domingo, 18 de outubro de 2009

Avançar para trás


No dia em que a RTP celebra o 50º aniversário do Telejornal, é bom lembrar algumas ideias "inovadoras" que por lá pairam. Uma delas é transformar os jornalistas em qualquer coisa "todo-o-terreno": gravam imagens, perguntam, editam, escrevem os textos. Eis aqui um exemplo, de um jornalista em acção em plena campanha eleitoral. No caso, Hélder Silva, de microfone e câmara de telemóvel em punho.

sábado, 17 de outubro de 2009

O quarto do poder

Só faltou a Emídio Rangel, nesta análise, referir-se aos serventuários do poder e a alguns capatazes que por aí gravitam e estaria a crónica perfeita. Mas passou perto. Como diria o saudoso jornalista Júlio Pinto "os jornalistas deixaram de ser o quarto poder para serem o quarto do poder". E isso faz toda a diferença.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O parlamentar que antes de ser já era

Deus Pinheiro pode sair da Assembleia da República de cabeça erguida. Nos minutos que demorou até renunciar ao mandato de deputado, trabalhou tanto como durante os últimos cinco anos no Parlamento Europeu.

Mais um grande momento na carreira política de alguém que, quando era comissário europeu, foi considerado o segundo pior comissário pela revista Economist, que resumiu a sua actividade com um comentário do género: “o golfe vive graças a ele, os seus dossiers vivem apesar dele”.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Das Necessidades para São Bento

António Braga, até agora secretário de Estado das Comunidades, poderá ser o próximo ministro dos Assuntos Parlamentares.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Faltou o Casimiro Baltazar da Conceição a Aljustrel

"Lá na aldeia havia um homem que mandava
toda a gente, um por um, por-se na bicha
e votar nele e se votassem lá lhes dava
um bacalhau, um pão-de-ló, uma salsicha"

Ainda a propósito dos resultados nestas eleições, recordei-me da acção de Manuel Pinho por terras de Aljustrel. Tantas promessas semeou aos trabalhadores das minas, tanto cheque levou que lá conseguiu pôr o PS a roubar a câmara ao PCP. Agora percebe-se melhor a famosa zanga do líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, que provocou a tal cena do antigo ministro a mostrar corninhos.
E, como diz a canção de Sérgio Godinho, há sempre alguém atento às promessas. Por exemplo, o Casimiro:

"Mas... O Casimiro que era tudo menos burro
tinha um nariz que parecia um elefante
sentiu logo que aquilo cheirava a esturro
ser honesto não é só ser bem falante"

Faltou mesmo o Casimiro por terras de Aljustrel.

domingo, 11 de outubro de 2009

A que horas é o último voo para Bruxelas?

Ana Gomes e Elisa Ferreira já devem estar no aeroporto.

A estrela da noite



Este senhor derrotou Fátima Felgueiras, em Felgueiras. Chama-se Inácio Ribeiro.

Em tempo de eleições, os conselhos nunca são demais


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Coisas de uma política honesta

O Bloco de Esquerda, na ânsia de mostrar que tem gente em todo o lado, candidatou à presidência (repito, presidência!) da Câmara de Oliveira de Azeméis Cláudia Ribeiro, uma menina com apenas 18 anos. A motivação, o programa e o objectivo bloquista podem ser resumidos na entrevista que a Cláudia dá ao jornal I, na edição de hoje:

P - Quando começou o interesse pela política?
R - No 11º ano, através do meu gosto pela História, sobretudo do séc. XIX. Isso levou-me a interessar-me mais pela política e identifiquei-me com a ideologia do Bloco
P - Como surgiu o convite para o cargo?
R - Os líderes distritais do Bloco gostaram das minhas prestações nos eventos do partido e acharam que tinha capacidade para encabeçar a lista. Fiquei surpreendida, mas aceitei.

Ou seja, na ideologia do Bloco de Esquerda, basta alguém participar "em eventos" para se descobrir que tem capacidades para ser presidente de uma câmara. Mas reconheça-se a perspicácia da Cláudia: estudou o séc XIX, identificou-se logo com o Bloco.

Uma Aventura na Escola

A escritora Isabel Alçada deverá ser a próxima ministra da Educação.

Apostas governamentais

Pelas hostes socialistas, fala-se em quatro nomes como candidatos a ocupar o Ministério da Economia: Basílio Horta, Luís Nazaré, Vieira da Silva e Fernando Serrasqueiro. Guardem na memória o último nome.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cultura com dono (quase) certo

Fontes do Correio Preto garantem que Clara Ferreira Alves é a próxima ministra da Cultura.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mais um Patrocínio no PS

Estarei enganado ou Carvalho da Silva vota no Seixal, concelho onde vive? Por que raio, vem agora admitir votar em António Costa? Ou tem o caderno eleitoral muitíssimo desactualizado, ou o seu voto é nulo: não há nenhum António Costa, candidato a presidente de câmara na zona sul do Tejo.
Carvalho da Silva faz lembrar Carolina Patrocínio, aquela menina que "sempre" votou no PS aos 17 anos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Temos Nobel

Ainda bem que a campanha eleitoral para as autárquicas está quase a acabar. Não por isso poder significar o fim das mensagens da candidatura de Hernâni Carvalho a Odivelas. Mas porque sinto que se está a aproximar o epílogo desta bela aventura literária, num crescendo de tensão que faz o Código Da Vinci parecer uma versão foleira do capuchinho vermelho. O último episódio intitula-se “Apoiantes do PS deixam Sócrates a falar sozinho”:

Estava José Socrates a discursar para os apoiantes da candidata socialista à Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador, quando cerca de uma centena de almas, algumas delas vestindo camisolas do PS, viraram costas ao primeiro-ministro, para ovacionar o candidato adversário Hernâni Carvalho.

Mais de 200 viaturas com apoiantes da coligação “Em Odivelas Primeiro as Pessoas” passou na rua junto ao Jardim da Música, onde José Socrates pregava por Susana Amador. Ao contrário do que diz Hugo Martins, um assalariado da candidata socialista ao município odivelense, Hernâni Carvalho e a sua caravana apenas passaram ali uma vez. Não cinco como diz o empregado de Susana. As ruas são das pessoas de Odivelas. As pessoas escolheram, como escolhem sempre aquilo que pensam ser melhor para elas. E mais uma vez, a vontade popular ficou bem expressa. Susana Amador não está habituada a ver gente a apoiar os seus opositores.

Odivelas tem cada vez mais gente que conhece Susana Amador e os seus empregados. Por isso não confia. "Temos pena!".”

Ficamos sem saber quando é que isto aconteceu. Se é que aconteceu. Mas desde quando é que um jornalista com tantas provas dadas se pode dar ao luxo de deixar a realidade estragar uma boa história?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sugestão para o feriado

O prometido é devido.

Embora sob protesto, continuamos a acompanhar a acompanhar a tal candidatura autárquica a Odivelas. Que aproveita o feriado para fazer a “apresentação de propostas eleitorais” para a freguesia da Ramada, “com a presença do Dr. Hernâni Carvalho, nosso candidato à Câmara Municipal de Odivelas”.

Não sei se já toda a gente tem planos para hoje, mas esta proposta parece-me irrecusável:

“Teremos um apontamento de fado com o fadista Manuel da Câmara e terminaremos com um pequeno beberete. Contamos com todos hoje e sempre.”

Um post umbiguista para nos dar os parabéns

Quase que passava despercebido - em casa de ferreiro... - mas este blogue comemorou o primeiro aniversário há uns dias. Durante um ano, contámos as coisas de outro mundo que se passam neste e noutros mundos. Fizémos revelações. Anunciámos candidatos. Recebemos colaborações de outros blogues.
Apesar de todos os leitores serem iguais, há uns mais do que outros. E a estes que tiveram o cuidado de partilhar este blogue mesmo estando fora de Portugal, da Bélgica ou de Angola, vai uma especial saudação. Fomos lidos em:
Tailândia, Cambodja, Mumbai (Índia), Singapura, Roma, Los Angeles, Milão, Antuérpia, Roterdão, Luanda, Gotemburgo, Berlim, Munique, Maputo, Sidney, Rio de Janeiro, São Paulo, Hollerich (Luxemburgo), Minas Gerais, Buenos Aires, Toronto, Belgrado, Kazaquistão, Rússia, Londres, Filadélfia, Bejing (China), Sofia, Neully, Salamanca, Varsóvia, Bratislava, Betim, Berlim, Gembloux, Madrid, Cabo Verde, Toronto, Moscovo, Califórnia, Jacarta (Indonésia), várias cidades na Holanda, Springfield (Austrália), Montain View (EUA), Loth (Irlanda), Sevilha, Madrid, Suazilândia, Sarajevo, Zagreb, West Bend (EUA), Kobe (Japão), Santa Catarina (Brasil), entre outros locais, alguns com nomes bem estranhos.

A todos os que lêem, a todos os que nos brindam com visitas diárias, esperamos apenas não os decepcionar. E, em breve, teremos um reforço de luxo para continuar este Correio.

domingo, 4 de outubro de 2009

Mistério na campanha

Sem razão aparente comecei de há umas semanas (ou terão sido meses?) a esta parte a receber regularmente por e-mail comunicados de imprensa com informações detalhadas sobre o evoluir de uma determinada candidatura autárquica.

Por achar que o conteúdo é precioso demais para não ser partilhado, aqui fica a transcrição integral da última mensagem, com a promessa de que as seguintes terão exactamente o mesmo destino.

O suspense, a trama, a suspeita implícita, a acusação subtil capaz de nos fazer pensar, sem no entanto levantar completamente o véu… pelo que acabamos por ficar sem perceber muito bem do que é que se está a falar. Da autoria de “Direcção de Campanha”, aqui fica:

“Boicote na campanha de Hernâni Carvalho

Concerto de José Cid, na campanha de Hernâni Carvalho à Câmara de Odivelas, foi interrompido por um subito e misterioso desaparecimento do combustível do gerador

Pouco passava das 23h, estava a festa ao rubro no recinto da Feira do Silvado, em Odivelas, quando as mais de 4000 pessoas presentes viram o palco ficar às escuras. Todo o combustível do gerador que fornece energia ao palco tinha desaparecido. Misteriosamente.

A Direcção de Campanha comprou e pagou gasóleo suficiente para alimentar o gerador durante 24 horas. Se o gerador só funcionou 3 a 4 horas, o que terá acontecido então ao restante gasóleo? Porque é que o funcionário que devia estar de vigia no recinto se ausentou naquele momento?

A presidente da Junta de Freguesia, Graça Peixoto, garantiu ter dado ordens para que um funcionário estivesse em permanência no recinto. Certo é que de repente todos desapareceram. Funcionário, responsável e gasóleo...

Os mais de 4000 odivelenses foram para casa mais cedo. Hernâni Carvalho não fez o discurso final e José Cid não terminou o concerto. A democracia assim é pobre. Quem se encarregou de terminar mais cedo com a festa ganhou. Dia 11 de Outubro ganha a Democracia. Espera-se. Até lá, a Direcção de Campanha da Coligação “Em Odivelas primeiro as pessoas”, continuará a participar às autoridades competentes todos os boicotes que a nossa campanha tem sido alvo.”

Eu não sou de intrigas, mas tendo em conta que o título fala de boicote “na” campanha e não “da” campanha, o mais provável é ter sido um inside job

domingo, 27 de setembro de 2009

A realidade vista por óculos cor-de-rosa

A sede do PCP, em Lisboa, ainda se chama Centro de Trabalho Vitória.

Já se adivinha o discurso de Portas

Antecipação do discurso de Paulo Portas, nesta noite, inspirada no que foi dito na campanha eleitoral:

"Meus amigos, minhas amigas:
Oiçam, foi um resultado extóórdinário, graças a Deus e ao trabalho, trabalho, trabalho. Conseguimos ficar à frente da esquerda radical dos trostkistas e estalinistas que até têm um museu do ateísmo. Agora vou ali fumar meio cigarro e beber um café, o meu vício mínimo garantido. Obrigadíssima."

Um dos homens mais felizes da noite eleitoral

Desconfio que Paulo Portas vai agora assistir agitado ao tsunami no PSD. Ele é dos mais interessados do que se vai passar na casa laranja e o mais interessado em ajudar a fazer mossa.

Os derrotados da noite

A TVI, Manuela Moura Guedes, José Manuel Fernandes, "Correio da Manhã" e a Fenprof fazem companhia ao PSD, a Manuela Ferreira Leite e ao PCP.

Facas afiadas

De acordo com as projecções - que se vai sabendo - o PSD actual arrisca-se a ter uma votação inferior ao PSD de Pedro Santana Lopes. Luís Filipe Menezes, Rui Rio e Pedro Passos Coelho já devem estar a afiar as facas.
A CDU - em especial o PCP - vai ficar em quinto. António Filipe, um dos melhores deputados, pode nem sequer ser eleito. Como pela Soeiro nada muda, as facas ficam guardadas até o PCP chegar aos gloriosos dois deputados.
O PS aguenta-se. Depois de enfrentar tudo e todos, José Sócrates ganha as eleições. No PS, as facas ficam pelo armário.

Isto está mau

O CDS, mesmo antes das oito da noite, já começa a reduzir os objectivos traçados nesta campanha. Por enquanto, só fala em "derrubar a maioria absoluta". Para quem não sabe, recordo as quatro metas: ficar em terceiro lugar, à frente da CDU e do Bloco; conseguir uma maioria de direita na Assembleia da República; retirar a maioria absoluta ao PS; subir em relação aos resultados obtidos em 2005.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Reflexão




Para calmamente reflectir.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

À palha!



Um candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Moura, de seu nome Pedro dos Reis, foi detido sexta-feira pela GNR, por estar a furtar palha, numa herdade localizada na cidade alentejana.

A presidente da distrital de Beja do CDS, Sílvia Ramos afirmou: "A minha decisão é simples. Somos democratas-cristãos e está explícito na Bíblia que quem nunca pecou que atire a primeira pedra. Não é por meia dúzia de fardos velhos que vamos tirar a pessoa da lista, neste momento. Cabe à Justiça e a Deus julgarem o acto".

Conclusão: roubar para comer não é pecado, abençoados sejam!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Um cuidadoso e espontâneo opositor







Em Guimarães, Paulo Portas enfrentou o maior opositor desta campanha. Numa rua, um "popular" foi ter com a caravana do CDS e, em minutos, desancou nas ideias do líder centrista sobre o rendimento social de inserção. Alguém ficou com a impressão que o dito "popular" já tinha o discurso encomendado e não era tão espontâneo como se imaginava. Dias depois, ei-lo na sua espontaneidade espontânea.

(lá atrás, lá atrás).

Um caso de roubo de identidade?

Este post é um aviso de amigo a um professor universitário e a um dos conselheiros de Durão Barroso, visto que um deles está claramente a ser vítima de um abuso com fins não completamente claros.

O membro do gabinete de Durão Barroso chama-se JMA e a sua fotografia pode ser vista no site da Comissão Europeia. O professor universitário também se chama JMA e a respectiva imagem aparece no Diário Económico, onde o referido docente costuma publicar artigos de opinião.

As parecenças são evidentes, mas acho que não nos devemos precipitar, até porque o que não falta por aí é programas de photoshop e gente disposta a abusar das novas tecnologias para usurpar feitos alheios.

Ora pelo tom do último artigo do professor, sobre “a vitória de Durão Barroso”, somos levados a pensar que o mesmo foi plagiado de algum documento oficial da Comissão Europeia ou que, se calhar, até foi escrito por algum colaborador do presidente da dita.

Mas ainda bem que assim não é, senão ainda podíamos ficar com dúvidas sobre a isenção da análise. A menos que me esteja a escapar qualquer coisa.

À procura do proximo túnel e

do acordo secreto entre o PS e o BE

terça-feira, 22 de setembro de 2009

socraminator

Depois de ter conseguido desempregar Manuela Moura Guedes e Fernando Lima o primeiro ministro está imparável atente-se na noticia do DN:

José Sócrates requereu a abertura de instrução do processo que colocou ao jornalista João Miguel Tavares pelo artigo de opinião que assinou no DN com o título "José Sócrates, o Cristo da política portuguesa". Recorde-se que o processo tinha sido arquivado pelo Ministério Público considerando que o artigo não ultrapassava os limites da crítica ao primeiro-ministro enquanto figura pública. Com esta decisão, Sócrates mostra que quer dar continuidade ao litígio. João Miguel Tavares é um dos nove jornalistas processados por Sócrates (cinco são da TVI, três do Público e o colunista do DN).


Fujam todos!

Mée

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Se até Deus pediu um sacríficio, por que Fernando Lima iria escapar?


Cavaco Silva é um verdadeiro cristão.

A verdade sobre as escutas ou ...

... nas palavras do professor "um enorme equivoco". Ele lá saberá porquê!

domingo, 20 de setembro de 2009

Foi saber das virtudes dos PPRs




Joana Amaral Dias apareceu hoje na campanha do CDS. Calma. Foi apenas para fazer uma rep-crónica, uma espécie de reportagem ao estilo de crónica, para ser publicada no jornal "Correio da Manhã".

Mas houve logo quem desconfiasse que havia segundas intenções na presença da dirigente do Bloco: saber se Paulo Portas falaria sobre os PPRs e as suas respectivas qualidades.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O CDS chegou finalmente à campanha







Elas exalam a perfume, usam sapatos altos e bicudos e vestem-se como se fossem à missa. Eles usam camisas com os primeiros botões desapertados, mostrando os pêlos e os colares e os crucifixos e calçam sapatos-vela. Outros preferem a gravata às riscas e casacos com botões dourados. Há um jaguar à porta.

O jantar em Famalicão trouxe o verdadeiro CDS à campanha. O PP anda sumido. O lombo de porco deu lugar ao bacalhau. A sopa de batata foi substituída pelo creme de legumes e as entradas de presunto. Ninguém come de boca aberta. Houve uma chuva de confetis e o jantar, desta vez, é pago.

Mais?

Xiuuuuuuuuuuuuu!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Há que estabelecer prioridades

Pires de Lima, presidente do Conselho Nacional do CDS, não esteve presente no jantar de ontem, oraganizado pela distrital do Porto com presença de Paulo Portas. Mas justificou a ausência: foi assistir, a Londres, ao jogo Chelsea-Porto. De facto, em plena campanha eleitoral, há quem saiba perfeitamente em que campo deve jogar.

And the winner is...

Barroso foi reeleito com 382 votos, mas não foi o único vencedor desta votação. Bernardo de Miguel, correspondente em Bruxelas do jornal espanhol Cinco Días acertou na mouche e recolhe os 180 euros do prize money (houve dois palpites de última hora, dos eurodeputados Miguel Portas e Marisa Matias) da aposta "Go Barroso, Go!".

Enquanto Durão reagia de forma emocionada ao resultado (é mesmo verdade, o homem estava quase à beira das lágrimas. A menos que fosse alergia, claro...), o verdadeiro vencedor do dia comentou este desenlace em exclusivo para o Correio Preto: “Pelo menos serve-me de consolo”.

Go Barroso, Go!

O Correio Preto lançou uma aposta entre jornalistas para saber com quantos votos Durão Barroso será reeleito como presidente da Comissão Europeia.

Mas como acontece frequentemente com as boas ideias, o pequeno monstro rapidamente ficou fora de controlo e acabou por chegar ao hemiciclo do Parlamento Europeu e ao gabinete do próprio Barroso.

Chegaram apostas de eurodeputados (Daniel Cohn-Bendit e Rui Tavares, cujo palpite não será divulgado, a menos que ganhem, claro), de conselheiros de Durão, funcionários do parlamento, diplomatas e, afinal, até de alguns jornalistas. A “coisa” acabou mesmo por ser baptizada: “Go Barroso, Go!”.

Ao todo 70 palpites. 41 pensam que Durão terá a maioria estipulada pelo Tratado de Lisboa (369 votos), os demais pensam que ela será inferior.

A média aponta para uma votação de 377 votos.

Cada aposta custou 2,5 euros (o que dá um jeitoso prize money de 175 euros. Caso ninguém ganhe, o destino do dinheiro ainda não está totalmente decidido… O vencedor será conhecido dentro de alguns minutos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cada qual é livre de escolher o funeral mais feliz

Manuela Ferreira Leite visitou hoje o distrito de Santarém em mais uma acção de campanha. Moita Flores, o presidente da Câmara de Santarém e recandidato na lista do PSD, está na Suíça a observar fornos crematórios.

Francisco Louçã e o "O Diabo":a mesma luta


Coincidências felizes

José Sócrates vai na próxima quinta-feira almoçar a Paris com emigrantes portugueses e segue daí directamente para Bruxelas, onde à noite decorrerá um Conselho Europeu.

A viagem será feita de… TGV, numa altura em que a polémica em torno do dito domina a campanha eleitoral. Embora do gabinete do PM jurem a pés juntos que tudo não passa de uma coincidência, que a decisão foi da agência de viagens que organizou o périplo do líder do PS.

Miguel Portas falou, logo existiu… pelo menos durante alguns momentos

No debate sobre a reeleição de Barroso, hoje em Estrasburgo, Miguel Portas estreou um novo instrumento do debate parlamentar que permite interpelar um orador. Será que o deputado bloquista aproveitou para entalar o ex-primeiro-ministro português? Não. Preferiu apanhar boleia da polémica suscitada antes pelo PSD e pelo CDS (por nem todos os deputados do PS apoiarem Durão) para apontar baterias ao líder dos socialistas europeus, o alemão Martin Schulz, a quem perguntou:

“Quantos deputados do seu grupo, portugueses, espanhóis e ingleses, já deram o seu apoio ao candidato, independentemente das opiniões que o colega Schulz tenha?”

Schulz respondeu e Portas foi ficando cada vez mais pequenino na sua cadeira:

“Tenho que admitir que não conheço o colega e fico muito feliz por termos aqui um novo colega. Ah!, já cá está há mais tempo? Ainda não tinha reparado nele, mas depois do que ouvi já entendo porquê.”

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Parece que não há asfixia democrática no Reino do CDS


Com Deus e Portas no coração

Paulo Portas esquivou-se, esta tarde, a responder claramente se poderia dar num bom ministro da Agricultura. Mesmo com a insistência dos jornalistas. Ao lado, Telmo Correia - lembram-se, aquele candidato à liderança do CDS que foi rejeitado pelo próprio partido e depois nem conseguiu ser eleito vereador em Lisboa? - dizia que, seguindo a lógica de qualidade, Paulo Portas deveria "ser ministro das Finanças, da Economia....".
Imagine-se portanto um Governo criado por Telmo Correia:
Primeiro-ministro: Paulo Portas
Ministro da Defesa: Paulo Portas
Ministro da Economia: Paulo Portas
Ministro adjunto do PM: Telmo Correia (ajuda o PM).
O restante executivo: Paulo Portas

Na feira, mas com brilho


Estes sapatos já percorreram muitas mihas em feiras, incluíndo com passagens por amostras de gado. O que é curioso é que não perdem o brilho. Há quem diga, na campanha do CDS, que os ditos têm um ar pouco agrícola.

O novo Jesus

domingo, 13 de setembro de 2009

Portas em ritmo brando

Em campanha eleitoral, Paulo Portas resolveu cancelar uma arruada - aquelas iniciativas terceiro-mundistas em que os dirigentes partidários resolvem incomodar as pessoas nas ruas - em Vila Pouca de Aguiar. O caso não era para menos: não havia povo nas ruas.
Só na cervejaria "Defacto" e no café "Muletas" é que se via vivalma. À espera do Benfica...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pronto, ficamos quites

Depois de ter entalado José Sócrates com a decisão de suspender o JN6 da TVI, a Prisa decidiu emendar a mão.

Fê-lo através de um artigo de análise da campanha eleitoral publicado na edição de hoje do El País, ao longo do qual se limita a fazer eco da caricatura que José Sócrates faz de si próprio (o modernizador progressista) e da sua adversária (a conservadora fascizóide), para concluir que dia 27 os portugueses terão que escolher entre as duas únicas direcções possíveis do seu destino: para a frente ou para trás, com o progre ou a facha (diminutivos carinhosos utilizados em espanhol para designar fascistas e progressistas).

Uma análise tão profunda que não deixa escapar o facto de Sócrates ser benfiquista e Ferreira Leite (“a senhora…”) sportinguista, Ferreira Leite ter tido um bisavô monárquico e Sócrates um tio-bisavô republicano, concluindo que em comum têm apenas o facto de serem divorciados e de não lidarem bem com as críticas.

Nem o Acção Socialista faria melhor.

Prognósticos

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Gama leninista

Jaime Gama, num discurso vigoroso, repetiu a receita do PS para fazer uma boa política, citando um pensador frnncês:

"A primeira questão da política é a educação, a segunda questão política é a educação, a terceira questão política é a educação".

Se Neima Gama fosse mais poupado nas palavras, citaria Lenine: "aprender, aprender sempre"

E o Costa?

No comício/jantar do PS, a decorrer na FIL, em Lisboa, António Costa foi o primeiro orador a ser chamado ao palco. Minutos depois, alguém repara que o presidente da Câmara de Lisboa ainda não tinha chegado. Jaime Gama substituiu-o à pressa. Na sala, houve quem sugerisse que António Costa ficou preso no trânsito lisboeta. Provavelmente, entalado nas obras do Terreiro do Paço.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Um director da TVI mais do agrado de Sócrates?




Sentidos de oportunidade

Os cabeças de lista do PSD e do CDS nas eleições europeias continuam de corpo e alma em Portugal. Pelo menos enquanto dura a campanha eleitoral. Ontem Paulo Rangel questionou o patriotismo de “alguns socialistas portugueses” por não apoiarem a candidatura de Barroso a um segundo mandato. Corajosamente, não referiu quais. Logo a seguir foi a vez de Nuno Melo, cheio de originalidade, a dizer exactamente a mesma coisa. E lá apontou o dedo a Elisa Ferreira e Ana Gomes.

Se é verdade que Ana Gomes nunca escondeu o ódio de estimação que nutre por Durão, também é certo que nunca se pronunciou de forma declarada contra a sua reeleição. Ao contrário de Vital Moreira, que depois lá acabou por “clarificar” a situação. Quanto a Elisa Ferreira, não são conhecidas nenhumas posições públicas sobre o assunto.

Curiosamente, nenhum dos três esteve presente na reunião que o grupo socialista realizou hoje com Durão Barroso para discutir o seu programa para os próximos cinco anos…

Sintonia socialista

Durão Barroso foi hoje recebido pelo grupo socialista do Parlamento Europeu, no âmbito da sua candidatura a mais um mandato à frente da Comissão Europeia. Depois de duas horas a chefe da delegação portuguesa, Edite Estrela, garantiu que os socialistas portugueses apoiarão Barroso “sem ambiguidades” e manifestou-se confiante que mesmo o grupo socialista “não vai votar contra” e que talvez até “possa apoiar” Durão ou abster-se.

Depois de considerar que as suas propostas para sair da crise são "totalmente inadequadas", o presidente do partido, o dinamarquês Poul Nyrup Rasmussen garantiu que o grupo iria “abster-se ou votar contra” Barroso.

O presidente do grupo, o alemão Martin Schulz esclareceu que pessoalmente é contra Durão, mas que vai seguir a linha do grupo. Se a conseguir encontrar, claro.

Sentido de Estado... torpe

Se um deputado angolano insinuasse que Cavaco Silva era proprietário de umas empresas, dona de umas rádios e de uma produtora musical, cairia, em Lisboa, o carmo, a trindade e com sismos em São Bento e Belém. E o embaixador português, em Luanda, faria o devido protesto. E, de facto, o genro de Cavaco Silva (e por conseguinte a filha) é um empresário.
Mas ontem, na RTP, um deputado português, Francisco Louçã, insinuou que José Eduardo dos Santos, presidente de Angola, é co-proprietário da GALP, juntamente com Américo Amorim. E mais: na torpeza, acrescentou-lhe a malévola sugestão que foi o próprio José Sócrates que inspirou e facilitou a operação de venda de parte da GALP a José Eduardo dos Santos.
Ou Francisco Louçã tem provas que o presidente angolano é empresário - e deve ser o único a tê-las - ou revela pouco sentido de Estado para um deputado. Ou então Louçã confunde José Eduardo dos Santos com os ditadorzecos que ele e os seus acólitos andaram a apoiar durante tantos anos.
Mas Louçã até tem uma desculpa: ficou tão atrapalhado no debate com José Sócrates, sobretudo com o programa do Bloco de Esquerda que ele próprio parece não ter lido e com aquela brilhante ideia de retirar deduções fiscais a toda a classe média, que falou em "knock-out".

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Reunião

importa-se de repetir?

"Região da Madeira é bastião da democracia em Portugal" Manuela Ferreira leite dixit.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Aerodeputados

Até há pouco tempo era frequente encontrar os eurodeputados portugueses em classe económica nas viagens entre Portugal e Bruxelas ou Estrasburgo. Seria uma forma de os parlamentares estarem mais próximos do “povo”? Nem por isso. É que mesmo viajando em económica e pagando a tarifa mais baixa, recebiam posteriormente do Parlamento Europeu (PE) um montante correspondente ao bilhete mais caro nessa viagem, podendo meter ao bolso a diferença. O que era uma forma simpática de arredondar o fim do mês.

Mas isso acabou com a entrada em vigor nesta legislatura do novo estatuto dos deputados PE que, além de criar um salário único, procura tornar mais transparente o sistema de reembolso de despesas. Uma das formas encontradas, qual ovo de Colombo, foi passar a pagar aos deputados o montante exacto que gastem nas viagens (parece elementar, mas foram necessários anos e anos para fazer os eleitos europeus aceitar esta alteração).

E agora é ver os eurodeputados portugueses todos a viajar em primeira classe. O Correio Preto confirmou que PS, PSD e PCP já efectuaram o confortável upgrade. Do CDS não há notícias, mas é de esperar que imitem os anteriores. A excepção é o Bloco. Na passada sexta-feira os três eleitos do partido fizeram a viagem entre Bruxelas e Lisboa em classe económica. Falta saber se é por opção ideológica ou se ainda não estão a par das mudanças no sistema de pagamento das viagens.

Com o credo na boca

Paulo Portas está quase afónico, horas antes do debate com Jerónimo de Sousa na televisão. O líder do CDS está a discursar na AIP e prometeu ser breve para poupar a voz. Há quase uma hora que não se cala. Até fala em "luta de classes" e nos impostos que todos pagam, como se os grandes empresários não soubessem disso.
Rocha de Matos, o eterno presidente da AIP, só quer saber o que Portas pensa sobre a política para as.... PMEs. O que só lhe fica bem, isto dos grandes andarem preocupados com os pequenos.

domingo, 6 de setembro de 2009

Convenção apimentada

Carlos Pimenta, ex-dirigente social-democrata, ex-secretário de Estado e especialista em questões ambientais, apareceu num vídeo na Convenção do PS, a falar em energias renováveis. Só que ele não deu autorização para a utilização dessas imagens em iniciativas partidárias e, por isso, fala em ética. Oiçam-no na TSF. Ou leiam-no no online da TSF

Braga desligada

Afinal, António José Seguro não veio à Convenção socialista por se encontrar doente e, por causa de um conselho médico, ficou retido em Braga. O dirigente do PS até avisou a organização socialista para esse impedimento. Mas, na lista entregue aos jornalistas, constava o nome dele como orador e até com hora marcada: 18.55.
Se alguém avisasse, teria sido evitada a relação entre o que disse António Costa e a ausência de António José Seguro. E será que Costa sabia ou sabe da impossibilidade do cabeça-de-lista por Braga?

"Inimigos" na convenção

Na convenção do PS, já falaram os "independentes" Jerónimo Sousa e José Manuel Fernandes, ambos empresários. Não há por aí uma independente que se chame Manuela? Pode ser Moura Guedes ou mesmo Ferreira Leite.

Alô, Braga

Um recado de António Costa, deixado na Convenção do PS, em Lisboa:

Em todas as batalhas do meu partido eu estou aqui por que não seria capaz de estar noutro lugar, nem sentado em casa a assistir aos meus camaradas a lutarem enquanto ficava à espera de ver qual era o meu resultado eleitoral (...). Um socialista não faz cálculos de conveniência.

Na convenção, estão presentes todos os cabeças-de-lista das próximas eleições legislativas. Todos? Não. Falta o de Braga: António José Seguro.

Níveis de confiança em baixo

António Costa, presidente da Câmara de Lisboa e dirigente socialista, veio à convenção do PS apelar ao voto com este argumento:

"Nós sabemos que quando o voto da esquerda se divide nas eleições não se une a seguir às eleições. Quer o Bloco quer o PC já disseram que não querem governar com o PS, não querem fazer nenhum acordo eleitoral com o Partido Socialista. É por isso muito claro que quem não quer um governo da direita, só tem uma opção na actual conjuntura político-partidária: votar no Partido Socialista".

Sinais socialistas

Um écran gigante mostra os candidatos do PS às câmaras municipais. No aplaudómetro, António Costa é líder destacado: colheu o maios entusiasmo da tarde. Mas Elisa Ferreira, Joaquim Mourão e José Apolinário (sem bigode) também foram recebidos com grande entusiasmo. E três participantes bateram palmas a Mesquita Machado.

Pouca resistência

Não sei se é do calor, ou se dos discursos "animados" de Jorge Lacão, Alberto Martins e do empresário Jorge Armindo, mas os socialistas continuam a abandonar a sala do Coliseu de Lisboa.

Almoço aziago

O almoço derrotou muitos socialistas. De repente, o Coliseu de Lisboa ficou mais vazio. Deve haver outros interesses por outros lados. Quem não está perde Jorge Lacão a zurzir em Pacheco Pereira.

A convenção socialista num minuto

Formaram-se filas para entrar no Coliseu de Lisboa, mas a sala não está cheia. Parte da sala foi cortada para que os participantes fiquem mais aconchegados. Para provar que há sempre uns mais do que outros, Carlos Zorrinho colocou-se no meio da fila, ultrapassando umas dezenas de camaradas dele.
A Convenção socialista deveria começar às 11, mas só se iniciou pouco depois do meio-dia. Os oradores são tantos - e cada um com direito a cinco minutos de palco - que esta reunião de auto-elogio pode terminar amanhã.
Há um filme sobre os méritos da educação do Governo, mas aparece por lá um dissidente: um miúdo usa um 'toshiba' e não um 'magalhães'. No filme, uma professora, feliz, diz que "a recuperação das escolas é notório (sic)".
Na lista dos intervenientes, consta... Jerónimo Sousa". É outro.
A escritora Isabel Alçada não poupa elogios à política de Educação. Fixem o nome, por favor, para depois de 27 de Setembro.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A suspensão, o nojo, a distracção e... Joana D'Arc

Todos aqueles que estão preocupados com a "asfixia democrática" e a "falta de liberdade de imprensa" deveriam escrever o que pensam sobre um certo tipo de jornalismo que a (alguma) TVI produz. Ou bastava que assumissem as críticas que fazem nos cafés ou em corredores. Só o que se assistiu esta noite, no "defunto" Jornal da Sexta, justificava a suspensão de qualquer noticiário. Na Páscoa, escrevi isto a propósito da insidiosa campanha contra José Sócrates:

Aquilo que assisti durante um ou outro fim-de-semana, com início nas noites de sexta-feira, enoja-me como jornalista. E envergonha-me. A Páscoa trouxe umas tréguas, mas desconfio que foi apenas um intervalo. A campanha começa dentro de momentos. Se não for com o freeport, há-de ser com outra coisa qualquer.

Como previa, eis o regresso da campanha, feita de uma forma irresponsável. Como o uso dos nomes do grupo de José Sócrates já estava esgotado, foram agora buscar André Figueiredo, membro do secretariado nacional do PS, por, alegadamente, estar envolvido na campanha de 2001. Bastava uma pequeníssima investigação, ou apenas espreitar o currículo do jovem André Figueiredo, para se concluir pela inverosimilhança de tal informação. Seria tão simples.
Assim se faz o jornalismo da TVI.
Os mesmos que clamam a tal "liberdade de imprensa" poderiam fazer um exercício contabílistico e rapidamente saberiam quanto é que pode custar, aos cofres da TVI, o pagamento de indemnizações.
E os mesmos que clamam pela "liberdade de imprensa" distraiem-se com a TVI. E nem reparam que, por outros lados, essa liberdade tem sido posta em causa todos os dias. Com atropelos sucessivos aos princípios básicos do jornalismo. E nem por isso se ouvem declarações inflamadas de políticos ou apelos patéticos de... jornalistas.
Mas não. Em dois dias, transformou-se uma potencial assassina do jornalismo em Joana D'Arc.

Manuela quê?!

Manuela Ferreira Leite queria ser recebida por Angela Merkel na chancelaria, em Berlim. O conteúdo do encontro era irrelevante, o importante era, no arranque da campanha eleitoral, obter as valiosas imagens televisivas ao lado da mulher mais poderosa da Europa.

O encontro está a decorrer neste preciso momento em Berlim. Mas Merkel só confirmou a sua disponibilidade ao fim de longas e incansáveis diligências por parte do PSD. A reunião acontece na sede da CDU e não na residência oficial da chefe do governo. O lado alemão proibiu as filmagens e apenas distribuirá fotografias do encontro. Ferreira Leite teve que apanhar uma seca de meia hora à espera de Merkel. Mais tempo do que os escassos 25 minutos de audiência que estão previstos.

É que a chancelerina tem mais que fazer: além de um país para governar, tem umas eleições para disputar no dia… 27 de Setembro. Além de que é difícil imaginar o que é que as duas terão para conversar. Por isso, a líder do PSD, além da foto para o álbum de recordações, bem pode agradecer a crise em torno da TVI, para poder ter alguma coisa para dizer às televisões que a acompanharam à capital alemã.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Um dia para esquecer

Antes de entrar para a sala da comissão do Parlamento Europeu onde ia apresentar o relatório da actividade do Eurojust em 2008, Lopes da Mota falou brevemente aos jornalistas e, já com os microfones desligados, aproveitou para se queixar.

Queixou-se mais ou menos de tudo e de todos (políticos, jornalistas, magistrados) e, sobretudo, da falta de reconhecimento em Portugal da importância do seu trabalho “lá fora” em contraste com o prestígio de que goza junto dos seus pares europeus. Ideias que repetiria perante a comissão parlamentar (“gostaria de ser respeitado em Portugal, como sou respeitado no Eurjust”).

E lá foi falar de coisas sérias com os eurodeputados. O primeiro solavanco surgiu quando Nuno Melo, de forma um pouco forçada (“tentei fazê-lo na AR mas os socialistas não deixaram…”), o interpelou sobre o caso Freeport. O presidente do Eurojust irritou-se, respondeu longamente e até voltou ao assunto mais tarde. Os outros eurodeputados ouviam entediados, o presidente da comissão pedia que não se perdesse muito tempo com aquela “questão nacional” que, obviamente, não era para ali chamada.

Mas o pior foi quando, de onde esperava reconhecimento do seu trabalho pelo seu devido valor e, quiçá, algum carinho e compreensão, surgiram críticas simplesmente… demolidoras. Um parlamentar espanhol afirmou que o relatório apresentado mostrava que o Eurojust “não funciona”, faz “muito poucas coisas” e apresenta uma “estatística muito pobre”. Pelo que se impõe “rever tudo”, desde o orçamento, às competências, passando pelo organigrama, etc. Em suma, deitar abaixo e voltar a fazer de novo.

Lopes da Mota, que havia puxado dos galões de uma década com funções de responsabilidade no Eurojust, nomeadamente na sua criação, lá se defendeu atirando a culpa para os governos nacionais: “é o melhor que podemos fazer”, “dependemos dos Estados-Membros e dos recursos que temos”…

Como disse o treinador do Vitória de Setúbal depois da recente derrota por 8-1 com o Benfica, “há dias em que um tipo não devia sair de casa”.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Eu conto-vos como foi

Durão Barroso divulgou hoje uma declaração a assinalar o 70º aniversário do início da Segunda Guerra Mundial. Além de conseguir não mencionar a palavra “Alemanha” uma única vez no texto, Barroso ousa mesmo uma incursãozita pela análise histórica para explicar que este “capítulo negro aberto há 70 anos, só conheceu o seu verdadeiro fim com o colapso das ditaduras comunistas e a reunificação da Europa décadas mais tarde”. E não em 1945, como defende a generalidade dos especialistas.

Esclareça-se ainda que em europês “reunificação da Europa” refere-se à adesão dos países de Leste à União Europeia, em 2004, como se a Europa alguma vez tivesse sido uma entidade unida e harmoniosa. Mas isso são pormenores.

É um verdadeiro corta e cola de factos históricos que são depois ajustados por medida a uma determinada forma de querer ver a realidade.

O Correio Preto sabe que, embalado por esta experiência, Barroso prepara-se para publicar vários trabalhos, o primeiro dos quais demonstrará que as armas de destruição maciça iraquianas estão escondidas na Coreia do Norte.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Os pratos servem-se frios

José Sócrates deve ter aprendido a lição. Quando um presidente de uma empresa for um ex-ministro e lhe exigir uma audiência urgente, Sócrates não deve recusar. Tem de o receber imediatamente mesmo que tenha assuntos mais importantes a tratar. E não pode mandar a secretária simplesmente comunicar que o "primeiro-ministro só o poderá receber na próxima semana, se tiver agenda para isso". Se o fizer, Sócrates já sabe. Mais tarde ou mais cedo, cruza-se com um prato que se serve frio.

Obrigado, Dra Manuela

Chegou o papelinho das Finanças para pagar o Pagamento por Conta. São mais 152 euros, em mais uma prestação do ano. É sempre nestes momentos que mais me lembro de Manuela Ferreira Leite. Tenho até ao dia 21 de Setembro para fazer o pagamento. Vão ser três semanas com a líder do PSD no coração.
Ah... e chegou a notificação para pagar também o Imposto Municipal sobre Imóveis. Mais 309, 44 euros. Obrigado, Dra Manuela, obrigado. Vou registar solenemente as suas palavras quando prometer não criar mais impostos. A realidade depois desmente os desejos da minha bolsa.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Abaixo o Rei, viva o humor!

O "Correio Preto" esteve representado no "grande jantar da Liberdade" de desagravo aos "quatro bravos do 31 da Armada". Não foi pela jantarada (fraquinha, por sinal, e sem serviçais como se exigiria a bons monárquicos) e nem pela ideia de ter um líder "eleito" pelo gene (como lembrou o Nuno Ramos de Almeida) que este blogue se fez representar. Mas sim pelo gesto de bom-humor e pelo acto de liberdade. Nos tempos que correm, conhecer gente que fala em Liberdade com Humor e tê-los como amigos é um duplo prazer. Alguns pormenores estão filmados. A notificação para responder por "cumplicidade a acto ílicito" pode ser endereçada para este blogue.

Lanchando com o inimigo

Manuela Ferreira Leite convidou, na tarde de terça-feira, o presidente da Associação Nacional de Empreiteiros das Obras Públicas, Filipe Soares Franco, para um encontro na sede do PSD. Os sociais-democratas até convidaram os jornalistas a estarem presentes no final da reunião para, como é habitual, recolherem as respectivas declarações dos dois protagonistas.
Mas as coisas correram mal à líder do PSD, como se comprovou nos minutos a seguir à reunião. Enquanto Filipe Soares Franco defendia os grandes investimentos públicos com o argumento de que não acredita que algum "partido tenha alguma vez rejeitado a importância das obras públicas e, sobretudo, das infraestruturas de transporte", Manuela Ferreira Leite furtava-se aos jornalistas.
Aliás, a líder do PSD é mestre na arte de fugir ao contacto com os jornalistas sempre que o tema não traga motivos para criticar José Sócrates. Estranho mesmo foi a agenda do PSD ter marcado um encontro destes em vésperas de ser apresentado o programa do PSD, o tal "minimalista" ou em folha A4.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

À atenção do governo do Egipto

Manuel Pinho, de férias no Algarve, deu uma entrevista a uma revista semanal e perde-se em revelações. Imperdíveis, por sinal. E com elas ficamos a saber que o ex-ministro adora viajar, mas a "convite do Governo":

P - Gosta de viajar?
R - As melhores férias que passei ultimamente, além do Algarve, foi na última passagem do ano. Estivemos mum arquipélago na Venezuela que se chama Los Roques, a convite do Governo (...)
P - Viaja quantas vezes por ano?
R - Quando estava no Governo viajava seis vezes por mês, em trabalho. (...) Depois dos EUA vou tirar uma semana com a minha mulher aos Emirados, a convite do Governo
P - Qual é a primeira viajem que vão fazer?
R - Não sei. (...) Gostava de ir ao Egipto, é um país que gostava muito de conhecer e é uma viagem que anda há muito tempo a ser estudada. Eu conheço quase todo o mundo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O quarteto merecia uma estátua

É nestes momentos que mais me lembro de Durão Barroso, Tony Blair, José Maria Aznar e do Bush: 95 mortos num único atentado.

Uns mais iguais do que outros ou quem manda, manda


Se um operador de telefones tiver a responsabilidade de responder a 10 chamadas por dia, mas só atender três, é despedido. Com justa causa apesar de ter uma taxa de produção de 30 por cento.

Se uma empresa se comprometer a dar resposta a 10 mil chamadas, mas só cumprir com três mil, tem direito a renegociar, ninguém rasga o contrato e até é recebida pelos altos responsáveis do Ministério da Saúde.

Férias a trabalhar sete vezes mais do que os outros

Paulo Portas, em 37 dias de verão, alguns dias de Julho e outros de Agosto, percorreu 32 localidades e visitou 21 feiras e mercados. Pelo meio, deu uma conferência de imprensa, participou em duas apresentações de candidatos, festejou o aniversário do partido e passou pela sede do CDS. Nem teve tempo para alourar o cabelo.

PCP aristocrata?

Nas listas do PCP, candidatas às próximas eleições legislativas, constam os nomes de Diogo d'Ávila da Costa, de Inês da Nóbrega Guilherme Pimenta d'Aguiar e Antero Jerónimo Moniz Arruda Quental.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Estamos todos sob escutas

Não são só os assessores de Cavaco Silva - alguns deles militantes do PSD - que têm estado sob escutas telefónicas, como conta o jornal "Público" numa das mais estranhas manchetes que alguma vez Portugal produziu.
Há muito mais gente nas mesmas condições "indignas", como se refere uma "fonte" de Belém. Por exemplo, Carlos Carvalhas e Octávio Teixeira, que já tiveram altas responsabilidades no PCP, ajudaram na elaboração do programa dos comunistas. Como sei? Graças a uma escuta telefónica.
Há uns independentes, não filiados no PS, que colaboraram no programa do PS. Como sei? Escutas, escutas.
Conheço ex-dirigentes do CDS, empresários, quadros superiores e ex-ministro que dão uma ajudazinha a Paulo Portas no programa do partido dele. Como sei? Ah.. então, as escutas!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Percebem tanto de Economia como eu de física quântica

O mais surpreendente nos resultados divulgados pelo INE é a... surpresa dos economistas. Quase todos que se prestaram a comentarem não escondem terem ficado admirados com a recuperação da Economia portuguesa, neste último trimestre. À partida, pensava-se que eles - os economistas - conseguiam analisar, prever e até arranjar soluções. Afinal não. A Economia, para os economistas, é assim uma obra do acaso. O que demonstra como andam longe da realidade.
Agora entendo as previsões catastróficas de Medina Carreira. Pois, se bem me lembro, quando houve um "crash" na Argentina, em 2001, o mesmo Medina Carreira previa um cenário igual em Portugal "dentro de três anos". Já lá vão oito. Tempos a tempos, vai repetindo as previsões da desgraça. Não admira portanto que também ele possa estar admirado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ctrl C + Ctrlv - 2

Para quem manifeste dúvidas sobre a vida relaxada de quem escreve os discursos de Jerónimo de Sousa.
Parte do programa eleitoral do PCP, apresentado ontem:

O PCP será governo, se e quando o povo português quiser. Força política com trabalho e obra reconhecida no poder local, o PCP está em condições de assumir as mais elevadas responsabilidades no país quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular com o reforço do PCP e com a ampliação decisiva da sua influência social, política e eleitoral. É nesse sentido que nos dirigimos aos trabalhadores e ao povo para com o seu voto contribuirem para a alteração da correlação de forças no plano institucional favorável ao PCP, que acabará por ditar uma outra política e um outro governo, patriótico e democrático, ao serviço dos trabalhadores e dos interesses nacionais.

Parte do discurso de Jerónimo de Sousa:

O PCP será governo, se e quando o povo português quiser. Força política com trabalho e obra reconhecida no poder local, o PCP está em condições de assumir as mais elevadas responsabilidades no país quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular com o reforço do PCP e com a ampliação decisiva da sua influência social, política e eleitoral. É nesse sentido que nos dirigimos aos trabalhadores e ao povo para com o seu voto contribuirem para a alteração da correlação de forças no plano institucional favorável ao PCP, que acabará por ditar uma outra política e um outro governo, patriótico e democrático, ao serviço dos trabalhadores e dos interesses nacionais.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ctrl C + Ctrl V

O autor dos discursos, lidos por Jerónimo de Sousa, deve ter o trabalho mais fácil e mais relaxante do mundo.

Dúvida espanhola


Uns amigos espanhóis de uma jornalista, curiosos com um determinado cartaz que viram nas ruas portuguesas, não hesitaram em esclarecer as suas dúvidas com esta pergunta:
"Quien és aquella mujer que parece de la família Adams"?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

De água espanhola escaldada, qualquer Moniz tem medo

José Eduardo Moniz, no remate de um discurso escrito, na hora de se apresentar como vice-presidente da Ongoing:

"Já é tempo de defender os Media em mãos portuguesas. Já é tempo de abandonar a tendência subserviente e reverente a tudo o que vem de fora, na maior parte das vezes, sem trazer ao País e aos negócios qualquer valor acrescentado".

Como se dirá isto tudo em castelhano?

José Eduardo Moniz, na sua apresentação como vice-presidente da Ongoing, deixando definitivamente - ou talvez não - a TVI:

"Ao fim de muitos anos, senti-me verdadeiramente querido por parte de alguém com responsabilidades empresariais, sem reservas, subterfúgios ou jogos ocultos, (....) confesso que não estava habituado a tal tratamento"

Mais vale tarde do que nunca

Depois de ter passado pela direcção da governamentalizada RTP e de ter sido director da TVI, José Eduardo Moniz, aos 57 anos de idade, descobriu que andou enganado:

"Sempre achei que Portugal se encontra demasiado dependente do Estado e atribui uma excessiva importância aos governos, acabando, por isso mesmo, vítima dos imobilismos que lhes são próprios, das suas perspectivas eleitoralistas e das lógicas tentaculares que os acompanham e que os impelem a tudo e todos querer controlar e condicionar."

Não deve ser uma empresa portuguesa, com certeza

A Ongoing Media apresentou hoje, em conferência de imprensa num hotel em Lisboa, a nova contratação: José Eduardo Moniz. A conferência estava marcada para as 10horas. Começou às 10horas.
O hotel é, por acaso, o favorito dos homens de negócios de... Angola.

sábado, 8 de agosto de 2009

Cavaco Silva mete uma cunha ou outra forma de compreender as notícias

As versões possíveis do folhetim Lobo Antunes pela pena, sempre inspirada, do Rodrigo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Nada como ter um filho no lugar certo

Luís Filipe Menezes está, na SIC-Notícias, a elogiar as escolhas de Manuela Ferreira Leite, considerando-as "legítimas" ao mesmo tempo que desvaloriza as críticas dentro do PSD.
Longe vão os tempos que o ex-líder do PSD acusava Manuela Ferrreira Leite de "arrastar pelo país uma candidatura triste e cinzenta"; ou quando perguntava, em artigos de opinião, por que razão Manuela Ferreira Leite "não se calava"; ou até quando atacava o silêncio da mesma Manuela Ferreira Leite.
Mais dócil, Luís Filipe Menezes até jura fidelidade e promete ficar satisfeito se o PSD vencer as próximas eleições "nem que seja por um voto".
É difícil entender a repentina simpatia de Luís Filipe Menezes pela actual direcção do PSD que ele chegou a apelidar de uma "certa canalha". Mas talvez ajude olhar com atenção para a lista social-democrata do distrito do Porto. Em oitavo lugar, numa posição elegível, consta o militante Luís Filipe Valenzuela Menezes. O filho, o filho...

Nem a Acção Socialista se lembraria disso

Um jornal de ECONOMIA entrevista um jogador de FUTEBOL e fala-lhe de POLÍTICA para ele responder que apoia SÓCRATES. E o jornal de ECONOMIA faz disso assunto de primeira página.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O homem mais feliz do mundo, pelo menos há 24 horas


Em apenas num único dia e em férias, José Sócrates virou um homem feliz: assistiu, de sofá, ao "hara-kiri" do PSD e viu José Eduardo Moniz a ser afastado da TVI. A cereja agora seria a Manuela....

Dinastia social-democrata

O que têm em comum Emídio Guerreiro, Luís Filipe Menezes, Nuno Encarnação, Tiago Vasconcelos, Fernando Ribeiro? São todos filhos de dirigentes do PSD e actuais deputados e/ou futuros deputados.

Não falta ninguém?

Estão lá Couto dos Santos, João de Deus Pinheiro, Mota Amaral, Pacheco Pereira, Luís Marques Guedes, Manuela Ferreira Leite, Luís Capoulas, Costa Neves, entre outros. A renovação recuperou muitos que brilharam nos anos de Cavaco Silva, já lá vão 15 anos. Mas a renovação foi tanta que ficaram de fora Dias Loureiro, Arlindo de Carvalho, Oliveira e Costa, Isaltino Morais, entre outros.

Rescaldo da noite das listas "sectárias e más"

Já o relógio roçava as duas horas da manhã quando Pedro Passos Coelho dizia que as listas eram "más, sectárias e mesquinhas" e que o programa era "enxuto".
Miguel Relvas passou a noite ao telefone com... Marques Mendes. Ora porque ia exigir o voto secreto, ora tinha conseguido que o voto fosse mesmo secreto, ora porque alguém criticava as posições de Manuela Ferreira Leite. Marques Mendes deitou-se tarde.
A líder do PSD, a abrir a reunião, foi avisando que queria um grupo parlamentar "fiel". Ficou dado o recado.
Pedro Passos Coelho dizia, ainda dentro da sala, que o "poder ten que ter a sabedoria de unir". Também estava dado o recado.
Nos corredores do hotel, um dirigente desabafava, em resposta às perguntas de quem é quem:

"Esse é o problema das listas, ninguém os conhece".

José Pedro Aguiar Branco, vice-presidente do PSD e deputado, num intervalo forçado, lamentava-se:

"Infelizmente, só há 250 deputados no Parlamento".

Ninguém se lembrou de lhe corrigir o erro e ele lá seguiu, satisfeito, por ter dado uma pequena lição sobre a vida parlamentar.
Luís Filipe Menezes - o outro, o filho - era um dos nomes mais citados da noite. Entra na lista do Porto em lugar elegível.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Coincidências com sabor a propaganda

O Governo voltou a anunciar a remodelação do Tribunal de Vila Franca de Xira, prevendo que as obras comecem daqui a 18 meses. E escolheu um domingo para o fazer, com declarações do secretário de Estado da Justiça, José Conde Rodrigues, à agência Lusa. Curiosamente, a decisão foi tomada há seis meses, com um acordo entre o Governo e a Câmara, e voltou a ser anunciada há três semanas.
Mas, neste domingo, o próprio secretário de Estado resolveu repetir o anúncio. Foi certamente uma coincidência esta insistência do Governo, na divulgação de tão importante obra, precisamente na véspera da visita, há muito agendada, de Manuela Ferreira Leite ao Tribunal de Vila Franca.

domingo, 2 de agosto de 2009

Convergência no mel de Coimbra

O Bloco de Esquerda também andou a "namorar" militantes do PS para integrarem a sua lista de Coimbra. Mas isso, no entender de Francisco Louçã, não é "tráfico de influências" como acusou Sócrates, mas sim, deve ele dizer um destes dias, uma convergência à esquerda. E ninguém pergunta ao líder do Bloco o que ele quis dizer exactamente com o tal "tráfico de influências"? E ele pede desculpa a José Sócrates ou não precisamente por causa do "tráfico de influências"?