sexta-feira, 30 de abril de 2010

É muito bom ter assessores catedráticos em filosofia


A semana política termina com uma frase de José Sócrates que muita gente está a interpretar como sendo enigmática: "a política é a arte da decepção". Dito destaa forma, citando "um grande filósofo", como ele diz, até parece que o primeiro-ministro está decepcionado ou, quem sabe?, farto. Mas o estado de alma - se é que se pode interpretar assim - já vem de longe.

No dia 1 de Março de 2007, portanto há mais de três anos, José Sócrates estreou a citação num colóquio do PS: "A política é a aprendizagem permanente do convívio com a decepção". Nessa altura, Sócrates teve o cuidado de atribuir a autoria da frase: ao filósofo Daniel Innerarity que, aliás, esteve presente no encontro.

Aparentemente desconhecido, há, no entanto, quem, no núcleo de assessores e consultores de José Sócrates, o conheça muito bem. Daniel Innerarity é professor catedrático de filosofia na Universidade de Saragoça.

E nesse dia, talvez também aconselhado, Sócrates foi um pouco mais longe, arriscando dizer que "quando formos derrotados seremos felizes toda a vida".

Estou mais descansada

"O Meo tem uma máquina muito potente para armazenar informação", garantiu Henrique Granadeiro duas horas e meia depois de começar a responder aos deputados da comissão parlamentar de inquérito

Tudo bons rapazes

Visto de fora, parece que quem devia remeter-se ao silêncio era mesmo o Sr. Henrique.
E já agora quem será a "senhora" deste negócio?
Mas enfim com declarações tão expressivas quanto foleiras, compreendemos todos melhor o desabafo: "eu sou a pílula do dia seguinte"- comentário de Henrique Granadeiro, a propósito de Zeinal Bava ter assumido a paternidade do negócio PT/ Tvi - tal como informou a Susana no Twitter.

Aprende-se muitíssimo nesta comissão

Henrique Granadeiro explicou há pouco aos deputados que os códigos de conduta nos negócios têm as suas especificidades: " É um pouco como quando se propôe determinada coisa a uma senhora e ela diz Não, pode ser Talvez; se ela diz Talvez, pode ser Sim; Se ela diz Sim, não é uma senhora." No comments

Aprende-se muito nesta comissão

"O eng. Zeinal assumiu-se ontem como pai do negócio fracassado. Eu assumo-me como a pílula do dia seguinte..."

Henrique Granadeiro na Comissão parlamentar de inquérito PT-TVI esta tarde.

Grandes capas


Sondagem

A euforia foi tal que os sociais-democratas não conseguiram guardar segredo. Durante a tarde, os numeros já estavam num blog. E a publicação do barómetro da Marktest que Diário Económico e TSF agendavam para sábado teve de ser antecipada para esta sexta-feira...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Estou preocupada

Zeinal Bava está há uma hora a responder aos deputados da Comissão de Inquérito e não falou no MEO.

Em espanhol nos entendemos?

Numa entrevista que o ABC publica hoje, Pedro Passos Coelho considera que a última "experiência" do PSD no governo, entre 2002 e 2005, com Durão Barroso e fugazmente com Santana Lopes, “foi negativa”, entre outras razões porque “o partido não estava bem preparado para regressar ao poder”.

Se os sete anos de oposição que antecederam essa "experiência" (palavra que, tomada no sentido de testar uma hipótese científica, assenta que nem uma luva ao breve período em que Santana residiu em São Bento) não foram suficientes para preparar o PSD, e tendo em conta que está na oposição há cinco anos,Sócrates poderá ficar descansado pelo menos até 2012.

Tempos modernos

Antigamente, inventavam logo uma anedota, agora abrem uma página no Facebook...

Na comissão de inquérito II

E, de repente, a banda começa a tocar. A musica vem da rua.
Mota Amaral aproveita uma pausa para questionar José Eduardo Moniz “um homem do espectáculo. Foi ele que mandou vir a banda ?”
-“Eu não mandei cá vir nada…”
-“Não, esta banda é da GNR e está a preparar-se para as honras para o sr presidente da Republica de Moçambique…
-“Se calhar esta comissão precisa de musica, quem sabe…”, rematou Moniz

Na comissão de inquérito I

O que têm em comum Pacheco de Melo (administrador financeiro da PT), Michelle Pfeiffer, Uma Thurman e Andre Agassi ?

Fazem todos anos hoje. A informação foi dada por Mota Amaral, no final da audição desta manhã, que ao dar os parabéns ao primeiro depoente de hoje da comissão parlamentar de inquérito PT-TVI, garantiu-lhe que "estava muito bem acompanhado".

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Que Belo Jogo !












O português José Mourinho e o espanhol Pepe Guardiola!
Miúdas (ou miúdos), vá lá, espreitem.
Não é preciso gostar de bola mas o jogo também tá bom

Ele lá saberá porquê...

António Guterres, hoje, em Bruxelas:

"Para Portugal, como cidadão, todos nós temos projectos. Para o regresso à política portuguesa tenho um projecto, que é o de não regressar."

Contra as agências, marchar, marchar

Paulo Pedroso propõe uma união ibérica contra as agências de rating. Segue a lógica poética de Brecht: "como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo". Faz sentido e vale a pena ler os desafios.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Memória de um presidente que jura não ser político


No verão de 1981, Pinto Balsemão, pressionado internamente, deixava de ser primeiro-ministro e quase que "rebentava" com a AD, a coligação que juntava o PPD/PSD, o CDS e o PPM. O líder social-democrata não aguentou as pressões. Dois meses antes, já enfrentara uma "revolta" popular dentro do seu partido, encabeçada por Helena Roseta. Ao lado da intrépida dirigente, também a manobrar nos bastidores, estava Pedro Santana Lopes e ... Cavaco Silva.
Na autobiografia, o actual Presidente português estafa-se a dizer que não é político, que nunca participou nas guerras internas e que até a sua eleição, em 1985 para a liderança do partido, foi um mero acidente.
Pois. O DL, de 11 de Agosto de 1981, dava conta da existência de uma "minoria radical" a empurrar Cavaco Silva.

Pode ser coincidência, mas...

...algo me diz que a quantidade de gente que hoje estava na praia e a greve dos transportes não é apenas ficção.
É que só vendo! Eu confesso e partilho o meu espanto. Sim, eu também fui até à praia, ali para os lados da Caparica (trabalho ao sempre ao fim-de-semana). A terça é, para mim, como se fosse Domingo e o bom tempo convidava, de facto, a carregar baterias. Lá fui eu, às dez e picos. Quando cheguei já estranhei. Tanta gente. Àquela hora. Dia de semana. Muitos jovens, estudantes, ok. Lá me pus a ler o meu livrinho, de papo para o ar, e quando me decido a molhar os pézinhos, mais parecia um qualquer sábado de verão. Era gente pra caramba!
Não podem ter estado todos a trabalhar como eu, durante o fim-de-semana. Não pode, não. Tanta gente, famílias inteirinhas. Já com tendas da Decathlon montadas no areal e os chapéus e os pára-ventos. Geleiras!
Bom, o Sol estava todo sorrisos, faz mal à moleirinha - usei chapéu, ainda assim - podia ser da minha vista, a verdade é que não paravam de chegar, ao ponto de já se sentarem uns quase em cima de outros (onde cabe um português, cabem mais dois ou três). Grrrr!
Mas quando eu saí da praia, tipo 12.30, então confirmei. No parque de estacionamento, já era tipo selva. Os carros a ficarem quanto mais coladinhos, mais cabe. Lá vim à minha vida. E não estou a moralizar, para que conste. Ah! Até o senhor da língua das sogras e das batatas fritas apareceu. Olhem que dava uma bela rep.
Agora imaginem na semana do Papa. Se o tempo ajudar. Ou S. Pedro, que é quem diz que trata destas coisas lá por cima.

Se a moda pega...

A comissária irlandesa anunciou que vai abdicar das reformas que recebe, entre as quais as de ex-ministra e de ex-deputada que, acumuladas, lhe garantem uns simpáticos 108 mil euros anuais (cerca de 9 mil euros por mês).

Que se juntam ao igualmente simpático salário de comissária europeia, de quase 20 mil euros mensais, que lhe rende mais 238 mil euros anuais.

Apesar de o agora moribundo “tigre celta” ter sido atingido em cheio pela crise (o défice vai em 14,3% e o desemprego em 13,2%) e uma das medidas de austeridade ter sido não apenas congelar, mas reduzir os salários da função pública, a senhora não tomou esta nobre iniciativa de livre vontade. Apenas o fez depois de a pressão por parte da opinião pública, media e da própria classe política do país se ter tornado insustentável.

Mas se esta moda segue o exemplo da crise e alastra Europa fora, em Portugal não faltará quem deva começar a deitar contas à vida…

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O cerco aperta-se

Luís Amado está no Luxemburgo a participar numa reunião com os seus homólogos europeus. Afeganistão, Guiné-Bissau, Sudão e Serviço de Acção Externa da União Europeia são alguns dos temas na agenda. As declarações do ministro português atraíram a atenção da imprensa estrangeira, mas por outras razões. Eis a ideia que Amado mais teve que repetir, em menos de cinco minutos e em várias línguas:

"That does not mean that our situation can be compared with the greek situation"

"La situation portugaise n’est pas tout à fait comparable a la situation grecque"

"A situação portuguesa é diferente da Grécia"

Em Abril, a Assembleia da República fez uma poupançazita

Inês de Medeiros, deputada do PS, participou no desfile comemorativo do 25 de Abril.