O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, esteve hoje presente, na FIL, em Lisboa, na apresentação de um estudo que glorifica o TGV e aponta-o como absolutamente essencial para o turismo português.
Ao contrário de outros tempos, quando o Ministério era gerido por Mário Lino, desta vez não houve, na cerimónia de apresentação, luzes vermelhas e amarelas, painéis azuis, meninas com grandes decotes, filmes e assessores governamentais a encher a sala. Estava tudo muito espartano.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
O que é nacional é bom... mas só lá fora
Quem diria que o simples anúncio da presença de Vítor Constâncio no Parlamento Europeu despoletaria tanto interesse?
Além de ter dado para perceber a forma peculiar como a direita portuguesa encara a presença na comissão parlamentar dos assuntos económicos (é difícil perceber quem tomou a melhor opção, se o CDS, que empatou lá os seus dois parlamentares, se o PSD, que não achou importante ter lá nenhum dos seus oito elementos), tem dado origem a declarações curiosas.
Depois de, na Assembleia da República, ter arrasado o governador do Banco de Portugal pelas suas falhas numa série de casos (como a reavaliação do défice orçamental em alta após a chegada do PS ao governo e as falhas na supervisão do BCP, do BPN e do BPP), Paulo Rangel reconhece agora ter feito “críticas pontuais” e prefere elogiar a “competência, probidade e experiência” do candidato português à vice-presidência do BCE.
Se Constâncio chegar à vice-presidência do BCE, uma das suas responsabilidades será precisamente a… supervisão. A menos que, como a economia eas finanças parecem ser uma lacuna laranja nesta euro-legislatura, Rangel não se tenha apercebido da nuance.
Além de ter dado para perceber a forma peculiar como a direita portuguesa encara a presença na comissão parlamentar dos assuntos económicos (é difícil perceber quem tomou a melhor opção, se o CDS, que empatou lá os seus dois parlamentares, se o PSD, que não achou importante ter lá nenhum dos seus oito elementos), tem dado origem a declarações curiosas.
Depois de, na Assembleia da República, ter arrasado o governador do Banco de Portugal pelas suas falhas numa série de casos (como a reavaliação do défice orçamental em alta após a chegada do PS ao governo e as falhas na supervisão do BCP, do BPN e do BPP), Paulo Rangel reconhece agora ter feito “críticas pontuais” e prefere elogiar a “competência, probidade e experiência” do candidato português à vice-presidência do BCE.
Se Constâncio chegar à vice-presidência do BCE, uma das suas responsabilidades será precisamente a… supervisão. A menos que, como a economia eas finanças parecem ser uma lacuna laranja nesta euro-legislatura, Rangel não se tenha apercebido da nuance.
Rangel omnipresente
Decididamente, Paulo Rangel está a imprimir um novo estilo no habitualmente morno Parlamento Europeu. Neste caso é o estilo “não estou lá, mas é como se estivesse”.
Antecipando a audição que a comissão parlamentar dos assuntos económicos realiza esta tarde a Vítor Constâncio, enquanto candidato à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), Rangel desdobrou-se em declarações à imprensa: ontem à noite para as rádios e jornais, com embargo até hoje de manhã, já hoje falou às televisões.
Uma forma de marcar a agenda e de contornar duas pequenas falhas. É que nem Rangel, nem nenhum outro deputado do PSD faz parte da comissão que escrutinará Constâncio (apesar de se tratar de um dos organismos mais importantes do PE). E, pelos vistos, o ex-cabeça de lista laranja não esteve para pedir para participar no encontro de hoje de forma extraordinária (tal como fará o seu colega José Manuel Fernandes). Até porque essa maçada provavelmente implicaria adiar por umas horas o regresso a Portugal, onde ainda tem muito trabalho a fazer para concretizar o sonho de liderar o PSD.
Antecipando a audição que a comissão parlamentar dos assuntos económicos realiza esta tarde a Vítor Constâncio, enquanto candidato à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), Rangel desdobrou-se em declarações à imprensa: ontem à noite para as rádios e jornais, com embargo até hoje de manhã, já hoje falou às televisões.
Uma forma de marcar a agenda e de contornar duas pequenas falhas. É que nem Rangel, nem nenhum outro deputado do PSD faz parte da comissão que escrutinará Constâncio (apesar de se tratar de um dos organismos mais importantes do PE). E, pelos vistos, o ex-cabeça de lista laranja não esteve para pedir para participar no encontro de hoje de forma extraordinária (tal como fará o seu colega José Manuel Fernandes). Até porque essa maçada provavelmente implicaria adiar por umas horas o regresso a Portugal, onde ainda tem muito trabalho a fazer para concretizar o sonho de liderar o PSD.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Tão amigos que eles eram

Quando um louco assassino passeava as suas importâncias pela Europa e, em especial, por Portugal. Com muito bons amigos a bajulá-lo.
Na Europa não há lavoura, só agricultura
A audição a que Vítor Constâncio se sujeitará esta quinta-feira no Parlamento Europeu (parte do processo da sua candidatura à vice-presidência do BCE) evidenciou um dado curioso.
Entre os 94 potenciais inquiridores do ainda governador do Banco de Portugal (a comissão dos assuntos económicos tem 48 membros efectivos e 46 suplentes), contam-se quatro portugueses (dois efectivos e dois suplentes).
Dos quatro portugueses, dois são eleitos pelo CDS-PP (os outros são a socialista Elisa Ferreira e o bloquista Miguel Portas). Melhor dizendo, são os dois únicos eurodeputados eleitos pelo CDS-PP para a actual legislatura.
Num parlamento com 20 comissões permanentes e em que os partidos nacionais procuram desdobrar os seus representantes pelas comissões consideradas politicamente mais importantes, os dois deputados do CDS-PP terão concluído que, importante, importante, era estarem juntos na mesma comissão.
De fora das suas prioridades ficou, por exemplo, a comissão da agricultura, que tantos votos terá dado ao partido nas recentes eleições. Será que se a dita se chamasse comissão da lavoura teria recebido outra atenção?
Entre os 94 potenciais inquiridores do ainda governador do Banco de Portugal (a comissão dos assuntos económicos tem 48 membros efectivos e 46 suplentes), contam-se quatro portugueses (dois efectivos e dois suplentes).
Dos quatro portugueses, dois são eleitos pelo CDS-PP (os outros são a socialista Elisa Ferreira e o bloquista Miguel Portas). Melhor dizendo, são os dois únicos eurodeputados eleitos pelo CDS-PP para a actual legislatura.
Num parlamento com 20 comissões permanentes e em que os partidos nacionais procuram desdobrar os seus representantes pelas comissões consideradas politicamente mais importantes, os dois deputados do CDS-PP terão concluído que, importante, importante, era estarem juntos na mesma comissão.
De fora das suas prioridades ficou, por exemplo, a comissão da agricultura, que tantos votos terá dado ao partido nas recentes eleições. Será que se a dita se chamasse comissão da lavoura teria recebido outra atenção?
Jogo de cintura
A prestação de Rumiana Jeleva perante os eurodeputados pode não ter sido brilhante, com os parlamentares a exigirem "garantias de honestidade". O domínio do inglês pode deixar a desejar. Os negócios da sua antiga empresa podem ser obscuros. As ligações do seu esposo à Mafia local podem alimentar especulações intermináveis.
Mas ninguém pode negar que, se há coisa que a ex-ministra dos negócios estrangeiros da Bulgária escolhida por Durão Barroso para a pasta da Ajuda Humanitária tem, é… flexibilidade.
De tudo isto (e da admiração que provavelmente partilham por Julio Iglesias), o que é que terá pesado mais na escolha de Durão?
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Um (muito) bom aluno
O economista João Salgueiro foi recebido em Belém, esta segunda-feira, na qualidade de "cidadão preocupado com o país". Cavaco Silva deve ter aberto uma nova forma de presidir e agora arrisca-se a não ter agenda para receber tantos "cidadãos preocupados" com o país. Desde o taxista ao director de empresa, não há (quase) um português que não se lamente. É um sentimento atávico. E se Cavaco Silva abre as portas de Belém, como o fez a João Salgueiro, terá de fazer uma tremeda engenharia horária. Só à conta de Vasco Pulido Valente e de Medina Carreira, nem as 24 horas diárias serão suficientes. E o que eles dizem do país e de José Sócrates, devem, de acordo com o entendimento das audiências de Cavaco Silva, merecer uma passadeira vermelha. Ou um quarto de hóspedes no Palácio de Belém.
Mas o presidente português, como bom aluno que sempre foi, deve estar a aplicar o que aprendeu com o outro presidente, já lá vão quase 15 anos. No entanto, nessa altura, Cavaco Silva não hesitava em responder às lamúrias e no discurso sobre o estado da Nação, em 1993, tentava acertar o passo a Mário Soares:
"A cooperação institucional é uma estrada de duas vias e implica reciprocidade e respeito pelas competências de cada um".
E, depois disso, escreveu na sua autobiografia, sobre precisamente Mário Soares:
"A sua conduta não era marcada pela isenção e independência em relação às forças politico-partidárias, actuava como contrapoder relativamente ao Governo, dificultava o desenvolvimento de um clima de confiança favorável à recuperação económica"
Ou Cavaco Silva quer repetir as lições do professor Soares, ou apenas João Salgueiro tem um carro novo. E quer ir rodá-lo um destes dias. Alguém disse, por aí, que a História não se repete?
Mas o presidente português, como bom aluno que sempre foi, deve estar a aplicar o que aprendeu com o outro presidente, já lá vão quase 15 anos. No entanto, nessa altura, Cavaco Silva não hesitava em responder às lamúrias e no discurso sobre o estado da Nação, em 1993, tentava acertar o passo a Mário Soares:
"A cooperação institucional é uma estrada de duas vias e implica reciprocidade e respeito pelas competências de cada um".
E, depois disso, escreveu na sua autobiografia, sobre precisamente Mário Soares:
"A sua conduta não era marcada pela isenção e independência em relação às forças politico-partidárias, actuava como contrapoder relativamente ao Governo, dificultava o desenvolvimento de um clima de confiança favorável à recuperação económica"
Ou Cavaco Silva quer repetir as lições do professor Soares, ou apenas João Salgueiro tem um carro novo. E quer ir rodá-lo um destes dias. Alguém disse, por aí, que a História não se repete?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Já tinha o Espírito Santo, faltava-lhe completar a Santíssima Trindade
Maria de Belém volta a presidir à Assembleia-Geral da União das Misericórdias Portuguesas.
Sindicalista escondido com o rabo de fora
A Confederação da Indústria Portuguesa, CIP, tem um novo presidente que, em tempos, foi um sindicalista. António Saraiva pertencia à UGT e chegou a liderar a comissão de trabalhadores da Lisnave. Hoje assumiu a presidência da organização que reúne os patrões.
Torres Couto, antigo líder da UGT, não se lembrou de melhor ao elogiar as novas funções do velho "camarada":
"Dá um salto qualitativo enorme"
Numa única frase, fica-se elucidado sobre as aspirações dos dirigentes da UGT, dita por um dos seus fundadores.
Torres Couto, antigo líder da UGT, não se lembrou de melhor ao elogiar as novas funções do velho "camarada":
"Dá um salto qualitativo enorme"
Numa única frase, fica-se elucidado sobre as aspirações dos dirigentes da UGT, dita por um dos seus fundadores.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Os canais indigentes
Quem conhece os canais internacionais da RTP sabe bem a indigência que por lá mora. Sem estratégia, sem planos, sem qualidade e sem saber para que servem, de facto, os ditos canais. No caso da RTP-África, a falta de rumo é mais gritante. O canal - tal como a RTP-I - é pago pelos contribuintes portugueses. E justamente eles poderiam perguntar para que serve.
A RTP-África é feita a pensar nos interesses portugueses em África? Não. Serve para a divulgação da cultura portuguesa ou dos negócios portugueses em África? Não! Serve os africanos, ajudando, como serviço público, a melhor conhecimento e melhor cultura? Não! Aliás, a programação é tão má que nos países africanos é absolutamente irrelevante, em concorrência com os canais nacionais e com as televisões brasileiras. Não fossem as transmissões dos jogos de futebol e ninguém daria pela existência dela.
Mais do que um estafado "elefante branco", a RTP-África é apenas um apêndice no reino da RTP, mas que serviu politicamente, em tempos, para "sacar" uns votos aos africanos que moravam em Portugal. Tal como a rádio, a RDP-África, que consegue ainda ultrapassar, em indigência e na péssima qualidade, a televisão.
No fundo, os dois canais são úteis em apenas uma coisa: entram no mapa desenhado pelo PSD e PS que têm uma espécie de "tratado de tordesilhas" na divisão de lugares de directores. E isso os dois alimentam, são duas prateleiras douradas para colocar os "boys" quando não podem ter melhores "jobs".
Apesar deste cenário ser do conhecimento geral - e merecer críticas em vários círculos políticos -, ninguém se mexe. Ou mexeu. Cabe agora a Paulo Pisto, deputado do PS, a iniciativa de fazer uma crítica pública aos canais de televisão, em que até fala no tal "desperdício de resursos". Paulo Pisco leva o assunto ao Parlamento português. A ver se serve para alguma coisa.
A RTP-África é feita a pensar nos interesses portugueses em África? Não. Serve para a divulgação da cultura portuguesa ou dos negócios portugueses em África? Não! Serve os africanos, ajudando, como serviço público, a melhor conhecimento e melhor cultura? Não! Aliás, a programação é tão má que nos países africanos é absolutamente irrelevante, em concorrência com os canais nacionais e com as televisões brasileiras. Não fossem as transmissões dos jogos de futebol e ninguém daria pela existência dela.
Mais do que um estafado "elefante branco", a RTP-África é apenas um apêndice no reino da RTP, mas que serviu politicamente, em tempos, para "sacar" uns votos aos africanos que moravam em Portugal. Tal como a rádio, a RDP-África, que consegue ainda ultrapassar, em indigência e na péssima qualidade, a televisão.
No fundo, os dois canais são úteis em apenas uma coisa: entram no mapa desenhado pelo PSD e PS que têm uma espécie de "tratado de tordesilhas" na divisão de lugares de directores. E isso os dois alimentam, são duas prateleiras douradas para colocar os "boys" quando não podem ter melhores "jobs".
Apesar deste cenário ser do conhecimento geral - e merecer críticas em vários círculos políticos -, ninguém se mexe. Ou mexeu. Cabe agora a Paulo Pisto, deputado do PS, a iniciativa de fazer uma crítica pública aos canais de televisão, em que até fala no tal "desperdício de resursos". Paulo Pisco leva o assunto ao Parlamento português. A ver se serve para alguma coisa.
É preciso alguém que resista
Como se não bastassem os inúmeros convites, no facebook, para ser fã de "qualquer coisa" nem que seja de uma pedra da calçada, fui abordado para integrar o grupo de fãs de gente que quer levar Manuel Alegre à Presidência da República. Como no facebook, só se pode clicar no "confirmar" ou "ignorar", não me limitei à segunda resposta. Estendo-a agora ao blogue: "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não", diria o poeta. Serve a poesia, como uma luva, para traduzir o meu primeiro desabafo mal vi o convite: "Cruz Credo!"
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
O imposto escondido e desordenado
De dois em dois anos, a história repete-se: há uma entidade estatal que me obriga - a mim e a milhares de jornalistas - a desembolsar 45 euros para emitir a carteira profissional. Ou seja, na prática, pagamos para exercer a nossa profissão. O que deve ser um caso único.
Bem se pode argumentar que há profissões, como os médicos ou advogados, que também pagam para poderem exercer. Mas fazem-no para uma Ordem Profissional que lhe exigem deveres e fornecem direitos.
No caso dos jornalistas, não. Paga-se apenas para que uma burocrática comissão emita um cartãozinho, mais frágil do que qualquer um que se usa no multibanco. Um cartão aliás que poderia perfeitamente ser feito por alguém no Rossio, em Lisboa, especialista em plastificar documentos. No entanto, esse acto simples exige, como foi o meu caso, o pagamento de 45 euros.
A Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas deve ser aliás uma das "empresas" com maior sucesso em Portugal: é completamente improdutiva, mas dá lucro.
E assim se sustenta uma pequena máquina burocrática que não serve absolutamente para nada.
Ou então serve para muito: para sustentar uns poucos funcionários.
Ou então é um mero imposto discricionário. E escondido por que não faz parte da lista dos impostos tradicionais.
Bem se pode argumentar que há profissões, como os médicos ou advogados, que também pagam para poderem exercer. Mas fazem-no para uma Ordem Profissional que lhe exigem deveres e fornecem direitos.
No caso dos jornalistas, não. Paga-se apenas para que uma burocrática comissão emita um cartãozinho, mais frágil do que qualquer um que se usa no multibanco. Um cartão aliás que poderia perfeitamente ser feito por alguém no Rossio, em Lisboa, especialista em plastificar documentos. No entanto, esse acto simples exige, como foi o meu caso, o pagamento de 45 euros.
A Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas deve ser aliás uma das "empresas" com maior sucesso em Portugal: é completamente improdutiva, mas dá lucro.
E assim se sustenta uma pequena máquina burocrática que não serve absolutamente para nada.
Ou então serve para muito: para sustentar uns poucos funcionários.
Ou então é um mero imposto discricionário. E escondido por que não faz parte da lista dos impostos tradicionais.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
O atestado de incompetência
O governador civil de Lisboa, António Galamba, admite recorrer a empresas estrangeiras para solucionar o problema de mais de oito mil pessoas que continuam sem electricidade. Há três dias que houve uma quebra de energia eléctrica provocada pelo temporal.
Há três dias que a EDP não consegue arranjar soluções, num país que promete ter, em breve, carros eléctricos e mais de 1500 postos de abastecimento.
António Galamba confia tanto na empresa portuguesa que não vê outra solução se não o recurso ao estrangeiro.
Há três dias que a EDP não consegue arranjar soluções, num país que promete ter, em breve, carros eléctricos e mais de 1500 postos de abastecimento.
António Galamba confia tanto na empresa portuguesa que não vê outra solução se não o recurso ao estrangeiro.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Paulo Portas, mais uma vez, traído por um líder do PSD
Contra o que disse ao seu parceiro de coligação e a Jorge Sampaio, em Junho de 2004, Durão Barroso já estava com a cabeça e o coração na presidência da Comissão Europeia. A história é contada plo presidente do PPE, Wilfried Martens, a um jornalista do Expresso (por acaso, um dos carteiros desta casa) e está publicada na edição desta semana do jornal. Com este detalhe imperdível: na altura, Martens foi avisado, pelo próprio Durão, para não contar a ninguém. Se o fizesse, ele, Durão, negaria.
Durante um mês, o presidente da Comissão Europeia desfez-se em sorrisos para Paulo Portas, parceiro no Governo de coligação, ao mesmo tempo que se preparava para abandonar o barco.
O líder do CDS já começa a estar habituado às traições dos presidentes do PSD.
Durante um mês, o presidente da Comissão Europeia desfez-se em sorrisos para Paulo Portas, parceiro no Governo de coligação, ao mesmo tempo que se preparava para abandonar o barco.
O líder do CDS já começa a estar habituado às traições dos presidentes do PSD.
Irão para a sucata?

A REN confessou hoje que a noite do vendaval derrubou 22 postes de "muito alta tensão". Os materiais, a esta hora, estarão a enferrujar. São notícias que soam como música aos ouvidos de Manuel Godinho...
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Afinal, o pacto era outro
Desmentindo notícias de um jornal diário, o cardeal-patriarca de Lisboa, José Policarpo, garante que nunca fez qualquer "pacto" ou "compromisso" com José Sócrates sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Numa carta dirigida aos párocos, o líder da Igreja Católica confirma que teve uma conversa com o primeiro-ministro no dia 20 de Outubro. E que até conversaram sobre o assunto, mas sem haver um compromisso.
No entanto, os dois acabaram por fazer um pacto: de ninguém divulgar que houve essa conversa. O cardeal patriarca garante, na carta, ter havido esse entendimento:
"Ficou assente entre ambos que não haveria declarações para o público sobre os assuntos nele abordados. O Patriarca de Lisboa foi fiel a este compromisso de discrição."
Ou seja, alguém quebrou esse compromisso já que houve, pelo menos, um jornal a saber da dita reunião. O cardeal sibilinamente jura que não foi ele. Bem, mas também anda a dizer há anos que uma virgem teve um filho há 2.000 anos...
No entanto, os dois acabaram por fazer um pacto: de ninguém divulgar que houve essa conversa. O cardeal patriarca garante, na carta, ter havido esse entendimento:
"Ficou assente entre ambos que não haveria declarações para o público sobre os assuntos nele abordados. O Patriarca de Lisboa foi fiel a este compromisso de discrição."
Ou seja, alguém quebrou esse compromisso já que houve, pelo menos, um jornal a saber da dita reunião. O cardeal sibilinamente jura que não foi ele. Bem, mas também anda a dizer há anos que uma virgem teve um filho há 2.000 anos...
domingo, 20 de dezembro de 2009
O jornalismo enigmático
A primeira página do jornal Público, deste domingo, brinda-nos com uma verdadeira preciosidade, digna de figurar em qualquer curso de jornalismo (na secção "por favor, não façam!").
Uma das "chamadas" de primeira página está assim composta em títulos:
Justiça
Líder do PS esteve ligado a gang, diz Relação
Confesso que mal vi a página, imaginei logo José Sócrates (o líder do PS) de gorro na cabeça, a atirar-se a uma caixa de multibanco. E logo a seguir, no texto que resume a grande história, fica desfeita a imagem de Sócrates a liderar o gang:
A Relação corroborou o Tribunal de Ponta Delgada e deliberou não levar a julgamento um jornalista acusado de atentar contra a honra de Ricardo Rodrigues.
Mas não há motivo para confusão. A nova directora tinha prometido um jornal diferente. E está a conseguir. Inaugurou o jornalismo enigmático que obrigue o leitor a preencher charadas.
Uma das "chamadas" de primeira página está assim composta em títulos:
Justiça
Líder do PS esteve ligado a gang, diz Relação
Confesso que mal vi a página, imaginei logo José Sócrates (o líder do PS) de gorro na cabeça, a atirar-se a uma caixa de multibanco. E logo a seguir, no texto que resume a grande história, fica desfeita a imagem de Sócrates a liderar o gang:
A Relação corroborou o Tribunal de Ponta Delgada e deliberou não levar a julgamento um jornalista acusado de atentar contra a honra de Ricardo Rodrigues.
Mas não há motivo para confusão. A nova directora tinha prometido um jornal diferente. E está a conseguir. Inaugurou o jornalismo enigmático que obrigue o leitor a preencher charadas.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Se o disparate matasse...

O deputado social-democrata Carlos Peixoto, cabeça-de-lista pelo distrito da Guarda, entende que a união, legal entre pessoas do mesmo sexo, abre as portas à legalização de outras uniões. Para reforçar a sua preocupação, não hesita em dar exemplos:
"No futuro, podemos admitir, seguindo o mesmo princípio, o casamento entre pais e filhos, entre primos direitos, entre irmãos".
As declarações foram proferidas na Rádio Altitude, mas a pérola também pode ser ouvida na TSF.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O cargo mais caro da História
A Câmara Municipal de Lisboa chegou finalmente a um acordo com o empreiteiro do túnel do Marquês. Vai pagar qualquer coisa como 18,5 milhões de euros, porque as obra foi embargada graças a uma providência cautelar.
Foi precisamente essa providência cautelar que permitiu a José Sá Fernandes saltar do anonimato para o estrelato. Por consequência e graças ao habitual oportunismo do Bloco de Esquerda, a mesma providência permitiu a Sá Fernandes chegar a vereador. Coisa que acabou por custar à Câmara de Lisboa os tais 18,5 milhões de euros.
José Sá Fernandes continua vereador. Na altura do túnel, era vê-lo por lá, em cima, em baixo, no meio, rodeado de televisões e microfones. Não havia dia que Sá Fernandes não fizesse um esforço para aparecer a debitar sábias opiniões sobre as deficiências do túnel.
Passados estes anos, e com a inevitabilidade da indemnização, os jornalistas tentaram arrancar um comentário do vereador que quis travar o túnel. Debalde. Sá Fernandes nem quer ouvir falar em tal coisa e nem sequer está interessado em debitar as tais doutas opiniões.
Para a História, fica apenas o cargo político mais caro de sempre. Ao nível de um jogador de futebol.
Foi precisamente essa providência cautelar que permitiu a José Sá Fernandes saltar do anonimato para o estrelato. Por consequência e graças ao habitual oportunismo do Bloco de Esquerda, a mesma providência permitiu a Sá Fernandes chegar a vereador. Coisa que acabou por custar à Câmara de Lisboa os tais 18,5 milhões de euros.
José Sá Fernandes continua vereador. Na altura do túnel, era vê-lo por lá, em cima, em baixo, no meio, rodeado de televisões e microfones. Não havia dia que Sá Fernandes não fizesse um esforço para aparecer a debitar sábias opiniões sobre as deficiências do túnel.
Passados estes anos, e com a inevitabilidade da indemnização, os jornalistas tentaram arrancar um comentário do vereador que quis travar o túnel. Debalde. Sá Fernandes nem quer ouvir falar em tal coisa e nem sequer está interessado em debitar as tais doutas opiniões.
Para a História, fica apenas o cargo político mais caro de sempre. Ao nível de um jogador de futebol.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Azulejos anti-crise

No conselho de ministros de agricultura e pescas que costuma assinalar o final do ano comunitário (e que decorre desde ontem em Bruxelas), os representantes dos 27 têm instituída a tradição de trocar prendas entre si. Tratando-se das gentes da terra e do mar, predominam os vinhos, os queijos, os enchidos, com cada ministro a tentar impressionar os demais com as respectivas iguarias nacionais.
Apesar de ser novato nestas andanças, António Serrano alinhou na tradição, mas com uma novidade. Em vez de géneros alimentares, ofereceu a cada um dos seus pares um azulejo português. Comprado à Bordalo Pinheiro. A empresa que foi salva da falência pela Visabeira, num negócio apadrinhado pelo governo. Que agora lhe dá mais um empurrãozinho e lhe compra azulejos...
Apesar de ser novato nestas andanças, António Serrano alinhou na tradição, mas com uma novidade. Em vez de géneros alimentares, ofereceu a cada um dos seus pares um azulejo português. Comprado à Bordalo Pinheiro. A empresa que foi salva da falência pela Visabeira, num negócio apadrinhado pelo governo. Que agora lhe dá mais um empurrãozinho e lhe compra azulejos...
A culpa é do microfone?
No final do Conselho Europeu da semana passada, José Sócrates sentou-se na mesa da conferência de imprensa, com o secretário de estado dos assuntos europeus a seu lado. Antes de dar início à conferência de imprensa propriamente dita, os dois cochicharam longamente até que Pedro Lourtie se levantou para consultar um assessor, voltou para junto do primeiro-ministro e os sussurros prosseguiram até Sócrates dar início à conferência de imprensa. Tudo com uma pequena floresta de microfones plantada à sua frente.
Parece estranho que os políticos continuem a duvidar das capacidades tecnológicas e da sensibilidade indiscreta destes pequenos aparelhos. Digamos apenas que deu para ficar com a impressão de que Sócrates terá aprendido mais naqueles dois minutos do que nos dois dias de Cimeira em que os 27 discutiram a ajuda financeira a dar aos países em desenvolvimento para que estes se possa comprometer com metas ambientais ambiciosas.
Parece estranho que os políticos continuem a duvidar das capacidades tecnológicas e da sensibilidade indiscreta destes pequenos aparelhos. Digamos apenas que deu para ficar com a impressão de que Sócrates terá aprendido mais naqueles dois minutos do que nos dois dias de Cimeira em que os 27 discutiram a ajuda financeira a dar aos países em desenvolvimento para que estes se possa comprometer com metas ambientais ambiciosas.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Votar a pensar na morte da bezerra ou um "namoro" ao Costa?
O vereador do PCP na Câmara de Lisboa, Rúben de Carvalho, votou favoravelmente o protocolo assinado entre a autarquia e a Liscont - o tal que vai permitir um belíssimo negócio à Mota-Engil com os contentores de Alcântara. Mas depois negou que o tenha feito. O próprio PCP está, aparentemente, contra o projecto. Só que Pedro Santana Lopes anda atento e não perdoou. Até obrigou os vereadores a ouvirem as gravações.
Por onde andaria a cabeça de Rúben de Carvalho na altutra? Talvez a seguir o conselho do seu líder Jerónimo de Sousa, dado na Assembleia da República, que "os portugueses deviam ser como Paulo Portas: com um olho no burro e outro no cigano". Em versão mais autárquica, seria com um olho num pelouro, outro na oposição.
Por onde andaria a cabeça de Rúben de Carvalho na altutra? Talvez a seguir o conselho do seu líder Jerónimo de Sousa, dado na Assembleia da República, que "os portugueses deviam ser como Paulo Portas: com um olho no burro e outro no cigano". Em versão mais autárquica, seria com um olho num pelouro, outro na oposição.
Esoterismo socrático
No final do Conselho Europeu que hoje terminou em Bruxelas, José Sócrates congratulou-se com a posição dos 27, segundo a qual as medidas de apoio à economia devem ser mantidas “até a crise a passar”.
Questionado sobre como e quando se poderia saber que a crise já tinha passado, o primeiro-ministro entabulou uma das suas tentativas frustradas de humor:
“Eu acho que não é preciso tirar um curso de filosofia nem um seminário sobre… aahm… aahhm… sobre… literatura esotérica para perceber o que é a crise passar. Crise passar é…” e lá prosseguiu numa explicação longa e repetitiva sobre crescimento e previsões, para concluir que “a crise ainda não passou”.
Tal como ainda não passou a incapacidade do nosso primeiro de disfarçar a irritação com perguntas que considera “preconceituosas”.
Questionado sobre como e quando se poderia saber que a crise já tinha passado, o primeiro-ministro entabulou uma das suas tentativas frustradas de humor:
“Eu acho que não é preciso tirar um curso de filosofia nem um seminário sobre… aahm… aahhm… sobre… literatura esotérica para perceber o que é a crise passar. Crise passar é…” e lá prosseguiu numa explicação longa e repetitiva sobre crescimento e previsões, para concluir que “a crise ainda não passou”.
Tal como ainda não passou a incapacidade do nosso primeiro de disfarçar a irritação com perguntas que considera “preconceituosas”.
É só esperar que ninguém faça as contas...
José Sócrates anunciou que Portugal vai contribuir com 36 milhões de euros para o bolo de 7,2 mil milhões com que a União Europeia vai, ao longo dos próximos três anos, ajudar os países menos desenvolvidos a financiar as respectivas reduções de CO2.
Os tempos não estão para grandes generosidades. E embora a parte portuguesa corresponda a apenas 0,5% do total, Sócrates considerou-a “justa e razoável”, até porque, como explicou, “corresponde exactamente à percentagem de Portugal” nas emissões de dióxido de carbono da União Europeia.
No entanto, de acordo com dados da Comissão Europeia, em 2007 Portugal foi responsável por... 1,6% do total de emissões de CO2 da UE. Ou seja, para que a realidade bata certo com a promessa do primeiro-ministro, ele tem que dar num ano o que prometeu para três.
Os tempos não estão para grandes generosidades. E embora a parte portuguesa corresponda a apenas 0,5% do total, Sócrates considerou-a “justa e razoável”, até porque, como explicou, “corresponde exactamente à percentagem de Portugal” nas emissões de dióxido de carbono da União Europeia.
No entanto, de acordo com dados da Comissão Europeia, em 2007 Portugal foi responsável por... 1,6% do total de emissões de CO2 da UE. Ou seja, para que a realidade bata certo com a promessa do primeiro-ministro, ele tem que dar num ano o que prometeu para três.
Os socialistas à procura de um Portas com "juizinho"
O PS prepara-se para convidar o CDS a fazer um acordo de princípio que torne viável a governação de José Sócrates. E, para isso, tem havido nos últimos tempos conversas paralelas entre centristas e socialistas e têm, sobretudo, surgido muitas pressões por parte de dirigentes do PS.
É pública e notória a insatisfação socialista com a guerra que toda a oposição tem feito na Assembleia da República ao Governo. É a tal "coligação negativa" que os socialistas tanto repetem ao mesmo tempo que vão lamentando estarem a governar um país... "ingovernável".
Muitos dirigentes socialistas, dos mais importantes e alguns até detentores de altos cargos, já vão defendendo um acordo de princípio - ou mesmo uma coligação - com o CDS de forma a conseguir viabilizar o programa que afinal saiu vitorioso das últimas legislativas. Mas com as necessáras adaptações.
Os socialistas temem ainda que todos os diplomas, apresentados pelo PCP, CDS, PSD e rejeitados na anterior legislatura, regressem nos próximos tempos à Assembleia da República.
Caso haja um possível acordo com o CDS, resta saber como Paulo Portas vai desfazer as juras que fez durante a campanha eleitoral. Talvez recorrendo aos velhos chavões "em nome da estabilidade" e a "bem da Nação".
É pública e notória a insatisfação socialista com a guerra que toda a oposição tem feito na Assembleia da República ao Governo. É a tal "coligação negativa" que os socialistas tanto repetem ao mesmo tempo que vão lamentando estarem a governar um país... "ingovernável".
Muitos dirigentes socialistas, dos mais importantes e alguns até detentores de altos cargos, já vão defendendo um acordo de princípio - ou mesmo uma coligação - com o CDS de forma a conseguir viabilizar o programa que afinal saiu vitorioso das últimas legislativas. Mas com as necessáras adaptações.
Os socialistas temem ainda que todos os diplomas, apresentados pelo PCP, CDS, PSD e rejeitados na anterior legislatura, regressem nos próximos tempos à Assembleia da República.
Caso haja um possível acordo com o CDS, resta saber como Paulo Portas vai desfazer as juras que fez durante a campanha eleitoral. Talvez recorrendo aos velhos chavões "em nome da estabilidade" e a "bem da Nação".
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
A táctica RR: repeat and remind
De novo, tal como o ano passado, o Governo na apresentação das baterias eléctricas.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
O pitbull e... o terrier

Quando uma assessora de imprensa - ou um assessor que, para o caso, não interessa - protege caninamente o "seu" ministro, de forma a que nem o deixe falar aos jornalistas, mesmo que ele queira, demonstra uma das duas coisas (ou ambas): a assessora não confia minimamente no "patrão" ou o ministro - ou a ministra que, para o caso, nao interessa - é apenas um boneco. Ou um yorkshire terrier a ser controlado por um pitbull.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
O exemplo que vem de cima
Tudo indica que o carro que transportava Mário Mendes, secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, ia em excesso de velocidade quando teve o acidente, esta tarde, na Avenida de Liberdade, em Lisboa. Mário Mendes estava atrasado para a cerimónia de posse dos governadores civis, umas duas avenidas mais abaixo.
Chegar a horas a uma posse é certamente um bom motivo para "ir a abrir" de pirilampos acesos pelas ruas de Lisboa, em hora de ponta de uma sexta-feira..
Chegar a horas a uma posse é certamente um bom motivo para "ir a abrir" de pirilampos acesos pelas ruas de Lisboa, em hora de ponta de uma sexta-feira..
Vírus? Nem vê-lo!*

Os Os extremos cuidados num centro de Saúde ou cumpre-se a máxima popular que "homem prevenido vale por dois". Não vá o vírus aparecer à frente em todo o seu esplendor.
* Com a prestimosa ajuda de um amigo
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
A festa nem foi bonita, pá
Para celebrar três anos de existência, o 31 de Armada fez a festa, atirou os foguetes colocando uma estátua de Jaime Neves no Campo Pequeno e recolheu as canas ao som da música dos anos 80, em que nem sequer faltou ouvir George Michael. Um horror que dignifica o motivo para tanto alarido: a celebração do 25 de Novembro.
Os meninos do 31 - bem, não propriamente eles, que é tudo gente de escrita e de unhas tratadas, mas um pequeno exército de obreiros - foram colocar a estátua no Campo Pequeno. Deveriam tê-la colocado dentro do Campo Pequeno, mas faltou-lhes ousadia.
A festa, propriamente dita, tinha pouco mais gente do que o grupo parlamentar do CDS. E nem faltou uma certa solidariedade de gente de esquerda, do Bloco e do PS.
Mas para o ano há mais, ou já daqui a nada na restauração do roubo aos espanhóis, ou por outro motivo qualquer. E certamente o Correio Preto estará representado. Mesmo que a festa não seja bonita, pá.
Os meninos do 31 - bem, não propriamente eles, que é tudo gente de escrita e de unhas tratadas, mas um pequeno exército de obreiros - foram colocar a estátua no Campo Pequeno. Deveriam tê-la colocado dentro do Campo Pequeno, mas faltou-lhes ousadia.
A festa, propriamente dita, tinha pouco mais gente do que o grupo parlamentar do CDS. E nem faltou uma certa solidariedade de gente de esquerda, do Bloco e do PS.
Mas para o ano há mais, ou já daqui a nada na restauração do roubo aos espanhóis, ou por outro motivo qualquer. E certamente o Correio Preto estará representado. Mesmo que a festa não seja bonita, pá.
sábado, 21 de novembro de 2009
Quem não chora, não mama
Sónia Sanfona, ex-deputada do PS, aceitou candidatar-se à Câmara de Alpiarça, sem esperanças de vencer as eleições. E aceitou com a convicção de que, não ganhando as autárquicas, faria parte da lista socialsta que lhe permitiria regressar ao seu confortável lugar no Parlamento. Mas, a meio do jogo, a direcção do PS anunciou que um candidato autárquico não poderia ser candidato a deputado. Houve logo quem se sentiu traído, mas calou-se. Sónia Sanfona protestou, protestou e agora tem a recompensa: vai ser governadora civil de Santarém.
Mas, mesmo sem chorar, houve prémios de compensação para outros, como é o caso de António Galamba. Só a Paulo Pedroso (ainda) não coube nada.
Mas, mesmo sem chorar, houve prémios de compensação para outros, como é o caso de António Galamba. Só a Paulo Pedroso (ainda) não coube nada.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Cheira a aviso
Vale a pena ler e reler a abertura da reportagem do jornal I sobre o caso "Face Oculta":
Rodrigo Santiago, advogado de Manuel Godinho, considera que o empresário de Aveiro "é apenas a ponta de um iceberg" de um complexo processo que pode "envolver figuras da hierarquia do Estado".
Rodrigo Santiago, advogado de Manuel Godinho, considera que o empresário de Aveiro "é apenas a ponta de um iceberg" de um complexo processo que pode "envolver figuras da hierarquia do Estado".
Riqueza não dá saúde, bem pelo contrário
O que têm em comum os ricos que, certamente por puras coincidências, ficam presos preventivamente? Todos têm uma doença.
O facto leva a supôr que, de facto, ter dinheiro - e muito! - não é sinónimo de uma vida saudável. Ainda por cima, os mesmos presos preventivos - os ricos - ainda têm em comum o facto dessas doenças serem incuráveis, crónicas e impossíveis de receber tratamentos na prisão.
O facto leva a supôr que, de facto, ter dinheiro - e muito! - não é sinónimo de uma vida saudável. Ainda por cima, os mesmos presos preventivos - os ricos - ainda têm em comum o facto dessas doenças serem incuráveis, crónicas e impossíveis de receber tratamentos na prisão.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
O único dia feliz do PCP em 2009
A Coreia do Norte foi apurada para o Mundial de Futebol. Pela primeira vez, este ano, a Soeiro Pereira Gomes vibrou.
Um mistério na Av da Índia
Na Avenida da Índia, em Lisboa, há uma parede, mesmo encostada à estrada, que exibe esta frase, pintada a letras vermelhas: "Amo-te Crespo". Não consta, que se saiba, que andou por ali algum ministro com tinta, pincel e balde nas mãos.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Portugal vanguardista
Os 27 estão totalmente divididos na escolha dos nomes para os novos cargos criados pelo Tratado de Lisboa: o de Presidente do Conselho Europeu e o de Alto Representante para Política Externa, vulgo Ministro dos Negócios Estrangeiros.
A decisão deve ser tomada na quinta-feira mas, ao contrário dos que se esperava os candidatos multiplicam-se a cada dia que passa.
Ao chegar a uma reunião com os seus pares em Bruxelas, Luís Amado clarificou a posição portuguesa:
“Há vários nomes, mas enquanto não houver uma posição definida sobre a repartição de apoios, do nosso ponto de vista não nos devemos pronunciar sobre os nomes”.
O que define bem a “estratégia” portuguesa em muitas negociações comunitárias e que traduzido dá qualquer coisa como, deixem lá ver para que lado é que isto cai que depois decidimos quem apoiaremos, para depois declararmos que sempre estivemos com a solução ganhadora. É assim como jogar no euromilhões depois do sorteio. E o resultado, em termos de ganhos para o país, deve ser exactamente o mesmo.
A decisão deve ser tomada na quinta-feira mas, ao contrário dos que se esperava os candidatos multiplicam-se a cada dia que passa.
Ao chegar a uma reunião com os seus pares em Bruxelas, Luís Amado clarificou a posição portuguesa:
“Há vários nomes, mas enquanto não houver uma posição definida sobre a repartição de apoios, do nosso ponto de vista não nos devemos pronunciar sobre os nomes”.
O que define bem a “estratégia” portuguesa em muitas negociações comunitárias e que traduzido dá qualquer coisa como, deixem lá ver para que lado é que isto cai que depois decidimos quem apoiaremos, para depois declararmos que sempre estivemos com a solução ganhadora. É assim como jogar no euromilhões depois do sorteio. E o resultado, em termos de ganhos para o país, deve ser exactamente o mesmo.
Sempre com o seu Craxi no coração
Mário Soares considerou ontem que o processo "Face Oculta" era um "problema comezinho". Como certamente foi o outro - Operação "Mãos Limpas" - que envolveu o seu amigo Bettino Craxi.
domingo, 15 de novembro de 2009
O sonho de qualquer líder iraniano
Marco António Costa foi reeleito, este domingo, para presidente da distrital do Porto do PSD com 98 por cento dos votos.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O copo meio cheio e o copo meio vazio
A economia portuguesa cresceu, no terceiro trimestre deste ano, 0,9 por cento. Logo José Sócrates tratou de considerar este resultado como "absolutamente extraordinário".
No mesmo período, a economia angolana - no sector não-petrolífero - cresceu 5,3 por cento. O primeiro-ministro, Paulo Kassoma, deu conta deste valor à Assembleia Nacional considerando-o "moderado". Ah.. as previsões para Angola, para este ano, apontam para um crescimento de 8,2 por cento. Um número, por certo, "absolutamente moderado".
No mesmo período, a economia angolana - no sector não-petrolífero - cresceu 5,3 por cento. O primeiro-ministro, Paulo Kassoma, deu conta deste valor à Assembleia Nacional considerando-o "moderado". Ah.. as previsões para Angola, para este ano, apontam para um crescimento de 8,2 por cento. Um número, por certo, "absolutamente moderado".
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Paulo Ilitch Rangel

O que é que o líder da bancada laranja no Parlamento Europeu e o líder da revolução de Outubro têm em comum? Nada. A não ser o bigode e pêra que Rangel anda orgulhosamente a ensaiar pelos corredores europeus. Uma associação sugerida ao Correio Preto por um camarada do ex-futuro-presidente do PSD.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Passar por entre a chuva sem se molhar
Rui Pereira, o actual ministro da Administração Interna, foi o principal responsável pela alteração do Código do Processo Penal que permite que seja apenas o presidente do Supremo Tribunal de Justiça a autorizar que sejam feitas "escutas" ao Presidente da República, ao presidente da Assembleia da República e ao primeiro-ministro.
Nada mais natural - perante as milhares de dúvidas que perturbam muita gente - que fosse o próprio Rui Pereira a esclarecer o verdadeiro alcance da lei. Abordado pelos jornalistas numa cerimónia na Escola de Oficiais de Polícia, esta tarde, o ministro esquivou-se e remeteu todas as perguntas para.... o director da escola.
Nada mais natural - perante as milhares de dúvidas que perturbam muita gente - que fosse o próprio Rui Pereira a esclarecer o verdadeiro alcance da lei. Abordado pelos jornalistas numa cerimónia na Escola de Oficiais de Polícia, esta tarde, o ministro esquivou-se e remeteu todas as perguntas para.... o director da escola.
A mais bela celebração...

Há 34 anos, em Luanda, Agostinho Neto proclamava oficialmente a independência de Angola. Passavam 10 minutos da mais bela noite angolana: entre o dia 10 e o dia 11 de Novembro. A festa aconteceu em toda a cidade, apesar de todas as ameaças que pairavam. Angola resistiu e começou, nessa noite, a escrever História.
Estava consumada a primeira independência de Angola. A segunda e definitiva viria acontecer apenas em Fevereiro de 2002: aquela que libertou o país de um louco torcionário.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Dentro do outro lado do Muro

Para recordar a queda de há 20 anos, vale a pena ler a notável que a jornalista e advogada australiana, Anna Funder, fez no território da antiga Alemanha Democrática. Baseada em entrevistas, Funder fez, com este "Stasiland", uma reconstituição dos dias passados do "outro lado do muro". E está lá tudo: os bufos - quem poderia escapar de o ser?; a menina que tem a sua correspondência violada e a vida ceifada por que se apaixonou por um húngaro; o idoso saudosista da Alemanha socialista; o cartógrafo particular de Honecker; e especialmente das terríveis - e também hilariantes - histórias de gente que foi membro da Stasi. Uma leitura recomendável no dia em que se fala da queda do Muro de Berlim.
Com este livro, Anna Funder venceu o Prémio Samuel Johnson, de 2004, e está editado em português pela Civilização.
domingo, 8 de novembro de 2009
Teixeira, o verdadeiro cristão
O presidente da Câmara de Loures, o socilialista Carlos Teixeira, nomeou a filha para adjunta do seu gabinete pessoal. E logo choveram críticas, do PCP ao PSD. Mas o acto, em si, deveria merecer os mais rasgados elogios, sobretudo da ala democrata-cristã. Afinal, o autarca limitou-se a obedecer a um dos mais profundos ensinamentos bíblicos: quando Deus quis ter um representante seu na Terra, nomeou o filho, Jesus. Não contratou ninguém de fora. E, ao que consta, ninguém o acusou de nepotismo.
Manter a coerência até no estrangeiro
As empresas portuguesas de construção civil, a trabalhar em Angola, são visadas pelos sindicatos: "Empresas portuguesas lideram violações dos direitos dos trabalhadores".
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Vacinas, sim! Salários, não!
Que os políticos tentem por vezes evitar algumas perguntas dos jornalistas, é algo que faz parte do jogo. Uma das habilidades usada vezes sem conta pelos que passam por Bruxelas é dizer que “não se fala de assuntos nacionais fora do país”.
Ferreira Leite recorreu ontem a este brilhante argumento para não responder às últimas notícias sobre Armando Vara. José Sócrates foi ainda menos subtil. Depois de responder a algumas perguntas “europeias”, teve lugar o diálogo seguinte:
Jornalista 1 - O presidente da CIP disse ontem que não há espaço para aumentar o salário mínimo no próximo ano, com o risco de…
Primeiro-ministro – Eu gostaria de falar sobre a Europa, se têm mais alguma pergunta sobre a Europa eu responder-vos-ei, senão, deixem-me ir almoçar se faz favor que tou um pouco atrasado. Muito obrigado
Jornalista 2 – Senhor primeiro-ministro, já foi vacinado?
Primeiro-ministro (que já se afastava, pára e responde) – Não, ainda não, mas tenho muita esperança que o seja assim que estiver disponível essa vacina fá-lo-ei imediatamente…
Ferreira Leite recorreu ontem a este brilhante argumento para não responder às últimas notícias sobre Armando Vara. José Sócrates foi ainda menos subtil. Depois de responder a algumas perguntas “europeias”, teve lugar o diálogo seguinte:
Jornalista 1 - O presidente da CIP disse ontem que não há espaço para aumentar o salário mínimo no próximo ano, com o risco de…
Primeiro-ministro – Eu gostaria de falar sobre a Europa, se têm mais alguma pergunta sobre a Europa eu responder-vos-ei, senão, deixem-me ir almoçar se faz favor que tou um pouco atrasado. Muito obrigado
Jornalista 2 – Senhor primeiro-ministro, já foi vacinado?
Primeiro-ministro (que já se afastava, pára e responde) – Não, ainda não, mas tenho muita esperança que o seja assim que estiver disponível essa vacina fá-lo-ei imediatamente…
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Sócrates e a Checoslováquia
Mário Lino já tinha cometido a mesma gaffe quando foi discutir as prioridades da presidência portuguesa da UE com o Parlamento Europeu, no início de 2007. Hoje, ao chegar a Bruxelas para a reunião do Conselho Europeu, José Sócrates voltou a fazer o mesmo, ao ressuscitar o "povo checoslovaco":
Uma gaffe cometida com o requinte de estarmos em plenas comemorações do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim (nas quais o primeiro-ministro do povo lusitano estará presente, em Berlim, na próxima semana) e da Revolução de Veludo, que pôs fim à dita união entre checos e eslovacos, seguindo o destino de outras.
Soares ainda é fixe
À entrada da reunião dos líderes socialistas europeus, um jornalista austríaco interpela um grupo de repórteres portugueses e espanhóis:
-Vocês estão à espera de quem?
-Do primeiro-ministro espanhol e do português.
-Ah!, o Zapatero e o… o Soares, não é?
-Vocês estão à espera de quem?
-Do primeiro-ministro espanhol e do português.
-Ah!, o Zapatero e o… o Soares, não é?
Uma das melhores missões do mundo
Houve, em tempos, quem sugerisse que "melhor do que ser ministro é ser ex-ministro". Há muitos que andam por aí que podem carimbar esta sentença com largos sorrisos nos lábios. Mas a primeira etapa para se chegar a esse patamar é ser... ex-comunista. E acumular as duas funções - ex-comunista e ex-ministro - é a cereja no topo do bolo. Daqui uns tempos, veremos o quanto isso é verdade.
Antes disso, dá para ver como ex-comunistas se instalaram neste governo (como já o tinham feito nos anteriores). A começar pelo Ministério da Justiça...
Antes disso, dá para ver como ex-comunistas se instalaram neste governo (como já o tinham feito nos anteriores). A começar pelo Ministério da Justiça...
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
O segredo está na confiança
Seguro, seguro mesmo é a continuidade de João Tiago Silveira e Idália Moniz no Governo. Mas com outras pastas e mais responsabilidades. E não posso dizer mais. É que há uma frase que José Sócrates repete a quem convida que estraga todas as notícias: "Se surgir uma notícia sobre este convite, sinta-se automaticamente desconvidado".
Afinal a culpa foi dos liberais?
Segundo o votewatch.eu, que costuma escrutinar as diferentes votações levadas a cabo pelo Parlamento Europeu, os responsáveis pelo chumbo da resolução que criticava Silvio Berlusconi são quatro parlamentares do grupo liberal que se afastaram da linha de voto do seu grupo (um votou contra e três abstiveram-se):
On 21 October 2009, a proposal by the centre-left in the European Parliament to pass a Resolution on Freedom of Information in Italy, which was primarily designed to criticise Berlusconi, fell by 335 votes in favour to 338 votes against. A centre-left bloc of S&D, ALDE, Greens, and EUL/NGL had dominated voting during the day, rejecting several amendments to the proposed resolution by a centre-right bloc of EPP, ECR, and EFD, with almost 100% of MEPs voting along these party lines in every vote. But when it came down to the final vote, four MEPs broke away from the ALDE group line, and were decisive in giving a narrow victory to the centre-right. One of these ALDE rebels (Vincenzo Iovine, from Italia dei Valori-Lista di Pietro) voted against the resolution, while the other three (Liam Aylward, Brian Crowley, and Pat the Cope Gallagher, all from Ireland’s Fianna Fail) voted to Abstain.
Os detalhes do voto estão aqui.
On 21 October 2009, a proposal by the centre-left in the European Parliament to pass a Resolution on Freedom of Information in Italy, which was primarily designed to criticise Berlusconi, fell by 335 votes in favour to 338 votes against. A centre-left bloc of S&D, ALDE, Greens, and EUL/NGL had dominated voting during the day, rejecting several amendments to the proposed resolution by a centre-right bloc of EPP, ECR, and EFD, with almost 100% of MEPs voting along these party lines in every vote. But when it came down to the final vote, four MEPs broke away from the ALDE group line, and were decisive in giving a narrow victory to the centre-right. One of these ALDE rebels (Vincenzo Iovine, from Italia dei Valori-Lista di Pietro) voted against the resolution, while the other three (Liam Aylward, Brian Crowley, and Pat the Cope Gallagher, all from Ireland’s Fianna Fail) voted to Abstain.
Os detalhes do voto estão aqui.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Coincidências, tecnologia duvidosa e bodes expiatórios
Silvio Berlusconi livrou-se à justa de ver o Parlamento Europeu aprovar uma resolução a condená-lo pela falta de liberdade de informação em Itália. Mais concretamente, por uma diferença de 3 votos, num universo de 686 deputados (335 a favor, 338 contra, 13 abstenções). Entre os portugueses, PSD e CDS votaram contra a resolução, enquanto PS e BE votaram a favor.
Acontece que, embora Ilda Figueiredo tenha apresentado uma declaração de voto a explicar o apoio à resolução, os nomes dos dois eurodeputados do PCP não constam da lista de voto final do texto, apesar de um ter participado em 15 e o outro em 13 dos votos anteriores relacionados com este tema.
Uma ausência explicada pelos comunistas com... uma falha dos respectivos aparelhos de votação electrónica. Ana Gomes garante que os comunistas "foram vistos por colegas seus do GUE e muito mais gente a, pura e simplesmente, NÃO VOTAR" (o GUE é o Grupo da Esquerda Unitária Europeia e os atentos "colegas" presume-se que são os eurodeputados do Bloco de Esquerda, que fazem parte desse mesmo grupo). Falha da máquina ou falha de reflexos, certo é que os comunistas procuraram corrigir a situação logo após a votação, pelo que só por isso a alteração foi a tempo de constar das actas, mas já não foi incluída nas contas da votação. Ou seja, o seu voto não contou para nada.
Não se sabe se também devido a falhas de natureza electrónica, mas outros dois parlamentares “acrescentaram” os seus nomes a esta votação final (a socialista romena Silvia-Adriana Ticau e o conservador francês Alain Codec), enquanto um terceiro (o liberal italiano Vincenzo Iovine) corrigiu o seu sentido de voto. A romena para apoiar a resolução, o francês para a rejeitar e o italiano para corrigir o seu voto da rejeição para o apoio à resolução.
O mais curioso é que com todas estas modificações a resolução teria sido aprovada por 339 votos, contra 338…
Acontece que, embora Ilda Figueiredo tenha apresentado uma declaração de voto a explicar o apoio à resolução, os nomes dos dois eurodeputados do PCP não constam da lista de voto final do texto, apesar de um ter participado em 15 e o outro em 13 dos votos anteriores relacionados com este tema.
Uma ausência explicada pelos comunistas com... uma falha dos respectivos aparelhos de votação electrónica. Ana Gomes garante que os comunistas "foram vistos por colegas seus do GUE e muito mais gente a, pura e simplesmente, NÃO VOTAR" (o GUE é o Grupo da Esquerda Unitária Europeia e os atentos "colegas" presume-se que são os eurodeputados do Bloco de Esquerda, que fazem parte desse mesmo grupo). Falha da máquina ou falha de reflexos, certo é que os comunistas procuraram corrigir a situação logo após a votação, pelo que só por isso a alteração foi a tempo de constar das actas, mas já não foi incluída nas contas da votação. Ou seja, o seu voto não contou para nada.
Não se sabe se também devido a falhas de natureza electrónica, mas outros dois parlamentares “acrescentaram” os seus nomes a esta votação final (a socialista romena Silvia-Adriana Ticau e o conservador francês Alain Codec), enquanto um terceiro (o liberal italiano Vincenzo Iovine) corrigiu o seu sentido de voto. A romena para apoiar a resolução, o francês para a rejeitar e o italiano para corrigir o seu voto da rejeição para o apoio à resolução.
O mais curioso é que com todas estas modificações a resolução teria sido aprovada por 339 votos, contra 338…
Os amigos são para as ocasiões
Os três eurodeputados do Bloco de Esquerda votaram hoje ao lado do PS na rejeição da proposta do PSD que afirmava haver "suspeitas graves de interferência nos meios de comunicação por parte do primeiro-ministro português e do Partido Socialista relativamente às edições de jornais e canais de TV (por exemplo, o cancelamento do programa noticioso nacional mais popular - o “Jornal Nacional” - alguns dias antes das eleições legislativas), bem como de acções judiciais intentadas contra jornalistas com opiniões discordantes do governo".
Isto apesar de Francisco Louçã (que por acaso até andou por Estrasburgo esta semana) ter dito a propósito desta história que “o primeiro-ministro disse que não há interferências, mas algumas ocorreram".
Ainda segundo a acta da referida votação, PSD e CDS votaram a favor (obviamente) e o PCP absteve-se. A proposta acabou por ser rejeitada, tal como as demais resoluções sobre “Liberdade de informação em Itália e na UE” que suscitaram este debate.
Isto apesar de Francisco Louçã (que por acaso até andou por Estrasburgo esta semana) ter dito a propósito desta história que “o primeiro-ministro disse que não há interferências, mas algumas ocorreram".
Ainda segundo a acta da referida votação, PSD e CDS votaram a favor (obviamente) e o PCP absteve-se. A proposta acabou por ser rejeitada, tal como as demais resoluções sobre “Liberdade de informação em Itália e na UE” que suscitaram este debate.
Que se lixe a Europa
Esta semana houve reuniões europeias dos ministros da agricultura, finanças, ambiente, justiça e administração interna.
Dos portugueses apenas o ministro da agricultura saiu do país para se deslocar ao Luxemburgo (local onde decorrem estas reuniões nos meses de Abril, Junho e Outubro).
Provavelmente Jaime Silva deu aqui uma prova de realismo, ao dar como adquirido o facto de que não fará parte do próximo governo, aproveitando a deslocação para passar por Bruxelas e ligar já o aquecimento da casa que sempre manteve na capital belga.
E os outros? Estarão à espera do "tal" telefonema ou aproveitaram para, à custa da representação do país ao nível europeu, começar a esvaziar as gavetas dos respectivos gabinetes?
Dos portugueses apenas o ministro da agricultura saiu do país para se deslocar ao Luxemburgo (local onde decorrem estas reuniões nos meses de Abril, Junho e Outubro).
Provavelmente Jaime Silva deu aqui uma prova de realismo, ao dar como adquirido o facto de que não fará parte do próximo governo, aproveitando a deslocação para passar por Bruxelas e ligar já o aquecimento da casa que sempre manteve na capital belga.
E os outros? Estarão à espera do "tal" telefonema ou aproveitaram para, à custa da representação do país ao nível europeu, começar a esvaziar as gavetas dos respectivos gabinetes?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ontem a Inqusição, hoje a estupidez

Nalguns reinos dos Céus, nada muda: Mário David exorta Saramago a renunciar à cidadania. Sorte a do escritor que as piras não estão activas. Não escapava.
domingo, 18 de outubro de 2009
Avançar para trás
No dia em que a RTP celebra o 50º aniversário do Telejornal, é bom lembrar algumas ideias "inovadoras" que por lá pairam. Uma delas é transformar os jornalistas em qualquer coisa "todo-o-terreno": gravam imagens, perguntam, editam, escrevem os textos. Eis aqui um exemplo, de um jornalista em acção em plena campanha eleitoral. No caso, Hélder Silva, de microfone e câmara de telemóvel em punho.
sábado, 17 de outubro de 2009
O quarto do poder
Só faltou a Emídio Rangel, nesta análise, referir-se aos serventuários do poder e a alguns capatazes que por aí gravitam e estaria a crónica perfeita. Mas passou perto. Como diria o saudoso jornalista Júlio Pinto "os jornalistas deixaram de ser o quarto poder para serem o quarto do poder". E isso faz toda a diferença.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
O parlamentar que antes de ser já era
Deus Pinheiro pode sair da Assembleia da República de cabeça erguida. Nos minutos que demorou até renunciar ao mandato de deputado, trabalhou tanto como durante os últimos cinco anos no Parlamento Europeu.
Mais um grande momento na carreira política de alguém que, quando era comissário europeu, foi considerado o segundo pior comissário pela revista Economist, que resumiu a sua actividade com um comentário do género: “o golfe vive graças a ele, os seus dossiers vivem apesar dele”.
Mais um grande momento na carreira política de alguém que, quando era comissário europeu, foi considerado o segundo pior comissário pela revista Economist, que resumiu a sua actividade com um comentário do género: “o golfe vive graças a ele, os seus dossiers vivem apesar dele”.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Das Necessidades para São Bento
António Braga, até agora secretário de Estado das Comunidades, poderá ser o próximo ministro dos Assuntos Parlamentares.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Faltou o Casimiro Baltazar da Conceição a Aljustrel
"Lá na aldeia havia um homem que mandava
toda a gente, um por um, por-se na bicha
e votar nele e se votassem lá lhes dava
um bacalhau, um pão-de-ló, uma salsicha"
Ainda a propósito dos resultados nestas eleições, recordei-me da acção de Manuel Pinho por terras de Aljustrel. Tantas promessas semeou aos trabalhadores das minas, tanto cheque levou que lá conseguiu pôr o PS a roubar a câmara ao PCP. Agora percebe-se melhor a famosa zanga do líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, que provocou a tal cena do antigo ministro a mostrar corninhos.
E, como diz a canção de Sérgio Godinho, há sempre alguém atento às promessas. Por exemplo, o Casimiro:
"Mas... O Casimiro que era tudo menos burro
tinha um nariz que parecia um elefante
sentiu logo que aquilo cheirava a esturro
ser honesto não é só ser bem falante"
Faltou mesmo o Casimiro por terras de Aljustrel.
toda a gente, um por um, por-se na bicha
e votar nele e se votassem lá lhes dava
um bacalhau, um pão-de-ló, uma salsicha"
Ainda a propósito dos resultados nestas eleições, recordei-me da acção de Manuel Pinho por terras de Aljustrel. Tantas promessas semeou aos trabalhadores das minas, tanto cheque levou que lá conseguiu pôr o PS a roubar a câmara ao PCP. Agora percebe-se melhor a famosa zanga do líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, que provocou a tal cena do antigo ministro a mostrar corninhos.
E, como diz a canção de Sérgio Godinho, há sempre alguém atento às promessas. Por exemplo, o Casimiro:
"Mas... O Casimiro que era tudo menos burro
tinha um nariz que parecia um elefante
sentiu logo que aquilo cheirava a esturro
ser honesto não é só ser bem falante"
Faltou mesmo o Casimiro por terras de Aljustrel.
domingo, 11 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Coisas de uma política honesta
O Bloco de Esquerda, na ânsia de mostrar que tem gente em todo o lado, candidatou à presidência (repito, presidência!) da Câmara de Oliveira de Azeméis Cláudia Ribeiro, uma menina com apenas 18 anos. A motivação, o programa e o objectivo bloquista podem ser resumidos na entrevista que a Cláudia dá ao jornal I, na edição de hoje:
P - Quando começou o interesse pela política?
R - No 11º ano, através do meu gosto pela História, sobretudo do séc. XIX. Isso levou-me a interessar-me mais pela política e identifiquei-me com a ideologia do Bloco
P - Como surgiu o convite para o cargo?
R - Os líderes distritais do Bloco gostaram das minhas prestações nos eventos do partido e acharam que tinha capacidade para encabeçar a lista. Fiquei surpreendida, mas aceitei.
Ou seja, na ideologia do Bloco de Esquerda, basta alguém participar "em eventos" para se descobrir que tem capacidades para ser presidente de uma câmara. Mas reconheça-se a perspicácia da Cláudia: estudou o séc XIX, identificou-se logo com o Bloco.
P - Quando começou o interesse pela política?
R - No 11º ano, através do meu gosto pela História, sobretudo do séc. XIX. Isso levou-me a interessar-me mais pela política e identifiquei-me com a ideologia do Bloco
P - Como surgiu o convite para o cargo?
R - Os líderes distritais do Bloco gostaram das minhas prestações nos eventos do partido e acharam que tinha capacidade para encabeçar a lista. Fiquei surpreendida, mas aceitei.
Ou seja, na ideologia do Bloco de Esquerda, basta alguém participar "em eventos" para se descobrir que tem capacidades para ser presidente de uma câmara. Mas reconheça-se a perspicácia da Cláudia: estudou o séc XIX, identificou-se logo com o Bloco.
Apostas governamentais
Pelas hostes socialistas, fala-se em quatro nomes como candidatos a ocupar o Ministério da Economia: Basílio Horta, Luís Nazaré, Vieira da Silva e Fernando Serrasqueiro. Guardem na memória o último nome.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Cultura com dono (quase) certo
Fontes do Correio Preto garantem que Clara Ferreira Alves é a próxima ministra da Cultura.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Mais um Patrocínio no PS
Estarei enganado ou Carvalho da Silva vota no Seixal, concelho onde vive? Por que raio, vem agora admitir votar em António Costa? Ou tem o caderno eleitoral muitíssimo desactualizado, ou o seu voto é nulo: não há nenhum António Costa, candidato a presidente de câmara na zona sul do Tejo.
Carvalho da Silva faz lembrar Carolina Patrocínio, aquela menina que "sempre" votou no PS aos 17 anos.
Carvalho da Silva faz lembrar Carolina Patrocínio, aquela menina que "sempre" votou no PS aos 17 anos.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Temos Nobel
Ainda bem que a campanha eleitoral para as autárquicas está quase a acabar. Não por isso poder significar o fim das mensagens da candidatura de Hernâni Carvalho a Odivelas. Mas porque sinto que se está a aproximar o epílogo desta bela aventura literária, num crescendo de tensão que faz o Código Da Vinci parecer uma versão foleira do capuchinho vermelho. O último episódio intitula-se “Apoiantes do PS deixam Sócrates a falar sozinho”:
“Estava José Socrates a discursar para os apoiantes da candidata socialista à Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador, quando cerca de uma centena de almas, algumas delas vestindo camisolas do PS, viraram costas ao primeiro-ministro, para ovacionar o candidato adversário Hernâni Carvalho.
Mais de 200 viaturas com apoiantes da coligação “Em Odivelas Primeiro as Pessoas” passou na rua junto ao Jardim da Música, onde José Socrates pregava por Susana Amador. Ao contrário do que diz Hugo Martins, um assalariado da candidata socialista ao município odivelense, Hernâni Carvalho e a sua caravana apenas passaram ali uma vez. Não cinco como diz o empregado de Susana. As ruas são das pessoas de Odivelas. As pessoas escolheram, como escolhem sempre aquilo que pensam ser melhor para elas. E mais uma vez, a vontade popular ficou bem expressa. Susana Amador não está habituada a ver gente a apoiar os seus opositores.
Odivelas tem cada vez mais gente que conhece Susana Amador e os seus empregados. Por isso não confia. "Temos pena!".”
Ficamos sem saber quando é que isto aconteceu. Se é que aconteceu. Mas desde quando é que um jornalista com tantas provas dadas se pode dar ao luxo de deixar a realidade estragar uma boa história?
“Estava José Socrates a discursar para os apoiantes da candidata socialista à Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador, quando cerca de uma centena de almas, algumas delas vestindo camisolas do PS, viraram costas ao primeiro-ministro, para ovacionar o candidato adversário Hernâni Carvalho.
Mais de 200 viaturas com apoiantes da coligação “Em Odivelas Primeiro as Pessoas” passou na rua junto ao Jardim da Música, onde José Socrates pregava por Susana Amador. Ao contrário do que diz Hugo Martins, um assalariado da candidata socialista ao município odivelense, Hernâni Carvalho e a sua caravana apenas passaram ali uma vez. Não cinco como diz o empregado de Susana. As ruas são das pessoas de Odivelas. As pessoas escolheram, como escolhem sempre aquilo que pensam ser melhor para elas. E mais uma vez, a vontade popular ficou bem expressa. Susana Amador não está habituada a ver gente a apoiar os seus opositores.
Odivelas tem cada vez mais gente que conhece Susana Amador e os seus empregados. Por isso não confia. "Temos pena!".”
Ficamos sem saber quando é que isto aconteceu. Se é que aconteceu. Mas desde quando é que um jornalista com tantas provas dadas se pode dar ao luxo de deixar a realidade estragar uma boa história?
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Sugestão para o feriado
O prometido é devido.
Embora sob protesto, continuamos a acompanhar a acompanhar a tal candidatura autárquica a Odivelas. Que aproveita o feriado para fazer a “apresentação de propostas eleitorais” para a freguesia da Ramada, “com a presença do Dr. Hernâni Carvalho, nosso candidato à Câmara Municipal de Odivelas”.
Não sei se já toda a gente tem planos para hoje, mas esta proposta parece-me irrecusável:
“Teremos um apontamento de fado com o fadista Manuel da Câmara e terminaremos com um pequeno beberete. Contamos com todos hoje e sempre.”
Embora sob protesto, continuamos a acompanhar a acompanhar a tal candidatura autárquica a Odivelas. Que aproveita o feriado para fazer a “apresentação de propostas eleitorais” para a freguesia da Ramada, “com a presença do Dr. Hernâni Carvalho, nosso candidato à Câmara Municipal de Odivelas”.
Não sei se já toda a gente tem planos para hoje, mas esta proposta parece-me irrecusável:
“Teremos um apontamento de fado com o fadista Manuel da Câmara e terminaremos com um pequeno beberete. Contamos com todos hoje e sempre.”
Um post umbiguista para nos dar os parabéns
Quase que passava despercebido - em casa de ferreiro... - mas este blogue comemorou o primeiro aniversário há uns dias. Durante um ano, contámos as coisas de outro mundo que se passam neste e noutros mundos. Fizémos revelações. Anunciámos candidatos. Recebemos colaborações de outros blogues.
Apesar de todos os leitores serem iguais, há uns mais do que outros. E a estes que tiveram o cuidado de partilhar este blogue mesmo estando fora de Portugal, da Bélgica ou de Angola, vai uma especial saudação. Fomos lidos em:
Tailândia, Cambodja, Mumbai (Índia), Singapura, Roma, Los Angeles, Milão, Antuérpia, Roterdão, Luanda, Gotemburgo, Berlim, Munique, Maputo, Sidney, Rio de Janeiro, São Paulo, Hollerich (Luxemburgo), Minas Gerais, Buenos Aires, Toronto, Belgrado, Kazaquistão, Rússia, Londres, Filadélfia, Bejing (China), Sofia, Neully, Salamanca, Varsóvia, Bratislava, Betim, Berlim, Gembloux, Madrid, Cabo Verde, Toronto, Moscovo, Califórnia, Jacarta (Indonésia), várias cidades na Holanda, Springfield (Austrália), Montain View (EUA), Loth (Irlanda), Sevilha, Madrid, Suazilândia, Sarajevo, Zagreb, West Bend (EUA), Kobe (Japão), Santa Catarina (Brasil), entre outros locais, alguns com nomes bem estranhos.
A todos os que lêem, a todos os que nos brindam com visitas diárias, esperamos apenas não os decepcionar. E, em breve, teremos um reforço de luxo para continuar este Correio.
Apesar de todos os leitores serem iguais, há uns mais do que outros. E a estes que tiveram o cuidado de partilhar este blogue mesmo estando fora de Portugal, da Bélgica ou de Angola, vai uma especial saudação. Fomos lidos em:
Tailândia, Cambodja, Mumbai (Índia), Singapura, Roma, Los Angeles, Milão, Antuérpia, Roterdão, Luanda, Gotemburgo, Berlim, Munique, Maputo, Sidney, Rio de Janeiro, São Paulo, Hollerich (Luxemburgo), Minas Gerais, Buenos Aires, Toronto, Belgrado, Kazaquistão, Rússia, Londres, Filadélfia, Bejing (China), Sofia, Neully, Salamanca, Varsóvia, Bratislava, Betim, Berlim, Gembloux, Madrid, Cabo Verde, Toronto, Moscovo, Califórnia, Jacarta (Indonésia), várias cidades na Holanda, Springfield (Austrália), Montain View (EUA), Loth (Irlanda), Sevilha, Madrid, Suazilândia, Sarajevo, Zagreb, West Bend (EUA), Kobe (Japão), Santa Catarina (Brasil), entre outros locais, alguns com nomes bem estranhos.
A todos os que lêem, a todos os que nos brindam com visitas diárias, esperamos apenas não os decepcionar. E, em breve, teremos um reforço de luxo para continuar este Correio.
domingo, 4 de outubro de 2009
Mistério na campanha
Sem razão aparente comecei de há umas semanas (ou terão sido meses?) a esta parte a receber regularmente por e-mail comunicados de imprensa com informações detalhadas sobre o evoluir de uma determinada candidatura autárquica.
Por achar que o conteúdo é precioso demais para não ser partilhado, aqui fica a transcrição integral da última mensagem, com a promessa de que as seguintes terão exactamente o mesmo destino.
O suspense, a trama, a suspeita implícita, a acusação subtil capaz de nos fazer pensar, sem no entanto levantar completamente o véu… pelo que acabamos por ficar sem perceber muito bem do que é que se está a falar. Da autoria de “Direcção de Campanha”, aqui fica:
“Boicote na campanha de Hernâni Carvalho
Concerto de José Cid, na campanha de Hernâni Carvalho à Câmara de Odivelas, foi interrompido por um subito e misterioso desaparecimento do combustível do gerador
Pouco passava das 23h, estava a festa ao rubro no recinto da Feira do Silvado, em Odivelas, quando as mais de 4000 pessoas presentes viram o palco ficar às escuras. Todo o combustível do gerador que fornece energia ao palco tinha desaparecido. Misteriosamente.
A Direcção de Campanha comprou e pagou gasóleo suficiente para alimentar o gerador durante 24 horas. Se o gerador só funcionou 3 a 4 horas, o que terá acontecido então ao restante gasóleo? Porque é que o funcionário que devia estar de vigia no recinto se ausentou naquele momento?
A presidente da Junta de Freguesia, Graça Peixoto, garantiu ter dado ordens para que um funcionário estivesse em permanência no recinto. Certo é que de repente todos desapareceram. Funcionário, responsável e gasóleo...
Os mais de 4000 odivelenses foram para casa mais cedo. Hernâni Carvalho não fez o discurso final e José Cid não terminou o concerto. A democracia assim é pobre. Quem se encarregou de terminar mais cedo com a festa ganhou. Dia 11 de Outubro ganha a Democracia. Espera-se. Até lá, a Direcção de Campanha da Coligação “Em Odivelas primeiro as pessoas”, continuará a participar às autoridades competentes todos os boicotes que a nossa campanha tem sido alvo.”
Eu não sou de intrigas, mas tendo em conta que o título fala de boicote “na” campanha e não “da” campanha, o mais provável é ter sido um inside job…
Por achar que o conteúdo é precioso demais para não ser partilhado, aqui fica a transcrição integral da última mensagem, com a promessa de que as seguintes terão exactamente o mesmo destino.
O suspense, a trama, a suspeita implícita, a acusação subtil capaz de nos fazer pensar, sem no entanto levantar completamente o véu… pelo que acabamos por ficar sem perceber muito bem do que é que se está a falar. Da autoria de “Direcção de Campanha”, aqui fica:
“Boicote na campanha de Hernâni Carvalho
Concerto de José Cid, na campanha de Hernâni Carvalho à Câmara de Odivelas, foi interrompido por um subito e misterioso desaparecimento do combustível do gerador
Pouco passava das 23h, estava a festa ao rubro no recinto da Feira do Silvado, em Odivelas, quando as mais de 4000 pessoas presentes viram o palco ficar às escuras. Todo o combustível do gerador que fornece energia ao palco tinha desaparecido. Misteriosamente.
A Direcção de Campanha comprou e pagou gasóleo suficiente para alimentar o gerador durante 24 horas. Se o gerador só funcionou 3 a 4 horas, o que terá acontecido então ao restante gasóleo? Porque é que o funcionário que devia estar de vigia no recinto se ausentou naquele momento?
A presidente da Junta de Freguesia, Graça Peixoto, garantiu ter dado ordens para que um funcionário estivesse em permanência no recinto. Certo é que de repente todos desapareceram. Funcionário, responsável e gasóleo...
Os mais de 4000 odivelenses foram para casa mais cedo. Hernâni Carvalho não fez o discurso final e José Cid não terminou o concerto. A democracia assim é pobre. Quem se encarregou de terminar mais cedo com a festa ganhou. Dia 11 de Outubro ganha a Democracia. Espera-se. Até lá, a Direcção de Campanha da Coligação “Em Odivelas primeiro as pessoas”, continuará a participar às autoridades competentes todos os boicotes que a nossa campanha tem sido alvo.”
Eu não sou de intrigas, mas tendo em conta que o título fala de boicote “na” campanha e não “da” campanha, o mais provável é ter sido um inside job…
domingo, 27 de setembro de 2009
A realidade vista por óculos cor-de-rosa
A sede do PCP, em Lisboa, ainda se chama Centro de Trabalho Vitória.
Já se adivinha o discurso de Portas
Antecipação do discurso de Paulo Portas, nesta noite, inspirada no que foi dito na campanha eleitoral:
"Meus amigos, minhas amigas:
Oiçam, foi um resultado extóórdinário, graças a Deus e ao trabalho, trabalho, trabalho. Conseguimos ficar à frente da esquerda radical dos trostkistas e estalinistas que até têm um museu do ateísmo. Agora vou ali fumar meio cigarro e beber um café, o meu vício mínimo garantido. Obrigadíssima."
"Meus amigos, minhas amigas:
Oiçam, foi um resultado extóórdinário, graças a Deus e ao trabalho, trabalho, trabalho. Conseguimos ficar à frente da esquerda radical dos trostkistas e estalinistas que até têm um museu do ateísmo. Agora vou ali fumar meio cigarro e beber um café, o meu vício mínimo garantido. Obrigadíssima."
Um dos homens mais felizes da noite eleitoral
Os derrotados da noite
A TVI, Manuela Moura Guedes, José Manuel Fernandes, "Correio da Manhã" e a Fenprof fazem companhia ao PSD, a Manuela Ferreira Leite e ao PCP.
Facas afiadas
De acordo com as projecções - que se vai sabendo - o PSD actual arrisca-se a ter uma votação inferior ao PSD de Pedro Santana Lopes. Luís Filipe Menezes, Rui Rio e Pedro Passos Coelho já devem estar a afiar as facas.
A CDU - em especial o PCP - vai ficar em quinto. António Filipe, um dos melhores deputados, pode nem sequer ser eleito. Como pela Soeiro nada muda, as facas ficam guardadas até o PCP chegar aos gloriosos dois deputados.
O PS aguenta-se. Depois de enfrentar tudo e todos, José Sócrates ganha as eleições. No PS, as facas ficam pelo armário.
A CDU - em especial o PCP - vai ficar em quinto. António Filipe, um dos melhores deputados, pode nem sequer ser eleito. Como pela Soeiro nada muda, as facas ficam guardadas até o PCP chegar aos gloriosos dois deputados.
O PS aguenta-se. Depois de enfrentar tudo e todos, José Sócrates ganha as eleições. No PS, as facas ficam pelo armário.
Isto está mau
O CDS, mesmo antes das oito da noite, já começa a reduzir os objectivos traçados nesta campanha. Por enquanto, só fala em "derrubar a maioria absoluta". Para quem não sabe, recordo as quatro metas: ficar em terceiro lugar, à frente da CDU e do Bloco; conseguir uma maioria de direita na Assembleia da República; retirar a maioria absoluta ao PS; subir em relação aos resultados obtidos em 2005.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
À palha!

Um candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Moura, de seu nome Pedro dos Reis, foi detido sexta-feira pela GNR, por estar a furtar palha, numa herdade localizada na cidade alentejana.
A presidente da distrital de Beja do CDS, Sílvia Ramos afirmou: "A minha decisão é simples. Somos democratas-cristãos e está explícito na Bíblia que quem nunca pecou que atire a primeira pedra. Não é por meia dúzia de fardos velhos que vamos tirar a pessoa da lista, neste momento. Cabe à Justiça e a Deus julgarem o acto".
Conclusão: roubar para comer não é pecado, abençoados sejam!
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Um cuidadoso e espontâneo opositor


Em Guimarães, Paulo Portas enfrentou o maior opositor desta campanha. Numa rua, um "popular" foi ter com a caravana do CDS e, em minutos, desancou nas ideias do líder centrista sobre o rendimento social de inserção. Alguém ficou com a impressão que o dito "popular" já tinha o discurso encomendado e não era tão espontâneo como se imaginava. Dias depois, ei-lo na sua espontaneidade espontânea.
(lá atrás, lá atrás).
Um caso de roubo de identidade?
Este post é um aviso de amigo a um professor universitário e a um dos conselheiros de Durão Barroso, visto que um deles está claramente a ser vítima de um abuso com fins não completamente claros.
O membro do gabinete de Durão Barroso chama-se JMA e a sua fotografia pode ser vista no site da Comissão Europeia. O professor universitário também se chama JMA e a respectiva imagem aparece no Diário Económico, onde o referido docente costuma publicar artigos de opinião.
As parecenças são evidentes, mas acho que não nos devemos precipitar, até porque o que não falta por aí é programas de photoshop e gente disposta a abusar das novas tecnologias para usurpar feitos alheios.
Ora pelo tom do último artigo do professor, sobre “a vitória de Durão Barroso”, somos levados a pensar que o mesmo foi plagiado de algum documento oficial da Comissão Europeia ou que, se calhar, até foi escrito por algum colaborador do presidente da dita.
Mas ainda bem que assim não é, senão ainda podíamos ficar com dúvidas sobre a isenção da análise. A menos que me esteja a escapar qualquer coisa.
O membro do gabinete de Durão Barroso chama-se JMA e a sua fotografia pode ser vista no site da Comissão Europeia. O professor universitário também se chama JMA e a respectiva imagem aparece no Diário Económico, onde o referido docente costuma publicar artigos de opinião.
As parecenças são evidentes, mas acho que não nos devemos precipitar, até porque o que não falta por aí é programas de photoshop e gente disposta a abusar das novas tecnologias para usurpar feitos alheios.
Ora pelo tom do último artigo do professor, sobre “a vitória de Durão Barroso”, somos levados a pensar que o mesmo foi plagiado de algum documento oficial da Comissão Europeia ou que, se calhar, até foi escrito por algum colaborador do presidente da dita.
Mas ainda bem que assim não é, senão ainda podíamos ficar com dúvidas sobre a isenção da análise. A menos que me esteja a escapar qualquer coisa.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
socraminator
Depois de ter conseguido desempregar Manuela Moura Guedes e Fernando Lima o primeiro ministro está imparável atente-se na noticia do DN:José Sócrates requereu a abertura de instrução do processo que colocou ao jornalista João Miguel Tavares pelo artigo de opinião que assinou no DN com o título "José Sócrates, o Cristo da política portuguesa". Recorde-se que o processo tinha sido arquivado pelo Ministério Público considerando que o artigo não ultrapassava os limites da crítica ao primeiro-ministro enquanto figura pública. Com esta decisão, Sócrates mostra que quer dar continuidade ao litígio. João Miguel Tavares é um dos nove jornalistas processados por Sócrates (cinco são da TVI, três do Público e o colunista do DN).
Fujam todos!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Foi saber das virtudes dos PPRs
Joana Amaral Dias apareceu hoje na campanha do CDS. Calma. Foi apenas para fazer uma rep-crónica, uma espécie de reportagem ao estilo de crónica, para ser publicada no jornal "Correio da Manhã".
Mas houve logo quem desconfiasse que havia segundas intenções na presença da dirigente do Bloco: saber se Paulo Portas falaria sobre os PPRs e as suas respectivas qualidades.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O CDS chegou finalmente à campanha
Elas exalam a perfume, usam sapatos altos e bicudos e vestem-se como se fossem à missa. Eles usam camisas com os primeiros botões desapertados, mostrando os pêlos e os colares e os crucifixos e calçam sapatos-vela. Outros preferem a gravata às riscas e casacos com botões dourados. Há um jaguar à porta.
O jantar em Famalicão trouxe o verdadeiro CDS à campanha. O PP anda sumido. O lombo de porco deu lugar ao bacalhau. A sopa de batata foi substituída pelo creme de legumes e as entradas de presunto. Ninguém come de boca aberta. Houve uma chuva de confetis e o jantar, desta vez, é pago.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Há que estabelecer prioridades
Pires de Lima, presidente do Conselho Nacional do CDS, não esteve presente no jantar de ontem, oraganizado pela distrital do Porto com presença de Paulo Portas. Mas justificou a ausência: foi assistir, a Londres, ao jogo Chelsea-Porto. De facto, em plena campanha eleitoral, há quem saiba perfeitamente em que campo deve jogar.
And the winner is...
Barroso foi reeleito com 382 votos, mas não foi o único vencedor desta votação. Bernardo de Miguel, correspondente em Bruxelas do jornal espanhol Cinco Días acertou na mouche e recolhe os 180 euros do prize money (houve dois palpites de última hora, dos eurodeputados Miguel Portas e Marisa Matias) da aposta "Go Barroso, Go!".
Enquanto Durão reagia de forma emocionada ao resultado (é mesmo verdade, o homem estava quase à beira das lágrimas. A menos que fosse alergia, claro...), o verdadeiro vencedor do dia comentou este desenlace em exclusivo para o Correio Preto: “Pelo menos serve-me de consolo”.
Enquanto Durão reagia de forma emocionada ao resultado (é mesmo verdade, o homem estava quase à beira das lágrimas. A menos que fosse alergia, claro...), o verdadeiro vencedor do dia comentou este desenlace em exclusivo para o Correio Preto: “Pelo menos serve-me de consolo”.
Go Barroso, Go!
O Correio Preto lançou uma aposta entre jornalistas para saber com quantos votos Durão Barroso será reeleito como presidente da Comissão Europeia.
Mas como acontece frequentemente com as boas ideias, o pequeno monstro rapidamente ficou fora de controlo e acabou por chegar ao hemiciclo do Parlamento Europeu e ao gabinete do próprio Barroso.
Chegaram apostas de eurodeputados (Daniel Cohn-Bendit e Rui Tavares, cujo palpite não será divulgado, a menos que ganhem, claro), de conselheiros de Durão, funcionários do parlamento, diplomatas e, afinal, até de alguns jornalistas. A “coisa” acabou mesmo por ser baptizada: “Go Barroso, Go!”.
Ao todo 70 palpites. 41 pensam que Durão terá a maioria estipulada pelo Tratado de Lisboa (369 votos), os demais pensam que ela será inferior.
A média aponta para uma votação de 377 votos.
Cada aposta custou 2,5 euros (o que dá um jeitoso prize money de 175 euros. Caso ninguém ganhe, o destino do dinheiro ainda não está totalmente decidido… O vencedor será conhecido dentro de alguns minutos.
Mas como acontece frequentemente com as boas ideias, o pequeno monstro rapidamente ficou fora de controlo e acabou por chegar ao hemiciclo do Parlamento Europeu e ao gabinete do próprio Barroso.
Chegaram apostas de eurodeputados (Daniel Cohn-Bendit e Rui Tavares, cujo palpite não será divulgado, a menos que ganhem, claro), de conselheiros de Durão, funcionários do parlamento, diplomatas e, afinal, até de alguns jornalistas. A “coisa” acabou mesmo por ser baptizada: “Go Barroso, Go!”.
Ao todo 70 palpites. 41 pensam que Durão terá a maioria estipulada pelo Tratado de Lisboa (369 votos), os demais pensam que ela será inferior.
A média aponta para uma votação de 377 votos.
Cada aposta custou 2,5 euros (o que dá um jeitoso prize money de 175 euros. Caso ninguém ganhe, o destino do dinheiro ainda não está totalmente decidido… O vencedor será conhecido dentro de alguns minutos.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Cada qual é livre de escolher o funeral mais feliz
Manuela Ferreira Leite visitou hoje o distrito de Santarém em mais uma acção de campanha. Moita Flores, o presidente da Câmara de Santarém e recandidato na lista do PSD, está na Suíça a observar fornos crematórios.
Coincidências felizes
José Sócrates vai na próxima quinta-feira almoçar a Paris com emigrantes portugueses e segue daí directamente para Bruxelas, onde à noite decorrerá um Conselho Europeu.
A viagem será feita de… TGV, numa altura em que a polémica em torno do dito domina a campanha eleitoral. Embora do gabinete do PM jurem a pés juntos que tudo não passa de uma coincidência, que a decisão foi da agência de viagens que organizou o périplo do líder do PS.
A viagem será feita de… TGV, numa altura em que a polémica em torno do dito domina a campanha eleitoral. Embora do gabinete do PM jurem a pés juntos que tudo não passa de uma coincidência, que a decisão foi da agência de viagens que organizou o périplo do líder do PS.
Miguel Portas falou, logo existiu… pelo menos durante alguns momentos
No debate sobre a reeleição de Barroso, hoje em Estrasburgo, Miguel Portas estreou um novo instrumento do debate parlamentar que permite interpelar um orador. Será que o deputado bloquista aproveitou para entalar o ex-primeiro-ministro português? Não. Preferiu apanhar boleia da polémica suscitada antes pelo PSD e pelo CDS (por nem todos os deputados do PS apoiarem Durão) para apontar baterias ao líder dos socialistas europeus, o alemão Martin Schulz, a quem perguntou:
“Quantos deputados do seu grupo, portugueses, espanhóis e ingleses, já deram o seu apoio ao candidato, independentemente das opiniões que o colega Schulz tenha?”
Schulz respondeu e Portas foi ficando cada vez mais pequenino na sua cadeira:
“Tenho que admitir que não conheço o colega e fico muito feliz por termos aqui um novo colega. Ah!, já cá está há mais tempo? Ainda não tinha reparado nele, mas depois do que ouvi já entendo porquê.”
“Quantos deputados do seu grupo, portugueses, espanhóis e ingleses, já deram o seu apoio ao candidato, independentemente das opiniões que o colega Schulz tenha?”
Schulz respondeu e Portas foi ficando cada vez mais pequenino na sua cadeira:
“Tenho que admitir que não conheço o colega e fico muito feliz por termos aqui um novo colega. Ah!, já cá está há mais tempo? Ainda não tinha reparado nele, mas depois do que ouvi já entendo porquê.”
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