sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Jornalismo imaginativo
"Não sei em concreto quais são os comentários produzidos aí em Angola a partir do texto do JPCastanheira, o que é mau para todos nós. Ele, enquanto português, pegou nos aspectos que lhe pareceram mais relevantes. Um angolano, lendo o meu livro, destacará outros aspectos, tenho a certeza. O “golpe publicitário” não é meu. E a intenção de criar polémica também não me pertence. Em relação à frase “Tarrafal um paraíso”, tirada do contexto em que a mesma foi produzida, choca qualquer um. Nenhuma prisão, por mais suave que seja, é um paraíso".
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Vida infeliz a de Cavaco Silva
sábado, 14 de agosto de 2010
Férias
Graças a este blog, descobri esta capa. De Sócrates, o luxuoso, não podiam ter arranjado fotografia pior. No artigo Passos Coelho, o poupadinho, aparece até a passar pelo balneário municipal. Mas o Expresso deixou-me hoje mais descansada. A casa humilde da vila piscatória onde o líder do PSD está de férias tem piscina (pelo menos assim dá a entender a foto do artigo que eu não encontro na net. Ou será do vizinho ?) Certo, certo é que pelo menos espreguiçadeira e chapéu de sol não faltaram...
Ora cá estamos outra vez
O ano político de José Sócrates promete ...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A Josefa, o Bebé e o jornalismo que engana a todos
Tal como nunca ninguém contou da Josefa - de tantas outras e outros como a Josefa - que foi bombeira, estudante e trabalhadora. Tudo ao mesmo tempo. Só entrou para as páginas dos jornais porque morreu. Ferreira Fernandes (FF) tenta fazer-lhe uma homenagem, que bem poderia ser um acto de contrição.
A propósito deste artigo de FF um grande jornalista (infelzmente retirado das lides, mas não da atenção e da memória) Paulo Caetano escreveu isto:
"O Ferreira Fernandes, como bem sabemos, é um mestre a jogar com as palavras. Por isso, presta uma tão bonita homenagem a uma miúda que morreu por que estava onde não devia: a combater um fogo que devia ser combatido por sapadores profissionais e com formação em vez de miudos que se dão como voluntários enquanto os comandantes dos seus quartéis "voluntários" cobram ao Estado cada saída que fazem. Daí, se pensarmos um pouco, pode estar uma das explicações possíveis para tantos misteriosos reacendimentos de fogos dados como extintos. Mas, o mais importante desta crónica, era responder à questão que o FF coloca no fim do texto: 'porque não conhecíamos nós a Josefa?' Pensava que, com a experiência de tantos anos a fazer jornais e a dirigi-los, o FF saberia responder a isso. É simples: porque os donos dos jornais - e as direcções que eles contratam - só falariam da Josefa se ela fosse "famosa", se aparecesse em programas televisivos ou frequentasse festas 'in'. E, se numa qualquer redacção por onde o FF passou nos últimos anos, um simples jornalista desse a ideia de escrever uma história com a Josefa que é estudante e bombeira, logo receberia um rotundo 'Não!!' Afinal de contas: andamos a enganar quem?"
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Posso mandar os parabéns por um blogue?
Como tenho uma grande simpatia por Barack Obama não me custa nada desejar-lhe, nesta data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida. Mas apenas pelo blogue que os dólares fazem falta.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Choque de titãs


quinta-feira, 29 de julho de 2010
A sinfonia de Kinshasa
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Freeport: falta um baraço ao pescoço

terça-feira, 27 de julho de 2010
Relíquias...
Carta a Passos Coelho
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Orgulhosamente tacanhos
De repente, os portugueses – e não só – descobriram que a Guiné Equatorial vive debaixo de uma tenebrosa ditadura. Isto anos depois dos mesmos guineenses participarem nas cimeiras da CPLP como observadores, onde o “tenebroso” Theodore Obiang teve assento de primeira e até foi recebido em Lisboa com as honras e pompa devidas a um chefe de Estado. Excepto alguns blogues, ninguém se lembrou que o homem comandava uma feroz ditadura.
Nessa altura, até se pensou que o pragmatismo tinha vencido a tacanhez: que importa a ditadura se o país tem petróleo? Pelos vistos, durou pouco. Portugal, a dar sinais que rejeita a entrada da Guiné-Equatorial, demonstra bem que não aprendeu nada, nem com Paris, nem com Londres. Bem poderia olhar para os franceses que, ainda nos idos 1960, começaram a praticar as relações de boa convivência com todos os países desde que isso salvaguardasse os seus interesses. Há quem lhe chame neo-colonialismo, como é o caso de Cavaco Silva, mas Paris usa apenas o pragmatismo numa política conhecida pela Françáfrica. E, tirando alguns engulhos pelo caminho, ninguém se dá mal.
Com esta teimosia, resta a Portugal ser um mero comissionista em África, cumprindo, provavelmente, um desígnio histórico. O restante mundo lusófono deve apenas confiar no pragmatismo do Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde. Sobre a entrada da Guiné Equatorial, Pedro Pires já mostrou a intenção de ser pragmático e Lula da Silva assinou, recentemente, durante a sua visita oficial, 25 acordos comerciais com Obiang.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O primeiro dia do resto da campanha
Labor de uns para uma medalha presidencial

terça-feira, 20 de julho de 2010
Uma certa esquerda em violenta troca de insultos
De férias com tudo na mesma
segunda-feira, 19 de julho de 2010
As crendices que mastigam miolos*
* Título semi-roubado ao próprio Rainha.
domingo, 18 de julho de 2010
Tudo sobre Angola
quinta-feira, 15 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Cavaco, o "angolano", em visita de apoteose
Quando o PSD ganhou as eleições, em 1985, José Eduardo dos Santos foi o primeiro chefe de Estado a enviar um telegrama, felicitando essa vitória. Mal terminou a cerimónia de posse do primeiro governo de Cavaco Silva, Lisboa recebia um convite formal do presidente José Eduardo dos Santos para que Portugal se fizesse representar nas cerimónias oficiais que assinalavam mais um aniversário da independência.
Em 10 anos, era a primeira vez que as autoridades de Luanda manifestavam, com dois gestos, uma abertura a Lisboa que nos anos anteriores tinha sido impossível de alcançar. Mas não foi unicamente a intenção de Luanda que provocou os gestos de José Eduardo dos Santos. Mesmo antes de chegar ao poder, Cavaco Silva vinha manifestando a vontade de alterar substancialmente as relações entre os dois países e, de uma forma geral, o relacionamento com os países africanos de expressão portuguesa. A “marca” que se viria a colar-lhe à pele, de ser um pragmático, serviria também nas questões internacionais, em particular, com Angola. A postura de Cavaco Silva constituiu, na política portuguesa, uma absoluta novidade e causou uma ruptura das políticas anteriores. E que viria a ter o seu auge na liderança de Lisboa no processo de paz alcançado em Angola, com a assinatura dos acordos de Bicesse.
Como ninguém, Cavaco Silva soube capitalizar essa política: além de ter um papel principal, entre os actores que influenciavam a política angolana, o actual presidente português foi um dos principais responsáveis pelo regresso dos empresários a Angola, com os benefícios que hoje se conhece, pelo significativo aumento nas relações comerciais entre os dois países e pelo desanuviamento das relações com os EUA.
Além disso, essa mesma política serviu para lançar o nome de Durão Barroso como um grande estadista. Curiosamente, o actual presidente da Comissão Europeia foi apenas o executor – mas com mérito – da estratégia desenhada por Cavaco Silva e respectivos assessores, em que se destacavam os embaixadores António Monteiro e Martins da Cruz.
Se por um lado, Cavaco Silva ajudou na projecção de Durão Barroso, por outro, o presidente português foi um extraordinário aliado para o MPLA: primeiro, no fim ao apoio à UNITA e na condenação do regime sul-africano, em tempos de guerra, mas sobretudo na influência que exerceu os EUA, que iria terminar no estabelecimento de relações diplomáticas sólidas com Angola.
Seguindo a mesma lógica, Cavaco Silva viaja para Angola com o pragmatismo na lapela: espera ser “coroado”, mas aproveita para levar uma longa comitiva de empresários - são 100 - a enfatizando a necessidade de serem aprofundadas as relações comerciais e empresariais entre Angola e Portugal.
Em Luanda, Cavaco Silva vai encontrar uma “passerelle” de políticos dispostos a estender-lhe o tapete vermelho, como já contei aqui, mas não lhe prestam vassalagem. Angola sempre tem exigido igualdade de oportunidades e boa vontade na entrada de angolanos nas empresas portuguesas. O que até agora tem acontecido, mas com timidez. E, de novo, essa é a questão central que vai estar em cima da mesa e que foi sublinhada por José Eduardo dos Santos na visita oficial que fez a Portugal, o ano passado. Afinal, Luanda tem nos negócios o “alfa” e o “ómega” de toda a sua estratégia. Em tempos de crise, Cavaco Silva vai ser, desta vez, apenas mais um catalisador de umas relações que, depois de ele ter dado o mote, têm sido, de ano para ano, melhoradas.
*A análise completa da visita de Cavaco Silva pode ser lida aqui, na PNN
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A crise derrete-os
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Neologismos
Curiosamente, as expressão são usadas pela empresa, a Agência Lift, que gere as contas(tradução: que trata da imagem) da Media Capital, dona da rádio, e da Farmacêutica Merck.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
É bué da fixe, meu, vou poupar 3 cêntimos por dia
Ah.. a euforia que deve andar por essas festas estudantis com tanto guito para guardar.
Uma euforia estragada pelo mesmo 'Diário Económico' que, mais baixinho, em letras mais pequenas, acrescenta que "este é o primeiro ano em que todas as universidades públicas se preparam para cobrar a propina máxima". A tal que baixou 10 euros por ano, 3 cêntimos por dia.
sábado, 3 de julho de 2010
É verdade, eu ouvi
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Bem prega Frei Tomás...
Sobretudo se tivermos em conta a forma como Madrid bloqueou há 10 anos a fusão da mesma Telefónica com a holandesa KPN, episódio que o Publico (espanhol) recorda aqui.
Cadê o Valter?
Valter Lemos deve ter pensado que bastava um telefonema para que a metodologia inconveniente fosse devidamente “corrigida”.
É verdade que o Eurostat tem feito bastantes disparates (veja-se a forma como sempre validaram as contas gregas…), mas face às afirmações do secretário de estado os seus responsáveis lá explicaram por A + B como é que tinham chegado àquele números.
Entretanto, o Eurostat divulgou hoje os dados do desemprego de Maio, que atinge um novo máximo (10,9%), mantendo a projecção anterior de Abril nos 10,8%.
Alguém sabe onde pára o secretário de estado?
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Baralha e volta a dar

quarta-feira, 30 de junho de 2010
Ao 24, na hora da gratidão*
*Texto escrito para a última edição do 24horas
terça-feira, 29 de junho de 2010
Mentira! Cavaco NÃO esteve nos Açores
É mentira, portanto, que Cavaco Silva prometera à família, em especial aos netos, um passeio pelas furnas. É mentira que Cavaco Silva tenha dito que Saramago não era "um amigo", nem sequer "conhecido". É mentira que Cavaco Silva tenha faltado ao funeral do escritor. Os jornalistas são todos mentirosos, inventam férias e desculpas e teatralizam declarações.
Só se pode confiar, de facto, na página que fala verdade e nada mais do que a verdade.
domingo, 27 de junho de 2010
A verdade, nada mais do que a verdade, em nova versão
"Quem quiser conhecer a verdade, repito a verdade, insisto a verdade, sobre o diz e faz o Presidente da República, basta ir à página da internet da Presidência da República. Lá está a verdade".
Na verdade de Cavaco Silva poderia haver algumas vantagens. Sendo que só a página da Presidência informa a verdade, bem que ele poderia dispensar os comunicados lidos na TV, os recados ditos a toda a comunicação social, as visitas comemorativas a clubes e associações e a organização de roteiros da juventude, roteiros sociais e encontros públicos com economistas, jovens empresários e crianças. Fazia-os e depois relatava tudo na internet. Afinal, está lá a verdade a que Cavaco Silva tem direito.
sábado, 26 de junho de 2010
"Atitude construtiva" ou a memória selectiva
- presidências abertas;
- veto aos projectos de erradicação de barracas
- veto à redução de número de oficiais nas Forças Armadas
- obstáculos às relações do Governo português com Angola, quando se pretendia atingir a paz , praticando até uma diplomacia paralela.
- organização de um congresso para "bater no Governo" que, vá lá, serviu para Cavaco Silva mostrar o Pulo do Lobo ao país e com Jorge Lacão (hoje ministro) a escrever que Soares queria "imiscuir-se na vida do PS" e "ajustar contas com Cavaco Silva".
- ameaça de dissolução do Parlamento que tinha maioria absoluta do PSD, feita num jantar no restaurante Avis, no Chiado
- defesa do "direito à indignação", logo a seguir ao bloqueio da Ponte 25 de Abril
- aceitar e depois rejeitar nomeações nas Forças Armadas
- tentativa de rejeitar a alterações na composição do Governo
- apoio público a cidadãos estrangeiros que ficaram retidos no aeroporto por tentarem entrar ilegalmente em Portugal
Eis, num resumo, algumas "atitudes construtivas" seguindo a cartilha de Mário Soares.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Uma aventura...no grupo parlamentar do PS
A reunião estava marcada para as 21h. A ministra da educação chegou quinze minutos mais tarde. Se soubesse, ter-se-ia atrasado muito mais. É que àquela hora, não havia quórum. Não estava quase ninguém no auditório novo da AR. Nem deputados nem líder da bancada. Isabel Alçada esperou, esperou, e só às 21.40 h alguém fechou a porta sinalizando o início da reunião. Sem Francisco Assis que chegou já a discussão ia a meio...
sábado, 19 de junho de 2010
Regresso à plasticina
O anúncio de Freitas do Amaral foi feito à porta da Universidade de Verão organizada pelo... PS.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Na hora da morte de Saramago

quinta-feira, 17 de junho de 2010
Viram por aí o Pacheco Pereira ?
Da última vez que os deputados sociais-democratas da comissão de inquérito aonegócio PT-TVI convocaram os jornalistas para uma declaração, apareceram todos ao lado de Pacheco Pereira. Esta tarde, abandonaram Pedro Duarte à sua sorte. Não houve ninguém para fazer coro a "a comissão podia ter ido mais longe, mas foi no sentido correcto, não teve conclusões categóricas, mas nós votamos a favor".
À porta Emídio Guerreiro ainda espreitou para dentro mas esse não faz parte deste campeonato.
*foi assim que, numa bela tarde de comissão, Osvaldo de Castro, a presidir aos trabalhos, se dirigiu ao deputado Nuno Encarnação (filho de Carlos Encarnação) questionando-o se não era o filho da Filomena
CROMOS
Já alguém descobriu os gravadores ?
grande rebaldaria
quarta-feira, 16 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Ou 8 ou 80
quarta-feira, 9 de junho de 2010
cavaco duplamente reformado
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Alô Lisboa, daqui Luanda
Indirecta a Belmiro?
O "Le Monde, um dos mais influentes jornais em língua francesa, que era detido pelos próprios jornalistas há 60 anos, poderá estar prester a perder a sua independência".
Ou o jornalista e editor, responsáveis por esta prova, acreditam que só os jornalistas-proprietários podem garantir a indepedência de um jornal, ou é um recado subtil da redacção do "Público", dirigido a Belmiro de Azevedo.
Manipulaçõezinhas
O que Paulo Campos não explica é que Bruxelas apenas arquivou o processo depois de Portugal, pressionado, ter acedido a alterar as regras do jogo ao lançar em Janeiro deste ano um concurso público para a aquisição de novos computadores, recuando em toda a linha sem no entanto assumir abertamente o erro. O que não é a mesma coisa que reconhecer que tudo foi feito com a lisura que se impunha. Até porque a Comissão Europeia acompanha a notícia que tanto agradou ao governante com uma explicação detalhada sobre a forma como a versão inicial do negócio representava uma "distorção da concorrência" e podia levar ao "desperdício do dinheiro dos contribuintes".
quarta-feira, 2 de junho de 2010
O almirante que mudou a História de Angola

domingo, 30 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Já não há saída
* Vale a pena ler o post de Vital Moreira. Gosto particularmente do terceiro ponto.
Jornalismo à portuguesa II
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A certeza de as coisas estarem bem entregues

António Nunes, presidente da ASAE, na RTP, a explicar porque é que a fiscalização da venda de álcool a menores é ineficaz
Um com culpa, outro com máxima desculpa
Mas um deputado "sacar", à descarada, dois gravadores a dois jornalistas, em plena Assembleia da República, merece uma complacência de quem passa legislaturas a pedir mais segurança. Eis o CDS com um único peso, mas com duas medidas. Vá lá que o acto teve video-vigilância. Só nisso resultou a exigência do CDS.
Bem prega Frei Tomás
É verdade. Mais precisamente isso aconteceu em 2003, quando a Alemanha e a França violaram pela primeira vez o limite dos 3% para o défice orçamental estipulado pelo PEC (PEC esse desenhado de acordo com as exigências de Berlim). Na altura a Comissão Europeia, presidida por um tal Romano Prodi, fez o que lhe competia e abriu um procedimento por défice excessivo contra os dois países. Cujo andamento foi travado por uma votação dos governos dos países da zona euro, ilibando os dois infractores.
Foi uma votação renhida, em que a posição assumida por Portugal fez os pratos pender decisivamente para o lado de Berlim e de Paris. Uma posição assumida por Manuela Ferreira Leite e que causou estranheza, até porque Portugal estava na altura a braços com um procedimento idêntico por ter deixado derrapar o défice. À estranheza juntou-se o surrealismo da explicação dada alguns dias depois pelo então primeiro-ministro, Durão Barroso, num jantar com emigrantes portugueses, em Paris. A quem explicou a atitude assumida com a necessidade de defender o bem-estar das comunidades portuguesas nos dois países visados (não fossem alemães e franceses, desvairados, desencadear um pogrom anti-lusitano…).
Mas se o mundo mudou em três semanas, imagine-se o que não lhe terá acontecido nestes quase sete anos…
Anti-parlamentarismo primário

Pela manchete de ontem do Correio da Manhã, parece que, enquanto os eleitores fazem contas à vida, os eleitos aprovam orçamentos despesistas em casa. Mas o Orçamento da AR foi aprovado dia 5 de Fevereiro. Com publicação em Diário da Republica, cinco dias depois. Pode ser consultado aqui desde essa altura.
Imaginem se chegar a Belém...
Deixai-os falar
terça-feira, 25 de maio de 2010
Nem bem temperado, engole-se
A gastar é que a gente se entende
Basta querer para poder ter. Ou, como eles dizem, quem tudo quer, tudo tem. O resto logo se vê. Vá-se lá saber por quê, mas a coisa cai estranhamente mal nos tempos que correm.
Ouvir quando está tudo decidido
Um mistério por obliterar

As notícias davam como certo o aumento das tarifas dos transportes públicos. Apesar da informação estar a circular desde ontem à noite, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações emitiu um comunicado, através do gabinete de imprensa, apenas às 18.27, com o título "Comunicado - Tarifas dos transportes públicos":
"... reafirma-se (...) que não existe, neste momento, qualquer decisão sobre esta matéria, não estando a mesma na agenda das decisões do Governo"
Ficou assim esclarecido que o Governo não está a pensar no aumento do preço dos transportes. Mas as certezas têm pernas curtas. Curtíssimas. Precisamente um minuto depois, às 18.28, o mesmo ministério emitia outro comunicado bem mais lacónico:
"Gab Imprensa MOPTC gostaria de resgatar a mensagem "Comunicado - Tarifas dos transportes públicos".
Entre dois comunicados, fica-se sem saber se os bilhetes vão ficar mais caros, ou não. Ah... o mesmo gabinete avisa que não tem mais comentários. Os anteriores, ao que parece, são esclarecedores.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Índice do jornalismo lindo
(só falta mesmo criticar o PS que depois fez a mesma coisa)
Jornalismo à portuguesa
Obviamente, o Correio Preto conta, com esta notícia, ser citado pelas rádios, televisões e sites, provocando que a notícia dure umas horas. Para isso, conta ainda com a colaboração de todos os partidos que tratarão de comentar, criticar e pedir a presença na Assembleia da República, com carácter de urgência, do ministro das Obras Públicas. Assim, a notícia vive mais umas horas e anima a vida dos portugueses.
Depois, a meio da tarde, José Sócrates irá desmenti-la até usando o argumento de que, nesta altura, esse tipo de investimento seria rídiculo e impensável. Mas à noite, via telejornais, a notícia irá manter-se, baseando-se, antes de mais, na notícia do Correio Preto. E com as óbvias reacções dos partidos. E só depois o desmentido oficial.
No sábado, logo pela manhã, o mesmo Correio Preto conta fazer outra manchete, não pedindo desculpa aos leitores, não admitindo que foi um erro, mas com a história "completa": o Governo tinha mesmo intenções de construir a estação espacial, mas foi a notícia do Correio Preto que obrigou José Sócrates a recuar. E para apimentar a coisa, acrescentaremos que sob pressão de Cavaco , de acordo com "fontes em Belém", e de Pedro Passos Coelho que até admitiu romper o acordo com o Governo.
E assim andará o Correio Preto feliz e contente até, daqui a umas semanas e perante a queda de audiência, tenha mais criatividade para outra grande "cacha": citada, comentada e desmentida. Mas o que importa? A audiência sobe, não sobe?
terça-feira, 18 de maio de 2010
Rapidez
O que vale é que as contradições e os ditos que são dados por não ditos são tantos, que praticamente já não fazem mossa. E depois há sempre “a situação dramática do país” para justificar qualquer malabarismo (até serviu a Cavaco para promulgar a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo!).
Já era má, o Papa só a deixou K.O.
"Não se zanguem aqui por favor"
Já se sabia que o programa não é mesmo para estimular o debate ou colocar frente-a-frente ideias diferentes. Ela escusava de ser tão evidente.
Ainda o sapo
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Segunda-feira há sapo ao jantar
sábado, 15 de maio de 2010
Recados para quem? A opção é sua...
"Numa altura decisiva como a que vivemos, ter alguém a olhar para o seu umbigo e a querer mostrar, apenas, que existe e que ninguém lhe liga é um sinal de incapacidade, de falta de cultura política e de solidão do seu pensamento e acção."
Resta saber a quem se dirige este mimo. É uma questão de escolha:
A - A António José Seguro por que, este sábado, dá uma entrevista ao Expresso em que admite poder candidatar-se a líder do PS.
B - A Marco António Costa por sugerir que Francisco Assis se demita dos cargos políticos por ser incapaz de pedir desculpas
C - A Eduardo Martins, deputado do PSD, por não ter gostado de ver o seu líder, Pedro Passos Coelho, a ser muleta do Governo.
D - A António José Seguro por ameaçar, lá mais para frente, discutir e analisar quem colocou o país nesta situação.
E - A Bruna Real, professora de Mirandela, por ter saído do anonimato de uma aldeia para o estrelato graças ao umbigo nú mostrado numa revista.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
"Não é só a água, é tambem a coca-cola, a pepsi-cola"
Governo TV
Truz-Truz
- Quem é ?
- A Rádio
- Não pode entrar
- Não posso entrar ?
- São as ordens que tenho
- Mas a Televisão e a Lusa não estão lá dentro ?
- Estão.
- Então...
- ... a senhora não pode entrar
- Porquê ?
- Porque não
- Mas se há jornalistas lá dentro, porque é que eu não posso entrar ?
- Não pode
- Mas só estando lá dentro é que poderei saber (como os outros) quando é que o encontro acaba
- Mas os seus colegas estão a fazer directos
- Eu tambem vou fazer directo...se puder entrar
- Mas não pode
Resultado: Ninguém mais entrou. Saiu a Lusa...
II ACTO - Conferencia de imprensa de José Sócrates no Conselho de Ministros
Sala cheia
- O Sr.PM só responde a três perguntas
- Três ?!!!!!!
- Uma por cada televisão em directo...
Alguns jornalistas abandonam a sala...
...e cada televisão faz uma pergunta com vááááááááárias questões lá dentro.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Durante uma arrumação de papéis...

Euforia incontrolável
Saudável inspiração de Vital Moreira
"Só a distração ou a imprudência política pode ignorar os sinais preocupantes de deterioração da situação financeira do serviço nacional de saúde".
O resto do ataque é uma pequena bomba-relógio
Ah, se é assim está bem
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A crise sopra sempre para o mesmo lado

Mastiga e deita fora

segunda-feira, 10 de maio de 2010
Isto já só lá vai com muita fé
E o burro é quem?

Um fenómeno fácil de encontrar por outras paragens do mundo, mas porventura menos falado, e onde não faltam os habituais ingredientes: enriquecimento à custa dos recursos do país, perseguição e tortura de opositores políticos, acusações de exploração de mão de obra infantil na colheita de algodão, a principal matéria-prima nacional.
Há mesmo sapo para o jantar?
Foge, Sócrates!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Um taxista mais erudito
- enganam a malta, só ganham os que têm mais lata, os latosos (sobre os políticos)
- aldrabice, gatunagem, país desorganizado, é uma ladroeira, vigaristas, burlões (expressões mais usadas sobre os políticos)
- queremos arranjar uma casa e demoramos anos a ter os papéis a não ser que se pague a alguém debaixo da mesa
- não sei se na China se rouba menos ou mais do que cá
- Portugal é uma burla
- a ministra da Educação que surgiu com um sorriso e pintada já perdeu a pintura
- nem há militares (sobre a hipótese de haver uma ditadura militar(!))
Ouvindo bem, é dificil perceber a diferença entre as opiniões de um economista, ex-ministro e com lugar cativo num órgão de comunicação social e as opiniões de um taxista que, mal tem o cliente sentado, zurze nos políticos, no país, enfim, na "choldra" (só faltou esta expressão a Medina Carreira).
Interpretar os sinais
Em Setembro do ano passado, em plena campanha eleitoral, o TGV também andava na berlinda.
Na altura Sócrates aproveitou a ida a um Conselho Europeu em Bruxelas, via Paris, para fazer a viagem entre as duas cidades de… TGV. Garantiu que era coincidência, mas não deixou de aproveitar a ocasião para defender as virtudes do projecto.
O primeiro-ministro acaba de chegar a Bruxelas para nova reunião europeia. Vindo de Paris. Mas desta vez viajou de avião, ao mesmo tempo que, em Lisboa, Vieira da Silva explica que "é normal" adiar investimentos.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
O gesto é tudo
O caso da "posse indevida" dos gravadores dos jornalistas da "Sábado". Posso até compreender a solidariedade do grupo. Sim, um deputado, ou outra qualquer pessoa noutro cargo, que dá uma entrevista não é, de facto, obrigado a responder a tudo. Pode mesmo, e deve, se assim o entender, indignar-se e dar por terminada a entrevista. Se Ricardo Rodrigues tivesse feito isso, e nada mais, não haveria nem "caso" nem processo. Exercia um direito.
Aqui chegados, o que me espanta é não haver entre os socialistas uma voz, uma que seja, capaz de condenar o "acto irreflectido" (para usar a expressão do próprio). Antes pareça que o subscrevem. Em rigor, duas vozes. Porque Vital Moreira, lá das Europas já blogou sobre o episódio, dizendo ao sr. deputado o óbvio: "Só se responde ao que se quer." Mas foi o único a considerar a atitude "injustificável".
Posto isto, estou em crer, mas é um "supônhamos", que se Ricardo Rodrigues tivesse estado na reunião da bancada, teria sido aplaudido. Mesmo. Não estando, comprovou ser afinal capaz de um gesto "reflectido". Poupando o grupo parlamentar do PS ao ridículo. .
"andava o desgraçadinho no gamanço..."
É só fazer as contas, como diria o outro
Confessionário ?!!!
Jaime Gama, esta tarde, a comentar o caso Ricardo Rodrigues.
Piadolas na comissão de inquérito PT-TVI
- Vai à vontade. O Ricardo Rodrigues não está cá...
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Há dias que deviam acabar de manhã
A crise começou depois do almoço. A Sábado preparava-se para pôr no site o vídeo de Ricardo Rodrigues a abandonar uma entrevista com os gravadores dos jornalistas nos bolsos.
O deputado começa a preparar uma declaração apostando na antecipação. O PS anuncia-a para as 17.45 h: "sem período de perguntas e respostas".
Com jornalistas já na sala de imprensa, começam a aparecer assessores jurídicos do PS. Depois, chega Ricardo Rodrigues e não vem sózinho: Francisco Assis, Sérgio Sousa Pinto, Ana Catarina Mendes manifestam o apoio da direcção parlamentar.
Ricardo Rodrigues, vice-presidente da bancada do PS, coordenador da área da justiça e da comissão de inquérito ao negócio PT-TVI, é acusado pela Sábado de furto e de atentado à liberdade de expressão...um tema, que por sinal, tem sido bastante discutido na Assembleia da Republica nos últimos tempos.
Cuidado com os gravadores !
Ricardo Rodrigues, vice-presidente do grupo parlamentar do PS, coordenador da área da justiça, justificou assim isto.
Hipocrisia
Daniel Cohn-Bendit, o tal do Maio de 68, eleito pelos Verdes, chamou a atenção para um pequeno detalhe que tem ficado de fora dos sucessivos pacotes de “ajustamento” (leia-se reduções de salários e de prestações sociais, aumentos de impostos, etc) que o governo grego tem vindo a adoptar: o orçamento de defesa da Grécia.
A Grécia é o país da União Europeia que, de longe, mais dinheiro gasta em armamento: cerca de 4,3% do PIB em 2005.
E, segundo Cohn-Bendit, nos últimos meses fechou vários negócios com a Alemanha e a França para a aquisição de submarinos, fragatas, helicópteros e aviões, que estimou em mais de 4 mil milhões de euros e que serão pagos ao longo dos próximos anos: “Somos hipócritas, damos-lhes dinheiro para comprarem as nossas armas”.
Cohn-Bendit sugere que, se a União Europeia quer mesmo « ajudar » a Grécia, deve promover um pacto de desarmamento na região, que envolva a Turquia.
Pensamento positivo
Esqueceu-se de acrescentar que a dita “revisão em alta” de Bruxelas é em relação às suas próprias previsões (0,5%, quando em Novembro dizia esperar um crescimento de 0,3%) e que ainda assim ficam abaixo das previsões do próprio governo (0,7% em 2010).
E também não mencionou que, para 2011, além de estarem novamente abaixo das previsões do governo, as da Comissão apontam para um crescimento de 0,7%, o segundo mais baixo da zona euro, apenas superior ao esperado para… a Grécia.
Sócrates podia ter igualmente referido que em ambos os anos a economia portuguesa continuará a divergir da média europeia, mas isso já não é novidade.
terça-feira, 4 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
santas férias
Estranhas obsessões com os investimentos públicos
Nenhum governo pensou em abandonar a construção do novo aeroporto mesmo tendo, muitos deles, as garras do FMI e sem as indispensáveis verbas comunitárias que lhes confortasse os desejos. E com a inflação a ultrapassar os 15 por cento, o desemprego superior aos 25 por cento, com greve, com o ouro a ser penhorado, greves gerais e empresas a fechar quase todos os dias.
Em meados de 1981, os jornais faziam manchetes garantindo que, cada português, devia ao estrangeiro 70 contos. No início de 1983, essa dívida individual subia para os 120 contos. E assim sucessivamente, sempre a subir.
E nenhum governo pensou em abandonar a construção do novo aeroporto.








