domingo, 31 de janeiro de 2010

Coincidência de agendas

pelo que vi esta noite nos noticiários televisivos, cavaco silva e manuel alegre passaram o dia de hoje em campanha eleitoral pelo porto. A campanha de alegre foi mais discreta.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Os milagres da maioria relativa

O ministério da saude aponta para uma adesão à greve dos enfermeiros na ordem dos 85 %, apenas 5% menos que o sindicato. Não me lembro de uma diferença tão pequena em cálculos do género...

Não gosto que me tratem por "Sr. Silva"

Ao forçar o pacto para as finanças regionais, Cavaco Silva livra-se de um psicodrama em Belém. Se os numeros da Madeira fossem aprovados pela oposição contra o PS, conseguiria o Presidente da Republica, tão preocupado com o défice e com as contas públicas, despachar os milhões para Alberto João Jardim ? Até no Partido Socialista há quem diga que não e por isso não entenda a crise antecipada pelo governo...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

9,3. As contas que Sócrates não fez

Estava a pedi-las. José Sócrates, bem entendido. E Paulo Portas, que nem sempre tem memória curta e sempre se dedica ao trabalho de casa, recuperou a frase do Verão passado: "Está para nascer um Primeiro-ministro que tenha feito tanto pelo défice quanto eu". Foi, de facto, o que disse Sócrates há precisamente seis meses. Faz lembrar aquele sábio ditado popular: "Não cuspas para o ar que te pode caír em cima". Vangloriar-se cedo demais. Talvez agora se perceba melhor o sorriso (única reacção pública) que Cavaco Silva afivelou em Julho de 2009. Na altura, interpelado pelos jornalistas a comentar a frase de Sócrates, o Presidente da República , numa visita oficial à Austria, esquivou-se à frase, mas não deixou de esboçar um leve mas sobejamente notado sorriso. Seria oportuno que os jornalistas repetissem a questão numa próxima oportunidade junto de Cavaco Silva. A ver se desta saberemos o que pensa, de facto,o Presidente da República. Sem ironias.

Um caso de diagnóstico errado e de terapia incerta

Francisco Louçã tratou de se infiltrar na manifestação de enfermeiros que, esta tarde, bloqueou a baixa de Lisboa. Frenético com as câmaras e microfones à frente, o líder do Bloco de Esquerda elogiava os manifestantes, garantindo que já tinham provocado um resultado: a ministra prometera elevar o salário mínimo dos enfermeiros para os 1.200 euros, em vez da proposta inicial de 1.020 euros.
O líder bloquista referia-se à afirmação de Ana Jorge, recordando apenas a proposta do Ministério da Saúde. Por acaso, proposta antiga que aponta para os tais 1.2oo euros, mas a começar só em 2014.
E nem ocorreu ao economista Francisco Louçã que a oferta, caso fosse, seria demasiada. E um pobre, mesmo enfermeiro, desconfia da elevada esmola. Só que, para Louçã, aparecer a dizer qualquer coisa, mesmo que seja sem refletir, é mais forte do que ele. Afinal vive disso...

nas próximas eleições vamos votar nelas?

afinal alguém anda a governar este país e agora descobrimos que são as chamadas agências de rating. e quem é que faz parte dessas ditas agências? quais são os interesses que as movem? o que é que pretendem? quem são as pessoas por trás dessas coisas com nome de pastilha elástica que mandam no orçamento, que irritam tanto o ministro das finanças e que só respondem a perguntas por correio electrónico?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

... do dicionário belmirês*

Cleptocracia: sistema político de duração variável conforme os meus interesses; sistema político em que o poder ERA corrupto, mas que se transformou numa democracia (como é o caso de Angola)
Democracia: sistema político variável, dependendo do país e dos meus interesses; sistema político mutável que varia conforme os meus negócios, por exemplo, em Angola, já há democracia.
Ditadura: sistema político em que o poder é governado por dois partidos.
Ditador: líder de um país que despede os meus amigos.

*in revista Visão, edição de 27/01/2009

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Finanças regionais I

Pela terceira vez, a comissão de orçamento e finanças não votou a lei de finanças regionais. Mas não adiou. Limitou-se a deixar para outro dia aquilo que estava previsto para hoje. Mas não adiou. Criou um grupo de trabalho para tentar chegar a um acordo que anda a ser negociado há semanas sem sucesso. Mas não adiou. Criou, segundo Guilherme Silva (PSD) " um método que permite a envolvência do governo e do partido socialista neste trabalho". Ou, segundo Afonso Candal (PS) "trata-se de uma metodologia de trabalho". Adiamento é que não...

Finanças regionais II

Pouco antes da primeira reunião do grupo de trabalho das finanças regionais, e ao contrário do que é habitual, o PSD fez constar que este seria à porta aberta. Mas na sala Hugo Velosa foi o primeiro a fechá-la : "naturalmente que somos adeptos de que tudo seja feito na presença da comunicação social mas por alguma praxe e antecedentes já existentes, sendo um grupo de trabalho para uma análise técnica de uma proposta de lei, faria sentido que nós pudessemos trabalhar com recato normal que um tipo de trabalho desses justifica" Óbvio, mesmo antes da reunião começar...

reconhecer o problema é o primeiro passo para o resolver

o primeiro-ministro grego reconheceu ontem em estrasburgo que o seu país enfrenta há vários anos um problema de corrupção sistémica no sector público, do topo até aos níveis mais baixos, o que significa uma grande perda de dinheiro, uma forte desigualdade e uma falta de investimento”.
Como devem os países da união europeia reagir perante um estado membro, país do euro, que confessa com esta singeleza, num fórum internacional, que o seu país é dominado pela corrupção? incentiva os que estão na mesma situação a sairem do armário?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Podem ir jantar

O governo entrega o Orçamento de Estado às dez da noite...

O pesadelo dos directos televisivos

"NÃO ESTOU A OUVIR NADA...NÃO ESTOU A OUVIR NADA !", os gritos de um repórter televisivo enquanto Jorge Lacão falava com os jornalistas ficaram registados na gravação. Ainda por cima, era a parte mais importante do discurso.Paciência. Lá em casa, as pessoas ficariam a saber que alguém naquela altura não estava a ouvir nada...mas isso foi "a sereia em cima do bolo" (como diria alguém) de uma manhã parlamentar de reuniões entre governo e partidos sobre Orçamento de Estado.

"É um excesso de expectativa para o óbvio que eu vou dizer agora...", sussurava com ironia Jorge Lacão perante a frustrada tentativa de organização jornalística à beira do directo. Mesmo que o político se ofereça para falar e siga as instruções das tv's , a confusão começa na formação da meia lua para que todos possam gravar. E quando o directo começa, nada mais interessa. É o tiro de partida para o campeonato das perguntas. Ganha quem questiona mais (não interessa o quê, é preciso é fazer perguntas) e mais interrompe o entrevistado (deixando no ar por vezes declarações importantes). Não interessa a resposta. A pergunta, sim. É o "meu espectáculo": Um jornalista chegou a fechar o directo, mesmo ao lado do entrevistado que continuava a falar com os outros (só o treino e a concentração o impediram de perder o raciocínio, certamente), sem a preocupação de se afastar...

O espectáculo devia envergonhar e fazer pensar os protagonistas. De ambos os lados. Porque tambem os entrevistados entram no jogo do faz-tudo televisivo.

Talvez quando aparecer alguém a querer impôr regras no trabalho jornalístico, os repórteres desçam à terra e ganhem um pouco de respeito pelo trabalho dos outros. A rádio (pelo menos) agradece.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O líder da oposição

Estas negociações - ou conversações - sobre o Orçamento do Estado vieram mostrar uma evidência: o verdadeiro líder da oposição é... Paulo Portas. Mesmo que Manuela Ferreira Leite se apresse a anunciar também uma abstenção. Paulo Portas bem tinha prometido, em surdina, é certo, que se alcançasse dois dígitos nas eleições legislativas que ninguém o iria segurar. Para mal dos pecados do PSD, aí está a evidência.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Um líder com "juizinho"

Paulo Portas lá acabou por anunciar, finalmente, o seu "amén" ao Orçamento do Estado, tal como o Correio Preto já tinha avançado há mais de um mês. O que é curioso é que andaram os jornais a publicar que o CDS e o Governo estavam "longe" de um acordo, quando tudo foi cozinhado, pelo menos temperado, na primeira semana de Dezembro.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Goodfellas





As far back as I can remember, I always wanted to be a gangster.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Parece mas Santana Lopes ainda não regressou

Na véspera de mais um ataque da coligação negativa, o PSD decidiu retirar o seu projecto do bolo das alterações ao subsídio de desemprego. A justificação foi dada por Rosário Águas: como o governo já anunciara uma medida semelhante, não fazia sentido manter a proposta do PSD. Por instantes, os jornalistas que entrevistavam a deputada pensaram ver ali um furo nas negociações com o governo...mas Rosário Águas insistia que o anúncio do governo não era novo. Quando a assessoria de imprensa do PSD distribuiu cópia do conselho de ministros percebeu-se a confusão: o governo alterou as regras do subsídio social de desemprego mas a proposta do PSD incidia sobre o subsídio de desemprego. Para Rosário Águas, era tudo a mesma coisa. JoséPedro Aguiar-Branco acabou mais tarde por corrigir a deputada: eram matérias diferentes, sim sennhor, mas o PSD via aí um sinal do governo e por isso dar-lhe-ia o benefício da dúvida. Resultado das negociações do OE ? "Nãããããããão", garantiu.

No final da reunião do grupo parlamentar, José Pedro Aguiar Branco anunciou que o PSD iria criar uma comissão eventual de acompanhamento da regionalização. E já falou com o PS? perguntaram os jornalistas. A resposta foi negativa.
Ao final da tarde, Francisco Assis deu uma conferencia de imprensa para desfazer "um pequeno equívoco". É que já há algumas semanas falara com Aguiar Branco e ambos tinham acertado em avançar com a comissão no máximo consenso, por isso contactara o PCP e o BE, etc, etc, etc....

Vénias...

A posse da nova direcção da CIP contou com a presença de um ministro, quatro secretários de Estado, um líder de uma central síndical e de um presidente de um partido.

O Queiró fala nas finanças, mas quem manda sou eu - parte 2

Paulo Portas resolveu aparecer na cerimónia de posse da nova direcção da CIP. Chegou e colocou-se na última fila, curiosamente, muito próximo do presidente da ASAE, António Nunes. O líder do CDS passou toda a cerimónia numa intensa troca de mensagens. Os jornalistas presentes deduziram logo que Portas estava a preparar-se para uns comentários sobre as negociações com o Governo. Mas não. Recusou-se a falar aos jornalistas com argumentos de peso:

"Se quisesse falar, convocaria uma conferência de imprensa. E falar sobre o Orçamento, quando há negociações, não é correcto e poderia ser entendido como forma de pressionar"

Pois é. Mas não foi esse o entendimento de Paulo Portas quando, no domingo, resolveu debitar opiniões, numa encenação contada pelo Correio Preto. Mas ficam registados os recados de Paulo Portas para Luís Queiró, Teixeira dos Santos e... para ele próprio.

road to perdition

o psd parece ir, cada vez mais, a caminho da perdição.
logo a seguir ao desaire eleitoral das legislativas, quando parecia avisado substituir a direcção e virar a página, manuela ferreira leite inventou a desculpa do orçamento e condenou-se, a si própria e ao partido, a arder em lume brando.
agora que a água já evaporou e os restos estão todos estorricados e agarrados ao fundo, uns falam de congresso de extraordinário e alguns aplaudem. outros insurgem-se contra o congresso extraordinário e alguns aplaudem. outros ainda exigem um conselho nacional para exigir que não se realize um congresso extraordinário e lá se ouvem aplausos.
enquanto isso, o cds lá avança na imagem de partido que conta e com quem se pode (ou se tem que) contar.
a democracia comporta maus governos, maus políticos e até uma líder partidária má demais para ser verdade...

O costume

O Correio Preto conseguiu mais um exclusivo ao apresentar uma imagem (só uma porque senão apanhávamos) do balneário do Sporting.