O mais surpreendente nos resultados divulgados pelo INE é a... surpresa dos economistas. Quase todos que se prestaram a comentarem não escondem terem ficado admirados com a recuperação da Economia portuguesa, neste último trimestre. À partida, pensava-se que eles - os economistas - conseguiam analisar, prever e até arranjar soluções. Afinal não. A Economia, para os economistas, é assim uma obra do acaso. O que demonstra como andam longe da realidade.
Agora entendo as previsões catastróficas de Medina Carreira. Pois, se bem me lembro, quando houve um "crash" na Argentina, em 2001, o mesmo Medina Carreira previa um cenário igual em Portugal "dentro de três anos". Já lá vão oito. Tempos a tempos, vai repetindo as previsões da desgraça. Não admira portanto que também ele possa estar admirado.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Ctrl C + Ctrlv - 2
Para quem manifeste dúvidas sobre a vida relaxada de quem escreve os discursos de Jerónimo de Sousa.
Parte do programa eleitoral do PCP, apresentado ontem:
O PCP será governo, se e quando o povo português quiser. Força política com trabalho e obra reconhecida no poder local, o PCP está em condições de assumir as mais elevadas responsabilidades no país quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular com o reforço do PCP e com a ampliação decisiva da sua influência social, política e eleitoral. É nesse sentido que nos dirigimos aos trabalhadores e ao povo para com o seu voto contribuirem para a alteração da correlação de forças no plano institucional favorável ao PCP, que acabará por ditar uma outra política e um outro governo, patriótico e democrático, ao serviço dos trabalhadores e dos interesses nacionais.
Parte do discurso de Jerónimo de Sousa:
O PCP será governo, se e quando o povo português quiser. Força política com trabalho e obra reconhecida no poder local, o PCP está em condições de assumir as mais elevadas responsabilidades no país quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular com o reforço do PCP e com a ampliação decisiva da sua influência social, política e eleitoral. É nesse sentido que nos dirigimos aos trabalhadores e ao povo para com o seu voto contribuirem para a alteração da correlação de forças no plano institucional favorável ao PCP, que acabará por ditar uma outra política e um outro governo, patriótico e democrático, ao serviço dos trabalhadores e dos interesses nacionais.
Parte do programa eleitoral do PCP, apresentado ontem:
O PCP será governo, se e quando o povo português quiser. Força política com trabalho e obra reconhecida no poder local, o PCP está em condições de assumir as mais elevadas responsabilidades no país quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular com o reforço do PCP e com a ampliação decisiva da sua influência social, política e eleitoral. É nesse sentido que nos dirigimos aos trabalhadores e ao povo para com o seu voto contribuirem para a alteração da correlação de forças no plano institucional favorável ao PCP, que acabará por ditar uma outra política e um outro governo, patriótico e democrático, ao serviço dos trabalhadores e dos interesses nacionais.
Parte do discurso de Jerónimo de Sousa:
O PCP será governo, se e quando o povo português quiser. Força política com trabalho e obra reconhecida no poder local, o PCP está em condições de assumir as mais elevadas responsabilidades no país quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular com o reforço do PCP e com a ampliação decisiva da sua influência social, política e eleitoral. É nesse sentido que nos dirigimos aos trabalhadores e ao povo para com o seu voto contribuirem para a alteração da correlação de forças no plano institucional favorável ao PCP, que acabará por ditar uma outra política e um outro governo, patriótico e democrático, ao serviço dos trabalhadores e dos interesses nacionais.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Ctrl C + Ctrl V
O autor dos discursos, lidos por Jerónimo de Sousa, deve ter o trabalho mais fácil e mais relaxante do mundo.
Dúvida espanhola

Uns amigos espanhóis de uma jornalista, curiosos com um determinado cartaz que viram nas ruas portuguesas, não hesitaram em esclarecer as suas dúvidas com esta pergunta:
"Quien és aquella mujer que parece de la família Adams"?
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
De água espanhola escaldada, qualquer Moniz tem medo
José Eduardo Moniz, no remate de um discurso escrito, na hora de se apresentar como vice-presidente da Ongoing:
"Já é tempo de defender os Media em mãos portuguesas. Já é tempo de abandonar a tendência subserviente e reverente a tudo o que vem de fora, na maior parte das vezes, sem trazer ao País e aos negócios qualquer valor acrescentado".
"Já é tempo de defender os Media em mãos portuguesas. Já é tempo de abandonar a tendência subserviente e reverente a tudo o que vem de fora, na maior parte das vezes, sem trazer ao País e aos negócios qualquer valor acrescentado".
Como se dirá isto tudo em castelhano?
José Eduardo Moniz, na sua apresentação como vice-presidente da Ongoing, deixando definitivamente - ou talvez não - a TVI:
"Ao fim de muitos anos, senti-me verdadeiramente querido por parte de alguém com responsabilidades empresariais, sem reservas, subterfúgios ou jogos ocultos, (....) confesso que não estava habituado a tal tratamento"
"Ao fim de muitos anos, senti-me verdadeiramente querido por parte de alguém com responsabilidades empresariais, sem reservas, subterfúgios ou jogos ocultos, (....) confesso que não estava habituado a tal tratamento"
Mais vale tarde do que nunca
Depois de ter passado pela direcção da governamentalizada RTP e de ter sido director da TVI, José Eduardo Moniz, aos 57 anos de idade, descobriu que andou enganado:
"Sempre achei que Portugal se encontra demasiado dependente do Estado e atribui uma excessiva importância aos governos, acabando, por isso mesmo, vítima dos imobilismos que lhes são próprios, das suas perspectivas eleitoralistas e das lógicas tentaculares que os acompanham e que os impelem a tudo e todos querer controlar e condicionar."
"Sempre achei que Portugal se encontra demasiado dependente do Estado e atribui uma excessiva importância aos governos, acabando, por isso mesmo, vítima dos imobilismos que lhes são próprios, das suas perspectivas eleitoralistas e das lógicas tentaculares que os acompanham e que os impelem a tudo e todos querer controlar e condicionar."
Não deve ser uma empresa portuguesa, com certeza
A Ongoing Media apresentou hoje, em conferência de imprensa num hotel em Lisboa, a nova contratação: José Eduardo Moniz. A conferência estava marcada para as 10horas. Começou às 10horas.
O hotel é, por acaso, o favorito dos homens de negócios de... Angola.
O hotel é, por acaso, o favorito dos homens de negócios de... Angola.
sábado, 8 de agosto de 2009
Cavaco Silva mete uma cunha ou outra forma de compreender as notícias
As versões possíveis do folhetim Lobo Antunes pela pena, sempre inspirada, do Rodrigo.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Nada como ter um filho no lugar certo
Luís Filipe Menezes está, na SIC-Notícias, a elogiar as escolhas de Manuela Ferreira Leite, considerando-as "legítimas" ao mesmo tempo que desvaloriza as críticas dentro do PSD.
Longe vão os tempos que o ex-líder do PSD acusava Manuela Ferrreira Leite de "arrastar pelo país uma candidatura triste e cinzenta"; ou quando perguntava, em artigos de opinião, por que razão Manuela Ferreira Leite "não se calava"; ou até quando atacava o silêncio da mesma Manuela Ferreira Leite.
Mais dócil, Luís Filipe Menezes até jura fidelidade e promete ficar satisfeito se o PSD vencer as próximas eleições "nem que seja por um voto".
É difícil entender a repentina simpatia de Luís Filipe Menezes pela actual direcção do PSD que ele chegou a apelidar de uma "certa canalha". Mas talvez ajude olhar com atenção para a lista social-democrata do distrito do Porto. Em oitavo lugar, numa posição elegível, consta o militante Luís Filipe Valenzuela Menezes. O filho, o filho...
Longe vão os tempos que o ex-líder do PSD acusava Manuela Ferrreira Leite de "arrastar pelo país uma candidatura triste e cinzenta"; ou quando perguntava, em artigos de opinião, por que razão Manuela Ferreira Leite "não se calava"; ou até quando atacava o silêncio da mesma Manuela Ferreira Leite.
Mais dócil, Luís Filipe Menezes até jura fidelidade e promete ficar satisfeito se o PSD vencer as próximas eleições "nem que seja por um voto".
É difícil entender a repentina simpatia de Luís Filipe Menezes pela actual direcção do PSD que ele chegou a apelidar de uma "certa canalha". Mas talvez ajude olhar com atenção para a lista social-democrata do distrito do Porto. Em oitavo lugar, numa posição elegível, consta o militante Luís Filipe Valenzuela Menezes. O filho, o filho...
Nem a Acção Socialista se lembraria disso
Um jornal de ECONOMIA entrevista um jogador de FUTEBOL e fala-lhe de POLÍTICA para ele responder que apoia SÓCRATES. E o jornal de ECONOMIA faz disso assunto de primeira página.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O homem mais feliz do mundo, pelo menos há 24 horas

Em apenas num único dia e em férias, José Sócrates virou um homem feliz: assistiu, de sofá, ao "hara-kiri" do PSD e viu José Eduardo Moniz a ser afastado da TVI. A cereja agora seria a Manuela....
Dinastia social-democrata
O que têm em comum Emídio Guerreiro, Luís Filipe Menezes, Nuno Encarnação, Tiago Vasconcelos, Fernando Ribeiro? São todos filhos de dirigentes do PSD e actuais deputados e/ou futuros deputados.
Não falta ninguém?
Estão lá Couto dos Santos, João de Deus Pinheiro, Mota Amaral, Pacheco Pereira, Luís Marques Guedes, Manuela Ferreira Leite, Luís Capoulas, Costa Neves, entre outros. A renovação recuperou muitos que brilharam nos anos de Cavaco Silva, já lá vão 15 anos. Mas a renovação foi tanta que ficaram de fora Dias Loureiro, Arlindo de Carvalho, Oliveira e Costa, Isaltino Morais, entre outros.
Rescaldo da noite das listas "sectárias e más"
Já o relógio roçava as duas horas da manhã quando Pedro Passos Coelho dizia que as listas eram "más, sectárias e mesquinhas" e que o programa era "enxuto".
Miguel Relvas passou a noite ao telefone com... Marques Mendes. Ora porque ia exigir o voto secreto, ora tinha conseguido que o voto fosse mesmo secreto, ora porque alguém criticava as posições de Manuela Ferreira Leite. Marques Mendes deitou-se tarde.
A líder do PSD, a abrir a reunião, foi avisando que queria um grupo parlamentar "fiel". Ficou dado o recado.
Pedro Passos Coelho dizia, ainda dentro da sala, que o "poder ten que ter a sabedoria de unir". Também estava dado o recado.
Nos corredores do hotel, um dirigente desabafava, em resposta às perguntas de quem é quem:
"Esse é o problema das listas, ninguém os conhece".
José Pedro Aguiar Branco, vice-presidente do PSD e deputado, num intervalo forçado, lamentava-se:
"Infelizmente, só há 250 deputados no Parlamento".
Ninguém se lembrou de lhe corrigir o erro e ele lá seguiu, satisfeito, por ter dado uma pequena lição sobre a vida parlamentar.
Luís Filipe Menezes - o outro, o filho - era um dos nomes mais citados da noite. Entra na lista do Porto em lugar elegível.
Miguel Relvas passou a noite ao telefone com... Marques Mendes. Ora porque ia exigir o voto secreto, ora tinha conseguido que o voto fosse mesmo secreto, ora porque alguém criticava as posições de Manuela Ferreira Leite. Marques Mendes deitou-se tarde.
A líder do PSD, a abrir a reunião, foi avisando que queria um grupo parlamentar "fiel". Ficou dado o recado.
Pedro Passos Coelho dizia, ainda dentro da sala, que o "poder ten que ter a sabedoria de unir". Também estava dado o recado.
Nos corredores do hotel, um dirigente desabafava, em resposta às perguntas de quem é quem:
"Esse é o problema das listas, ninguém os conhece".
José Pedro Aguiar Branco, vice-presidente do PSD e deputado, num intervalo forçado, lamentava-se:
"Infelizmente, só há 250 deputados no Parlamento".
Ninguém se lembrou de lhe corrigir o erro e ele lá seguiu, satisfeito, por ter dado uma pequena lição sobre a vida parlamentar.
Luís Filipe Menezes - o outro, o filho - era um dos nomes mais citados da noite. Entra na lista do Porto em lugar elegível.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Coincidências com sabor a propaganda
O Governo voltou a anunciar a remodelação do Tribunal de Vila Franca de Xira, prevendo que as obras comecem daqui a 18 meses. E escolheu um domingo para o fazer, com declarações do secretário de Estado da Justiça, José Conde Rodrigues, à agência Lusa. Curiosamente, a decisão foi tomada há seis meses, com um acordo entre o Governo e a Câmara, e voltou a ser anunciada há três semanas.
Mas, neste domingo, o próprio secretário de Estado resolveu repetir o anúncio. Foi certamente uma coincidência esta insistência do Governo, na divulgação de tão importante obra, precisamente na véspera da visita, há muito agendada, de Manuela Ferreira Leite ao Tribunal de Vila Franca.
Mas, neste domingo, o próprio secretário de Estado resolveu repetir o anúncio. Foi certamente uma coincidência esta insistência do Governo, na divulgação de tão importante obra, precisamente na véspera da visita, há muito agendada, de Manuela Ferreira Leite ao Tribunal de Vila Franca.
domingo, 2 de agosto de 2009
Convergência no mel de Coimbra
O Bloco de Esquerda também andou a "namorar" militantes do PS para integrarem a sua lista de Coimbra. Mas isso, no entender de Francisco Louçã, não é "tráfico de influências" como acusou Sócrates, mas sim, deve ele dizer um destes dias, uma convergência à esquerda. E ninguém pergunta ao líder do Bloco o que ele quis dizer exactamente com o tal "tráfico de influências"? E ele pede desculpa a José Sócrates ou não precisamente por causa do "tráfico de influências"?
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Todos?!! Quem??
Paulo Campos, em entrevista à SIC-Notícias, depois de ter confirmado ter feito uma abordagem a Joana Amaral Dias:
"Lamento imenso esta figura que todos nós estamos a fazer"
"Lamento imenso esta figura que todos nós estamos a fazer"
Auto-cozinhado em lume brando

"Desminto ter convidado a dra Joana Amaral Dias", a 29 de Julho.
"Eu indaguei a dra Joana Amaral Dias da possibilidade de se candidatar nas listas do PS. Mas não foi um convite", a 31 de Julho.
Depois disto, percebe-se melhor as razões que levam Paulo Campos a não estar, ele próprio, em qualquer lista do PS candidata às próximas eleições.
Eis um membro do Governo atento à realidade
Paulo Campos, secretário de Estado, confessou hoje na SIC-Notícias que "nem sequer sabia o que era o IDT". Se alguém o encontrar por aí, ofereçam-lhe este endereço: http://www.idt.pt/PT/Paginas/HomePage.aspx.
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