sábado, 27 de junho de 2009

JS continua a saber escolher o melhor Patrocínio

José Sócrates conseguiu igualar os aplausos destinados a Carolina Patrocínio. Pudera: prometeu empregar cinco mil jovens na Função Pública. Os jovens, crentes, esqueceram-se da outra promessa, mais ambiciosa, feita em 2005.

JS sabe escolher o melhor Patrocínio.


O PS, a JS e José Sócrates juntaram mais de 700 jovens na FIL, em Lisboa, para falar sobre políticas de juventude. Então por que raio esta jovem, na foto, convidada especial, recebeu mais aplausos do que o primeiro-ministro?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O golpista que afinal é um exemplo

Ontem, num jantar com o grupo parlamentar do PSD, Manuela Ferreira Leite elogiou Pedro Santana Lopes, não fintando os termos, e considerando que ele é "um exemplo democrático". Pois, mas o mesmo "exemplo democrático" foi acusado, em tempos, pela mesma Manuela Ferreira Leite de querer liderar um "golpe de Estado":

"Sem um Congresso ninguém tem legitimidade para nomear um novo Presidente do PSD e, por inerência, primeiro-ministro. Tal configuraria um golpe de Estado no partido".

Na altura, Manuela Ferreira Leite era ministra de Estado e das Finanças e já estava a prever a sua saída com a fuga de Durão Barroso para Bruxelas.
Fica a dúvida: nas próximas eleições autárquicas, a líder do PSD vai querer apoiar um "exemplo democrático" ou um golpista?

Tábua da salvação

A empresa angolana, detentora do jornal "Sol", abanou alguns espíritos ao comprar parte do grupo Impresa, de Francisco Pinto Balsemão. Nada de novo. Há muito que os angolanos estão interessados em investir - e a sério! - na comunicação social portuguesa. Até porque a hora, em Angola, é de se contar as "espingardas" políticas, por que José Eduardo dos Santos não é eterno.
A pedido de um colega de profissão, tentei explicar as intenções e ambições dos angolanos. E recebi este comentário desesperado:

"Por favor, diz-lhes para comprar primeiro o nosso grupo. Primeiro nós, primeiro nós..."

Assim se passeia a glória portuguesa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fidelidades


Quem for pela primeira vez ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, e precisar de encontrar o gabinete de Edite Estrela, não tem nada que enganar: é o que tem uma enorme fotografia de José Sócrates à entrada. Igualzinha a esta.

Ela está no meio de nós

É nestes momentos que mais me lembro de Manuela Ferreira Leite: chegou o papelinho das Finanças para liquidar o Pagamento por Conta. É o segundo do ano.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dúvida teológica que só a tv pode desfazer

Seria possível a Nossa Senhora (de Fátima ou de Medjugore) entrevistar a Madre Teresa de Calcutá? Sim, a impossibilidade histórica vai acontecer, esta noite, na SIC-Notícias a partir das 21 horas.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ele come tudo. Ela não brinca em serviço.

Paulo Rangel chegou, viu e açambarcou. O cabeça de lista do PSD nas europeias foi hoje eleito para uma das (muitas) vice-presidências do grupo parlamentar do PPE. Depois de já ter garantido a liderança da delegação laranja, indiferente ao facto de contar na equipa com alguém como Carlos Coelho, com anos e quilómetros de experiência europarlamentar.

Do lado socialista, terminada a campanha, as coisas voltam a ocupar a sua ordem natural. As rédeas da agora bastante mais reduzida delegação rosa continuam nas mãos de Edite Estrela.

Sondagens que aquecem o coração presidencial

O presidente da República, Cavaco Silva, referiu-se hoje, na Escócia, saber que há "sondagens que terão sido feitas e que manifestam uma preferência por eleições simultâneas". Tudo aponta portanto que Cavaco Silva escolha marcar as legislativas precisamente para o mesmo dia em que o Governo marcará as autárquicas. As sondagens reforçam-lhe apenas o desejo. Ainda bem que o presidente português, depois do que se passou nas últimas eleições europeias, continua a confiar nas empresas de sondagens.
E ainda bem que Cavaco Silva, que nunca comenta assuntos internos no estrangeiro, resolva falar dos seus estados de alma...na Escócia.
Recorde-se que, entre os partidos políticos com assento parlamentar, apenas o PSD, de Manuela Ferreira Leite, prefere eleições simultâneas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Recado a Rangel

O Conselho Nacional do PSD está reunido, esta noite, num hotel em Lisboa para discutir a situação política. Pelos corredores do hotel, ao lado do bar, um dirigente social-democrata resolveu recordar as afirmações de Nicolás Sarkozy de outros tempos. Quando apenas sonhava com o Eliseu, Sarkozy confessou que gostava de ser presidente e que se via como tal "todos os dias de manhã até a fazer barba".
Recordada a história, o mesmo dirigente do PSD comentou:

"Ele podia dizer isso por que já tinha estatuto para o dizer. Mas há outros que ainda não têm esse estatuto para ambicionar cargos de presidente".

O 7 de Junho ainda só foi há 15 dias e Outubro ainda está longe. Isto promete.

TGV e a vontade de agradar a toda a velocidade

As declarações de Durão Barroso sobre o TGV são daquelas tiradas feitas por medida. Para agradar e para não se comprometer. Portugal espera receber para a alta velocidade 955 milhões de euros do Fundo de Coesão e 382 milhões das chamadas "redes transeuropeias". Os primeiros fazem parte do dinheiro já previsto para o país para o período de 2007 a 2013 e, se não for para o TGV, poderá ser renegociado para outra coisa qualquer. Tal como diz Durão.

Já em relação aos restantes 382 milhões, é diferente: eles servem para financiar "redes transeuropeias", mais concretamente projectos concretos de troços tranfronteiriços de ligações de âmbito europeu (TGV, auto-estradas, "auto-estradas do mar", etc). Se essas ligações não forem feitas ou forem muito atrasadas o dinheiro vai à vida, porque não é suposto ele financiar mais coisa nenhuma (a menos que Portugal sacasse da cartola alguma auto-estrada para Espanha de última hora). Mas, neste caso concreto, "vai à vida" é apenas uma forma de expressão. Porque é dinheiro que Portugal nunca veria, a menos que estivesse envolvido em projectos desta natureza (fosse o TGV ou outra coisa qualquer).

Por isso, sem dizer toda a verdade, Barroso também não está a mentir. E José Sócrates, que tanto o defendeu na semana passada em Bruxelas, agradece.

Nós Europeus??????

TGV e os fundos à velocidade que se quiser

Apesar da chuva de notícias a dar conta que Portugal terá de devolver fundos comunitários caso desista de construir o TGV, Durão Barroso esclareceu hoje em Lisboa o que já se deveria saber:

"Sanções não. Nem há devolução de fundos. Nesse caso (em caso de desistência), teria de renegociar. Se não utilizar os fundos que estão determinados para um projecto, pode e deve renegociar para outros. Se não os quiser perder, terá de renegociar, de certeza".

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A justiça é cega. Ou apenas míope.

No despacho em que justifica o arquivamento do inquérito dos “voos da CIA”, o Ministério Público concluiu que as pessoas em "situação de aparente detenção" vistas na Base das Lajes, Açores, "seriam militares norte-americanos" ou "dois detidos de nacionalidade portuguesa deportados do Canadá".

Ou então até poderia ser uma trupe de trapezistas chineses a actuar sem licença ou um grupo de Pauliteiros de Miranda apanhados a conduzir embriagados.

Ou seja, sem fazer a mínima ideia do que é que era, o MP tem a certeza absoluta do que não era. No fundo, podia ser qualquer coisa. Desde que não fosse aquilo que se suspeitava que pudesse ser.

6+2

8 - a quantidade de vezes que Durão Barroso disse, na conferência de imprensa na quinta-feira à noite, estar "orgulhoso" pelo apoio manifestado pelos líderes dos 27 a um segundo mandato na Comissão Europeia. Seis em inglês e duas em francês, no espaço de poucos minutos. Para que não restassem dúvidas. Além de se confessar "emocionado". E ainda dizem que os políticos não têm sentimentos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Recordar é viver

Em Junho de 2005 a Lusa fez uma cronologia dos acontecimentos que, no ano anterior, conduziram Barroso à presidência da Comissão Europeia. Rezava assim a referência ao sucedido no dia 18 de Junho, há exactamente cinco anos:

18 Jun: Reunidos em Cimeira, em Bruxelas, os líderes europeus não chegam a consenso sobre o candidato do Conselho, e o nome do comissário português António Vitorino fica praticamente excluído. Em conferência de imprensa no final da cimeira, Durão Barroso diz que foi convidado por vários líderes, "e a todos disse que não era candidato".

O que se grita lá fora, engole-se cá dentro

Logo a seguir às eleições em Angola, a eurodeputada Ana Gomes resolveu, com uma certa dose de histeria e de irresponsabilidade, falar em "irregularidades" ao mesmo tempo que se queixava das condições dadas aos observadores. Ela própria foi uma observadora e, nessa qualidade, zurziu sobre a organização das eleições.
A 7 de Junho, as eleições, em Portugal, deram no que deram e até deu para eleitores votarem duas vezes. Estava à espera que a mesma Ana Gomes, apesar da derrota, fizesse um comentário sobre a organização portuguesa. Ou, com a mesma leviana rapidez que usou em Angola, sugerisse a presença de observadores em Portugal. Em Angola, não falta gente que gostasse de ir passear para Lisboa, tal qual Ana Gomes foi fazer para Luanda. Mas, certamente, com mais tino.

Com ele a miúda vai sempre atrás

E assim decorreu a viagem do chefe do governo e da líder da oposição: ele lá à frente, em executiva, ela umas cadeiras mais atrás, em classe económica.

Bloco Central pelos ares

José Sócrates e Manuela Ferreira Leite estão neste momento a bordo do mesmo avião da TAP, com destino a Bruxelas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

As (in)certezas de Durão

Se as coisas correrem como se prevê, os líderes dos 27 vão amanhã apoiar a recondução de Barroso à frente da Comissão Europeia. Mas a decisão só será formalizada (e tornada irreversível) numa fase posterior. Dez anos depois, está na altura de Durão repetir e adaptar uma das frases mais marcantes da sua carreira artística nacional:

“Tenho a certeza que serei presidente da Comissão Europeia, só não sei é quando”.