terça-feira, 31 de agosto de 2010
Uma relação conflituosa
O secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, não se entende com o Eurostat. Hoje, com a subida de desemprego, os números revelam "oscilações" e o que vale mesmo são os "dados do INE". O mês passado, o Eurostat dava "boas notícias" a Valter Lemos. Em Junho, fazia uma profissão de fé no gabinete estatístico da União Europeia, convencido que iria rever os números. Em Janeiro, elogiava o ranking feito pelo Eurostat.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Como Pedro Passos Coelho deve ter o telemóvel desligado...
Cavaco Silva interrompeu as férias, foi até Ourique, enviar alguns recados:
"Não está em curso nenhum processo de revisão constitucional"
"Não vale a pena fazer nem dramatismos em relação ao Orçamento - a porque não se conhece ainda nenhum orçamento - nem à revisão constitucional"
"Não está em curso nenhum processo de revisão constitucional"
"Não vale a pena fazer nem dramatismos em relação ao Orçamento - a porque não se conhece ainda nenhum orçamento - nem à revisão constitucional"
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Para os comunistas recordarem em 2011...
Resultados dos candidatos do PCP, nas duas últimas eleições presidenciais:
Em 2001, António Abreu obteve 221.971 votos, numa eleição ganha por Jorge Sampaio e que ainda concorreram Ferreira do Amaral, Garcia Pereira e Fernando Rosas. Ou seja, mais três à 'esquerda' e um à 'direita'
Em 2006, Jerónimo de Sousa alcançou 466.507 votos, no acto que elegeu Cavaco Silva, logo à primeira volta. Os outros adversários foram Manuel Alegre, Mário Soares, Francisco Louçã e Garcia Pereira. Ou seja, mais quatro à 'esquerda' e um à 'direita'.
Como se vê, nem sempre o PCP consegue convencer o seu eleitorado. Agora é que se vai ver a força de Francisco Lopes, o homem do aparelho, dentro da organização. Apesar dos votos não contarem para nada: só conta o que pensam (alguns) do Comité Central.
Em 2001, António Abreu obteve 221.971 votos, numa eleição ganha por Jorge Sampaio e que ainda concorreram Ferreira do Amaral, Garcia Pereira e Fernando Rosas. Ou seja, mais três à 'esquerda' e um à 'direita'
Em 2006, Jerónimo de Sousa alcançou 466.507 votos, no acto que elegeu Cavaco Silva, logo à primeira volta. Os outros adversários foram Manuel Alegre, Mário Soares, Francisco Louçã e Garcia Pereira. Ou seja, mais quatro à 'esquerda' e um à 'direita'.
Como se vê, nem sempre o PCP consegue convencer o seu eleitorado. Agora é que se vai ver a força de Francisco Lopes, o homem do aparelho, dentro da organização. Apesar dos votos não contarem para nada: só conta o que pensam (alguns) do Comité Central.
Um andor pagão
Francisco Lopes foi apresentado como o candidato do PCP às próximas eleições presidenciais. Jerónimo de Sousa, na hora de justificar a escolha, argumentou, entre outras coisas como sendo defensor das "conquistas de Abril", que Francisco Lopes tem "uma grande capacidade de argumentação". Depois viu-se. Duas horas depois, o candidato apresentou-se aos jornalistas, mas sem direito a perguntas e com um texto copiado, quase vírgula a vígula, do texto do comité central lido pelo líder do PCP. Foi só fazer Ctrl C + Ctrl V, como é hábito no PCP. A campanha promete. Vejam as diferenças:
Francisco Lopes:
"Esta é uma candidatura vinculada aos valores de Abril, a um projecto de democracia política, económica, social e cultural, a um Portugal soberano e independente. Uma candidatura patriótica e de esquerda, coerente e determinada, portadora de um projecto de ruptura e mudança"
Comité central, lido por Jerónimo de Sousa:
"Esta é uma candidatura que estará inquestionavelmente vinculada aos valores de Abril, a um projecto de democracia política, económica, social e cultural, a um Portugal soberano e independente. Uma candidatura patriótica e de esquerda, coerente e determinada, dirigiad aos trabalhadores, aos jovens a todos os democratas e patriotas."
Esta parte - "portadora de um projecto de ruptura e mudança - aparece mais três vezes em cada um dos textos. O resto é só baralhar uma frase e colá-la ali.
Francisco Lopes:
"Esta é uma candidatura vinculada aos valores de Abril, a um projecto de democracia política, económica, social e cultural, a um Portugal soberano e independente. Uma candidatura patriótica e de esquerda, coerente e determinada, portadora de um projecto de ruptura e mudança"
Comité central, lido por Jerónimo de Sousa:
"Esta é uma candidatura que estará inquestionavelmente vinculada aos valores de Abril, a um projecto de democracia política, económica, social e cultural, a um Portugal soberano e independente. Uma candidatura patriótica e de esquerda, coerente e determinada, dirigiad aos trabalhadores, aos jovens a todos os democratas e patriotas."
Esta parte - "portadora de um projecto de ruptura e mudança - aparece mais três vezes em cada um dos textos. O resto é só baralhar uma frase e colá-la ali.
Uma para encher o ego
Um dos blogues, Delito de Opinião, que faz parte da minha restrita lista de blogues favoritos fez uma elogiosa referência ao Correio Preto. Foi simpático e o ego agradece.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
O maniqueísta primário, com humor de múmia
O Carlos Vidal (CV), do 5dias, resolveu meter-se comigo por causa de uma alegada defesa de José Sócrates. Na sua cabeça maniqueísta, sou acusado de ser um socrático, apenas por manifestar desagrado por haver jornalistas que se armam em juizes, acusadores, torquemadas, para acusar, julgar e condenar. Não só por que gostariam de ser isso, mas por que sofrem pressões para "vender", a palavra mais estúpida e mais perniciosa que pode pairar na cabeça de um jornalista.
Não, não gostei de ver José Sócrates aparecer, repetidamente, na praça pública, como se tivesse sido julgado e condenado. Nem ele, nem Duarte Lima que hoje aparece, nas capas de jornais até dos chamados de referência como um assassino. Ainda por cima, um homicida estúpido que resolveu levar de bandeja a sua presa. E, daqui a uns tempos - tenho quase a certeza - vou sugerir a alguns jornais e jornalistas que peçam desculpas a Duarte Lima. Já o deveriam fazer. Por que, tal como Sócrates, Duarte Lima já está acusado, condenado e carimbado pelos... jornalistas. E por condenar tais práticas, não fazem de mim um fã de Sócrates, nem de Duarte Lima.
Caso CV não saiba - ou não compreenda, o que eu até posso entender - jornalista não é apenas um tipo que paga um cartão anual. Jornalista é aquele que dá notícias, conta estórias, relata factos, mas com responsabilidade e respeitando as regras básicas da ética e da deontologia. Tão simples quanto isso.
Por isso, indignei-me com a suja campanha que se fez (ou que se faz) a José Sócrates, por causa do Freeport. Já o tinha escrito antes, quando admiti que poderia haver tréguas. Enganei-me. Reafirmo que muitos jornalistas deveriam hoje pedir desculpas a José Sócrates.
Por isso, CV acusa-me do que acusa. Mas até compreendo a sua reacção. Primeiro porque foi epidérmica, em reacção a um comentário que escrevi às notáveis observações de Luís Rainha. E depois também compreendo as suas observações: afinal, Luís Rainha, que se deu ao trabalho de o ler, classifica-o como um "filósofo de badana" e com um "humor da múmia de Lénine". E outra leitora atenta de CV chama-o de "primário". E esses leram-no, repito, atentamente. Quem sou eu para não concordar que nunca o li nem o pretendo fazer? Confio no Luís. E detesto malta com humor de múmias, ainda por cima primária.
Não, não gostei de ver José Sócrates aparecer, repetidamente, na praça pública, como se tivesse sido julgado e condenado. Nem ele, nem Duarte Lima que hoje aparece, nas capas de jornais até dos chamados de referência como um assassino. Ainda por cima, um homicida estúpido que resolveu levar de bandeja a sua presa. E, daqui a uns tempos - tenho quase a certeza - vou sugerir a alguns jornais e jornalistas que peçam desculpas a Duarte Lima. Já o deveriam fazer. Por que, tal como Sócrates, Duarte Lima já está acusado, condenado e carimbado pelos... jornalistas. E por condenar tais práticas, não fazem de mim um fã de Sócrates, nem de Duarte Lima.
Caso CV não saiba - ou não compreenda, o que eu até posso entender - jornalista não é apenas um tipo que paga um cartão anual. Jornalista é aquele que dá notícias, conta estórias, relata factos, mas com responsabilidade e respeitando as regras básicas da ética e da deontologia. Tão simples quanto isso.
Por isso, indignei-me com a suja campanha que se fez (ou que se faz) a José Sócrates, por causa do Freeport. Já o tinha escrito antes, quando admiti que poderia haver tréguas. Enganei-me. Reafirmo que muitos jornalistas deveriam hoje pedir desculpas a José Sócrates.
Por isso, CV acusa-me do que acusa. Mas até compreendo a sua reacção. Primeiro porque foi epidérmica, em reacção a um comentário que escrevi às notáveis observações de Luís Rainha. E depois também compreendo as suas observações: afinal, Luís Rainha, que se deu ao trabalho de o ler, classifica-o como um "filósofo de badana" e com um "humor da múmia de Lénine". E outra leitora atenta de CV chama-o de "primário". E esses leram-no, repito, atentamente. Quem sou eu para não concordar que nunca o li nem o pretendo fazer? Confio no Luís. E detesto malta com humor de múmias, ainda por cima primária.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Jornalismo imaginativo
O jornal "Expresso" tratou de contar que a Cruz Vermelha enviou uns inspectores para o terrível Campo do Tarrafel, concluíndo que era um "paraíso". O jornal baseou-se num trabalho do sociólogo cabo-verdiano José Vicente Lopes para destacar as conclusões e o próprio título da peça. Afinal, não se tratou nada disso. O próprio Vicente Lopes, em entrevista ao jornal angolano "O País", desmonta a peça e chama-a de "golpe publicitário". Mas não um "golpe" feito por ele, mas pelo "Expresso". O jornal angolano fez aquilo que devia ser a obrigação do semanário português: em vez de entrar em delírios, entrevistou o autor. E assim evitou a idiotice. Parte da entrevista é bem elucidativa de determinadas mentes que pairam no "Expresso". José Vicente Lopes esclarece-a:
"Não sei em concreto quais são os comentários produzidos aí em Angola a partir do texto do JPCastanheira, o que é mau para todos nós. Ele, enquanto português, pegou nos aspectos que lhe pareceram mais relevantes. Um angolano, lendo o meu livro, destacará outros aspectos, tenho a certeza. O “golpe publicitário” não é meu. E a intenção de criar polémica também não me pertence. Em relação à frase “Tarrafal um paraíso”, tirada do contexto em que a mesma foi produzida, choca qualquer um. Nenhuma prisão, por mais suave que seja, é um paraíso".
"Não sei em concreto quais são os comentários produzidos aí em Angola a partir do texto do JPCastanheira, o que é mau para todos nós. Ele, enquanto português, pegou nos aspectos que lhe pareceram mais relevantes. Um angolano, lendo o meu livro, destacará outros aspectos, tenho a certeza. O “golpe publicitário” não é meu. E a intenção de criar polémica também não me pertence. Em relação à frase “Tarrafal um paraíso”, tirada do contexto em que a mesma foi produzida, choca qualquer um. Nenhuma prisão, por mais suave que seja, é um paraíso".
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Vida infeliz a de Cavaco Silva
Cavaco Silva deve viver no cargo de Presidente da República completamente infeliz. É rara a lei ou diploma que ele não promulgue "contrariado". Aconteceu com o casamento homossexual, com a lei do divórcio, com o estatuto dos Açores, com o novo código contributivo e com o código de execução de penas. E ainda vai ter mais uma contrariedade para aceitar: a abertura dos hipermercados ao domingo. Hoje promulgou o diploma que altera a lei das uniões de facto, mostrando "reservas". Portanto, de novo, contrariado. Quererá continuar assim "contrariado" por mais cinco anos?
sábado, 14 de agosto de 2010
Férias
Graças a este blog, descobri esta capa. De Sócrates, o luxuoso, não podiam ter arranjado fotografia pior. No artigo Passos Coelho, o poupadinho, aparece até a passar pelo balneário municipal. Mas o Expresso deixou-me hoje mais descansada. A casa humilde da vila piscatória onde o líder do PSD está de férias tem piscina (pelo menos assim dá a entender a foto do artigo que eu não encontro na net. Ou será do vizinho ?) Certo, certo é que pelo menos espreguiçadeira e chapéu de sol não faltaram...
Ora cá estamos outra vez
Pouco depois de se saber que o PS decidiu expulsar Narciso Miranda, foi conhecido o local escolhido para a rentrée socialista: Matosinhos.
O ano político de José Sócrates promete ...
O ano político de José Sócrates promete ...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A Josefa, o Bebé e o jornalismo que engana a todos
Um jogador português salta para do Vitória de Guimarães para o Manchester United. A viagem de sonho custa aos ingleses quase 10 milhões de euros e foi o maior negócio de sempre dos vimaranense. Mas o jogador, Bebé de seu nome, foi um sem-abrigo. Por cá, os jornais portugueses destacam o negócio. Pelo Brasil, os jornais contam que o rapaz era, até há pouco tempo, um "sem teto". É pena que ninguém, nestas redacções, se preocupe a contar a história humana do Bebé.
Tal como nunca ninguém contou da Josefa - de tantas outras e outros como a Josefa - que foi bombeira, estudante e trabalhadora. Tudo ao mesmo tempo. Só entrou para as páginas dos jornais porque morreu. Ferreira Fernandes (FF) tenta fazer-lhe uma homenagem, que bem poderia ser um acto de contrição.
A propósito deste artigo de FF um grande jornalista (infelzmente retirado das lides, mas não da atenção e da memória) Paulo Caetano escreveu isto:
"O Ferreira Fernandes, como bem sabemos, é um mestre a jogar com as palavras. Por isso, presta uma tão bonita homenagem a uma miúda que morreu por que estava onde não devia: a combater um fogo que devia ser combatido por sapadores profissionais e com formação em vez de miudos que se dão como voluntários enquanto os comandantes dos seus quartéis "voluntários" cobram ao Estado cada saída que fazem. Daí, se pensarmos um pouco, pode estar uma das explicações possíveis para tantos misteriosos reacendimentos de fogos dados como extintos. Mas, o mais importante desta crónica, era responder à questão que o FF coloca no fim do texto: 'porque não conhecíamos nós a Josefa?' Pensava que, com a experiência de tantos anos a fazer jornais e a dirigi-los, o FF saberia responder a isso. É simples: porque os donos dos jornais - e as direcções que eles contratam - só falariam da Josefa se ela fosse "famosa", se aparecesse em programas televisivos ou frequentasse festas 'in'. E, se numa qualquer redacção por onde o FF passou nos últimos anos, um simples jornalista desse a ideia de escrever uma história com a Josefa que é estudante e bombeira, logo receberia um rotundo 'Não!!' Afinal de contas: andamos a enganar quem?"
Tal como nunca ninguém contou da Josefa - de tantas outras e outros como a Josefa - que foi bombeira, estudante e trabalhadora. Tudo ao mesmo tempo. Só entrou para as páginas dos jornais porque morreu. Ferreira Fernandes (FF) tenta fazer-lhe uma homenagem, que bem poderia ser um acto de contrição.
A propósito deste artigo de FF um grande jornalista (infelzmente retirado das lides, mas não da atenção e da memória) Paulo Caetano escreveu isto:
"O Ferreira Fernandes, como bem sabemos, é um mestre a jogar com as palavras. Por isso, presta uma tão bonita homenagem a uma miúda que morreu por que estava onde não devia: a combater um fogo que devia ser combatido por sapadores profissionais e com formação em vez de miudos que se dão como voluntários enquanto os comandantes dos seus quartéis "voluntários" cobram ao Estado cada saída que fazem. Daí, se pensarmos um pouco, pode estar uma das explicações possíveis para tantos misteriosos reacendimentos de fogos dados como extintos. Mas, o mais importante desta crónica, era responder à questão que o FF coloca no fim do texto: 'porque não conhecíamos nós a Josefa?' Pensava que, com a experiência de tantos anos a fazer jornais e a dirigi-los, o FF saberia responder a isso. É simples: porque os donos dos jornais - e as direcções que eles contratam - só falariam da Josefa se ela fosse "famosa", se aparecesse em programas televisivos ou frequentasse festas 'in'. E, se numa qualquer redacção por onde o FF passou nos últimos anos, um simples jornalista desse a ideia de escrever uma história com a Josefa que é estudante e bombeira, logo receberia um rotundo 'Não!!' Afinal de contas: andamos a enganar quem?"
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Posso mandar os parabéns por um blogue?
Barack Obama celebra hoje o seu 49º aniversário. Não haveria nada de especial, se a mulher, Michele, e uns amigos não quisessem presenteá-lo com cartões a desejar o tal "happy birthday". Enviaram mails para todos os que estão inscritos na base de dados da campanha de Obama às presidenciais pedindo que se enviasse um cartão e que isso seria uma surpresa para o presidente. No final, deste simpático e comovente pedido, vinha a obrigação, para quem quisesse assinar o cartão, de se pagar, no mínimo, cinco dólares. Tal qual como na campanha eleitoral. Ainda assim, mesmo nas vésperas do aniversário, já mais de um milhão de pessoas tinha assinado. A, repito, cinco dólares cada um!
Como tenho uma grande simpatia por Barack Obama não me custa nada desejar-lhe, nesta data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida. Mas apenas pelo blogue que os dólares fazem falta.
Como tenho uma grande simpatia por Barack Obama não me custa nada desejar-lhe, nesta data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida. Mas apenas pelo blogue que os dólares fazem falta.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Choque de titãs


De acordo com várias páginas na internet, Armando Vara deverá estar a caminho da poderosa construtora civil brasileira Carmargo Corrêa. Uma das que mais investe em Angola e Moçambique. Portanto, uma rival da Mota-Engil de.... Jorge Coelho. As duas combatem pelos mesmos interesses: no fabrico de cimentos, na reconstrução de estradas e pontes, nas barragens e na influência junto de Luanda. No braço-de-ferro, desconfio que a empresa brasileira vai levar a melhor.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A sinfonia de Kinshasa
Sentem a música como se fosse uma "segunda oração", outros ficam "mais fortes" quando se encontram na Orquestra Sinfónica de Kinhasa, na República Democrática do Congo. A cidade mais louca de África tem uma orquestra de música clássica num dos bairros mais pobres. E são os músicos que fabricam os seus próprios instrumentos. O documentário é imperdível.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Freeport: falta um baraço ao pescoço

Alguns jornalistas e jornais e televisões deviam pedir-lhe desculpa... pessoalmente. De corda no pescoço como Egas Moniz (o aio, não o professor). Pelo massacre que o sujeitaram.
Esses mesmos jornalistas e jornais e televisões deviam pedir desculpas ao... Jornalismo. De corda no pescoço como Egas Moniz (o aio, não o professor) . Pelo massacre que o sujeitaram e pela vergonha que o fizeram passar. Ao jornalismo.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Relíquias...
Na sede central do PCP, em Lisboa, corre-se o risco de alguém morrer de... calor. O equipamento de ar condicionado avariou. Quando se liga para o frio sai quente. Também não admira. Os equipamentos ainda são os mesmos que foram instalados nos tempos "gloriosos" da FNAC, a Fábrica Nacional de Ar Condicionado, do "Barão Vermelho". Ou seja, do tempo da União Soviética.
Carta a Passos Coelho
O Conselho Económico e Social (CES), que junta organizações controladas pelo PCP, PS, PSD e CDS e que conta com a participação do Governo, fez uma análise, nesta segunda-feira, à situação da Zona Euro, considerando que "não pode ser colocado em risco o modelo social europeu", correndo-se, caso contrário, o risco de "desmoronar" a União Europeia. O recado não estava direccionado, mas ninguém duvidou que a carta, antes de seguir para Bruxelas, faz uma paragem na São Caetano à Lapa.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Orgulhosamente tacanhos
Anda por aí uma fúria anti-adesão de outros países à CPLP que, apesar de não ser surpreendente, não deixa de ser intrigante. A começar pelo (ainda) pragmático Cavaco Silva que insistiu na tecla que os outros países não falam português. Mas foi suficientemente franco para colocar Portugal no seu devido canto, ao sublinhar que “Portugal não é como a França”, referindo-se às ambições francesas em África. Nada mais verdade. Portugal vai continuar orgulhosamente tacanho. Enquanto isso, pode ir assistindo à Guiné-Bissau a integrar sistemas económicos da África francófona. E Moçambique mais preocupado com a Commonwealth do que propriamente o que faz a mesquinhez lusófona.
De repente, os portugueses – e não só – descobriram que a Guiné Equatorial vive debaixo de uma tenebrosa ditadura. Isto anos depois dos mesmos guineenses participarem nas cimeiras da CPLP como observadores, onde o “tenebroso” Theodore Obiang teve assento de primeira e até foi recebido em Lisboa com as honras e pompa devidas a um chefe de Estado. Excepto alguns blogues, ninguém se lembrou que o homem comandava uma feroz ditadura.
Nessa altura, até se pensou que o pragmatismo tinha vencido a tacanhez: que importa a ditadura se o país tem petróleo? Pelos vistos, durou pouco. Portugal, a dar sinais que rejeita a entrada da Guiné-Equatorial, demonstra bem que não aprendeu nada, nem com Paris, nem com Londres. Bem poderia olhar para os franceses que, ainda nos idos 1960, começaram a praticar as relações de boa convivência com todos os países desde que isso salvaguardasse os seus interesses. Há quem lhe chame neo-colonialismo, como é o caso de Cavaco Silva, mas Paris usa apenas o pragmatismo numa política conhecida pela Françáfrica. E, tirando alguns engulhos pelo caminho, ninguém se dá mal.
Com esta teimosia, resta a Portugal ser um mero comissionista em África, cumprindo, provavelmente, um desígnio histórico. O restante mundo lusófono deve apenas confiar no pragmatismo do Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde. Sobre a entrada da Guiné Equatorial, Pedro Pires já mostrou a intenção de ser pragmático e Lula da Silva assinou, recentemente, durante a sua visita oficial, 25 acordos comerciais com Obiang.
De repente, os portugueses – e não só – descobriram que a Guiné Equatorial vive debaixo de uma tenebrosa ditadura. Isto anos depois dos mesmos guineenses participarem nas cimeiras da CPLP como observadores, onde o “tenebroso” Theodore Obiang teve assento de primeira e até foi recebido em Lisboa com as honras e pompa devidas a um chefe de Estado. Excepto alguns blogues, ninguém se lembrou que o homem comandava uma feroz ditadura.
Nessa altura, até se pensou que o pragmatismo tinha vencido a tacanhez: que importa a ditadura se o país tem petróleo? Pelos vistos, durou pouco. Portugal, a dar sinais que rejeita a entrada da Guiné-Equatorial, demonstra bem que não aprendeu nada, nem com Paris, nem com Londres. Bem poderia olhar para os franceses que, ainda nos idos 1960, começaram a praticar as relações de boa convivência com todos os países desde que isso salvaguardasse os seus interesses. Há quem lhe chame neo-colonialismo, como é o caso de Cavaco Silva, mas Paris usa apenas o pragmatismo numa política conhecida pela Françáfrica. E, tirando alguns engulhos pelo caminho, ninguém se dá mal.
Com esta teimosia, resta a Portugal ser um mero comissionista em África, cumprindo, provavelmente, um desígnio histórico. O restante mundo lusófono deve apenas confiar no pragmatismo do Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde. Sobre a entrada da Guiné Equatorial, Pedro Pires já mostrou a intenção de ser pragmático e Lula da Silva assinou, recentemente, durante a sua visita oficial, 25 acordos comerciais com Obiang.
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