quarta-feira, 31 de março de 2010
Vai sobrar para o D. Nuno Álvares Pereira
A decisão de comprar os submarinos é um mistério de difícil contornos. Durão Barroso aponta para Paulo Portas. Paulo Portas aponta para os governos socialistas. Veiga Simão, ministro da Defesa do executivo do PS, aponta para o governo Cavaco Silva. Cavaco Silva aponta.......vai chegar ao Condestável.
Um peso, duas medidas
Foi notável a forma rápida como o Ministério dos Negócios Estrangeiros resolveu suspender o cônsul em Munique. Em comunicado, a Secretaria de Estado das Comunidades nem hesitou:
"... decidiu suspender de todas as funções relacionadas com o exercício do cargo, o Cônsul Honorário de Portugal em Munique, Alemanha, o Sr Jürgen Adolff, a partir de hoje e até cabal esclarecimento das investigações que o envolvem pessoalmente".
Uma medida governamental que só é aplicada em alguns casos. Outros que estão - ou foram - a serem investigados não receberam o mesmo tratamento.
"... decidiu suspender de todas as funções relacionadas com o exercício do cargo, o Cônsul Honorário de Portugal em Munique, Alemanha, o Sr Jürgen Adolff, a partir de hoje e até cabal esclarecimento das investigações que o envolvem pessoalmente".
Uma medida governamental que só é aplicada em alguns casos. Outros que estão - ou foram - a serem investigados não receberam o mesmo tratamento.
Ai se fosse uma sugestão de Santana Lopes...
A Câmara Municipal de Lisboa vai criar o Passeio da Fama, com a possibilidade dos artistas portugueses terem estrelas com os nomes gravados. Ou seja, uma imitação barata e pindérica do que se faz nos Estados Unidos. Se a ideia tivesse sido de Santana Lopes, ai, que lhe caía o carmo, a trindade e até o rossio em cima.
O Portas que explique
Durão Barroso reagiu rapidamente às notícias sobre os submarinos e divulgou uma declaração através da sua porta-voz, na qual diz que se “abstém de qualquer comentário a um caso que corre actualmente na justiça alemã”.
Mas, já que abordou o assunto, aproveitou para “clarificar que, para além da participação na decisão tomada colectivamente em Conselho de Ministros, não teve qualquer intervenção directa ou pessoal neste âmbito”.
Mas, já que abordou o assunto, aproveitou para “clarificar que, para além da participação na decisão tomada colectivamente em Conselho de Ministros, não teve qualquer intervenção directa ou pessoal neste âmbito”.
terça-feira, 30 de março de 2010
Três por cento contra Sócrates
O PSD escolheu para liderar a bancada, durante o embate desta quarta-feira com José Sócrates na Assembleia da República, Agostinho Branquinho. Será ele que, cara a cara, vai enfrentar o primeiro-ministro. Na arena vai estar, portanto, o deputado que ajudou Aguiar Branco a alcançar os valorosos três por cento dos votos.
Comissão liquidatária
Conversa entre dois deputados socialistas, nos corredores da Assembleia da República:
- Este Governo é cada vez mais uma comissão liquidatária
- Ainda por cima, agora com o Passos Coelho por aí...
- Este Governo é cada vez mais uma comissão liquidatária
- Ainda por cima, agora com o Passos Coelho por aí...
Educacionês
Eis uma amostra do que deve ser um guia para quem, um dia, ouvir a ministra da Educação, Isabel Alçada, a dar explicações:
Assistentes operacionais - contínuos
TEIP ou Território Educativo de Intervenção prioritária - escolas problemáticas
Curso de ensino e formação - formação para adultos
CIF ou Classificação Internacional de Funcionalidade - grau de deficiência de um aluno
Retenção - chumbo
Assistentes operacionais - contínuos
TEIP ou Território Educativo de Intervenção prioritária - escolas problemáticas
Curso de ensino e formação - formação para adultos
CIF ou Classificação Internacional de Funcionalidade - grau de deficiência de um aluno
Retenção - chumbo
Vaticano teme AA
Com estas histórias todas de pedofilia na Igreja - como se fosse grande novidade! -, a acção dos padres e o que andou a fazer o Papa, já se diz, por aí, que há uma nova associação: os AA, Acólitos Anónimos.
Confusões
A embaixada de Portugal na Bélgica acaba de distribuir por correio electrónico o convite para a inauguração de uma exposição que teve lugar... no dia 23 de Março. Curiosamente, a dita exposição intitula-se "Ontem". Não deveria antes ser "Na Semana Passada"?
sábado, 27 de março de 2010
Moção de censura dentro de momentos
Basta ouvir os apoiantes de Pedro Passos Coelho para se perceber que uma moção de censura ao Governo está para breve. Até por que, alguns deles, nem sequer são deputados, logo não têm espaço político para se mostrarem. E o próprio líder social-democrata também não tem assento na Assembleia da República.
Seara, a primeira vítima
Ângelo Correia, em directo na TVI, diz que em Sintra aconteceu a vitória de Pedro Passos Coelho, mesmo "contra o candidato apoiado pelo presidente da câmara e isso é um sinal político". Fernando Seara que se cuide.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Um exterminador mais implacável do que outro
Durante 10 anos de governo, entre 1985 a 1995, Cavaco Silva derrubou três líderes do PS: Vítor Constâncio, Jorge Sampaio e o interino Almeida Santos. Em apenas cinco anos, ou seja, em metade do tempo, entre 2005 a 2010, José Sócrates "abateu" quatro líderes do PSD: Pedro Santana Lopes, Marques Mendes, Luís Flipe Menezes e Manuela Ferreira Leite. Pedro Passos Coelho será o senhor que se segue?
Descoberta da pólvora
Mário David, apoiante de Paulo Rangel, resolveu fazer uma primeira declaração para dizer que "o PSD vai ter uma vida nova". Tradução em politiquês desta evidência: perdemos e não sabemos o que vamos dizer para já.
Momento "alfinetada da noite"
Fernando Nobre, em resposta a Mário Crespo, o que o distinguia de Manuel Alegre:
"Formei-me em Bruxelas, abdiquei de tudo para me dedicar ao "outro" e toda a vida trabalhei. Toda a vida trabalhei."
"Formei-me em Bruxelas, abdiquei de tudo para me dedicar ao "outro" e toda a vida trabalhei. Toda a vida trabalhei."
Momento "jornalista faz perguntas inteligentes"
Mário Crespo pergunta ao candidato presidencial Fernando Nobre:
- O Presidente governa?
(Fernando Nobre falava sobre a necessidade dos portugueses se sentirem com mais dignidade)
- O Presidente governa?
(Fernando Nobre falava sobre a necessidade dos portugueses se sentirem com mais dignidade)
Recado para quem?
António Costa, ex-ministro, disse na SIC-N que "um membro do Governo não pode desfazer tudo o que o anterior fez". O recado não tinha (tem) destinatário certo. Mas já li dirigentes do PS a pedir para que o actual presidente da câmara lisboeta seja ouvido por quem... governa. Bem previne Marques Mendes que "quando não se tem benesses para dar e apenas sacríficios a pedir" todos se agitam. E, como se sabe, Marques Mendes tem muito currículo para mostrar nessas matérias.
Post atrasado mas de boa vontade para uma leitora fiel
Dois incidentes marcaram, há precisamente uma semana, o plenário da Assembleia da Republica. José Lello esteve mal (pela forma, não pelo conteúdo) mas Jaime Gama esteve pior.
O mal-estar entre o Presidente da AR e a bancada socialista começou quando Gama, rispidamente, destratou um secretário de estado que se estreava no plenário. É certo que basta assistir a um pouco do plenário para se perceber como é que se inicia uma intervenção. O uso da palavra está fixado no artigo 89 do Regimento da AR mas João Trocado da Mata, da educação, não acertava no "Sr Presidente, Sras e Srs deputados" e Gama, não lhe dando a palavra, enxovalhou-o de uma maneira desnecessária. Quando terminou finalmente o discurso, o secretário de estado recebeu uma ovação a que nem Sócrates tem tido direito ultimamente...era uma resposta clara a Jaime Gama.
De imediato, Lello pediu a palavra e todos pensaram que era para falar do incidente. Mas não. Era para protestar contra um repórter fotográfico na galeria e daí, contra todos. E sobre isto, infelizmente, Lello tem razão. Desde que a fotografia de um SMS perfeitamente legível foi publicada num jornal, tudo passou a poder ser possível. E não entendo como é que quem fez isso não percebeu os efeitos da graçola, sem qualquer interesse noticioso. O resultado está à vista.
(Por isso, acho tambem que a resposta de Jaime Gama não foi feliz. Demonstração de que as relações com o antigo "gamista" Lello já tiveram melhores dias ?)
O mal-estar entre o Presidente da AR e a bancada socialista começou quando Gama, rispidamente, destratou um secretário de estado que se estreava no plenário. É certo que basta assistir a um pouco do plenário para se perceber como é que se inicia uma intervenção. O uso da palavra está fixado no artigo 89 do Regimento da AR mas João Trocado da Mata, da educação, não acertava no "Sr Presidente, Sras e Srs deputados" e Gama, não lhe dando a palavra, enxovalhou-o de uma maneira desnecessária. Quando terminou finalmente o discurso, o secretário de estado recebeu uma ovação a que nem Sócrates tem tido direito ultimamente...era uma resposta clara a Jaime Gama.
De imediato, Lello pediu a palavra e todos pensaram que era para falar do incidente. Mas não. Era para protestar contra um repórter fotográfico na galeria e daí, contra todos. E sobre isto, infelizmente, Lello tem razão. Desde que a fotografia de um SMS perfeitamente legível foi publicada num jornal, tudo passou a poder ser possível. E não entendo como é que quem fez isso não percebeu os efeitos da graçola, sem qualquer interesse noticioso. O resultado está à vista.
(Por isso, acho tambem que a resposta de Jaime Gama não foi feliz. Demonstração de que as relações com o antigo "gamista" Lello já tiveram melhores dias ?)
quinta-feira, 25 de março de 2010
O Grupo A e o Grupo B
Durante os preparativos da viagem-relâmpago de José Sócrates à Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos, no início da semana, os jornalistas souberam que apenas a agência lusa e as televisões poderiam cobrir tudo por razões logísticas. Este grupo - Grupo A - viajaria com o Primeiro-Ministro para todo o lado. Os restantes - Grupo B - acompanhariam apenas as visitas à Argélia e à Tunísia, onde a comitiva ficaria mais tempo para participar com empresários portugueses em seminários económicos.
O gabinete do Primeiro-Ministro esqueceu-se apenas de avisar que o Grupo B não iria conseguir falar com José Sócrates. O Grupo B viu, de facto, várias vezes o chefe do governo mas este limitou-se a fazer declarações ao Grupo A. As rádios que enviaram jornalistas a esta viagem tiveram de utilizar os sons que a Lusa - do Grupo A - enviava para Portugal. E os jornais, de trabalhar com as citações dos takes da Agência...
O gabinete do Primeiro-Ministro esqueceu-se apenas de avisar que o Grupo B não iria conseguir falar com José Sócrates. O Grupo B viu, de facto, várias vezes o chefe do governo mas este limitou-se a fazer declarações ao Grupo A. As rádios que enviaram jornalistas a esta viagem tiveram de utilizar os sons que a Lusa - do Grupo A - enviava para Portugal. E os jornais, de trabalhar com as citações dos takes da Agência...
quarta-feira, 24 de março de 2010
Portugal na berlinda
Por muito que isso possa contribuir para aumentar a ansiedade do governo, Portugal vai continuar na berlinda da actual tormenta financeira. Mesmo sem estar no mesmo saco que a Grécia, é para a ponta da Península Ibérica que se voltam as atenções cada vez que se fala num possível alastrar da crise grega.
Uma ansiedade que deverá ter atingido novos picos com as notícias sobre a revisão do rating da dívida portuguesa e que continuará a ter com que se entreter nos próximos dias, quando a revista The Economist publicar uma reportagem sobre Portugal.
Numa altura em que a Alemanha fala abertamente na necessidade de prever a possibilidade de expulsar alguns países da zona euro, o enviado da Economist, que é igualmente o correspondente da revista em Bruxelas, coloca Portugal no centro de uma reflexão sobre se os países do Sul da Europa deviam alguma vez ter aderido à moeda única. Está no seu blog, Charlemagne (que faz parte dos “outros códigos postais” aqui do Correio Preto).
Um post sustentado em conversas e entrevistas que manteve durante a recente estadia em Lisboa e onde conta um episódio curioso envolvendo Mário Soares quando se “discutia” a eventual candidatura de Portugal à então Comunidade Económica Europeia.
Uma ansiedade que deverá ter atingido novos picos com as notícias sobre a revisão do rating da dívida portuguesa e que continuará a ter com que se entreter nos próximos dias, quando a revista The Economist publicar uma reportagem sobre Portugal.
Numa altura em que a Alemanha fala abertamente na necessidade de prever a possibilidade de expulsar alguns países da zona euro, o enviado da Economist, que é igualmente o correspondente da revista em Bruxelas, coloca Portugal no centro de uma reflexão sobre se os países do Sul da Europa deviam alguma vez ter aderido à moeda única. Está no seu blog, Charlemagne (que faz parte dos “outros códigos postais” aqui do Correio Preto).
Um post sustentado em conversas e entrevistas que manteve durante a recente estadia em Lisboa e onde conta um episódio curioso envolvendo Mário Soares quando se “discutia” a eventual candidatura de Portugal à então Comunidade Económica Europeia.
terça-feira, 23 de março de 2010
Porreiro, pá! bis
Diálogo entre dois eurodeputados após a audição de Vítor Constâncio na comissão dos assuntos económicos do Parlamento Europeu:
-Como é que vais votar, pá?
-Não sei. Mas tu devias votar a favor, o gajo é o mais liberal dos socialistas, pá.
-Não sei que faça… Talvez me abstenha.
-Eu cá voto contra, eh! eh! eh!…
O Correio Preto não viola a privacidade de ninguém, mas também não quer privar os seus leitores de mais umas dicas: eram ambos portugueses (denunciados pelo “pá!”), um tem um familiar muito próximo que é do partido do outro e o outro ainda não terá sido desta que conseguiu apertar a mão a Constâncio.
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