campanha de Cavaco Silva




domingo, 24 de outubro de 2010

Alegria ao jantar

Há caprichos políticos que devem ser respeitados. Que o diga Paulo Rangel que ficou zangado com Durão Barroso. Saiba porquê.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O que é a Ongoing ?

Depois de responder aos jornalistas, esta manhã na AR, Agostinho Branquinho registava com ironia a preocupação que estes demonstravam ter com o seu futuro profissional. "Não é com o futuro,é com o passado...", ouviu-se.

Adivinha

Quem será o deputado socialista que esta manhã, ao cruzar-se com Manuela Ferreira Leite à chegada à AR, declarou à ex-presidente do PSD : "Eu sabia que a senhora tinha alguma razão...não sabia era que tinha tanta !"

Era uma vez uma comissão parlamentar de inquérito

"Para isso, só tenho expressões faciais", desabafou Pacheco Pereira recusando comentários aos jornalistas que o abordaram esta manhã na AR sobre o tema Agostinho Branquinho/Ongoing ...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Clima de negociação

Quando se pensa que o ambiente é de negociação, abertura, boa-vontade, etc, o PSD chama os jornalistas aos Passos Perdidos para uma declaração em nome da direcção do partido : "Era bom que o ministro da presidência deixasse de ser o megafone do Partido Socialista e se precupasse bastante mais com o governo. O sr. ministro da presidência tem de perceber de uma vez por todas que neste tempo o ruído é mau conselheiro", diz o deputado Luis Campos Ferreira. Desculpe ?!!! "Com esta declaração não está a alimentar esse ruído ?", perguntam-lhe. "Não, estamos apenas a aconselhar o ministro da presidência a deixar de ser o megafone do Partido Socialista e a preocupar-se mais com os problemas reais do país".

A primeira reunião entre Governo e PSD está marcada para sábado à tarde.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Que tal desafiar um deputado a abrir a sua agenda ?

A vida dura de um eurodeputado

Em Espanha

Na hora do aperto, lá se vão as quotas...

Curiosa Data

Olha, o debate do Orçamento do Estado começa no dia de Finados.

PARA QUEM AINDA DUVIDAVA...

Eis, o professor, desta vez himself, o próprio, Aníbal Cavaco Silva a confirmar o que o outro professor, Marcelo Rebelo de Sousa, já tinha anunciado.
Dia 26, CCB, às 20h...anúncio de recandidatura..

A vergonha



Os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) acabam de divulgar a versão de 2010 da classificação dos países relativamente ao respeito da liberdade de imprensa. Constatam que, no espaço de um ano, a Europa “caiu do pedestal”. Portugal caiu dez lugares nos últimos 12 meses e 33 (!!!) no espaço de uma década, ou seja, desde que esta avaliação começou a ser publicada. É o 40º da lista.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Esta semana, a cor da hipocrisia é o azul


Nos corredores do PE, em Estrasburgo, há umas bancas a distribuir lacinhos azuis que muitos eurodeputados e funcionários ostentam na lapela. Parece que a euro-semana é dedicada à erradicação da pobreza.

Porquê? Porque da agenda consta um relatório (meramente político, sem qualquer tipo de consequência prática) sobre o rendimento mínimo no combate à pobreza. Que até defende que deve existir em todos os países um subsídio equivalente ao rendimento de inserção social português. E que até defende que o dito deve corresponder a 60% do rendimento médio de cada país, o que no caso português seria qualquer coisa como 420 euros (actualmente são 189 euros e o salário mínimo 475).

Mas como nada disto tem qualquer consequência prática, pode aprovar-se o relatório à vontade, com uma maioria confortavelmente apaziguadora de consciências, enquanto se debitam umas banalidades sobre os pobrezinhos e se decide se o laço azul fica melhor do lado esquerdo ou direito.

E deixa-se para outro dia a reflexão populista e demagoga sobre os ordenados dos eurodeputados (7.807,12 euros/mês), a que acresce o subsídio de “despesas gerais” para apetrechar o escritório (4.2020 euros/mês, apesar de o PE providenciar algumas coisas, tipo computadores), o subsídio anual de viagem (4.148 euros/ano), o subsídio de estadia pela “comparência em reuniões oficiais” (298 euros/dia, basicamente para fazer aquilo que a maior parte das pessoas faz, que é ir trabalhar) e o recentemente auto-aumentado subsídio para contratação de colaboradores (19.364 euros/mês). Sim, tudo isto para cada um dos 736 eurodeputados e não a distribuir por todos. Para já não falar das incompreensíveis deslocações mensais do euro-circo a Estrasburgo (200 milhões de euros/ano), os subsídios de reinserção, os esquemas de reforma e a pensão de aposentação aos 63 anos. Nem para referir os igualmente compreensivos salários e regalias dos eurocratas que, dia sim, dia não, lembram aos marotos dos portugueses, dos gregos ou dos irlandeses que a austeridade, o congelamento dos salários ou o aumento da idade da reforma é para o seu próprio bem.

Enfim. Vou ali buscar o meu lacinho e já venho.

O grande recreio


É difícil decidir o que é mais ridículo e/ou pueril: a ideia ou a sua justificação.

O Parlamento Europeu vota esta quarta-feira o relatório de Edite Estrela sobre o alargamento da licença de maternidade. A Verde holandesa Marije Cornelissen enviou um mail aos demais colegas a anunciar a sua ideia brilhante: que os eurodeputados que apoiam as propostas do relatório (aumentar a licença de maternidade para 20 semanas, com pagamento integral do ordenado… a partir de 2020) apareçam no plenário com um destes bonitos balões (os Verdes encarregam-se da distribuição dos ditos à entrada do plenário).

Balões esses que “não têm o logo de nenhum grupo, pois o momento é de unidade”. Em contrapartida têm “a imagem de um bebé feliz, pois no fundo é disso que se trata”.

Quinta-feira é votado um relatório sobre política marítima. Que irá a Marije distribuir desta vez? Barbatanas?

"O Fernando Medina já ligou ?"

Normalmente, para facilitar a comunicação com os jornalistas, os partidos arranjam um porta-voz. Este, ao ser escolhido, já sabe (?) ao que vai. Os jornalistas, quando precisam de um on, já sabem com quem falar.

Mas quando um porta-voz dá ordens no Rato para que não seja divulgado o seu número, a coisa complica-se até porque os seus antecessores (Vitalino Canas e João Tiago Silveira) se mostraram sempre acessíveis.

Não poderá o PS, mesmo em tempos de austeridade, arranjar um telemóvel de serviço a Fernando Medina ?

PS Já agora, se não fôr pedir muito : o telemóvel do assessor de imprensa do grupo parlamentar, Vasco Ribeiro, avariou...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Não se fala de outra coisa mas...

Em Belém, nem uma palavra sobre o anúncio (?) de Marcelo Rebelo de Sousa. Na cerimónia de homenagem aos pioneiros da transplantação, esta manhã, cump‎riu-se o protocolo. Cavaco Silva discursou, ouviu os agradecimentos, tirou a fotografia de família (com as preciosas indicações de Maria Cavaco Silva sentada na primeira fila da Sala das Bicas - ‎"Ninguém atrás, ninguém atrás", "Façam um arco"- para o grupo (PR e especialistas em transplantes) que tentava posicionar-se no curto estrado para o flash) e ofereceu um porto de honra...longe dos jornalistas.

domingo, 17 de outubro de 2010

O porta-voz

Cavaco Silva não precisa de assessores, nem de comunicados de imprensa, nem de telefonemas para os jornalistas, nem de publicidade. Na TVI, o comentador/conselheiro de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, revelou o anúncio da recandidatura marcado para 26/10/2010, às 20h, no CCB, em Lisboa.

sábado, 16 de outubro de 2010

Suspiros (portugueses) de alívio

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, prometeu completar o pagamento de todas as dívidas até o primeiro trimestre do próximo ano. No discurso na Assembleia Nacional, sobre o Estado da Nação, ficou ainda a garantia de haver mais investimentos públicos, em todos os sectores, nos próximos anos. Quem pode, pode. E fica a atenção de todos os queiram investir. O discurso na íntegra pode ser lido aqui.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Não há quem aguente...

Minutos depois da pen ter sido entregue pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a Jaime Gama, a página da internet do Parlamento caiu. Sinais...

No Rato...

Está tudo à espera do Orçamento e, no Largo do Rato, Pedro Silva Pereira e Jorge Lacão reunem-se com deputados que integram o grupo de trabalho da revisão constitucional. Sem dúvida, um tema pertinente nos dias que correm. Os ministros não contavam era com a presença de jornalistas por causa de outra reunião (Sócrates com autarcas) ...

Barroso, maçon sem avental?

Depois das confissões religiosas, Durão Barroso abriu hoje as portas da Comissão Europeia às “organizações filosóficas e não-confessionais”, vulgo lojas maçónicas e mais uma panóplia de organizações laicas, ateístas e humanistas. O importante é dialogar.

Na conferência de imprensa final, Barroso foi questionado directamente sobre se pertence a alguma organização maçónica.

Ao seu melhor estilo, começou por explicar que “Uma pessoa tem o direito de dizer se é ou não membro, mas também se pode recusar fazê-lo”, com alguns jornalistas já a esfregarem as mãos de contentes (naquela lógica do ‘se não nega, é porque se calhar até é’). Mas lá acrescentou: “dito isto, e para evitar mal entendidos, eu não sou membro e não recebi nenhum convite para ser”, no que foi secundado pelo presidente do Conselho Europeu, igualmente presente (“eu também não!”).

Estava a conferência de imprensa prestes a terminar quando um dos muitos participantes no encontro pega no microfone e atira: “na franco-maçonaria dizemos que quando alguém se identifica com as nossas ideias e as aceita, então é um franco-maçon sem avental e esse é provavelmente o caso de ambos os presidentes”.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Realpolitik a quanto obrigas

Antes de chegar a Portugal, Hugo Chavez vai passar pela Russia, Bielorrussia, Ucrânia, Irão e Síria. Vale a pena ler aqui o pedido de autorização enviado pelo presidente venezuelano à Assembleia Nacional com a justificação da visita a cada país...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A melhor imagem

O "Prós&Contras" da RTP discute "Portugal em busca do futuro". Caiu a energia a meio.

De pé, ó vítimas dos golpes na credibilidade

Se o PCP acreditasse, de facto, nos hinos que canta e o que defende em Portugal, nunca escreveria isto a propósito da atribuição do Prémio Nobel da Paz, Liu Xiaobo:

«A decisão da atribuição do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo – inseparável das pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China - é, na linha da atribuição do Prémio Nobel da Paz de 2009 ao Presidente dos EUA, Barack Obama, mais um golpe na credibilidade de um galardão que deveria contribuir para a afirmação dos valores da paz, da solidariedade e da amizade entre os povos.»

Verdadeiro golpe na credibilidade seria o Nobel da Economia ser atribuído ao regime chinês, que promove a escravatura; num país onde não há leis laborais, nem sindicatos que defendam trabalhadores e "conquistas" parecidas com as de Abril; em que há gente exportada como se fosse gado a viver em contentores num sistema rotativo chamado "cama quente". Só por isso o PCP e os comunistas deveriam ter contenção - para não chamar vergonha - de se aproximarem sequer de uma posição chinesa.
O PCP tem a arte de simultaneamente apoiar dois regimes que, de comum, só têm o facto de um exportar a mão-de-obra e outro importá-la: China e Angola.

De mestre

O PS não precisa de dizer ou de fazer mais nada. Já conseguiu pôr boa parte do PSD a defender "este Orçamento ou o Caos".

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

E tudo o Evento levou

Além da Anacom - alguém já a chama "anacome" -, há outros gastos do Estado de arrepiar. Festas e eventos, árvores de natal, decoração de pavilhões, medalhas comemorativas, assessorias de imprensa, postais, brindes. Tudo a ultrapassar os milhares, nalguns casos, os milhões de euros. Está tudo em base.gov.pt. E aqui um resumo dos mais "saborosos".

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Do que Saramago se livrou...

Finalmente, em Mafra, ficam explicadas as tropelias a José Saramago.*
*foto roubada ao Delito de Opinião

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O "show" encolhido


Em Junho, já se sentia um calor abrasador e meio Portugal fervia com os fogos, três ministros decidiram avançar com o projecto de colocar desempregados a limpar as matas. Diz o povo que em "casa arrombada, tracam-se as portas". Decisão tomada, o Governo não se limita a colocar em papel e de proceder aos mecanismos para que a ideia fosse colocada em marcha.

Três ministros (3) - Rui Pereira, António Serrano e Helena André - juntaram-se no Salão Nobre do Ministério da Administração Interna, acompanhados de um exército de assessores e mais uns governadores civis e outros directores-gerais (enfim, casa cheia), e anunciaram a medida, com direito a três discursos e mais entrevistas no final da cerimónia.

Soube-se hoje que afinal a medida pariu um rato. Nem um único desempregado está inscrito no programa. À notícia, seguiu-se uma cortina de silêncio. Ninguém quis explicar o que acontecera: o Ministério da Agricultura (de António Serrano) remeteu para o Ministério da Administração Interna (MAI). O Ministério do Trabalho (de Helena André) atirou para o MAI. O MAI (de Rui Pereira) optou por silêncio. Agora, a voz, a pompa e o estilo falharam.

Num episódio de "yes minister", o chefe de gabinete recomenda a um assessor que opte sempre pelo silêncio até que os jornalistas desistam. A escola, por cá, tem sido bem aplicada.

Na sessão solene de 6 de Outubro

Para a sessão solene comemorativa do centenário da implantação da República, a Assembleia da Republica, à semelhança do que sempre acontece, mandou imprimir uma brochura com todo o cerimonial. No hemiciclo, às três da tarde, em cada lugar havia uma. Excepto na bancada de imprensa. Por incrível que pareça, os jornalistas, em especial aqueles que iam transmitir a sessão em directo, os principais interessados no "programa das festas", por razões óbvias, não tinham. Quem pedia, lá conseguia uma, mas quase em segredo. Na bancada do governo, todos os ministros tinham a sua. O problema é que só compareceram quatro ( Jorge Lacão, Isabel Alçada, Mariano Gago e Gabriela Canavilhas).
O ridículo é que três horas depois de acabar a cerimónia, ainda há brochuras espalhadas pelas mesas do governo... A tiragem indica 600 exemplares.

Esperteza saloia? Talvez. Desleixo? Certamente.

A recusa em bloco dos três candidatos apresentados por Portugal para o cargo de juiz no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem deu origem a mais um psicodrama de penico. Talvez a coincidência com o centenário da república ajude a perceber a dimensão da indignação perante tamanho crime lesa-pátria.

No entanto há dois pormenores curiosos. O primeiro é que a decisão de chumbar os três nomes e “recomendar” a apresentação de uma nova lista foi tomada no dia 10 de Setembro, ou seja, há quase um mês. Sem que ninguém tivesse reparado ou considerado importante.

A decisão foi tomada por uma sub-comissão da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, cuja responsabilidade é apenas essa (entrevistar e escolher um juiz entre os candidatos propostos pelos diferentes países), e de cuja composição não faz parte nenhum deputado português (porque deve ser uma chatice e não deve ter importância nenhuma).

Só quando chegaram descansadamente a Estrasburgo, na passada segunda-feira, para mais uma tranquila sessão da dita Assembleia, é que os representantes lusos “descobriram” a afronta (já agora, o que andará a fazer o representante permanente de Portugal junto do Conselho da Europa, responsável por acompanhar estes processos?). Alguém andou a dormir ou a ver se a coisa passava despercebida.

Nesse mesmo dia, o social-democrata Mendes Bota tentou salvar a honra da nação propondo uma votação, mas a recomendação da dita sub-comissão acabou por ser endossada pelo plenário.

De Estrasburgo a Lisboa choveram reacções, do género a-minha-indignação-é-mais-indignada-que-a-tua, deputados, bastonários, ministros, comentadores, treinadores, etc, quase abafando o segundo pormenor curioso.

No debate que antecedeu o voto, o presidente da comissão jurídica (de quem depende a referida sub-comissão), explicou sem papas na língua o motivo da decisão. Quando querem impor o seu candidato, os governos de alguns países apresentam um nome forte e dois fracos, o que é visto pela Assembleia Parlamentar como uma manobra para condicionar a sua decisão, que acaba por esvaziar o seu papel. Pelo que quando consideram estar perante uma situação dessas fazem o que já fizeram em ocasiões anteriores, envolvendo outros países: vai tudo para trás.

“Portugal pode fazer muito melhor e apresentar uma lista com três excelentes candidatos”, afirmou o presidente da comissão jurídica, o cipriota Pourgourides.

Saber lidar com o imprevisto

O que fazer quando a realidade ultrapassa o teleponto.

http://video.ap.org/?f=AP&pid=z7JkpxPZvgxDtcy1Ezxc4kkTlrO2glhI

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sem dúvida, um dos momentos do dia

" Lisboa, 05 out (Lusa) – O primeiro ministro disse hoje que a laicidade do Estado não é um princípio anti religioso, mas o garante da liberdade religiosa, no dia em que se comemoram 100 anos da implantação da República.
“Quis vir aqui no 5 de outubro para assinalar aquilo que é um princípio estruturante do nosso Estado republicano, o princípio da laicidade e para afirmar que este não é anti-religioso”, afirmou José Sócrates na inauguração da igreja de Alfragide.
Segundo o primeiro ministro, a laicidade do Estado “é garante da liberdade religiosa, de todos os cultos e todas as confissões”.
Depois de assistir à missa celebrada pelo cardeal patriarca de Lisboa, o primeiro ministro destacou que “o Estado Republicano trata todas as confissões por igual, com igual respeito, delicadeza e carinho”.
José Sócrates admitiu também que a sua presença na inauguração da igreja teve uma motivação pessoal: “partilhar o contentamento da comunidade católica”, de Alfragide, e que o fez “com alegria e com luz no coração”.
CC.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os riscos da Política 2.0

Pedir ao povo propostas para cortar a despesa antes de apresentar o seu próprio plano, dá um bocadinho a ideia de que afinal ainda pouco se sabe o que se vai fazer na São Caetano. Ou se ganhar as eleições, o PSD tambem abrirá um site a pedir ideias para o Orçamento de Estado antes de apresentar uma proposta ao Parlamento ?

Um ajuste de contas com Afonso Costa

No centenário da República, que ditou a separação do Estado das Igrejas, José Sócrates vai inaugurar a Igreja de Alfragide...

Aqui ao lado...

Com a derrota da ministra Trinidad Jiménez, a aposta pessoal do chefe do governo espanhol, nas primárias do PSOE em Madrid, já há quem fale em PosZapaterismo

domingo, 3 de outubro de 2010

Políticos-Comentadores

Há uns anos, quando Pacheco Pereira recusava respostas aos jornalistas para depois perorar na SIC, uma amiga minha dizia com toda a razão "pois, só fala com quem lhe paga !"

Marcelo Rebelo de Sousa era uma excepção. Muitas vezes - e para irritação de quem fazia o programa - não guardava para domingo o que podia dizer durante a semana ao microfone que lhe aparecia pela frente.

Vem isto a propósito da reacção de António José Seguro, sexta-feira passada, na Assembleia da Republica, aos jornalistas que o interpelaram sobre as novas medidas de austeridade do governo. Seguro faltara às reuniões da comissão política e do grupo parlamentar e pretendia-se conhecer a sua posição. "Já falei ontem na SIC-Noticias"...mas importa-se de repetir ?..."Veja a gravação da Sic-Noticias", acrescentou o deputado justificando as ausências com as aulas que tinha à mesma hora das reuniões.
Seguro sublinhou o compromisso que tinha com os seus alunos. E um compromisso com os eleitores que o elegeram, não terá ? Ou terão esses eleitores de ver a Sic-Noticias para conhecerem a posição do seu deputado ?

(Na véspera,tambem António Costa que recusara fazer declarações no final da comissão política, expôs na Quadratura do Círculo a sua opinião sobre as novas medidas.)

É óbvio que cada político fala sobre o que quer com quem quer e quando quer.

Mas ao limitar o seu discurso a uma tribuna mediática paga, quando o interesse é geral, não estará o político apenas a condicionar a forma de transmissão da mensagem, dificultando o seu conhecimento por parte de quem o elegeu e com quem tem (ou deve ter) um compromisso maior ?

Europa a várias vozes




Portugal é visto como sendo "Brazil", ou fazendo parte de uma União de Agricultores Subsidiados, ou como "english allies", ou a "oceania", ou ainda estranhamente como "oranges". Só depende do ponto de vista de quem desenha o mapa da Europa.




sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Grão a grão

Quanto pode custar fotocopiar um documento de identificação pessoal numa banal folha A4 e decorar a dita com um carimbo? Depende. Na embaixada portuguesa em Bruxelas, por exemplo, custa a módica quantia de 20 euros. Para justificar a roubalheira, à quantia cobrada chamam “emolumento” e à folhinha de papel “cópia certificada do passaporte” (ainda bem que não era o BI, senão fotocopiá-lo dos dois lados era coisa para custar uns 40 euros). E assim contribuímos para o “esforço de todos” que é reduzir o défice, o novo passatempo preferido de José Sócrates.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vale tudo

A manchete do DN de hoje é a verdadeira prova de que, se quisermos, 2+2 pode mesmo ser igual a 5.

Parte das considerações que o assunto merece pode ser substituída pela transcrição de algumas passagens do desmentido entretanto feito pela delegação da Comissão Europeia em Lisboa.

Publicou o Diário de Notícias na sua edição de hoje (23 de Setembro) uma noticia intitulada "Equipa da UE vem fiscalizar orçamento antes de ser apresentado", com destaque na primeira página.
Gostaríamos de chamar a atenção para o facto de que esta informação não corresponde à realidade.
De facto, o Comissário Janusz Lewandoski estará em Portugal entre os dias 12 e 15 de Outubro no âmbito de uma tour de capital (à semelhança do que aconteceu recentemente com a Lituânia e a França) para discutir as perspectivas financeiras da União Europeia pós-2013, e não o orçamento português, porque não são essas as suas competências.
Esta visita em nada está relacionada com o chamado "Semestre Europeu".
No quadro da repartição interna de competências no colégio de comissários, a análise dos orçamentos nacionais dos Estados-membros compete ao Comissário europeu para os assuntos económicos e monetários, Olli Rehn.
Todas estas informações e explicações foram dadas por mim própria ontem ao telefone ao jornalista HFC.
Daí estranharmos que o DN tenha publicado a informação de partida do jornalista e não tenha tido em conta as informações fornecidas.

E termina:

Esperamos poder contar com a continuação do interesse e disponibilidade do jornal às iniciativas da Comissão Europeia e à promoção do debate sobre os assuntos europeus junto dos seus leitores.

O que prova que até os eurocratas têm sentido de humor.

A estória tem por base informação facultada por “fontes parlamentares”, soma alguns factos (vai passar a haver um visto prévio europeu aos orçamentos nacionais, mas não importa que seja só a partir do próximo ano; o comissário europeu responsável pelo orçamento vai a Lisboa, mas não importa que ele seja apenas responsável pelo orçamento comunitário e não pelos nacionais; o comissário responsável pelas finanças por acaso até falou sobre Portugal esta semana), agita-se tudo muito bem e o resultado é uma espectacular e exclusiva manchete.

Só é pena não corresponder à realidade.

Intoxicação das “fontes parlamentares”? Vender papel a todo o custo? Talvez os cientistas da outra notícia da mesma primeira página do DN de hoje sejam capazes de descortinar as verdadeiras razões.

Podia dizer-se que bastava terem ligado para alguém na Comissão para perceber que talvez a estória não fosse bem assim, mas pelos vistos até o fizeram. No entanto, prevaleceu a célebre filosofia do “não deixes que a realidade te estrague uma boa estória”.

Talvez não mudasse grande coisa, mas e que tal se arranjassem um correspondente em Bruxelas?

Notícias de uma demissão (talvez) anunciada

Talvez Manuel Maria Carrilho tenha assinado a sua demissão a 21 de Março de 2009, quando escreveu sobre uma "cegueira tragicamente irresponsável". A dúvida que me assalta é esta: pode um embaixador, em funções no estrangeiro, criticar tão severamente o governo do Estado que representa? É uma mera dúvida, não passa disso mesmo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mário Soares e o FMI: um amor antigo

Fala a experiência de quem, de finanças, percebe tanto como Fernando Pessoa: "Não era uma desgraça se o FMI viesse".

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Andamos a sustentar alguém

Só no mês de Setembro, vou pagar, de impostos 930 euros. Assim divididos: 420 de pagamento por conta, inventado por Manuela Ferreira Leite e mantido por José Sócrates, 290 de IMI e 220 de IRS, relativo ao ano passado. Este ano, já paguei outros 420 de pagamento por conta e mais 290 de IMI. Contas feitas, 2010 já me custou 1640 euros. E hoje descobri para onde vai esse dinheiro: para cobrir as despesas primárias do Estado que sobem, sobem, sobem, sobem, sobem, sobem....

O preço da fama



A polícia finlandesa procura um indivíduo suspeito de ter levado a cabo uma série de burlas. Para facilitar a detenção, lançou um apelo público e divulgou uma série de características do artista, sublinhando que apresenta uma enorme semelhança física com alguém que, aparentemente, os finlandeses conhecem de gingeira: o presidente da Comissão Europeia.

Mais do que ficar incomodado com a comparação ou com o atrevimento da polícia finlandesa (que presta assim uma bela homenagem ao fino humor que caracteriza este país), Durão Barroso bem pode começar a tentar perceber o segredo da sua popularidade por aquelas paragens e tentar exportar a receita para o resto da Europa.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O estudo como desporto do cérebro, O-U-V-I-R-A-M ?!!!


allowscriptaccess="always">'>http://www.youtube.com/v/Nsto0NMz_BA?fs=1&hl=pt_BR&rel=0"> name="allowFullScreen" value="true">'>http://www.youtube.com/v/Nsto0NMz_BA?fs=1&hl=pt_BR&rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385">

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Não mata, mas enoja

É arrepiante a forma fácil e leviana que alguns jornais tentam assassinar o carácter de alguém. Com a ajudinha de quem faz da política, um mero jogo de interesses pessoais. A mais recente vítima é André Figueiredo, dirigente nacional do PS, que tem a ‘veleidade’ de ser também chefe de gabinete de José Sócrates e de estar no topo da organização do partido. E isso custa-lhe caro. Já houve, em tempos, uma leve tentativa de o envolver em processos do tempo em que era um jovenzito. Agora, tentam colar-lhe, através de uma suposta notícia, o carimbo do rapaz que inventa ter uma licenciatura.
A dita notícia, publicada pelo mesmo jornal que já sentenciou Duarte Lima, nem sequer tem o cuidado de respeitar as regras mais básicas do jornalismo: ouvir todos os envolvidos e, já agora, consultar alguns arquivos. O dito “jornalista”, autor do libelo, ficou tão embevecido em contar a estória que lhe sopraram ao ouvido que nem sequer se apercebeu da verdadeira notícia. Mas não serei eu que o vou ajudar. Há, por aí, algumas escolas de jornalismo com capacidade para o fazer.
Quem contou ao jornal o que contou, por acaso, nem tinha intenção de beliscar mais alguém se não apenas André Figueiredo. Mas a forma como o dito jornal “pegou” na estória, temo o pior: que venha por aí um chorrilho de mentiras, inventado à secretária da redacção. Não só para atingir o próprio André Figueiredo, como especialmente para apontar um outro alvo: José Sócrates.
Basta aliás ler uns blogues e a facilidade com que relacionam as licenciaturas de um e de outro. E todos comentam com uma facilidade estonteante, sem se perguntarem se aquilo tem alguma consistência. Ou se, pelo menos, ao lerem a notícia, não repararem que faltam elementos essenciais.

Declaração de interesses que não muda uma vírgula ao que penso sobre a "notícia": sou amigo do André Figueiredo, frequento a casa dele, conheço os pais dele (e a integridade deles todos) e sei bem o que estas notícias indignam e o que devem estar a sentir.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

'Good news' também significam, de facto, 'good news'

Rui Cardoso Martins venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), com a romance Deixem Passar o Homem Invisível. Ricardo Costa foi nomeado director do Expresso. Duas excelentes notícias, que têm o mérito de 'só' colocarem no local certo dois grandes jornalistas (um deles hoje mais escritor). E 'limpam' a imagem de uma geração que, nos últimos tempos, no jornalismo, só tem causado desgostos (para usar uma palavra mais simpática).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

HORTA e CALHA

Na véspera da reunião da Federação, em que se diz que Carlos Queiroz vai cair, Miranda Calha(antigo secretário de estado do desporto)-o Laurentino Dias de há uns anitos- e Luis Horta (esse mesmo, o sr.anti-dopagem) almoçaram. Hoje, portanto.
Foi uma espécie de briefing sobre os acontecimentos que já são públicos. Sim, ouvi parte da conversa, sem esforço, diga-se. E não vou contar o que ouvi. Rgisto apenas que os dois trocaram umas ideias sobre o ASSUNTO. Calhando, pode ter sido apenas uma conversa entre dois amigos, conhecidos. Who cares? Mas como há uns anos se falava no nome de Miranda Calha para suceder a Gilberto Madaíl, quem sabe? Diz-se( quem se mexe nestes bastidores) que mudanças na FPF só depois da candidatura ibérica a um dos próximos campeonatos, depois de Dezembro!
Fica o registo d0 encontro para memória futura . E já agora, sem registo de calão que valha qualquer inconfidência.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Em vésperas de abertura de um novo ano lectivo

Segunda-feira, 31 de Outubro

"Aproveitei a ocasião para lhe dizer que era muito imprudente querer que o Euan fosse para o Oratory (...) Disse-me que eles tinham chegado à conclusão que essa era a melhor escola para o Euan e ponto final. Sentia que ele ia ter um problema político com essa escolha (...) A imprensa diria que essa escolha não era coerente com as suas ideias sobre a educação. Mas insistiu que tendo ou não tendo subvenção do Estado , era a escola em que ele deveria entrar, e achava que o publico compreenderia que queria o melhor para os seus filhos. «Não vou sacrificar a educação dos meus filhos em nome do politicamente correcto. Ainda por cima não é um colégio privado. É uma escola apoiada pelo Estado». «Até certo ponto» disse eu. Pedi-lhe para imaginar o discurso de Heseltine sobre o líder trabalhista que queria que as crianças comuns fossem para as escolas locais, mas que fazia os seus filhos atravessar Londres inteira para frequentarem uma escola subvencionada pelo Estado, exactamente o tipo de escola a que o seu partido se opunha. Ele disse que os conservadores mandavam os filhos para escolas privadas. Respondi que eles acreditavam na educação privada,mas nós não. Perguntei-lhe se as escolas locais eram assim tão más, e disse-me que tudo o que ele sabia era que a Oratory era a melhor escola para o Euan. Imagine como seria exaltante para a escola local se os seus filhos a frequentassem, disse eu. Ele afirmou que esse era o meu primeiro argumento persuasivo, mas não ia mudar de opinião. Já tinham feito a sua escolha."

Alastair Campbell, "Os anos Blair", pág. 48

Uma Festa de contradições

Quem visitou a Festa do Avante, que decorreu neste domingo, não pode acreditar nas ferozes críticas comunistas à situação do país: em crise, dizem eles, com gente a passar fome. Só se for no resto do país, menos na Atalaia. Em tempos da tal crise apregoada, os preços praticados pelo PCP eram assustadores. Um simples pratinho, em versão reduzida, comido no chão e servido em caixas de plásticos, custava o mesmo que uma refeição completa num restaurante médio e servida à mesa. A tradicional imperial rivalizava com os preços usados em hotéis. A feira do livro tinha tinha os ditos mais caros ou ao mesmo preço de uma livraria. Havia DVDs a cinco e 10 euros, mesmo que tenham custado, nas promoções do jornal "Público" uns 1,95 euros.
O PCP pode argumentar que a Festa serve de fonte de receita. E é e ainda bem para o PCP. Mas é bem capaz de haver um exagero na recolha da dita receita. Ou então, o PCP, bem no seu íntimo, acredita que o país não está assim tão em crise.
No mapa das contradições, há outras que chocam. Ter na Festa um "stand" do MPLA é o mesmo que ter um do PS ou do PSD. Basta aliás ler a nova Constituição de Angola, aprovada pelo mesmo MPLA, para se perceber que, há muito, o partido governamental angolano é liberal, com uma ideologia a milhares quilómetros/luz do que o PCP diz defender. A História e o passado não justificam manter um "casamento" falso. É para isso que servem as rupturas, que só poderiam reforçar alguma coerência. O que também não se percebe o MPLA estar enfileirado com o partido da Coreia do Norte. Enfim, opções, entre outras, que fazem da Festa, uma festa (também) de contradições.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

EU COMENTO...


E no entanto, que outra coisa pode ocorrer a uma mulher que não seja fazer limpezas, estando próxima do padre Lino Maia?
Que me perdoe o senhor, mas é mesmo o único comentário que me ocorre e que apesar de tudo, ainda (julgo eu) mantêm uma certa, vá lá, elegância!
Vem isto a propósito do que nos re-conta a Susana-dois posts abaixo- " o padre disse que as mulheres faziam muita falta na igreja, para fazer...limpezas"e que ainda me deixa outra interrogação. E entre os jovens laranjinhas da Universidade de Verão não há mulheres, jovens que em vez de rir lhe respondessem. A ver se o padre dava a outra face!

A propósito da cobertura jornalística da Casa Pia

A VERDADE, por Luís Fernando Veríssimo
Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margaridas.
O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:
- Agora me lembro, não era um homem, eram dois.
- E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:
- Então está com o terceiro!
Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.
- Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo e a deixou desfalecida - gritaram os aldeões. - Matem-no!
- Esperem! - gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. - Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!
E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.
O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo "Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor". E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.
Todos se viraram contra a donzela e gritaram: "Rameira! Impura! Diaba!" e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.
Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:
- A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?
O pescador deu de ombros e disse:
- A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.

Na Universidade de Verão do PSD

O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, saiu-se com esta "anedota" há dias em Castelo de Vide: "Costumo dizer q a igreja precisa mto das mulheres... senão quem é q fazia as limpezas?!" Os jovens laranjinhas aplaudiram.
Sem comentários...


(contado no Facebook pela Celia de Sousa, jornalista na Antena 1)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Angustiado e pobre inocente Blair

Finalmente, o livro de memórias de Tony Blair vai ser lançado. Alguma imprensa britânica já tratou de antecipar alguns excertos. Ao que parece, o homem anda angustiado com o número de mortes no Iraque e por não ter previsto "o pesadelo" que aquilo iria transformar-se. Deveria sofrer de alguma infantilidade: pensava que as guerras não matavam e que seriam combates com pistolas de plástico. Sempre tive essa curiosidade de saber o que sentem os políticos quando sujam as mãos com sangue. Como foi o caso. Um dia, perguntei, de gravador ligado, a Durão Barroso como se sentia quando ouvia e lia as notícias dos atentados e sucessivas mortes diárias. Como resposta, obtive um longo silêncio e um empurrão de um segurança.
Picante, picante é ainda Tony Blair classificar o comportamento de Gordon Brown como "mafioso" e detentor de uma "inteligência emocional nula". Quem leu o livro de Alastair Campbel, o ex-assessor de imprensa de Blair, deve estar a "ferver" à espera da resposta do antigo primeiro-ministro que agora garante diz querer alcançar a paz no Médio Oriente.