segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Coincidências com sabor a propaganda

O Governo voltou a anunciar a remodelação do Tribunal de Vila Franca de Xira, prevendo que as obras comecem daqui a 18 meses. E escolheu um domingo para o fazer, com declarações do secretário de Estado da Justiça, José Conde Rodrigues, à agência Lusa. Curiosamente, a decisão foi tomada há seis meses, com um acordo entre o Governo e a Câmara, e voltou a ser anunciada há três semanas.
Mas, neste domingo, o próprio secretário de Estado resolveu repetir o anúncio. Foi certamente uma coincidência esta insistência do Governo, na divulgação de tão importante obra, precisamente na véspera da visita, há muito agendada, de Manuela Ferreira Leite ao Tribunal de Vila Franca.

domingo, 2 de agosto de 2009

Convergência no mel de Coimbra

O Bloco de Esquerda também andou a "namorar" militantes do PS para integrarem a sua lista de Coimbra. Mas isso, no entender de Francisco Louçã, não é "tráfico de influências" como acusou Sócrates, mas sim, deve ele dizer um destes dias, uma convergência à esquerda. E ninguém pergunta ao líder do Bloco o que ele quis dizer exactamente com o tal "tráfico de influências"? E ele pede desculpa a José Sócrates ou não precisamente por causa do "tráfico de influências"?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Todos?!! Quem??

Paulo Campos, em entrevista à SIC-Notícias, depois de ter confirmado ter feito uma abordagem a Joana Amaral Dias:

"Lamento imenso esta figura que todos nós estamos a fazer"

Auto-cozinhado em lume brando


"Desminto ter convidado a dra Joana Amaral Dias", a 29 de Julho.

"Eu indaguei a dra Joana Amaral Dias da possibilidade de se candidatar nas listas do PS. Mas não foi um convite", a 31 de Julho.
Depois disto, percebe-se melhor as razões que levam Paulo Campos a não estar, ele próprio, em qualquer lista do PS candidata às próximas eleições.

Eis um membro do Governo atento à realidade

Paulo Campos, secretário de Estado, confessou hoje na SIC-Notícias que "nem sequer sabia o que era o IDT". Se alguém o encontrar por aí, ofereçam-lhe este endereço: http://www.idt.pt/PT/Paginas/HomePage.aspx.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Assalto à mão desarmada


Um contribuinte entrega a declaração do IRS com um dia de atraso e, por isso, é penalizado em 50 euros. Liquidada a multa, o mesmo contribuinte recebe outra notificação das Finanças, desta vez, a exigir novo pagamento de 125 euros. Por, justifica o papelinho do Fisco, ter entregue a declaração de IRS fora do prazo.

Um assalto destes só pode provocar um sentimento de solidariedade com outros assaltantes, os tais que Paulo Portas tanto condena. Estes, pelo menos, são mais honestos: quando roubam, mostram a arma e não deixam dúvidas a ninguém que estão a roubar. Não se refugiam em subtilezas legislativas ou de decretos. São bem mais confiáveis e, em comparação com o Fisco, merecem mais respeito.

Os disparates que eles dizem

Já perdi a conta à quantidade de vezes que o PS - e, já agora, o Governo - se serviu do CCB para apresentar as suas iniciativas. Como aconteceu hoje na apresentação do programa socialista. De todas as vezes, recordo-me sempre de uma frase de Alberto Martins, o ainda líder parlamentar do PS, dita na altura da inauguração do mesmo CCB:

"O CCB é uma montanha de betão absolutamente inútil"

E não é de agora que se percebe como tem sido verdadeiramente inútil aquela montanha de betão para o PS.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Há avenidas mais iguais do que outras

Há uma avenida em Lisboa muito especial. Liga o quartel do Ralis à rotunda de Moscavide, dá pelo nome de Av. Alfredo Bensaúde, e tem a particularidade de não ter muitos prédios, mas tem um túnel, três faixas de rodagem para cada lado e é ladeada, por uma laboratório e pelo colégio São Miguel Arcanjo. No final da avenida (ou início conforme o sentido), há uns prédios que serviram para realojar antigos habitantes de barracas. De outro lado, existem umas vivendas cujos habitantes, mais afastados da avenida, nem têm qualquer ligação com ela.

Apesar disto, esta a avenida é seguramente a mais rigorosamente vigiada de Lisboa. Ali, já construiram um viaduto para pedestres; introduziram as irritantes e altas lombas; quase todos os dias, havia uma operação da BT da GNR; e, por fim, muniram toda a avenida de semáforos e radares que, em conjunto, controlam a velocidade ao metro.

É um autêntico mistério o investimento que se fez ali (e que se continua a fazer) para travar a velocidade. Nem outras avenidas, em Lisboa, recheadas de prédios de habitação, escritórios ou escolas e sobretudo altamente movimentadas merecem uma atenção tão empenhada.
O que me aguça a curiosidade: quem será que estuda naquele colégio? Quem será o pai zeloso que tratou de cuidar da segurança do filho?

Afinal, há soluções rápidas para a gripe

Manuela Ferreira Leite curou-se rapidamente da maleita que a apoquentava. Bastou terminar o comício do Chão da Lagoa. Nem a aspirina, da Bayer, é assim tão eficiente.

domingo, 26 de julho de 2009

O mal-amado...até no PS

Já se sabia que o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, não é propriamente um bem-querido dentro do PS e até do Governo. Aliás, conta-se que, de vez em quando, o ministro recebe uma reprimenda de Pedro Silva Pereira em pleno Conselho de Ministros que, veladamente, trata de lhe explicar que ele tutela "apenas" a Cultura. Também é voz corrente que a escolha de Pinto Ribeiro foi motivada por um erro no contacto telefónico.
Talvez para provar que ele é o homem errado no sítio errado, os amigos socialistas, agrupados num blogue de apoio a Sócrates e ao PS, não o poupam. Era suposto que o blogue apoiasse as medidas do Governo. E deve cumprir a missão para que foi criado, mas Pinto Ribeiro deve ser a excepção.

sábado, 25 de julho de 2009

O exemplo

João Tiago Silveira, o porta-voz do PS, não vai ser candidato a deputado nas próximas eleições por vontade própria. Pelo currículo - secretário de Estado, professor universitário... - pelo que tem combatido a burocracia neste país e por ser porta-voz do partido, Tiago Silveira até poderia entrar no Parlamento no lugar que quisesse. Mas não quis, argumentando que se "sente mais útil noutra actividade política" e não negando o apoio total - como ele diz, "a 300 por cento" - a José Sócrates e ao PS.

Numa altura em que uns lamuriam, barafustam, gritam, protestam por não constarem em nenhuma lista, em que outros choram, imploram, humilham-se por um lugarzinho no Parlamento e outros sentem-se altamente capacitados para serem deputados, a atitude de João Tiago Silveira é um exemplo. E uma indirecta a muita gente, incluíndo a algumas figuras do seu próprio partido.

Passou-lhe um TGV por cima

No campeonato das Obras Públicas, que se disputa internamente no PS, o resultado, por enquanto, está assim: Ana Paula Vitorino 1 Paulo Campos 0.
Ah, Paulo Campos não consta de nenhuma lista candidata às próximas eleições legislativas. Ana Paula Vitorino é a nº 3 pelo distrito do Porto.

TGV do Porto a Guarda em 90 minutos

Francisco Assis saiu da reunião do PS, às 23.30, garantindo que estava em sétimo lugar na lista do Porto candidata à Assembleia da República. Perto da uma hora da manhã, surgiu como cabeça-de-lista pelo distrito da Guarda.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Dinastia socialista

O que têm em comum Luís Gonelha, Paulo Campos, Maria Antónia Almeida Santos, Afonso Candal, João Soares, Catarina Mesquita Machado? São todos filhos de dirigentes do PS e actuais deputados e/ou futuros deputados.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

WIP

O PSD já prometeu apresentar um programa minimalista, anunciado pelo vice-presidente Aguiar Branco. Tem lógica. É um programa Work in Progress. Adapta-se a qualquer circunstância, a qualquer momento, a qualquer lógica, a qualquer ideia, conforme os caprichos do vento. E é bem mais fácil a defesa: ninguém vai poder atacar o PSD por não ter cumprido o programa eleitoral.

Hipocrisias destapadas

A Assembleia da República babou-se de elogios a Manuel Alegre, na hora da despedida. Não vai ser candidato e assim termina hoje a sua missão de 34 anos. Na memória do Parlamento, fica o preâmbulo da Constituição que saiu do seu punho e as guerras que fez ao Governo de José Sócrates, especialmente nos últimos dois anos.
Parece pouco para 34 anos de actividade. A mim e talvez a outros que resolveram despejar elogios. Por isso, José Lello, deputado do PS e dirigente socialista, escreveu esta frase que resume uma parte da sessão parlamentar:

"Panegíricos, petições, hipocrisias várias e campanhas eleitorais encapotadas"

Admirável mundo novo

Matilde Sousa Franco, deputada do PS, mas sem filiação partidária, despediu-se esta tarde do Parlamento onde esteve durante quatro anos. Além de lamentar ter de respeitar a disciplina de voto, Matilde Sousa Franco sublinhou, no seu discurso final, uma ideia que teve e que gostaria de ver concretizada: a criação da cadeira de Educação para a Felicidade, a ser ministrada do 1º ao 12º ano. Entre os temas obrigatórios, a referida cadeira teria temas tão diversos como "amor", "alegrias", "desgostos", "frustações" e "paz". Só faltam os passarinhos, as flores e as borboletas no ar.

Rebuçados que duram uma manhã

Beneméritos como só eles sabem ser, os homens que dirigem os trabalhos na Assembleia da República resolveram dar os lugares às suas colegas. Assim, pela primeira vez, o Parlamento tem, nesta manhã, na mesa da presidência, quatro mulheres: Celeste Correia e Rosa Albernaz, do PS, Ofélia Moleiro, do PSD, e Teresa Caeiro, do CDS. São quatro e todas louras. E por um dia - por um único dia - dirigem os trabalhos. Mas como tal como os rebuçados é coisa para durar pouco tempo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O que importa mesmo é aparecer que as listas estão a ser elaboradas

O PS realizou mais um encontro das "Novas Fronteiras" dedicado, desta vez, à saúde. No elevador, do Museu do Oriente, onde se realizou o encontro, houve este diálogo, entre duas senhoras, numa versão mais avançada de "santanetes":

- E hoje qual vai ser o tema?
- Não sei. Acho que é sobre a saúde
- Ah... não sabia. Mas também é importante

Todos os caminhos vão dar a Angola

Já aqui tinha assinalado o interesse mundial por Angola. Um beija-mão a José Eduardo dos Santos, à escala planetária, em que só faltava Obama. É certo que ele ainda não marcou uma visita, mas mandou a sua secretária de Estado. Hillary Clinton vai aterrar em Luanda, na primeira semana de Agosto. Os EUA não querem perder o comboio.