quarta-feira, 17 de junho de 2009
Ai, vai ser tão difícil
José Sócrates agendou uma entrevista, na SIC-Notícias, para esta noite a partir das 21 horas. A entrevistadora será Ana Lourenço. No PS, espera-se tanta dificuldade na prestação do líder, mas tanta, que é a própria página de José Sócrates a anunciar a entrevista e a convidar toda a gente a assistir em directo e até com uma caixa de comentários aberta em socrates2009.pt.
Cordeiro? Só na Bíblia...
Andava meio mundo preocupado que José Sócrates tinha encolhido as garras, depois do resultado de 7 de Junho. Bastou um debate na Assembleia da República para se provar que Sócrates continua igual a ele próprio. Até acusou deputados de usarem "argumentos infantis". Paulo Portas, que resolveu apresentar uma folclórica moção de censura, tirou a conclusão do debate:
"O senhor primeiro-ministro está igual, absolutamente igual".
Já se pode então respirar de alívio. De cordeiros, só rezam as histórias da Bíblia. E, como se sabe, são sacrificados. Os que não são, ninguém os suporta.
"O senhor primeiro-ministro está igual, absolutamente igual".
Já se pode então respirar de alívio. De cordeiros, só rezam as histórias da Bíblia. E, como se sabe, são sacrificados. Os que não são, ninguém os suporta.
Da abstenção nas europeias e outros demónios
Não faço ideia porque é que os europeus não votam nas europeias. Provavelmente deve haver tantas explicações quantos países e, dentro de cada um deles, uma panóplia de teorias e razões.
Mas a coboiada em que se está a tornar o processo de escolha do futuro presidente da Comissão Europeia mostra bem como o “Planeta Bruxelas” (com os seus eurodeputados, governos, comissões europeias e jornalistas) está longe da Terra.
Até agora só há um candidato à sucessão de Barroso: o próprio Durão. E a grande questão que consome o debate político europeu é saber se os líderes, no Conselho Europeu desta quinta e sexta-feira, lhe vão dar o seu apoio “jurídico” ou apenas “político” a um segundo mandato. Se o apoio for “apenas” político, terão que, numa ocasião posterior, tomar a tal decisão “jurídica”. Ninguém sabe muito bem como, nem quando isso poderá acontecer. Nem exactamente porquê.
Os argumentos para fazer uma coisa ou a outra são bastante variados. Alguns fazem sentido, outros nem por isso. Mas nada é muito claro. E parece que tudo acontece numa galáxia muito, muito longínqua daquela que no passado dia 7 de Junho ignorou completamente as eleições para o Parlamento Europeu.
Mas a coboiada em que se está a tornar o processo de escolha do futuro presidente da Comissão Europeia mostra bem como o “Planeta Bruxelas” (com os seus eurodeputados, governos, comissões europeias e jornalistas) está longe da Terra.
Até agora só há um candidato à sucessão de Barroso: o próprio Durão. E a grande questão que consome o debate político europeu é saber se os líderes, no Conselho Europeu desta quinta e sexta-feira, lhe vão dar o seu apoio “jurídico” ou apenas “político” a um segundo mandato. Se o apoio for “apenas” político, terão que, numa ocasião posterior, tomar a tal decisão “jurídica”. Ninguém sabe muito bem como, nem quando isso poderá acontecer. Nem exactamente porquê.
Os argumentos para fazer uma coisa ou a outra são bastante variados. Alguns fazem sentido, outros nem por isso. Mas nada é muito claro. E parece que tudo acontece numa galáxia muito, muito longínqua daquela que no passado dia 7 de Junho ignorou completamente as eleições para o Parlamento Europeu.
E que tal um campo de reeducação?
O PSD anda ainda não se recompôs da surpresa de ter ganho as eleições e já andam, por lá, almas agitadas. Como as lentes dos binóculos apontam para uma vitória, Pedro Marques Lopes, amigo de outro Pedro, o Passos Coelho, veio fazer uma proposta revolucionária. De tal forma que faz lembrar, assim de repente, algumas sugestões, criadas noutros tempos, por alguns revolucionários. Reparem nestas pérolas:
"A verdade é que o PSD precisa duma espécie de controlador de opiniões...
Alguém que descodifique as infames conspirações organizadas...
Tem de ser uma pessoa humilde, séria (muito séria, mesmo) e sacrificando mesmo a sua vida pessoal, tenha a coragem de ir para os jornais (os sérios, claro), as televisões, para o blog (sério, bem entendido) denunciar publicamente os revisionistas...
...encabeçar uma espécie de tribunal para expurgar os maldizentes...
...o PSD purificado..."
Ou está para nascer a "superioridade moral dos sociais-democratas da Lapa" ou, não tarda nada, será criado um campo de reeducação. O texto, de inspiração maoista, pode ser lido aqui.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Uma língua sem densidade própria
Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, confessou hoje, num colóquio sobre a Língua Portuguesa realizado na Assembleia da República, que o Instituto Internacional da Língua Portuguesa vive "uma indefinição e desorientação estratégica há anos". E acrescentou: "há que dizê-lo sem nenhuma ambiguidade".
Luís Amado só não esclareceu as razões para essa paralização. Afinal, há quatro anos que ele está no Governo - e já tinha sido secretário de Estado da Cooperação no tempo de António Guterres - e há mais de dois anos que dirige o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Mas a confissão do ministro deu para se perceber o alcance desta afirmação de Jaime Gama proferida precisamente no mesmo colóquio:
"Há ministros com densidade própria"
Ora deduz-se que há outros ministros sem densidade.
Luís Amado só não esclareceu as razões para essa paralização. Afinal, há quatro anos que ele está no Governo - e já tinha sido secretário de Estado da Cooperação no tempo de António Guterres - e há mais de dois anos que dirige o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Mas a confissão do ministro deu para se perceber o alcance desta afirmação de Jaime Gama proferida precisamente no mesmo colóquio:
"Há ministros com densidade própria"
Ora deduz-se que há outros ministros sem densidade.
Há derrotas assim: transformam o sal em mel
José Sócrates, o animal feroz, anda mais macio. Diz quem conhece.
O silêncio é de ouro
É a máxima adoptada por Durão Barroso. Pelo menos até os líderes dos 27 decidirem apoiar a sua manutenção em Bruxelas por mais cinco anos, o que deverá acontecer na quinta-feira à noite. Até lá, as aparições públicas de Durão foram reduzidas ao mínimo indispensável e os contactos com a imprensa completamente banidos: foi anulada a habitual conferência de imprensa que antecede os Conselhos Europeus, bem como o pequeno-almoço que costuma realizar com um pequeno grupo de jornalistas de vários países na manhã do segundo dia da Cimeira (e cujo conteúdo é sempre em off).
Desafinação total
O Estado da cultura, em Portugal, é aqui bem retratado. Depois da Gulbenkian ter acabado com a sua companhia de bailado, Belgais segue--lhe os passos com a música, num projecto que já foi considerado de eleição. Por cá, quem não suportar os tonys carreiras e os concertos ensurdecedores vive mal. Resta uma consolação: de anos a anos, passa por cá a orquestra juvenil da Venezuela. Só para marcar diferenças entre quem defende a cultura e o... resto. A dimensão de um país não é apenas geográfica.
A silenciosa antecipação
Há meses que corre o rumor, em Angola, de que uma grande empresa de construção civil portuguesa teria sido comprada por angolanos. Há meses que se fala, em Angola, das intenções de ser criada, de raíz e em território angolano, uma grande empresa de construção civil. O interesse é óbvio: o país está em plena reconstrução de todas as infraestruturas, desde pontes a estradas, passando por hotéis, escolas e estádios de futebol. Por Angola, vão dominando, nos grandes projectos, uma empresa brasileira, que é, ela própria, quase um Estado dentro do Estado, e umas grandes portuguesas.
Antecipando-se aos rumores, às intenções que não passaram das longas conversas em bares de hotel e aos desejos de uns quantos portugueses e angolanos, a Mota-Engil acaba de formalizar a criação de uma empresa em Angola, juntando-se a capitais angolanos. Deve ser o maior passo, e certamente õ mais decisivo, da empresa. Curiosamente, a Mota-Engil nem sequer tinha entrado nesta lista de rumores. Foi pela calada e, desconfio, já deve estar com um olho nos países vizinhos de Angola.
Antecipando-se aos rumores, às intenções que não passaram das longas conversas em bares de hotel e aos desejos de uns quantos portugueses e angolanos, a Mota-Engil acaba de formalizar a criação de uma empresa em Angola, juntando-se a capitais angolanos. Deve ser o maior passo, e certamente õ mais decisivo, da empresa. Curiosamente, a Mota-Engil nem sequer tinha entrado nesta lista de rumores. Foi pela calada e, desconfio, já deve estar com um olho nos países vizinhos de Angola.
No pasa nada?
Na edição de hoje do Público, os Montes Urais (a formação geográfica que separa as partes europeia e asiática da Rússia) foram rebaptizados. Passaram a ser os Montes Urales: "Brasil, Rússia, Índia e China vão afinar a uma só voz nos Urales". Até se podia pensar que fosse uma antecipação da aplicação de algum detalhe do acordo ortográfico, mas nem isso. É o que dá traduzir directamente um texto de uma agência estrangeira (espanhola? anglófona?), por alguém que nunca ouviu falar no assunto e que não tem ninguém para rever o texto e evitar a publicação do disparate. Um pequeno episódio que diz muito sobre o estado do jornalismo português.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Deixai vir a mim as criancinhas
No meio da sua intensa e ocupada agenda, Durão Barroso encontrou algum tempo para receber esta tarde um grupo de 27 jovens (um de cada país da União) que lhe vão entregar uma declaração de apoio à sua recandidatura à Comissão Europeia.
O “Manifesto 27” é uma iniciativa “de caris apartidário e têm especial relevancia no contexto actual europeu (sic)”, promovida por um jovem português que será igualmente o respectivo porta-voz.
Vamos partir do princípio que os erros de português se devem ao carácter transnacional e multilinguístico deste gesto das bases europeias e deixar esse aspecto de parte (depois de o resto das bases ter dito o que pensa disto tudo através da abstenção nas eleições europeias).
Mas não deixa de ser curioso ver Barroso arranjar tempo para este tipo de coisa, precisamente na semana em que os líderes dos 27 vão decidir o seu destino. Será que está à espera que o Manifesto provoque uma vaga de fundo que afogue os líderes europeus na evidência de que não há alternativa a Durão a não ser ele próprio? Ou será que o nervoso miudinho que se apoderou do ex-primeiro-ministro português nos últimos dias começa a levar a melhor?
O “Manifesto 27” é uma iniciativa “de caris apartidário e têm especial relevancia no contexto actual europeu (sic)”, promovida por um jovem português que será igualmente o respectivo porta-voz.
Vamos partir do princípio que os erros de português se devem ao carácter transnacional e multilinguístico deste gesto das bases europeias e deixar esse aspecto de parte (depois de o resto das bases ter dito o que pensa disto tudo através da abstenção nas eleições europeias).
Mas não deixa de ser curioso ver Barroso arranjar tempo para este tipo de coisa, precisamente na semana em que os líderes dos 27 vão decidir o seu destino. Será que está à espera que o Manifesto provoque uma vaga de fundo que afogue os líderes europeus na evidência de que não há alternativa a Durão a não ser ele próprio? Ou será que o nervoso miudinho que se apoderou do ex-primeiro-ministro português nos últimos dias começa a levar a melhor?
Mistério jornalístico
É daquelas coisas que já aconteceram e se repetirão várias vezes enquanto houver jornais e jornalistas, mas que não deixam de ser intrigantes: um destacado responsável político português responde a várias perguntas de um grupo de jornalistas que depois as reproduzem nas suas rádios, televisões, jornais e agências. Ainda assim, apesar de toda a projecção que as ditas declarações tiveram, há alguém que as consegue publicar em formato de pergunta-resposta e assinar como se se tratasse de uma entrevista exclusiva a um único órgão de comunicação social.
A líder que se abandona a ela própria
Pode não ser inédito, mas é caso raro. Muito raro: Manuela Ferreira, acompanhada por José Luís Arnaut e Aguiar Branco, esteve reunida mais de 15 minutos com José Sócrates, em São Bento, a discutir o próximo Conselho Europeu. Terminada a reunião, a líder do PSD zarpou da residência oficial, sem qualquer comentário, evitando falar, como é normal nestas ocasiões, aos jornalistas.
Na sala de imprensa, uma jornalista comentava que Manuela Ferreira Leite até se "abandona a ela própria".
Na sala de imprensa, uma jornalista comentava que Manuela Ferreira Leite até se "abandona a ela própria".
sábado, 13 de junho de 2009
O nunca tem muitas variáveis
O presidente da República, Cavaco Silva, que "nunca comenta assuntos internos quando está no estrangeiro", fartou-se de falar em Nápoles sobre...Portugal. Comentou a abstenção nas eleições europeias, a data para as próximas eleições legislativas e até sobre... Cristiano Ronaldo. Ninguém se lembrou de lhe perguntar sobre Dias Loureiro, ou outra coisa parecida, para ouvir a santificada e batida frase "o presidente da República NUNCA comenta assuntos internos no estrangeiro".
Ao beija-mão mundial, só falta o Obama
O presidente russo, Dmitri Medvedev, visita oficialmente Angola no dia 26 deste mês. Depois das eleições que resultaram numa esmagadora maioria ao MPLA, já visitaram Luanda o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o Papa Bento XVI, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, entre outros. José Eduardo dos Santos foi recebido com a pompa devida por Ângela Merkl, durante um périplo europeu que o levou a Portugal.
E, para este ano, estão anunciadas as visitas do novo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do presidente do Brasil, Lula da Silva.
Neste beija-mão mundial, faltam Gordon Brown, mas esse nem sabe se fica muito tempo na cadeira do poder, e de Barack Obama. Alguns destes dirigentes e respectivos acólitos, ainda há pouco tempo, questionavam a legalidade de José Eduardo dos Santos continuar na presidência, sem que houvesse um novo escrutínio eleitoral (como se sabe, o último foi em 1992). Hoje, estendem-lhe vários tapetes vermelhos. E certamente nem se importariam que Dos Santos continuasse por lá por muitos e bons anos sem... eleições.
E, para este ano, estão anunciadas as visitas do novo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do presidente do Brasil, Lula da Silva.
Neste beija-mão mundial, faltam Gordon Brown, mas esse nem sabe se fica muito tempo na cadeira do poder, e de Barack Obama. Alguns destes dirigentes e respectivos acólitos, ainda há pouco tempo, questionavam a legalidade de José Eduardo dos Santos continuar na presidência, sem que houvesse um novo escrutínio eleitoral (como se sabe, o último foi em 1992). Hoje, estendem-lhe vários tapetes vermelhos. E certamente nem se importariam que Dos Santos continuasse por lá por muitos e bons anos sem... eleições.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Prémios
Cavaco não vai sair de Itália de mãos a abanar. Leva daqui o Prémio Mediterrâneo Instituições 2009, atribuído pela Fundação Mediterrâneo “em reconhecimento pelo seu empenho e acção no reforço da solidariedade e de uma activa cooperação entre os países mediterrânicos, em favor da promoção do desenvolvimento e da Paz, nessa região”.
Uma descrição pomposa de um prémio recebido de uma Fundação pouco ou nada conhecida soa sempre bem. Mesmo que contraste com a cerimónia embaraçosa durante a qual o PR foi agraciado. Depois de assistir ao içar da bandeira portuguesa num terraço mal amanhado ao som do hino que saía de uma aparelhagem roufenha, Cavaco foi levado para uma “sala” no sótão do edifício da dita Fundação.
Aí, numas mesas arrumadas entre postes e armações metálicas que seguravam o tecto inclinado (e às quais era preciso dedicar bastante atenção para não as amolgar com a cabeça), Cavaco lá recebeu o prémio e discursou para uma mini-plateia, imagina-se que composta pelos membros da dita Fundação.
Tudo sob a batuta do presidente da dita, com a inevitável fita colorida a atravessar o peito, que tinha à disposição dos convidados resmas de revistas da casa, em que a sua fotografia aparecia página sim, página sim, ao melhor estilo de um mau boletim municipal em mês de eleições.
Tudo demasiado mau para não parecer tirado de um filme, mesmo dando de barato que o cenário é a inconfundível cidade de Nápoles. Não sei como é que estas coisas são organizadas, mas o PR tem mesmo que participar neste tipo de coisas, sem qualquer dignidade? Não há ninguém lá em Belém que se preocupe em averiguar previamente o que são estas fundações ou em que condições decorrem estas cerimónias?
Uma descrição pomposa de um prémio recebido de uma Fundação pouco ou nada conhecida soa sempre bem. Mesmo que contraste com a cerimónia embaraçosa durante a qual o PR foi agraciado. Depois de assistir ao içar da bandeira portuguesa num terraço mal amanhado ao som do hino que saía de uma aparelhagem roufenha, Cavaco foi levado para uma “sala” no sótão do edifício da dita Fundação.
Aí, numas mesas arrumadas entre postes e armações metálicas que seguravam o tecto inclinado (e às quais era preciso dedicar bastante atenção para não as amolgar com a cabeça), Cavaco lá recebeu o prémio e discursou para uma mini-plateia, imagina-se que composta pelos membros da dita Fundação.
Tudo sob a batuta do presidente da dita, com a inevitável fita colorida a atravessar o peito, que tinha à disposição dos convidados resmas de revistas da casa, em que a sua fotografia aparecia página sim, página sim, ao melhor estilo de um mau boletim municipal em mês de eleições.
Tudo demasiado mau para não parecer tirado de um filme, mesmo dando de barato que o cenário é a inconfundível cidade de Nápoles. Não sei como é que estas coisas são organizadas, mas o PR tem mesmo que participar neste tipo de coisas, sem qualquer dignidade? Não há ninguém lá em Belém que se preocupe em averiguar previamente o que são estas fundações ou em que condições decorrem estas cerimónias?
Grupos e grupinhos
Cavaco Silva está em Nápoles a participar numa reunião do chamado Grupo de Arraiolos que, além do português, junta regularmente os chefes de estado de outros sete países da UE (Alemanha, Áustria, Finlândia, Hungria, Itália, Letónia, Polónia). Em comum têm o facto de não desempenharem funções executivas. Ou seja, não riscarem muito.
Se o painel só por si já é de peso, o facto de os presidentes da Finlândia, Letónia e Polónia não terem aparecido, não contribui em nada para a relevância do dito grupo. Que, de resto, só é “de Arraiolos” para os portugueses.
Se o painel só por si já é de peso, o facto de os presidentes da Finlândia, Letónia e Polónia não terem aparecido, não contribui em nada para a relevância do dito grupo. Que, de resto, só é “de Arraiolos” para os portugueses.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Era uma vez o grupo socialista no Parlamento Europeu...
Os socialistas europeus acabam de crescer um bocadinho. Anunciaram um acordo de princípio com o Partido Democrático italiano, para acolher no seu seio os 21 eurodeputados eleitos pela formação transalpina no passado domingo. Passam de 161 para 182 lugares (PPE tem 264 e os liberais 80, enquanto ainda há partidos que procuram a respectiva família).
Como não há almoços grátis, os italianos (que incluem ex-comunistas, ex-socialistas, ex-liberais e sabe-se lá mais o quê) exigem que o grupo passe a chamar-se Aliança dos Socialistas e Democratas Europeus.
Algo que os socialistas parecem dispostos a aceitar, até para disfarçar o chimbalau eleitoral. No fundo, não estão a fazer mais do que o PPE sempre fez, aceitar nas suas fileiras federalistas empedernidos e anti-europeus convictos, apenas com o intuito de ser a maior força política do PE. Mas é menos uma coisa que o futuro ex-PSE poderá atirar à cara do adversário.
Como não há almoços grátis, os italianos (que incluem ex-comunistas, ex-socialistas, ex-liberais e sabe-se lá mais o quê) exigem que o grupo passe a chamar-se Aliança dos Socialistas e Democratas Europeus.
Algo que os socialistas parecem dispostos a aceitar, até para disfarçar o chimbalau eleitoral. No fundo, não estão a fazer mais do que o PPE sempre fez, aceitar nas suas fileiras federalistas empedernidos e anti-europeus convictos, apenas com o intuito de ser a maior força política do PE. Mas é menos uma coisa que o futuro ex-PSE poderá atirar à cara do adversário.
Um carteiro de bicicleta, mas sem as cartas de Neruda

Um terço dos carteiros, cá deste correio, vai andar, em breve, montado nesta beleza vigiando o que anda a fazer a Câmara de Lisboa.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Pontaria
Quando acharem que alguma coisa está a correr mal ou que fizeram uma opção errada na vida, lembrem-se da história daquele senhor (que existe mesmo, esteve hoje em Bruxelas) que tirou o seu dinheiro do BPN para o pôr a salvo no BPP…
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