"Isto para mim é uma provação, é uma cruz que tenho de carregar e carregá-lá-ei. Não me vencem desta forma. Tenho pouco jeito para ser vítima" - José Sócrates, RTP.
O Correio Preto já tinha avisado que ele ia reagir.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Confissões de um animal ferido
"Não posso assistir mais calado a esta tentativa de assassinato político" - José Sócrates, RTP
"Sinto-me na pele daquele que é vítima de um processo kafkiano" - José Sócrates, RTP
"Sinto-me na pele daquele que é vítima de um processo kafkiano" - José Sócrates, RTP
Uma defesa sempre ao ataque - 2
"(Telejornal da TVI de sexta-feira)... não é um telejornal, é uma caça ao homem. Aquilo é um telejornal travestido, aquilo é um espaço noticioso que tem como único objectivo o ataque pessoal, feito de ódio e de perseguição pessoal" - José Sócrates, RTP.
Uma defesa sempre ao ataque - 1
"O silêncio dos jornalistas também é um silêncio que se deve registar, com poucas excepções" - José Sócrates à RTP.
domingo, 19 de abril de 2009
"Perestroika" norte-americana
Barack Obama foi à cimeira das Américas prometer ajudar elaborar o futuro "sem grande, nem pequenos" ao mesmo tempo que garantia "começar de novo" as relações com Cuba, tentando corrigir os erros do passado.
Antes, o presidente dos Estados Unidos esteve de visita na Turquia, fazendo declarações históricas. A começar pelo discurso feito no parlamento turco: "Os Estados Unidos não estão, nem nunca estarão, numa guerra contra o Islão". Depois do encontro, participou num encontro com centenas de estudantes turcos, de peito aberto, numa faculdade onde respondeu a dezenas de questões. E insistiu nos acordos de paz entre Israel e a Palestina, mas que sejam discutidos em igualdade. Um jornal turco já o apelidou de "mensageiro da paz", enquanto alguns "falcões" israelitas vão avisando que "Israel decide sozinha e não é o 51ª estado americano".
São os sinais do que há muito se previa: Barack Obama vai provocar um terramoto político nas relações internacionais. E esse movimento é de tal ordem que os seus efeitos só poderão ser comparados aos provocados pela "perestroika" de Gorbachov. O que, para já, não tem desiludido quem depositou tantas esperanças na sua eleição.
Antes, o presidente dos Estados Unidos esteve de visita na Turquia, fazendo declarações históricas. A começar pelo discurso feito no parlamento turco: "Os Estados Unidos não estão, nem nunca estarão, numa guerra contra o Islão". Depois do encontro, participou num encontro com centenas de estudantes turcos, de peito aberto, numa faculdade onde respondeu a dezenas de questões. E insistiu nos acordos de paz entre Israel e a Palestina, mas que sejam discutidos em igualdade. Um jornal turco já o apelidou de "mensageiro da paz", enquanto alguns "falcões" israelitas vão avisando que "Israel decide sozinha e não é o 51ª estado americano".
São os sinais do que há muito se previa: Barack Obama vai provocar um terramoto político nas relações internacionais. E esse movimento é de tal ordem que os seus efeitos só poderão ser comparados aos provocados pela "perestroika" de Gorbachov. O que, para já, não tem desiludido quem depositou tantas esperanças na sua eleição.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
O grande satã já não é o que era
O PCP vai apresentar um conjunto de projectos-lei que visam taxar os rendimentos de administradores: 75 por cento para quem receba compensações; 90 por cento para quem receba indemnizações. Na justificação das propostas dos comunistas, o deputado Honório Novo citou.... Barack Obama! E lembrou que o presidente dos Estados Unidos apresentou propostas semelhantes.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Irrealismo parlamentar
A deputada do Bloco de Esquerda, Helena Pinto, exige que o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, revele o "número exacto de armas ilegais existentes no País". O ministro confessa não saber. Se o fizesse, diria a lógica, seria o melhor polícia do Mundo.
A computador (quase) dado, olha-se a tecla
O "Magalhães" contestado em Angola. Por várias razões, entre elas, os erros de português.
Um certo gosto por reescrever a História

Vital Moreira vai apresentar amanhã o seu livro, "Nós, Europeus", cujo título inspira a sua campanha para as próximas eleições europeias. Na biografia inscrita no livro, lê-se que Vital Moreira "foi deputado constituinte e deputado à Assembleia da República". Apenas isso. Ficam estas dúvidas: elegeu-se sozinho? Havia um PVM, Partido Vital Moreira? Foi uma graça divina que o colocou no Parlamento?
Há hábitos que, de facto, nunca se perdem. Reescrever a História é um deles e um dos menos saudáveis.
sábado, 11 de abril de 2009
As tréguas da Páscoa para um animal ferido
Há um ditado africano que serve normalmente de alerta e que reza, mais ou menos, assim: “Se enfrentares um leão, não o firas, mata-o”. Este ensinamento foi aprimorado por Maquiavel para fazer uma série de recomendações a quem se move no mundo da política: “Ao teu inimigo, não o firas, mata-o, se não vira-se contra ti”.
Estes postulados servem à justa ao futuro de José Sócrates. Ou me engano muito ou o “animal ferido” irá, um destes dias, rugir.
José Sócrates anda na política há umas boas dezenas de anos, mas foi necessária a leve suspeita de que poderia ser candidato à liderança do PS para se iniciar campanhas sucessivas que ameaçam não parar. Até hoje. Mesmo antes de ser eleito secretário-geral do PS, Sócrates enfrentava um rumor sobre as suas preferências sexuais; em plena campanha eleitoral – que lhe deu maioria absoluta – suportou o início do caso Freeport; já eleito primeiro-ministro, e durante estes anos, vem defrontando insinuações rasteiras e outras alusões às casas de Guarda, à licenciatura, ao mestrado, à compra de casas, de novo, ao Freeport, a negócios na Covilhã; pelo meio, até houve direito a uma torpe insinuação feita por uma revista através de uma foto dele com o irmão; nem sequer escaparam os alegados envolvimentos, com outras tantas perfídias, da actual família – pai, mãe, tio, primo, irmão – até a antiga – ex-sogro, ex-mulher; só falta agora descobrir que os filhos roubam lápis de cor no colégio.
Não sei se me falha a memória, mas não me recordo de assistir a uma campanha metódica, ininterrupta, insidiosa e sufocante contra um político em Portugal como esta que se está a assistir. E, no entanto, não o mataram.
E enquanto o mundo da investigação jornalística se entretém com José Sócrates, vão escapando, por entre os pingos de chuva, ex-governantes que chegaram pobres aos seus anteriores cargos e hoje estão ricos.
Aquilo que assisti durante um ou outro fim-de-semana, com início nas noites de sexta-feira, enoja-me como jornalista. E envergonha-me. A Páscoa trouxe umas tréguas, mas desconfio que foi apenas um intervalo. A campanha começa dentro de momentos. Se não for com o freeport, há-de ser com outra coisa qualquer.
Estes postulados servem à justa ao futuro de José Sócrates. Ou me engano muito ou o “animal ferido” irá, um destes dias, rugir.
José Sócrates anda na política há umas boas dezenas de anos, mas foi necessária a leve suspeita de que poderia ser candidato à liderança do PS para se iniciar campanhas sucessivas que ameaçam não parar. Até hoje. Mesmo antes de ser eleito secretário-geral do PS, Sócrates enfrentava um rumor sobre as suas preferências sexuais; em plena campanha eleitoral – que lhe deu maioria absoluta – suportou o início do caso Freeport; já eleito primeiro-ministro, e durante estes anos, vem defrontando insinuações rasteiras e outras alusões às casas de Guarda, à licenciatura, ao mestrado, à compra de casas, de novo, ao Freeport, a negócios na Covilhã; pelo meio, até houve direito a uma torpe insinuação feita por uma revista através de uma foto dele com o irmão; nem sequer escaparam os alegados envolvimentos, com outras tantas perfídias, da actual família – pai, mãe, tio, primo, irmão – até a antiga – ex-sogro, ex-mulher; só falta agora descobrir que os filhos roubam lápis de cor no colégio.
Não sei se me falha a memória, mas não me recordo de assistir a uma campanha metódica, ininterrupta, insidiosa e sufocante contra um político em Portugal como esta que se está a assistir. E, no entanto, não o mataram.
E enquanto o mundo da investigação jornalística se entretém com José Sócrates, vão escapando, por entre os pingos de chuva, ex-governantes que chegaram pobres aos seus anteriores cargos e hoje estão ricos.
Aquilo que assisti durante um ou outro fim-de-semana, com início nas noites de sexta-feira, enoja-me como jornalista. E envergonha-me. A Páscoa trouxe umas tréguas, mas desconfio que foi apenas um intervalo. A campanha começa dentro de momentos. Se não for com o freeport, há-de ser com outra coisa qualquer.
terça-feira, 7 de abril de 2009
À atenção de Mário Lino, o construtor

André Sapir falou durante uma hora e fez propostas para recuperar a economia europeia. Defendeu fortemente a ideia de adoptar políticas com maior estímulos fiscais, mas com todos os países europeus coordenados. E nem houve uma única palavra na defesa da construção de aeroportos, pontes, auto-estradas e comboios de alta velocidade.
Vai mais um "power-point" para o Ministério das Obras Públicas?
Vai mais um "power-point" para o Ministério das Obras Públicas?
À atenção de Manuel Pinho, o optimista

André Sapir, conselheiro económico de Durão Barroso, revelou, esta tarde, que a crise começou em Agosto de 2007 e começou a atingir a profunda recessão na primavera de 2008. Sapir participa, em Lisboa, num encontro da plataforma "Construir ideias" (criada por Pedro Passos Coelho).
Mas a clarividência do ministro Manuel Pinho permitiu-lhe decretar o fim da crise a 13 de Outubro de 2008. André Sapir apresenta as suas conclusões naqueles "power-points" tão ao gosto do ministro da Economia.
É caso para dizer que alguém lhe envie uma cópia antes que Manuel Pinho descubra outro fim da crise.
A escola de betão de Cavaco Silva
Há um enorme placard afixado na auto-estrada que Lisboa ao Porto e que apela para que os automobilistas não deitem lixo pela janela. Em pleno séc. XXI, causa um certo desconforto ler um apelo destes que lembra apenas um acto básico de educação. E se está lá posto é porque a Brisa sentiu necessidade de dar uma pequena lição de cidadania. Mas não deixa de ser um símbolo. O local não poderia ser melhor escolhido: uma auto-estrada com três faixas de rodagem para cada lado e onde circulam carros de alta cilindrada.
Lembrei-me do cartaz por causa das suaves investidas de Cavaco Silva contra as obras públicas. Na altura em que Portugal descobriu “poços de petróleo” em Bruxelas era Cavaco Silva primeiro-ministro. E o dinheiro que então jorrava foi direitinho para as grandes obras: estradas, pontes, muito cimento, muito betão, muito alcatrão. De fora, ficaram outras obras: as escolas provisórias continuaram provisórias, as escolas degradadas continuaram a degradar-se, o ensino obrigatório era quase até ao dia em que o menino ou o pai do menino quisesse e pudesse. Ou seja, entre o betão e a formação, Cavaco Silva não hesitou. Se o tivesse feito talvez não fossem necessários placards a explicar aos meninos de então – homens de agora – que não se deve deitar lixo pela janela.
E se tivesse optado pela formação e pela educação, talvez o Governo de hoje não precisasse de estar a recuperar escolas que parecem escombros e não investisse em programas como as “Novas oportunidades”.
E assim Cavaco Silva já teria autoridade moral de dar lições sobre onde e como se devem investir os dinheiros públicos.
Lembrei-me do cartaz por causa das suaves investidas de Cavaco Silva contra as obras públicas. Na altura em que Portugal descobriu “poços de petróleo” em Bruxelas era Cavaco Silva primeiro-ministro. E o dinheiro que então jorrava foi direitinho para as grandes obras: estradas, pontes, muito cimento, muito betão, muito alcatrão. De fora, ficaram outras obras: as escolas provisórias continuaram provisórias, as escolas degradadas continuaram a degradar-se, o ensino obrigatório era quase até ao dia em que o menino ou o pai do menino quisesse e pudesse. Ou seja, entre o betão e a formação, Cavaco Silva não hesitou. Se o tivesse feito talvez não fossem necessários placards a explicar aos meninos de então – homens de agora – que não se deve deitar lixo pela janela.
E se tivesse optado pela formação e pela educação, talvez o Governo de hoje não precisasse de estar a recuperar escolas que parecem escombros e não investisse em programas como as “Novas oportunidades”.
E assim Cavaco Silva já teria autoridade moral de dar lições sobre onde e como se devem investir os dinheiros públicos.
Previsões para o Parlamento Europeu

Um indicador curioso do que podemos esperar do próximo Parlamento Europeu, neste “instrumento de previsão” de actualização semanal.
Na Europa, PPE à frente (e a apoiar Barroso para mais 5 anos em Bruxelas), mas com menos deputados. Em Portugal, PS à frente, também com menos deputados, BE a duplicar, os demais a manter. A metodologia é particularmente interessante, uma vez que não se esgota nas sondagens mais recentes.
Na Europa, PPE à frente (e a apoiar Barroso para mais 5 anos em Bruxelas), mas com menos deputados. Em Portugal, PS à frente, também com menos deputados, BE a duplicar, os demais a manter. A metodologia é particularmente interessante, uma vez que não se esgota nas sondagens mais recentes.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
O mundo já não é o mesmo
Pela segunda vez, Paulo Portas resolveu criticar a forma como o Governo tem privilegiado os bancos. Desta vez, por causa dos impostos que ficaram por cobrar.
Leram bem: Portas contra os bancos, não os dos jardins, mas aqueles que guardam e distribuem dinheiro. Desconfio que o CDS ainda vai pagar a factura.
Leram bem: Portas contra os bancos, não os dos jardins, mas aqueles que guardam e distribuem dinheiro. Desconfio que o CDS ainda vai pagar a factura.
sábado, 4 de abril de 2009
Obamismos
Depois dos bushismos, chegaram os obamismos:
"Não sei qual é o termo em austríaco...", disse o presidente norte-americano na resposta a uma jornalista daquele país no final da Cimeira da NATO.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Todos (os sexos) contra a NATO!
Na “aldeia anti-NATO”, a sul de Estrasburgo, onde estão acampados alguns milhares de manifestantes, está afixado o horário para a utilização dos duches:
8h00–9h00 – homens
9h00-10h00 – mulheres
10h00-11h00 – misto
11h00-12h00 - transgénero
8h00–9h00 – homens
9h00-10h00 – mulheres
10h00-11h00 – misto
11h00-12h00 - transgénero
Saudades do urso

São um elemento de destaque do kit dado pela NATO aos jornalistas que acompanham a Cimeira do 60º aniversário.
Além de um DVD sobre as missões da organização e outro sobre Le Clézio (sim, para que não se pense que esta malta só sabe andar aos tiros), o referido saco tem duas bolsinhas de gomas da Haribo, todas com a forma de pequenos ursos.
Enquanto não decide o que fazer da sua vida, uma decisão difícil de tomar aos 60 anos, a NATO parece assim prestar homenagem, ainda que subliminar, ao urso russo-soviético que, durante tantas décadas, deu sentido à sua vida.
Além de um DVD sobre as missões da organização e outro sobre Le Clézio (sim, para que não se pense que esta malta só sabe andar aos tiros), o referido saco tem duas bolsinhas de gomas da Haribo, todas com a forma de pequenos ursos.
Enquanto não decide o que fazer da sua vida, uma decisão difícil de tomar aos 60 anos, a NATO parece assim prestar homenagem, ainda que subliminar, ao urso russo-soviético que, durante tantas décadas, deu sentido à sua vida.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Com os pobres na lapela
O PSD juntou mais de 150 pessoas num hotel de cinco estrelas, em Lisboa, para falar sobre pobreza, com o tema "velhos e novos pobres, solidariedade a quem precisa". Os convidados vestiram a sua melhor roupa. Os homens estão quase todos engravatados e alguns com lenços aos quadradinhos enrolados ao pescoço. As mulheres foram ao cabeleireiro e trazem trajes domingueiros. Há intensos cheiros de perfumes no ar.
Uma das participantes garante que ouve "falar de pobres na missa"; uma outra propôs que se convença a "malta nova que vai para o estrangeiro passear, em autocarros carregados de droga, que fiquem em Portugal a ajudar a limpar a casa dos velhos pobres"; outra participante abre muitos os 'ás' e diz confiar no 'Pi Ésse Dê"; um outro quer saber como o PSD - deste vez sem o 'pi' - vai resolver a crise, mas não obtém resposta; um outro pergunta se reduzir os salários milionários dos gestores poderia ser uma solução, mas recebe um silêncio como resposta; Manuela Ferreira Leite está na primeira fila, no entanto, não quer discursar às massas; outro participante cita... Manuel Alegre.
À entrada, há um enorme frasco com rebuçados à mercê de quem quiser. Há muitos deputados do PSD.
Na mesa, estão Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, João César das Neves, professor na Universidade Católica, Maria José Nogueira Pinto e Aguiar Branco.
Uma das participantes garante que ouve "falar de pobres na missa"; uma outra propôs que se convença a "malta nova que vai para o estrangeiro passear, em autocarros carregados de droga, que fiquem em Portugal a ajudar a limpar a casa dos velhos pobres"; outra participante abre muitos os 'ás' e diz confiar no 'Pi Ésse Dê"; um outro quer saber como o PSD - deste vez sem o 'pi' - vai resolver a crise, mas não obtém resposta; um outro pergunta se reduzir os salários milionários dos gestores poderia ser uma solução, mas recebe um silêncio como resposta; Manuela Ferreira Leite está na primeira fila, no entanto, não quer discursar às massas; outro participante cita... Manuel Alegre.
À entrada, há um enorme frasco com rebuçados à mercê de quem quiser. Há muitos deputados do PSD.
Na mesa, estão Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, João César das Neves, professor na Universidade Católica, Maria José Nogueira Pinto e Aguiar Branco.
Desvitalizados
Vital Moreira conseguiu, numa iniciativa do PS para as próximas eleições europeias, promover três vezes o seu livro "Nós, Europeus". Que aliás faz o mote à campanha dos socialistas. Não sei se foi só por isso, mas um terço dos estudantes de direito arranjou outros afazeres e abandonou a sala.
A utilidade das reuniões de líderes mundiais, a propósito do G20
Numa das reuniões do G8, em 2000, Tony Blair lamentava-se para um seu assessor:
"Em oito suítes presidenciais de oito hotéis de cinco estrelas, estão oito líderes a perguntar a oito secretários de imprensa: 'o que raio estamos nós aqui a fazer'*
*Citação tirada das memórias de Alastair Campbell, ex-secretário de imprensa de Blair
"Em oito suítes presidenciais de oito hotéis de cinco estrelas, estão oito líderes a perguntar a oito secretários de imprensa: 'o que raio estamos nós aqui a fazer'*
*Citação tirada das memórias de Alastair Campbell, ex-secretário de imprensa de Blair
terça-feira, 31 de março de 2009
Trova que tudo diz
Poema ouvido durante as jornadas do PS, a decorrer em Guimarães:
"A trova do vento que passa
Traz notícias do meu país
O vento cala a desgraça
E o Alegre, a Portugal, nada diz"
"A trova do vento que passa
Traz notícias do meu país
O vento cala a desgraça
E o Alegre, a Portugal, nada diz"
Adivinhem quem vem para jantar?
Afinal, Manuel Alegre apareceu nas jornadas parlamantares do PS... mas só para jantar. Não esteve nos debates, não vai ouvir, amanhã, José Sócrates. E quando lhe perguntam as razões que o trazem a Guimarães, apenas para jantar, responde:
"O senhor não é o meu controleiro... não tenho de dar explicações sobre isso e pronto."
No grupo parlamentar do PS, deve haver castas. Ou uns são mais deputados do que outros.
"O senhor não é o meu controleiro... não tenho de dar explicações sobre isso e pronto."
No grupo parlamentar do PS, deve haver castas. Ou uns são mais deputados do que outros.
Moralizar é preciso
Depois de ser recebido por Durão Barroso, Paulo Portas falou aos jornalistas. Centrou as suas declarações em torno da necessidade de defender e preservar a economia de mercado e a livre iniciativa, mas com a responsabilidade ética que diz ter faltado até aqui. E ainda criticou as medidas “insuficientes” tomadas pelo governo para ajudar jovens e casais desempregados a fazer face à crise. Paulo Portas falou de improviso, como sempre. Depois de consultar brevemente umas notas manuscritas em papel timbrado do Hotel Conrad. O mais luxuoso de Bruxelas.
Matar saudades
Por momentos, a visita de Paulo Portas à Comissão Europeia parecia uma reunião de antigos alunos. Neste caso, de antigos membros do XV governo constitucional. Antes de subir para se encontrar com o seu ex-primeiro-ministro, o ex-ministro da defesa tinha à sua espera a ex-ministra da ciência e ensino superior e actual conselheira de Durão Barroso, Graça Carvalho. A acompanhá-lo à saída teve o “seu” ex-director do Instituto de Defesa Nacional e actual conselheiro de Barroso, João Marques de Almeida.
Pontualidade britânica
Em Roma, sê romano. Em Londres, sê pontual. E, já agora, no resto dos sítios também. Quiçá inspirado pela sua passagem ontem pela capital britânica, Paulo Portas não chegou à hora prevista para o encontro marcado para esta tarde com Durão Barroso, em Bruxelas. Não. Chegou antes. Pelo menos um quarto de hora, com tempo para acabar calmamente um cigarro à porta da Comissão Europeia e apanhando desprevenidos todos quantos se haviam habituado à relação algo flexível de Portas com os ponteiros do relógio.
Diz quem sabe que não é de agora, que a pontualidade faz parte de um novo estilo. Diz também quem sabe que, pelo sim, pelo não, da parte do gabinete de Barroso houve uma certa insistência para que o encontro começasse à hora prevista. Ao que da parte do líder do CDS responderam que não havia motivos para preocupação. A pontualidade veio para ficar. Até ver.
Diz quem sabe que não é de agora, que a pontualidade faz parte de um novo estilo. Diz também quem sabe que, pelo sim, pelo não, da parte do gabinete de Barroso houve uma certa insistência para que o encontro começasse à hora prevista. Ao que da parte do líder do CDS responderam que não havia motivos para preocupação. A pontualidade veio para ficar. Até ver.
(Des)encontros imediatos
Paulo Portas está em Bruxelas, onde será recebido por Durão Barroso daqui a pouco e regressa logo a seguir para Lisboa. Mesmo a tempo de não participar na sessão de atribuição do nome de Francisco Lucas Pires à sala de leitura da biblioteca do Parlamento Europeu. Uma iniciativa que partiu de um dos eurodeputados do CDS. Que, por acaso, foi quem susbtituiu Portas na presidência do partido e a quem o actual líder se entreteve a fazer a vida negra. Ribeiro e Castro discursará na sessão dedicada a Lucas Pires.
Deputado em "part-time"
Nas jornadas parlamentares do PS, há várias ausências notórias. E uma que salta à vista do que outras: a de Manuel Alegre. Bem lamenta Alberto Martins que gostaria de contar com toda a bancada socialista, mas...
Hum, hum, ugh, glup
Alberto Martins, líder parlamentar socialista, engasgou-se duas vezes quando discursava nas jornadas parlamentares do PS que decorrem em Guimarães. Falhou-lhe a voz aqui:
"Ensina-nos {a História} que são precisas soluções fortes para regular com harmonia os mercados, para inverter a espiral de ganância dos lucros a curto prazo, para prevenir a doença das remunerações predatórias e para acabar com os "paraísos fiscais", para vencer a impunidade".
Outra falha de voz aconteceu no final desta frase:
"Há que subordinar de novo a economia à política, voltando a ligar os fluxos financeiros com as reais necessidades sociais e económicas, e proteger os mercados e as instituições face ao estéril jogo da "roleta".
"Ensina-nos {a História} que são precisas soluções fortes para regular com harmonia os mercados, para inverter a espiral de ganância dos lucros a curto prazo, para prevenir a doença das remunerações predatórias e para acabar com os "paraísos fiscais", para vencer a impunidade".
Outra falha de voz aconteceu no final desta frase:
"Há que subordinar de novo a economia à política, voltando a ligar os fluxos financeiros com as reais necessidades sociais e económicas, e proteger os mercados e as instituições face ao estéril jogo da "roleta".
sábado, 28 de março de 2009
Ana Gomes concorre em Sintra, mas não quer deixar Bruxelas
Está desfeito o mistério que levou Ana Gomes a proferir esta frase, numa entrevista ao DN, e que foi assinalada aqui: "Hoje estou sinto muito mais admiração por José Sócrates".
sexta-feira, 27 de março de 2009
Esta cultura que governa Portugal...
José Sócrates e Manuel Pinho recordam-se de terem finalizado o acordo que prevê o apoio à cortiça portuguesa no dia... do jogo Sporting-Benfica. É espantoso que um primeiro-ministro e um ministro retenham na memória acontecimentos verdadeiramente importantes para a Mundo continuar a girar.
PRIC - Processo de Insuflar em Curso
Alberto Martins, presidente do grupo parlamentar do PS, reuniu separadamente com os outros líderes parlamentares, numa tentativa de encontrar uma solução para a escolha do Provedor de Justiça. Na ronda negocial, participou, na tarde desta quinta-feira, Manuel Alegre que também teve direito a uma reunião a sós, no gabinete de Alberto Martins.
Num único acto, o líder parlamentar socialista deu a Manuel Alegre o mesmo estatuto atribuído a Bernardino Soares, Luís Fazenda e Diogo Feio. Alberto Martins reconhece portanto que há um grupo, dentro do PS, liderado por Manuel Alegre que até merece reuniões à parte.
Dêem-lhe gás, dêem-lhe, e depois queixem-se.
Num único acto, o líder parlamentar socialista deu a Manuel Alegre o mesmo estatuto atribuído a Bernardino Soares, Luís Fazenda e Diogo Feio. Alberto Martins reconhece portanto que há um grupo, dentro do PS, liderado por Manuel Alegre que até merece reuniões à parte.
Dêem-lhe gás, dêem-lhe, e depois queixem-se.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Vrrruuuuummmmm
Um grupo de 60 pequenos e médios empresários juntou-se, num jantar, esta noite, para ouvir Manuela Ferreira Leite. A julgar pelo parque automóvel que está estacionado fora do restaurante, a indústria automóvel alemã - a da alta cilindrada - não se pode queixar da situação das PMEs portuguesas. Pelo menos, as da zona de Leiria.
Ou então, indirectamente, foi a maneira que escolheram para pedir a Manuela Ferreira Leite que seja mais rápida, mais forte e mais segura.
O local do repasto, Quinta do Paúl, faz-nos pensar o que Isaltino Morais quis dizer com aquela história de presidentes de câmara que assinam documentos sem ler. Devem também assinar desenhos. Nem falta um menino de pedra a jorrar água, no meio de umas dezenas de salas de jantar, jardins, parques e uns candeeiros dourados.
Ou então, indirectamente, foi a maneira que escolheram para pedir a Manuela Ferreira Leite que seja mais rápida, mais forte e mais segura.
O local do repasto, Quinta do Paúl, faz-nos pensar o que Isaltino Morais quis dizer com aquela história de presidentes de câmara que assinam documentos sem ler. Devem também assinar desenhos. Nem falta um menino de pedra a jorrar água, no meio de umas dezenas de salas de jantar, jardins, parques e uns candeeiros dourados.
Blog (pouco) diplomático
Duas ou Três Coisas é o blog de Francisco Seixas da Costa, embaixador português em França. Muito mais do que 'um blog de um diplomata' (seja lá isso o que for).
Cavacologia - não negue à partida uma ciência que desconhece
Cada vez que o Presidente da República fala, logo se mobiliza um importante exercício de interpretação das suas palavras. Mais do que alguém que diz umas coisas, do género “concordo com isto…”, “não gosto daquilo…”, Cavaco assumiu um estilo que se situa algures entre o Oráculo de Delfos, a que não faltam as respectivas pitonisas para transmitir e ajudar a interpretar a mensagem, e o horóscopo de jornal, que cada um interpreta como lhe convém (em que o “acontecimento importante” anunciado para a semana seguinte tanto pode ser encontrar 5 euros, como pisar cocó de cão, tudo na mesma rua).
Felizmente há quem domine quase na perfeição a nobre arte de decifrar Cavaco, um exercício já conhecido como Cavacologia e que deverá brevemente começar a ser leccionado numa universidade privada perto de si.
O Público de hoje explica que o presidente enviou mensagens sobre investimento público ao governo “de forma subliminar”, sublinhando que Cavaco “levava a lição bem estudada” (o que, sendo ele professor, não deveria surpreender, mas nos dias que correm temos que estar preparados para tudo). É que Cavaco “conseguiu encontrar facilmente uma ligação entre o museu (que inaugurava em Penafiel) e os problemas que o país enfrenta” (aplausos). E, a partir daí, enumerou dois desafios “cuja problematização é um verdadeiro programa alternativo de governação”, garante quem assistiu, claramente deslumbrado, ao exercício.
Como Cavaco “não enumerou os investimentos cuja análise custo/benefício coloca em causa” (ou não se tratasse de uma mensagem subliminar), uma pitonisa (identificada como “um responsável do seu gabinete”) desafiou o jornal a "decifrar aqueles que não se adequam ao momento que vivemos". O desafio foi aceite e, depois de longa reflexão, chegou a conclusão no estilo factual que deve marcar a actividade jornalística: “E, sendo assim, é bem provável que estivesse a pensar no TGV, no novo aeroporto e em algumas auto-estradas”.
Ora, sendo assim, é bem provável que quando falou com a boca cheia de bolo-rei, Cavaco estivesse a denunciar os atentados à liberdade de expressão (ou simplesmente engasgado com a fava e/ou o brinde). E que quando disse que o Freeport era “um assunto de Estado”, é bem provável que estivesse a pensar noutra coisa qualquer. Mas isto são apenas interpretações de um candidato a uma licenciatura em cavacologia.
Felizmente há quem domine quase na perfeição a nobre arte de decifrar Cavaco, um exercício já conhecido como Cavacologia e que deverá brevemente começar a ser leccionado numa universidade privada perto de si.
O Público de hoje explica que o presidente enviou mensagens sobre investimento público ao governo “de forma subliminar”, sublinhando que Cavaco “levava a lição bem estudada” (o que, sendo ele professor, não deveria surpreender, mas nos dias que correm temos que estar preparados para tudo). É que Cavaco “conseguiu encontrar facilmente uma ligação entre o museu (que inaugurava em Penafiel) e os problemas que o país enfrenta” (aplausos). E, a partir daí, enumerou dois desafios “cuja problematização é um verdadeiro programa alternativo de governação”, garante quem assistiu, claramente deslumbrado, ao exercício.
Como Cavaco “não enumerou os investimentos cuja análise custo/benefício coloca em causa” (ou não se tratasse de uma mensagem subliminar), uma pitonisa (identificada como “um responsável do seu gabinete”) desafiou o jornal a "decifrar aqueles que não se adequam ao momento que vivemos". O desafio foi aceite e, depois de longa reflexão, chegou a conclusão no estilo factual que deve marcar a actividade jornalística: “E, sendo assim, é bem provável que estivesse a pensar no TGV, no novo aeroporto e em algumas auto-estradas”.
Ora, sendo assim, é bem provável que quando falou com a boca cheia de bolo-rei, Cavaco estivesse a denunciar os atentados à liberdade de expressão (ou simplesmente engasgado com a fava e/ou o brinde). E que quando disse que o Freeport era “um assunto de Estado”, é bem provável que estivesse a pensar noutra coisa qualquer. Mas isto são apenas interpretações de um candidato a uma licenciatura em cavacologia.
E os caprichos da Quinta da Marinha, senhores?
Os colégios privados estão preocupados com as famílias que não conseguem pagar as mensalidades. Por isso, decidiram pedir apoio ao Estado. Querem que o Governo arranje umas bolsas - ou coisa que o valha - para ajudar essas famílias a manter os filhos nos respectivos colégios.
O CDS, preocupadíssimo com as dificuldades dessas famílias, resolveu propôr mais ajudas do Estado para quem tenha os filhos em escolas particulares.
Por este andar, daqui a pouco o CDS - e algumas associações ligadas ao sector - ainda vai recorrer ao Estado um apoio substancial para famílias da Quinta da Marinha que, por causa da crise, têm tido manifestas dificuldades em mudar a água das piscinas e em arranjar a relva dos jardins.
Por mim, e antes que o dinheiro do Estado acabe, estou aqui a pensar em fazer também uma petição ao Governo para me ajudar: estou habituado a vestir-me na Decenio e praticamente só calço Timberland, além de gastar, por mês, umas centenas de euros em livros. Não há por aí um subsídiozinho que me ajude a sustentar os meus caprichos?
O CDS, preocupadíssimo com as dificuldades dessas famílias, resolveu propôr mais ajudas do Estado para quem tenha os filhos em escolas particulares.
Por este andar, daqui a pouco o CDS - e algumas associações ligadas ao sector - ainda vai recorrer ao Estado um apoio substancial para famílias da Quinta da Marinha que, por causa da crise, têm tido manifestas dificuldades em mudar a água das piscinas e em arranjar a relva dos jardins.
Por mim, e antes que o dinheiro do Estado acabe, estou aqui a pensar em fazer também uma petição ao Governo para me ajudar: estou habituado a vestir-me na Decenio e praticamente só calço Timberland, além de gastar, por mês, umas centenas de euros em livros. Não há por aí um subsídiozinho que me ajude a sustentar os meus caprichos?
terça-feira, 24 de março de 2009
Um Papa a olhar-se num espelho desfocado

No rescaldo da visita do Papa Bento XVI a Angola e aos Camarões, não poderia deixar de sublinhar a sensatez, a coragem, a ousadia e especialmente a coerência que sustentam as suas declarações.
A começar pela mera coincidência de Bento XVI escolher países ricos em petróleo para fazer a sua primeira visita a África. Qual Togo, qual Burkina Faso, qual Burundi, qual Namíbia. E depois, o resto. Sobre os preservativos, ficamos conversados.
Em Luanda, Bento XVI resolveu tocar nesse assunto, por muitos considerado "tabu", da corrupção. Os mesmos lugares-comuns para dar a entender que os dirigentes angolanos são corruptos. Foi pena Bento XVI só ter reparado nisso por estes dias. Um mês antes, andavam os altos representantes da sua Igreja em jantares de gala, a 500 dólares por pessoa. Coisa pouca, portanto, oferecida certamente por apenas gente honesta, sem uma pinga de pecado. O jantar rendeu 100 mil dólares, com direito a um leilão, à boa maneira de uns vendilhões de outros tempos. Curiosamente, o assunto Cabinda - esse sim, susceptível de causar incómodo - não lhe aflorou os lábios, não fosse ofender uns ouvidos mais sensíveis que o apaparicaram na sua estadia.
Logo a seguir, o Papa pediu maior distribuição da riqueza. Não sei estaria a pensar nos faustosos monumentos pertencentes à Igreja ou estaria a pensar naqueles Prada, Geox, Serengeti que abrilhantam a sua vaidade. No final da visita, ninguém quis revelar quanto custara todo aquele aparato. Mas sabe-se que o Governo de Angola ajudou a pagar a factura. O mesmo governo que alberga e é dirigido por "corruptos".
E, por fim, em Angola, não se esqueceu da... guerra, que terminou em 2002. A mesma guerra que muitos bispos e padres angolanos ajudaram a fomentar com incendiárias declarações nos períodos mais quentes. E sobretudo com um apoio descarado a um louco sanguinário.
A começar pela mera coincidência de Bento XVI escolher países ricos em petróleo para fazer a sua primeira visita a África. Qual Togo, qual Burkina Faso, qual Burundi, qual Namíbia. E depois, o resto. Sobre os preservativos, ficamos conversados.
Em Luanda, Bento XVI resolveu tocar nesse assunto, por muitos considerado "tabu", da corrupção. Os mesmos lugares-comuns para dar a entender que os dirigentes angolanos são corruptos. Foi pena Bento XVI só ter reparado nisso por estes dias. Um mês antes, andavam os altos representantes da sua Igreja em jantares de gala, a 500 dólares por pessoa. Coisa pouca, portanto, oferecida certamente por apenas gente honesta, sem uma pinga de pecado. O jantar rendeu 100 mil dólares, com direito a um leilão, à boa maneira de uns vendilhões de outros tempos. Curiosamente, o assunto Cabinda - esse sim, susceptível de causar incómodo - não lhe aflorou os lábios, não fosse ofender uns ouvidos mais sensíveis que o apaparicaram na sua estadia.
Logo a seguir, o Papa pediu maior distribuição da riqueza. Não sei estaria a pensar nos faustosos monumentos pertencentes à Igreja ou estaria a pensar naqueles Prada, Geox, Serengeti que abrilhantam a sua vaidade. No final da visita, ninguém quis revelar quanto custara todo aquele aparato. Mas sabe-se que o Governo de Angola ajudou a pagar a factura. O mesmo governo que alberga e é dirigido por "corruptos".
E, por fim, em Angola, não se esqueceu da... guerra, que terminou em 2002. A mesma guerra que muitos bispos e padres angolanos ajudaram a fomentar com incendiárias declarações nos períodos mais quentes. E sobretudo com um apoio descarado a um louco sanguinário.
Nota: foto do Jornal de Notícias
segunda-feira, 23 de março de 2009
O que tu queres sei eu
Além de colunista, ex-comunista, defensor do governo, professor-doutor-de-coimbra-pelo-amor-de-deus, blogger e cabeça de lista às europeias, Vital Moreira deu também em especulador político e jornalístico.
Provavelmente aborrecido por a campanha nunca mais começar, ou simplesmente curioso em saber quem será o seu adversário mais directo, Vital Moreira escreve no seu blog que “continua sem ser conhecido o cabeça de lista do PSD às eleições europeias, mantendo aberto o espaço para a especulação política e jornalística”.
Vai daí, o futuro eurodeputado decidiu juntar-se à dança e atirar alguns nomes para o meio da praça. Primeiro, com conhecimento de causa, afasta Marques Mendes da corrida: foi 'especulado', logo, não deverá ser candidato (tal como Rui Rio). Depois, de forma muito pouco subtil, tenta meter Mota Amaral ao barulho. Como? Chamando a atenção para o facto de este ter escrito um artigo no Expresso sobre a União Europeia. Será “puramente casual”, pergunta?
Confesso que não acompanho a carreira do senhor a par e passo, mas todos os artigos de Mota Amaral que me lembro de ter visto no Expresso eram precisamente sobre a União Europeia.
Será que Vital não tem mesmo mais nada para fazer, ou foi apenas uma forma freudiana de dizer que preferiria enfrentar Mota Amaral em vez de Marques Mendes ou Rui Rio? Será puramente casual?
Provavelmente aborrecido por a campanha nunca mais começar, ou simplesmente curioso em saber quem será o seu adversário mais directo, Vital Moreira escreve no seu blog que “continua sem ser conhecido o cabeça de lista do PSD às eleições europeias, mantendo aberto o espaço para a especulação política e jornalística”.
Vai daí, o futuro eurodeputado decidiu juntar-se à dança e atirar alguns nomes para o meio da praça. Primeiro, com conhecimento de causa, afasta Marques Mendes da corrida: foi 'especulado', logo, não deverá ser candidato (tal como Rui Rio). Depois, de forma muito pouco subtil, tenta meter Mota Amaral ao barulho. Como? Chamando a atenção para o facto de este ter escrito um artigo no Expresso sobre a União Europeia. Será “puramente casual”, pergunta?
Confesso que não acompanho a carreira do senhor a par e passo, mas todos os artigos de Mota Amaral que me lembro de ter visto no Expresso eram precisamente sobre a União Europeia.
Será que Vital não tem mesmo mais nada para fazer, ou foi apenas uma forma freudiana de dizer que preferiria enfrentar Mota Amaral em vez de Marques Mendes ou Rui Rio? Será puramente casual?
Se não os podes vencer...
O Parlamento Europeu está empenhado em combater as ridículas taxas de participação eleitoral que legitimam a sua existência (em 2004 a abstenção atingiu os 54,5% nos 25 países que participaram, chegando quase aos 80% na Polónia e ultrapassando os 61% em Portugal…).
Vai daí, lançou uma agressiva campanha a apelar à participação eleitoral, cuja filosofia parece ter sido inspirada nas campanhas que culpam a Europa por todos os males. Ou seja, vale tudo para convencer os europeus a votar. Desde ralhar-lhes como se fossem crianças com frases do género “se não votar, não se queixe” (sim, este é mesmo um dos argumentos), até jogar com a ignorância e o desconhecimento em torno de alguns dos medos mais actuais, como é o caso da crise financeira. Como se o PE tivesse pintado alguma coisa na (des)regulamentação dos mercados decidida pelos governos ao longo dos últimos anos.
Há mais exemplos, estão aqui. Dia 7 de Junho veremos os resultados.
Vai daí, lançou uma agressiva campanha a apelar à participação eleitoral, cuja filosofia parece ter sido inspirada nas campanhas que culpam a Europa por todos os males. Ou seja, vale tudo para convencer os europeus a votar. Desde ralhar-lhes como se fossem crianças com frases do género “se não votar, não se queixe” (sim, este é mesmo um dos argumentos), até jogar com a ignorância e o desconhecimento em torno de alguns dos medos mais actuais, como é o caso da crise financeira. Como se o PE tivesse pintado alguma coisa na (des)regulamentação dos mercados decidida pelos governos ao longo dos últimos anos.
Há mais exemplos, estão aqui. Dia 7 de Junho veremos os resultados.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Nem só de boas notícias vive um país
Bento XVI chegou hoje a Angola. Depois do fim da guerra e da epidemia de cólera, é a terceira calamidade que Angola sofre em sete anos.
As mulheres podem ser de Vénus, mas os homens não são de Marte
A conferência de imprensa que assinalou o fim do primeiro dia de trabalhos do Conselho Europeu (ontem à noite, em Bruxelas) foi dominada por questões relacionadas com a resposta à crise e o relançamento da economia. Até que surge uma pergunta de uma jornalista francesa:
“Vejo seis homens sentados à mesa. É essa a imagem da Europa?”
Resposta do primeiro-ministro checo:
“Estava à espera do quê? De marcianos?”
“Vejo seis homens sentados à mesa. É essa a imagem da Europa?”
Resposta do primeiro-ministro checo:
“Estava à espera do quê? De marcianos?”
quinta-feira, 19 de março de 2009
Para além do óbvio?

Porque "o mundo será diferente" no fim da crise económica e financeira que atravessa, 43 personalidades acharam essencial compilar as suas reflexões num livro e entregá-lo ao Presidente da República.
O Correio Preto teve acesso a (mais) uma imagem exclusiva em que se confirma que Cavaco já sabia desta fabulosa descoberta dos 43 notáveis !
Ele é que devia ser o presidente da junta!

Depois de já ter substituído José Sócrates no anterior Conselho Europeu, Teixeira dos Santos chegou a horas para uma nova reunião magna dos 27 que se iniciou hoje em Bruxelas, prestou declarações à entrada, esclareceu vários detalhes da proposta do governo sobre a moratória no crédito à habitação e ainda respondeu à líder da oposição sobre o mesmo assunto.
José Sócrates, além de, mais uma vez, ter chegado atrasado (desta vez foi meia hora e novamente sem qualquer explicação, nem justificação aparente), repetiu apenas algumas das generalidades proferidas ontem na AR sobre o crédito à habitação e soltou uns lugares comuns sobre a crise e a Europa.
Por este andar vai mesmo acabar por retirar todos os argumentos a quem o critica quando não participa nestas reuniões europeias. Até porque, pelos vistos, já se encontrou um substituto à altura.
José Sócrates, além de, mais uma vez, ter chegado atrasado (desta vez foi meia hora e novamente sem qualquer explicação, nem justificação aparente), repetiu apenas algumas das generalidades proferidas ontem na AR sobre o crédito à habitação e soltou uns lugares comuns sobre a crise e a Europa.
Por este andar vai mesmo acabar por retirar todos os argumentos a quem o critica quando não participa nestas reuniões europeias. Até porque, pelos vistos, já se encontrou um substituto à altura.
Não há fome que não dê em fartura
Os que criticaram Sócrates por ter faltado ao último Conselho Europeu (só porque preferiu participar num congresso do PS onde esteve envolvido numa dura disputa pela liderança do partido) devem agora engolir as suas palavras. O primeiro-ministro não só participa no Conselho Europeu que decorre até amanhã em Bruxelas, como se fez acompanhar pelo ministro dos negócios estrangeiros, ministro das finanças e secretária de estados dos assuntos europeus.
Para os milhões de portugueses interessados
O consulado de Angola começou a facilitar a atribuição de vistos. Podem acabar as longas filas que começavam a ser formadas de madrugada. Está mais fácil fugir de Portugal.
Transformar esperanças em certezas
Quando o presidente do PE disse que Ferreira Leite seria a próxima primeira-ministra de Portugal, a líder do PSD limitou-se a soltar um tímido “espero que sim…” em inglês.
Mas já com os jornalistas portugueses conseguiu ser mais taxativa. Questionada sobre se pensa que tal cenário se pode concretizar já nas próximas legislativas afirmou: “não penso, acho seguramente que se vai realizar”.
Duas explicações possíveis: Ferreira Leite perdeu-se na tradução com Poettering e não lhe disse o que realmente pensa ou, apanhada de surpresa, foi apenas sincera ao manifestar uma certa esperança num cenário que só parece plausível para um alemão que se mudou para Bruxelas há mais de 20 anos.
Mas já com os jornalistas portugueses conseguiu ser mais taxativa. Questionada sobre se pensa que tal cenário se pode concretizar já nas próximas legislativas afirmou: “não penso, acho seguramente que se vai realizar”.
Duas explicações possíveis: Ferreira Leite perdeu-se na tradução com Poettering e não lhe disse o que realmente pensa ou, apanhada de surpresa, foi apenas sincera ao manifestar uma certa esperança num cenário que só parece plausível para um alemão que se mudou para Bruxelas há mais de 20 anos.
Si, cariño...
Enquanto esperava para ser recebida pelo presidente do PE, Manuela Ferreira Leita fazia sala numas poltronas à porta do gabinete de Poettering, acompanhada por dois ilustres eurodeputados do PSD, Deus Pinheiro e Silva Peneda.
Que, no entanto, pareciam mais interessados em fazer conversa com uma jovem assistente espanhola do presidente do PE que entretanto se juntara ao pequeno grupo. Ou, em tempo de formação de listas para as próximas eleições, estariam apenas a aproveitar para mostrar à presidente do partido que os anos passados em Bruxelas serviram pelo menos para aprender a dar uns toques em estrangeiro.
Que, no entanto, pareciam mais interessados em fazer conversa com uma jovem assistente espanhola do presidente do PE que entretanto se juntara ao pequeno grupo. Ou, em tempo de formação de listas para as próximas eleições, estariam apenas a aproveitar para mostrar à presidente do partido que os anos passados em Bruxelas serviram pelo menos para aprender a dar uns toques em estrangeiro.
Yes, prime minister
Ferreira Leite foi recebida esta manhã em Bruxelas pelo presidente do Parlamento Europeu. Com muitos quilómetros de rodagem nestes momentos protocolares, devidamente acompanhados pelas televisões, o alemão Hans-Gehrt Poettering lá foi soltando umas bocas de circunstância em inglês: quem bom que é recebê-la; sou presidente do parlamento, mas somos do mesmo partido; posso beijá-la, etc.
Ao que a líder do PSD respondia sempre da mesma forma: Yes. Yes. Yes. O quase monólogo de Poettering apenas foi quebrado quando este, depois de fingir o seu espanto pela presença de tantas câmaras de televisão, atirou: “isto significa que vai ser a próxima primeira-ministra de Portugal”.
E lá se percebeu que os conhecimentos de inglês de Ferreira Leite são bem mais ricos do que parecia inicialmente. Depois do inevitável “yes”, lá acrescentou com os olhinhos a brilhar: “I hope so”.
É preciso uma pessoa ir a Bruxelas para ouvir umas palavrinhas reconfortantes. Nem que sejam apenas protocolares.
Ao que a líder do PSD respondia sempre da mesma forma: Yes. Yes. Yes. O quase monólogo de Poettering apenas foi quebrado quando este, depois de fingir o seu espanto pela presença de tantas câmaras de televisão, atirou: “isto significa que vai ser a próxima primeira-ministra de Portugal”.
E lá se percebeu que os conhecimentos de inglês de Ferreira Leite são bem mais ricos do que parecia inicialmente. Depois do inevitável “yes”, lá acrescentou com os olhinhos a brilhar: “I hope so”.
É preciso uma pessoa ir a Bruxelas para ouvir umas palavrinhas reconfortantes. Nem que sejam apenas protocolares.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Espanha na boa cruzada
Ainda bem que a Espanha, a católica, soube sacudir as palermices de Papas, seja bento ou joão paulo, as patetices da Igreja e continua a olhar o Mundo, sem ser pelo postigo de uma capela.
Enquanto o obtuso Bento XVI continua uma cruzada contra o preservativo, o Ministério de Saúde de Espanha vai enviar um milhão de preservativos grátis para África. É certo que é pouco, mas é um bom sinal. E nos tempos que correm todos os exemplos são óptimos no combate a mentecaptos.
Enquanto o obtuso Bento XVI continua uma cruzada contra o preservativo, o Ministério de Saúde de Espanha vai enviar um milhão de preservativos grátis para África. É certo que é pouco, mas é um bom sinal. E nos tempos que correm todos os exemplos são óptimos no combate a mentecaptos.
Promessa mais rápida do que a própria sombra
Quando José Sócrates fez uma visita oficial a Angola, em Abril de 2006, prometeu apoiar a construção de um Centro Português de Negócios em Luanda. Três anos depois, quase em final de mandato, o dito centro nem sequer está em esboço em papel de restaurante.
Mais depressa vai nascer, em Lisboa, o Centro Angolano de Negócios. E sem que tivesse havido qualquer promessa.
Mais depressa vai nascer, em Lisboa, o Centro Angolano de Negócios. E sem que tivesse havido qualquer promessa.
Um idiota aos saltos num campo de minas
Confesso que não esperava nada da positivo da estadia de Bento XVI em África. Até aguardava pelo óbvio namoro aos regimes dos países que o Papa visita. Aliás, nem é inocente que ele tenha optado por ir a Angola (país com petróleo), aos Camarões (outro país com petróloeo e com relações comerciais privilegiadas com os Estados Unidos, França e Alemanha) e que, logo nas primeiras intervenções, tenha piscado um olho à Nigéria (outra potência petrolífera).
Logo no primeiro dia, Bento XVI entrou "a matar". Literalmente. Afirmar certezas destas nos Camarões, perante uma população com mais de 80 por cento de analfabetos, é de uma tremenda irresponsabilidade. É como se um idiota passeasse alegremente por um campo de minas.
Em tempos, as autoridades sul-africanas, por razões económicas, fizeram a mesma tentativa. Mas tiveram a humildade de pedir desculpa. Se é que pode haver desculpas para disparates desta dimensão.
Logo no primeiro dia, Bento XVI entrou "a matar". Literalmente. Afirmar certezas destas nos Camarões, perante uma população com mais de 80 por cento de analfabetos, é de uma tremenda irresponsabilidade. É como se um idiota passeasse alegremente por um campo de minas.
Em tempos, as autoridades sul-africanas, por razões económicas, fizeram a mesma tentativa. Mas tiveram a humildade de pedir desculpa. Se é que pode haver desculpas para disparates desta dimensão.
Ficções políticas - 2
O Uruguai, onde os amores fogosos são profusamente retratados por Mário Benedetti, tem um antigo ministro num conselho de administração de um banco privado e, em tempos, tentou fintar a lei uruguaia para conseguir umas alcavalas para ele próprio. Enfim, estranhos acontecimentos que são apenas típicos dos países daquela região do globo. Talvez influência de outros tempos em que por lá andaram portugueses e espanhóis.
Da passagem do ministro pelo Governo, ficou-lhe o gosto pelo luxo, a boa vida e por... mulheres. Já perseguira algumas que se cruzavam com ele na rotina de ministro. E assim continuou, encantado com a vida que o destino lhe proporcionara. Mas o destino foi malandro.
Há uns dias, o galã-ex-ministro puxou das suas características de D. Juan, motivou-se de coragem e, rendido pelos encantos da esposa de um antigo colega, agora a viver temporariamente num outro país da América Latina, convidou-a para jantar. E ela aceitou. Prevenido, o antigo ministro, galã encartado e reconhecido, receoso que a sua fama o traísse, arriscou.
Num sábado, o relógio ainda não batia as 22 horas, e o ex-ministro e administrador de um banco dava entrada num outro banco: o de hospital central de Montevideu. Teve um enfarte, comentavam os médicos que o assistiram.
Da passagem do ministro pelo Governo, ficou-lhe o gosto pelo luxo, a boa vida e por... mulheres. Já perseguira algumas que se cruzavam com ele na rotina de ministro. E assim continuou, encantado com a vida que o destino lhe proporcionara. Mas o destino foi malandro.
Há uns dias, o galã-ex-ministro puxou das suas características de D. Juan, motivou-se de coragem e, rendido pelos encantos da esposa de um antigo colega, agora a viver temporariamente num outro país da América Latina, convidou-a para jantar. E ela aceitou. Prevenido, o antigo ministro, galã encartado e reconhecido, receoso que a sua fama o traísse, arriscou.
Num sábado, o relógio ainda não batia as 22 horas, e o ex-ministro e administrador de um banco dava entrada num outro banco: o de hospital central de Montevideu. Teve um enfarte, comentavam os médicos que o assistiram.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Chá só para quem estuda música com mordomias
A polémica vai acesa e até teve direito a um desmentido do ministro da Administração Interna. Deve ser caso inédito um ministro responder a um, no caso a uma, blogguer. Acontece na Escola de Lavores onde é contada a deliciosa história de um ministro que gosta de se sentar à direita de um venerável. Imperdível.
Desconfio que se a jornalista em causa fosse uma estudante de música numa escola do Porto não receberia tanto azedume ministerial. Desconfio apenas.
Desconfio que se a jornalista em causa fosse uma estudante de música numa escola do Porto não receberia tanto azedume ministerial. Desconfio apenas.
Homenagem em campanha
Há uns dias, Manuel Pinho foi a Aljustrel a convite do clube local para ser homenageado. Recebeu, de oferta, a camisola 8 e até, ufano, contou parte da cerimónia na Assembleia da República. Mas o ministro da Economia omitou alguns detalhes dessa homenagem. Por exemplo, o facto do presidente do clube ser simultaneamente candidato do PS à Cãmara de Aljustrel.
Ou seja, Manuel Pinho pegou no carro do Estado, na gasolina paga pelo Estado, no seu tempo de ministro e foi participar numa iniciativa promovida por um candidato do PS. Objectivamente, o ministro da Economia ajudou, enquanto membro do Governo, num acto de campanha. E foi homenageado.
Ou seja, Manuel Pinho pegou no carro do Estado, na gasolina paga pelo Estado, no seu tempo de ministro e foi participar numa iniciativa promovida por um candidato do PS. Objectivamente, o ministro da Economia ajudou, enquanto membro do Governo, num acto de campanha. E foi homenageado.
sexta-feira, 13 de março de 2009
A angústia antes do penalty*

*a inusitada história de um repórter que fura a apertadíssima segurança e enfrenta a angústia de uma página em branco
quarta-feira, 11 de março de 2009
Uma coerência de aço
O Bloco de Esquerda resolveu não participar no encontro na Assembleia da República que juntou Jaime Gama, José Eduardo dos Santos e líderes parlamentares, na visita oficial do Presidente de Angola.
O mesmo Bloco de Esquerda homenageou, na mesma Assembleia, 'Nino' Vieira.
O mesmo Bloco de Esquerda homenageou, na mesma Assembleia, 'Nino' Vieira.
Fala a voz da experiência
Durante a visita de José Eduardo dos Santos, à Assembleia da República, uma funcionária do parlamento resolve espreitar, atrás de um cortinado, a passagem da comitiva presidencial. Uma outra aproxima-se, interrogativa, e estabelece-se o diálogo que se segue:
A - Que estás a fazer?
B - Quero ver o presidente de Angola.
A - Então e para onde ele vai?
B - Vai para a sala de visitas do presidente da Assembleia...
A - e não vem aqui para o senado?
B - Para quê? Nem estão cá os deputados. Se eles nem na hora da votação aparecem todos, vão agora aparecer por causa de um presidente...
A - Que estás a fazer?
B - Quero ver o presidente de Angola.
A - Então e para onde ele vai?
B - Vai para a sala de visitas do presidente da Assembleia...
A - e não vem aqui para o senado?
B - Para quê? Nem estão cá os deputados. Se eles nem na hora da votação aparecem todos, vão agora aparecer por causa de um presidente...
terça-feira, 10 de março de 2009
Pertinências
Comentário ouvido na redacção da TSF, por um jornalista normalmente desinteressado do que se passa no mundo do futebol:
"Mas o Bayern estava a jogar hóquei em patins?"
"Mas o Bayern estava a jogar hóquei em patins?"
Para Portugal e em força

Já chegou! José Eduardo dos Santos inicia hoje uma visita de dois dias ao cantinho do Anibal e da Maria, que tem como principal objectivo o desenvolvimento dos laços económicos (vêm às compras?) entre os dois países, num quadro de boas relações políticas - quais direitos humanos, quais quê?
O desenvolvimento das relações económicas entre Angola e Portugal é um dos principais objectivos da primeira visita oficial do Presidente angolano - leia-se vamos lá ver o que se aproveita para comprar porque esta província angolana está nitidamente em saldos!
Debandada


A visita oficial de José Eduardo dos Santos a Portugal vai servir para os dois países. Mas de fora, continua a questão dos vistos. Que provocam isto: o consulado angolano, em Lisboa, regista cerca de 60 mil pedidos de visto por mês. E, como se sabe, que há uma debandada de portugueses, o resultado só poderia ser este: são longas as madrugadas.
Dura realidade
De Angola, enviaram-me esta mensagem para o meu telemóvel:
"Está a correr bem a visita do nosso presidente à província?"
"Está a correr bem a visita do nosso presidente à província?"
segunda-feira, 9 de março de 2009
Gandas malucos!

No programa da Queima das Fitas de Coimbra, que começa esta terça-feira destacam-se pela sua inovação: um concurso de misses, um "jantar do bigode" e uma batalha de almofadas ... esta rapaziada não pára de surpreender!
E os nossos caros leitores por acaso deitam-se a adivinhar quem é o candidato europeu ( e conviva do jantar do bigode) na imagem?
D. Sebastião Alegre
O (in)Desejado ....Senhor Do Bloco e das Alas Esquerdas ... Regedor da ilha Terceira e melhor dos razoáveis arautos das republicas Coimbrãs.
Every sperm is sacred
Dedicado a todos aqueles, especialmente padres, que entendem que uma miúda de 9 anos, mesmo violada, deveria parir um boneco de carne e osso:
Todo o esperma é sagrado. E grandioso!
Todo o esperma é sagrado. E grandioso!
A sorte e a paciência
Manuel Alegre é um homem de sorte. Ou soube escolher bem a casa que o acolhe(u). O PS dá-lhe palco e até lhe permite fazer as tropelias que bem entende. Se
Manuel Alegre fosse militante de outro partido de esquerda, por exemplo, do PCP ou do Bloco, há muito teria sido expulso e excomungado. E o seu palco ficaria limitado a uns artigos nuns jornais e em participações esporádicas em programas de debate nos canais televisivos de notícias. Aqueles que são atirados para o final da noite.
José Lello só foi porta-voz do desconforto sentido por quase todos os dirigentes do PS. Mas, por enquanto não passa disso. Por enquanto...
Manuel Alegre fosse militante de outro partido de esquerda, por exemplo, do PCP ou do Bloco, há muito teria sido expulso e excomungado. E o seu palco ficaria limitado a uns artigos nuns jornais e em participações esporádicas em programas de debate nos canais televisivos de notícias. Aqueles que são atirados para o final da noite.
José Lello só foi porta-voz do desconforto sentido por quase todos os dirigentes do PS. Mas, por enquanto não passa disso. Por enquanto...
sábado, 7 de março de 2009
Escrito no magalhães

A préça para fazer porpaganda foi tanta que não ouve tempo para currigir os porgramas do computadôr. Lá no minesterio estavam com mêdo de gastar mais dias a ver os porgramas de softeuare. Foi melhor uzar os dias a mostrar aos jurnalistas em ceções caras as glóreas do magalhães (esta cei escrever bem, aparésse tantas vezes na minha tlevizão...)
sexta-feira, 6 de março de 2009
Afasta de mim esse cálice, pá
Manuel Alegre, à saída do plenário na Assembleia da República, respondeu aos jornalistas, sobre o Serviço Nacional de Saúde. O período terminou com duas perguntas da TSF:
P - Acha que o próximo programa do PS deve propôr alterações ao Serviço Nacional de Saúde?
R - Claro.. se não o fizer está a subverter o princípio básico do Serviço Nacional de Saúde e que é uma das bandeiras históricas do PS
P - Então está disponível para a ajudar a escrever o programa?
R - Ohh...pá... por amor de Deus!
P - Acha que o próximo programa do PS deve propôr alterações ao Serviço Nacional de Saúde?
R - Claro.. se não o fizer está a subverter o princípio básico do Serviço Nacional de Saúde e que é uma das bandeiras históricas do PS
P - Então está disponível para a ajudar a escrever o programa?
R - Ohh...pá... por amor de Deus!
Homenagens à hipocrisia
O Parlamento português aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar e fez um minuto de silêncio pela morte de "Nino" Vieira. Foi uma homenagem bonita. Sobretudo à hipocrisia.
O Parlamento português congratulou-se hoje com a beatificação de Nuno Álvares Pereira. O partido republicano e laico, que se diz hoje da "esquerda moderna", votou favoravelmente e ao lado do PSD e CDS. O partido marxista-leninista absteve-se. Só o Bloco de Esquerda votou contra. Mas, vá lá, entre os republicanos e laicos sobrou um deputado, Ricardo Gonçalves, auto-assumido como sendo representante da "direita socialista" que também optou pela abstenção.
Os zigues-zagues da coerência estiveram hoje em alta na Assembleia da República.
O Parlamento português congratulou-se hoje com a beatificação de Nuno Álvares Pereira. O partido republicano e laico, que se diz hoje da "esquerda moderna", votou favoravelmente e ao lado do PSD e CDS. O partido marxista-leninista absteve-se. Só o Bloco de Esquerda votou contra. Mas, vá lá, entre os republicanos e laicos sobrou um deputado, Ricardo Gonçalves, auto-assumido como sendo representante da "direita socialista" que também optou pela abstenção.
Os zigues-zagues da coerência estiveram hoje em alta na Assembleia da República.
É só levantar a tampa.
Se os deputados começarem a insinuar, à Afonso Candal, os negócios dos colegas de outras bancadas, a panela de pressão pode explodir. Desconfio que só escapam, incólumes, os deputados do PCP e do Bloco de Esquerda.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Eurodeputados de todos os países, uni-vos!
“Este Estatuto põe fim à violação do princípio de trabalho igual por salário igual”, diz Edite Estrela no DN de hoje.
Paladina da luta anti-discriminação, Edite não se estava a referir nem a trolhas, nem a mulheres a dias, mas sim a esse grupo de bravos e incansáveis eurodeputados de que faz parte.
Que vão ver o seu salário-base duplicar a partir da próxima legislatura em virtude da criação de um salário único europeu de 7665 euros, em vez dos actuais 3815. Uma modificação que a líder da delegação do PS no PE justifica ainda com a harmonização que existe também nos salários dos comissários europeus.
O que alguém podia explicar à senhora é que, ao contrário dos parlamentares, é suposto os comissários representarem não o respectivo país, mas o “interesse europeu” (seja lá isso o que for). Que os comissários não são submetidos ao escrutínio popular e que, embora sejam quase todos políticos, não passam de funcionários europeus. E que os eurodeputados são eleitos para pensar no referido interesse comunitário mas, sobretudo, para representar os interesses nacionais. Por isso é que são votados pelos eleitores de cada um dos 27 países e por isso é que têm os respectivos ordenados equiparados aos dos membros dos parlamentos do país de origem. Ou seja, são deputados portugueses no Parlamento Europeu.
Já para não falar na míriade de subsídios, ajudas de custo e condições de trabalho colocadas à disposição dos eurodeputados (desde os gabinetes, à interpretação e tradução) que, essas sim, são iguais para todos e lhes permitem exercer as funções para que foram eleitos em rigoroso pé de igualdade, evitando a tal “discriminação” que tanto assusta Edite.
Se Edite Estrela e a maioria dos eurodeputados portugueses que pensam como ela justificassem a mudança como uma opção política de fundo de criar uma “democracia europeia”, com partidos europeus e com listas europeias, justificando assim a criação de verdadeiros “eurodeputados” seria, embora discutível, muito mais aceitável do que esta conversa sobre a “discriminação” e do trabalho igual por salário igual, que daria vontade de rir se não fosse tão triste.
Paladina da luta anti-discriminação, Edite não se estava a referir nem a trolhas, nem a mulheres a dias, mas sim a esse grupo de bravos e incansáveis eurodeputados de que faz parte.
Que vão ver o seu salário-base duplicar a partir da próxima legislatura em virtude da criação de um salário único europeu de 7665 euros, em vez dos actuais 3815. Uma modificação que a líder da delegação do PS no PE justifica ainda com a harmonização que existe também nos salários dos comissários europeus.
O que alguém podia explicar à senhora é que, ao contrário dos parlamentares, é suposto os comissários representarem não o respectivo país, mas o “interesse europeu” (seja lá isso o que for). Que os comissários não são submetidos ao escrutínio popular e que, embora sejam quase todos políticos, não passam de funcionários europeus. E que os eurodeputados são eleitos para pensar no referido interesse comunitário mas, sobretudo, para representar os interesses nacionais. Por isso é que são votados pelos eleitores de cada um dos 27 países e por isso é que têm os respectivos ordenados equiparados aos dos membros dos parlamentos do país de origem. Ou seja, são deputados portugueses no Parlamento Europeu.
Já para não falar na míriade de subsídios, ajudas de custo e condições de trabalho colocadas à disposição dos eurodeputados (desde os gabinetes, à interpretação e tradução) que, essas sim, são iguais para todos e lhes permitem exercer as funções para que foram eleitos em rigoroso pé de igualdade, evitando a tal “discriminação” que tanto assusta Edite.
Se Edite Estrela e a maioria dos eurodeputados portugueses que pensam como ela justificassem a mudança como uma opção política de fundo de criar uma “democracia europeia”, com partidos europeus e com listas europeias, justificando assim a criação de verdadeiros “eurodeputados” seria, embora discutível, muito mais aceitável do que esta conversa sobre a “discriminação” e do trabalho igual por salário igual, que daria vontade de rir se não fosse tão triste.
Visionário e corajoso
Hillary Clinton está a representar os EUA numa reunião da NATO, em Bruxelas. Os temas são os de sempre, mas a atitude é outra. E a linguagem também. “Guerra contra o terrorismo” ou “eixo do mal” foram expressões que, felizmente, desapareceram da retórica norte-americana.
Reacção de Luís Amado:
“Não deixa saudades uma retórica excessivamente dominada por preconceitos e por configurações ideológicas que distorcem a realidade e que, distorcendo a realidade, tornam mais difícil dominar essa mesma realidade que nós pretendemos controlar. E muitas das situações de crise e de conflito que temos pela frente são o resultado dessa abordagem. Nós não podemos responder à ameaça de expansão do radicalismo ideológico de raiz religiosa, como aquele que se tem vindo a confrontar connosco, gerando respostas ideológicas que agravam mais as tensões e multiplicam os problemas.”
Partindo do princípio que o ministro português, e muitos como ele, não tenham chegado só agora a estas conclusões sobre a política externa da administração Bush, o que suscita curiosidade é o facto de só agora o exteriorizarem, seja lá por que razão for.
Reacção de Luís Amado:
“Não deixa saudades uma retórica excessivamente dominada por preconceitos e por configurações ideológicas que distorcem a realidade e que, distorcendo a realidade, tornam mais difícil dominar essa mesma realidade que nós pretendemos controlar. E muitas das situações de crise e de conflito que temos pela frente são o resultado dessa abordagem. Nós não podemos responder à ameaça de expansão do radicalismo ideológico de raiz religiosa, como aquele que se tem vindo a confrontar connosco, gerando respostas ideológicas que agravam mais as tensões e multiplicam os problemas.”
Partindo do princípio que o ministro português, e muitos como ele, não tenham chegado só agora a estas conclusões sobre a política externa da administração Bush, o que suscita curiosidade é o facto de só agora o exteriorizarem, seja lá por que razão for.
Um patrão à antiga
Alexandre Soares dos Santos, o empresário e amigo de Cavaco Silva, defendeu ontem, em entrevista à SIC-Notícias, a "redução dos salários" e "maior flexibilização nos despedimentos".
Este é o mesmo empresário que acusa José Sócrates de ser "um intolerável demagogo" e investe na Polónia onde é conhecido por abusar dos direitos laborais.
A entrevista teve o dom de me recordar a minha infância. Em Angola, mesmo com a inconsciência infantil, reparava num indíviduo que vendia trabalhadores: ia buscá-los ao Sul e transportava-os para o Norte. Dava-lhes o nome de contratados e viajavam, como gado, em camiões de caixa aberta. Essas imagens ficaram para sempre guardadas na minha memória. O "empresário" chamava-se Mário Moutinho e Alexandre Soares dos Santos teve o cuidado de o "homenagear".
Este é o mesmo empresário que acusa José Sócrates de ser "um intolerável demagogo" e investe na Polónia onde é conhecido por abusar dos direitos laborais.
A entrevista teve o dom de me recordar a minha infância. Em Angola, mesmo com a inconsciência infantil, reparava num indíviduo que vendia trabalhadores: ia buscá-los ao Sul e transportava-os para o Norte. Dava-lhes o nome de contratados e viajavam, como gado, em camiões de caixa aberta. Essas imagens ficaram para sempre guardadas na minha memória. O "empresário" chamava-se Mário Moutinho e Alexandre Soares dos Santos teve o cuidado de o "homenagear".
quarta-feira, 4 de março de 2009
Europa vermelha pálida


Vai mais uma petição? Só faltam dois candidatos para o painel de ex-comunistas estar completo na caminhada para Bruxelas.
Pontos de vista
Manuela Ferreira Leite cancelou a entrevista que estava programada para hoje na SIC, por ter tido um problema na vista. Há muito que a conversa estava programada e já andava a "rodar" uma promoção.
Há compromissos que não se faltam "nem com 40 graus de febre". E há outros que até um cisco atrapalha. Mas é compreensível, muito compreensível.
Há compromissos que não se faltam "nem com 40 graus de febre". E há outros que até um cisco atrapalha. Mas é compreensível, muito compreensível.
Desconfortos
Conversa de um deputado do PS, nos corredores do Parlamento:
"O Sócrates deveria era preocupar-se em governar - que é o que ele faz bem - e deixar-se dessas histórias dos casamentos dos gays, das vitaladas (sic) que não trazem a votos a ninguém e dessas ideias bloquistas".
"O Sócrates deveria era preocupar-se em governar - que é o que ele faz bem - e deixar-se dessas histórias dos casamentos dos gays, das vitaladas (sic) que não trazem a votos a ninguém e dessas ideias bloquistas".
"A crise é um estado espírito" - repetir até ser verdade

Segundo o seu correspondente em Bruxelas, um importante jornal suiço emitiu uma nota interna a todos os jornalistas, dando indicações para que se abstenham de usar a palavra 'crise' nos títulos dos artigos que escrevam sobre a situação económica. Avizinha-se um duro exercício de criatividade. Como bom amigo, aconselhei-o afalar com os especialistas da Lusa, que têm larga experiência neste domínio.
terça-feira, 3 de março de 2009
Temos Che da Lapa?

Portas já foi, Vital também, Ilda (apesar de algumas dúvidas) ainda é. Será que o psd vai revelar que o seu candidato também já foi?
Céu limpo em Lisboa, nublado em Bruxelas
Anda por aí a correr uma petição que pretende levar Marcelo Rebelo de Sousa a ser candidato ao Parlamento Europeu. Eu até era capaz de a assinar se alguém me garantisse que o professor deixaria a RTP e aqueles comentários que variam, entre o "clown" e uma falsa tentativa de ser sério. E desconfio que não seria o único: só dentro do PSD, há, à vontade, um exército de anti-marcelistas que estaria disposto a fazer o possível para o exilar em Bruxelas.
Caso isso aconteça, ficarei apenas com pena de um dos carteiros deste correio: vai passar metade dos seus dias de jornalista a tentar descobrir as mentiras de Marcelo. Não lhe gabo a sorte.
Caso isso aconteça, ficarei apenas com pena de um dos carteiros deste correio: vai passar metade dos seus dias de jornalista a tentar descobrir as mentiras de Marcelo. Não lhe gabo a sorte.
segunda-feira, 2 de março de 2009
O candidato!
Vem viver a vida, amorQue o tempo que passou
Não volta, não.
Sonhos que o tempo apagou
Mas para nós ficou
Esta canção
Há muito, muito tempo
Eras tu uma criança
Que brincava num baloiço
E ao pião
Vínhamos da escola
E oferecia-te uma flor
Que desponta agora
No teu coração
Vem viver a vida amor
Que o tempo que passou
Não volta, não.
Sonhos que o tempo apagou
Mas para nós ficou
Esta canção
Vem viver a vida amor
Que o tempo que passou
Não volta, não.
Sonhos que o tempo apagou
Mas para nós ficou
Esta canção
NOTA DO ESCRIBA: A flor afinal era uma rosa.
Vaidades
Escrevemos no congresso, tivemos uma convidada especial que até deu uma mini-entrevista no canal multimedia da Rádio Renascença. Daqui a nada, decidiremos os nomes dos candidatos.
Televisão amiga...e de cartão
Há horas que o congresso terminou, mas a RTP, por entre repetições das promessas de José Sócrates, insiste em dizer que a moção do secretário-geral teve "1940 votos". Pois. É pena que tenham estado por lá pouco mais de 1700 delegados!
Socialismo real
Ainda sobre o congresso de Espinho: lá fora, dois socialistas comentavam a difícil situação económica e lamentavam o excesso de impostos. E um deles, remata com isto:
"O que está a dar é transferir as sedes as empresas para Cabo Verde..."
"O que está a dar é transferir as sedes as empresas para Cabo Verde..."
domingo, 1 de março de 2009
Cimeiras informais há muitas
Para desvalorizar a importância da ausência de Sócrates na Cimeira de Bruxelas, não faltou quem sublinhasse o carácter ‘informal’ da mesma.
É verdade. Tão ‘informal’ como outra, realizada em Outubro de 2007, em Lisboa, e encerrada com um famoso “porreiro, pá!” e onde, apesar do ambiente ‘informal’, até deu para “escrever uma importante página na História da Europa”.
É verdade. Tão ‘informal’ como outra, realizada em Outubro de 2007, em Lisboa, e encerrada com um famoso “porreiro, pá!” e onde, apesar do ambiente ‘informal’, até deu para “escrever uma importante página na História da Europa”.
Europa dividida, jamais será vencida
A imagem faz parte de uma exposição sobre o 20º aniversário da queda do muro de Berlim, instalada no edifício do Conselho de Ministros dos 27, em Bruxelas.
Com a retórica actual de alguns dirigentes europeus, sobre os filhos e os enteados da União Europeia na resposta à crise, parece mais actual do que nunca.
Com a retórica actual de alguns dirigentes europeus, sobre os filhos e os enteados da União Europeia na resposta à crise, parece mais actual do que nunca.
Campanha negra chega à Cimeira Europeia
“Que mais pode fazer a UE para ajudar os países de Leste a atravessar a crise?”
“Para começar, muitos media da Europa Ocidental podiam parar de escrever sobre a Europa Central e de Leste como se fosse um buraco negro, porque isso não reflecte a realidade”, diz o ministro polaco dos assuntos europeus, Mikolaj Dowgielewicz.
Como será que se diz Freeport em polaco?
“Para começar, muitos media da Europa Ocidental podiam parar de escrever sobre a Europa Central e de Leste como se fosse um buraco negro, porque isso não reflecte a realidade”, diz o ministro polaco dos assuntos europeus, Mikolaj Dowgielewicz.
Como será que se diz Freeport em polaco?
Força da Mudança?*
Quantos anos esteve o PS longe do poder nos últimos trinta anos?
* Ou exercício de memória
Publicado: Filipa Martins
* Ou exercício de memória
Publicado: Filipa Martins
Saudoso Mateus
O congresso do PS está a passar um filme com a História do Partido. Nas primeiras imagens, aparece a data da fundação e uma assinatura: Rui Mateus.Quem? Quem? Talvez um que escreveu umas histórias sobre financiamento, Macau e negociatas. Coisas nada abonatórias para Mário Soares. Daí ter desaparecido...
Falta cá o Guterres!
Almeida Santos lamenta que no Congresso ninguém saiba fazer contas...
Publicado: Filipa Martins
Publicado: Filipa Martins
Onde está o Wally?

Foto de família dos participantes na Cimeira de Bruxelas. Uma ajuda: o Wally de que falamos não é a Angela Merkel (parece que o avião que a transportava para Bruxelas teve que efectuar uma aterragem de emergência em Hannover).
(foto: Thierry Monasse)Ausentes, mas perto do coração
João Cravinho foi convidado para integrar a lista de José Sócrates, mas declinou. Jorge Coelho é o grande ausente. Em muitos anos, é a primeira vez que não consta nem no congresso, nem em qualquer lista. Os congressistas já não vão ouvir os urros dele: "Meus amigos, meus camaradas, nunca vi, na minha vida, um congresso tão participado....". Ai que saudades, ai, ai.
Armando Vara, com um olho em Angola, outro por cá, também fica longe do Rato (quer dizer, fisicamente).
Armando Vara, com um olho em Angola, outro por cá, também fica longe do Rato (quer dizer, fisicamente).
Não, não és o único
Parece que a chanceler alemã está “muito atrasada”. Não obstante, a Cimeira vai começar à hora prevista. Mais um bom argumento para explicar a ausência de Sócrates.
Doutores e Engenheiros
Apesar da ausência de Sócrates, a Cimeira Europeia está mesmo prestes a arrancar em Bruxelas. Já circula a lista dos participantes, com as respectivas fotografias e cargos. Enquanto 26 países estão representados por meros “presidentes”, “chanceleres federais” ou “primeiros-ministros”, Portugal está representado por um “Ministro de Estado, Ministro das Finanças”. Nos títulos já ganhámos.
Espinho nem aguenta um congresso
José Mota, presidente da câmara de um concelho incrivelmente caótico, esburacado, com prédios a cair e praias destruídas, teve o seu grande momento de brilho no congresso do PS: os trabalhos foram interrompidos por causa de um "apagão".
Prémio Malhar 2009
Augusto Santos Silva 'salta' do 95º lugar, na lista de Sócrates para a Comissão Nacional, para um honroso 10º.
Nova luz, novo cenário
Já se reiniciou o congresso socialista, com novo cenário. Nem o apagão impediu, a mudança: agora a tonalidade é azul, o PS continua a ser "o grande partido da da esquerda democrática" (pelo menos no écran gigante) e a agora aparece um slogan altamente criativo: "Vencer 2009". Em baixo, não há mesas (também nunca foram precisas) e apenas cadeiras que fazem um semi-círculo.
E há luz na Nave de Espinho (por enquanto).
E há luz na Nave de Espinho (por enquanto).
Vende-se energias renováveis
O presidente do Congresso do PS, Almeida Santos, tentou vender os seus projectos que tem em África de energias renováveis. A proposta foi feita, em directo, para as televisões e rádios. A Nave ficou às escuras por causa de uma quebra de electricidade que a EDP não conseguiu resolver. Almeida Santos aproveitou. É claramente um empresário com olho para o negócio.
Os congressistas foram deitar-se mais cedo. Quer dizer, os que não se deliciaram com as maravilhas que a noite de Espinho oferece.
Os congressistas foram deitar-se mais cedo. Quer dizer, os que não se deliciaram com as maravilhas que a noite de Espinho oferece.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

.jpg)

