Poema ouvido durante as jornadas do PS, a decorrer em Guimarães:
"A trova do vento que passa
Traz notícias do meu país
O vento cala a desgraça
E o Alegre, a Portugal, nada diz"
terça-feira, 31 de março de 2009
Adivinhem quem vem para jantar?
Afinal, Manuel Alegre apareceu nas jornadas parlamantares do PS... mas só para jantar. Não esteve nos debates, não vai ouvir, amanhã, José Sócrates. E quando lhe perguntam as razões que o trazem a Guimarães, apenas para jantar, responde:
"O senhor não é o meu controleiro... não tenho de dar explicações sobre isso e pronto."
No grupo parlamentar do PS, deve haver castas. Ou uns são mais deputados do que outros.
"O senhor não é o meu controleiro... não tenho de dar explicações sobre isso e pronto."
No grupo parlamentar do PS, deve haver castas. Ou uns são mais deputados do que outros.
Moralizar é preciso
Depois de ser recebido por Durão Barroso, Paulo Portas falou aos jornalistas. Centrou as suas declarações em torno da necessidade de defender e preservar a economia de mercado e a livre iniciativa, mas com a responsabilidade ética que diz ter faltado até aqui. E ainda criticou as medidas “insuficientes” tomadas pelo governo para ajudar jovens e casais desempregados a fazer face à crise. Paulo Portas falou de improviso, como sempre. Depois de consultar brevemente umas notas manuscritas em papel timbrado do Hotel Conrad. O mais luxuoso de Bruxelas.
Matar saudades
Por momentos, a visita de Paulo Portas à Comissão Europeia parecia uma reunião de antigos alunos. Neste caso, de antigos membros do XV governo constitucional. Antes de subir para se encontrar com o seu ex-primeiro-ministro, o ex-ministro da defesa tinha à sua espera a ex-ministra da ciência e ensino superior e actual conselheira de Durão Barroso, Graça Carvalho. A acompanhá-lo à saída teve o “seu” ex-director do Instituto de Defesa Nacional e actual conselheiro de Barroso, João Marques de Almeida.
Pontualidade britânica
Em Roma, sê romano. Em Londres, sê pontual. E, já agora, no resto dos sítios também. Quiçá inspirado pela sua passagem ontem pela capital britânica, Paulo Portas não chegou à hora prevista para o encontro marcado para esta tarde com Durão Barroso, em Bruxelas. Não. Chegou antes. Pelo menos um quarto de hora, com tempo para acabar calmamente um cigarro à porta da Comissão Europeia e apanhando desprevenidos todos quantos se haviam habituado à relação algo flexível de Portas com os ponteiros do relógio.
Diz quem sabe que não é de agora, que a pontualidade faz parte de um novo estilo. Diz também quem sabe que, pelo sim, pelo não, da parte do gabinete de Barroso houve uma certa insistência para que o encontro começasse à hora prevista. Ao que da parte do líder do CDS responderam que não havia motivos para preocupação. A pontualidade veio para ficar. Até ver.
Diz quem sabe que não é de agora, que a pontualidade faz parte de um novo estilo. Diz também quem sabe que, pelo sim, pelo não, da parte do gabinete de Barroso houve uma certa insistência para que o encontro começasse à hora prevista. Ao que da parte do líder do CDS responderam que não havia motivos para preocupação. A pontualidade veio para ficar. Até ver.
(Des)encontros imediatos
Paulo Portas está em Bruxelas, onde será recebido por Durão Barroso daqui a pouco e regressa logo a seguir para Lisboa. Mesmo a tempo de não participar na sessão de atribuição do nome de Francisco Lucas Pires à sala de leitura da biblioteca do Parlamento Europeu. Uma iniciativa que partiu de um dos eurodeputados do CDS. Que, por acaso, foi quem susbtituiu Portas na presidência do partido e a quem o actual líder se entreteve a fazer a vida negra. Ribeiro e Castro discursará na sessão dedicada a Lucas Pires.
Deputado em "part-time"
Nas jornadas parlamentares do PS, há várias ausências notórias. E uma que salta à vista do que outras: a de Manuel Alegre. Bem lamenta Alberto Martins que gostaria de contar com toda a bancada socialista, mas...
Hum, hum, ugh, glup
Alberto Martins, líder parlamentar socialista, engasgou-se duas vezes quando discursava nas jornadas parlamentares do PS que decorrem em Guimarães. Falhou-lhe a voz aqui:
"Ensina-nos {a História} que são precisas soluções fortes para regular com harmonia os mercados, para inverter a espiral de ganância dos lucros a curto prazo, para prevenir a doença das remunerações predatórias e para acabar com os "paraísos fiscais", para vencer a impunidade".
Outra falha de voz aconteceu no final desta frase:
"Há que subordinar de novo a economia à política, voltando a ligar os fluxos financeiros com as reais necessidades sociais e económicas, e proteger os mercados e as instituições face ao estéril jogo da "roleta".
"Ensina-nos {a História} que são precisas soluções fortes para regular com harmonia os mercados, para inverter a espiral de ganância dos lucros a curto prazo, para prevenir a doença das remunerações predatórias e para acabar com os "paraísos fiscais", para vencer a impunidade".
Outra falha de voz aconteceu no final desta frase:
"Há que subordinar de novo a economia à política, voltando a ligar os fluxos financeiros com as reais necessidades sociais e económicas, e proteger os mercados e as instituições face ao estéril jogo da "roleta".
sábado, 28 de março de 2009
Ana Gomes concorre em Sintra, mas não quer deixar Bruxelas
Está desfeito o mistério que levou Ana Gomes a proferir esta frase, numa entrevista ao DN, e que foi assinalada aqui: "Hoje estou sinto muito mais admiração por José Sócrates".
sexta-feira, 27 de março de 2009
Esta cultura que governa Portugal...
José Sócrates e Manuel Pinho recordam-se de terem finalizado o acordo que prevê o apoio à cortiça portuguesa no dia... do jogo Sporting-Benfica. É espantoso que um primeiro-ministro e um ministro retenham na memória acontecimentos verdadeiramente importantes para a Mundo continuar a girar.
PRIC - Processo de Insuflar em Curso
Alberto Martins, presidente do grupo parlamentar do PS, reuniu separadamente com os outros líderes parlamentares, numa tentativa de encontrar uma solução para a escolha do Provedor de Justiça. Na ronda negocial, participou, na tarde desta quinta-feira, Manuel Alegre que também teve direito a uma reunião a sós, no gabinete de Alberto Martins.
Num único acto, o líder parlamentar socialista deu a Manuel Alegre o mesmo estatuto atribuído a Bernardino Soares, Luís Fazenda e Diogo Feio. Alberto Martins reconhece portanto que há um grupo, dentro do PS, liderado por Manuel Alegre que até merece reuniões à parte.
Dêem-lhe gás, dêem-lhe, e depois queixem-se.
Num único acto, o líder parlamentar socialista deu a Manuel Alegre o mesmo estatuto atribuído a Bernardino Soares, Luís Fazenda e Diogo Feio. Alberto Martins reconhece portanto que há um grupo, dentro do PS, liderado por Manuel Alegre que até merece reuniões à parte.
Dêem-lhe gás, dêem-lhe, e depois queixem-se.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Vrrruuuuummmmm
Um grupo de 60 pequenos e médios empresários juntou-se, num jantar, esta noite, para ouvir Manuela Ferreira Leite. A julgar pelo parque automóvel que está estacionado fora do restaurante, a indústria automóvel alemã - a da alta cilindrada - não se pode queixar da situação das PMEs portuguesas. Pelo menos, as da zona de Leiria.
Ou então, indirectamente, foi a maneira que escolheram para pedir a Manuela Ferreira Leite que seja mais rápida, mais forte e mais segura.
O local do repasto, Quinta do Paúl, faz-nos pensar o que Isaltino Morais quis dizer com aquela história de presidentes de câmara que assinam documentos sem ler. Devem também assinar desenhos. Nem falta um menino de pedra a jorrar água, no meio de umas dezenas de salas de jantar, jardins, parques e uns candeeiros dourados.
Ou então, indirectamente, foi a maneira que escolheram para pedir a Manuela Ferreira Leite que seja mais rápida, mais forte e mais segura.
O local do repasto, Quinta do Paúl, faz-nos pensar o que Isaltino Morais quis dizer com aquela história de presidentes de câmara que assinam documentos sem ler. Devem também assinar desenhos. Nem falta um menino de pedra a jorrar água, no meio de umas dezenas de salas de jantar, jardins, parques e uns candeeiros dourados.
Blog (pouco) diplomático
Duas ou Três Coisas é o blog de Francisco Seixas da Costa, embaixador português em França. Muito mais do que 'um blog de um diplomata' (seja lá isso o que for).
Cavacologia - não negue à partida uma ciência que desconhece
Cada vez que o Presidente da República fala, logo se mobiliza um importante exercício de interpretação das suas palavras. Mais do que alguém que diz umas coisas, do género “concordo com isto…”, “não gosto daquilo…”, Cavaco assumiu um estilo que se situa algures entre o Oráculo de Delfos, a que não faltam as respectivas pitonisas para transmitir e ajudar a interpretar a mensagem, e o horóscopo de jornal, que cada um interpreta como lhe convém (em que o “acontecimento importante” anunciado para a semana seguinte tanto pode ser encontrar 5 euros, como pisar cocó de cão, tudo na mesma rua).
Felizmente há quem domine quase na perfeição a nobre arte de decifrar Cavaco, um exercício já conhecido como Cavacologia e que deverá brevemente começar a ser leccionado numa universidade privada perto de si.
O Público de hoje explica que o presidente enviou mensagens sobre investimento público ao governo “de forma subliminar”, sublinhando que Cavaco “levava a lição bem estudada” (o que, sendo ele professor, não deveria surpreender, mas nos dias que correm temos que estar preparados para tudo). É que Cavaco “conseguiu encontrar facilmente uma ligação entre o museu (que inaugurava em Penafiel) e os problemas que o país enfrenta” (aplausos). E, a partir daí, enumerou dois desafios “cuja problematização é um verdadeiro programa alternativo de governação”, garante quem assistiu, claramente deslumbrado, ao exercício.
Como Cavaco “não enumerou os investimentos cuja análise custo/benefício coloca em causa” (ou não se tratasse de uma mensagem subliminar), uma pitonisa (identificada como “um responsável do seu gabinete”) desafiou o jornal a "decifrar aqueles que não se adequam ao momento que vivemos". O desafio foi aceite e, depois de longa reflexão, chegou a conclusão no estilo factual que deve marcar a actividade jornalística: “E, sendo assim, é bem provável que estivesse a pensar no TGV, no novo aeroporto e em algumas auto-estradas”.
Ora, sendo assim, é bem provável que quando falou com a boca cheia de bolo-rei, Cavaco estivesse a denunciar os atentados à liberdade de expressão (ou simplesmente engasgado com a fava e/ou o brinde). E que quando disse que o Freeport era “um assunto de Estado”, é bem provável que estivesse a pensar noutra coisa qualquer. Mas isto são apenas interpretações de um candidato a uma licenciatura em cavacologia.
Felizmente há quem domine quase na perfeição a nobre arte de decifrar Cavaco, um exercício já conhecido como Cavacologia e que deverá brevemente começar a ser leccionado numa universidade privada perto de si.
O Público de hoje explica que o presidente enviou mensagens sobre investimento público ao governo “de forma subliminar”, sublinhando que Cavaco “levava a lição bem estudada” (o que, sendo ele professor, não deveria surpreender, mas nos dias que correm temos que estar preparados para tudo). É que Cavaco “conseguiu encontrar facilmente uma ligação entre o museu (que inaugurava em Penafiel) e os problemas que o país enfrenta” (aplausos). E, a partir daí, enumerou dois desafios “cuja problematização é um verdadeiro programa alternativo de governação”, garante quem assistiu, claramente deslumbrado, ao exercício.
Como Cavaco “não enumerou os investimentos cuja análise custo/benefício coloca em causa” (ou não se tratasse de uma mensagem subliminar), uma pitonisa (identificada como “um responsável do seu gabinete”) desafiou o jornal a "decifrar aqueles que não se adequam ao momento que vivemos". O desafio foi aceite e, depois de longa reflexão, chegou a conclusão no estilo factual que deve marcar a actividade jornalística: “E, sendo assim, é bem provável que estivesse a pensar no TGV, no novo aeroporto e em algumas auto-estradas”.
Ora, sendo assim, é bem provável que quando falou com a boca cheia de bolo-rei, Cavaco estivesse a denunciar os atentados à liberdade de expressão (ou simplesmente engasgado com a fava e/ou o brinde). E que quando disse que o Freeport era “um assunto de Estado”, é bem provável que estivesse a pensar noutra coisa qualquer. Mas isto são apenas interpretações de um candidato a uma licenciatura em cavacologia.
E os caprichos da Quinta da Marinha, senhores?
Os colégios privados estão preocupados com as famílias que não conseguem pagar as mensalidades. Por isso, decidiram pedir apoio ao Estado. Querem que o Governo arranje umas bolsas - ou coisa que o valha - para ajudar essas famílias a manter os filhos nos respectivos colégios.
O CDS, preocupadíssimo com as dificuldades dessas famílias, resolveu propôr mais ajudas do Estado para quem tenha os filhos em escolas particulares.
Por este andar, daqui a pouco o CDS - e algumas associações ligadas ao sector - ainda vai recorrer ao Estado um apoio substancial para famílias da Quinta da Marinha que, por causa da crise, têm tido manifestas dificuldades em mudar a água das piscinas e em arranjar a relva dos jardins.
Por mim, e antes que o dinheiro do Estado acabe, estou aqui a pensar em fazer também uma petição ao Governo para me ajudar: estou habituado a vestir-me na Decenio e praticamente só calço Timberland, além de gastar, por mês, umas centenas de euros em livros. Não há por aí um subsídiozinho que me ajude a sustentar os meus caprichos?
O CDS, preocupadíssimo com as dificuldades dessas famílias, resolveu propôr mais ajudas do Estado para quem tenha os filhos em escolas particulares.
Por este andar, daqui a pouco o CDS - e algumas associações ligadas ao sector - ainda vai recorrer ao Estado um apoio substancial para famílias da Quinta da Marinha que, por causa da crise, têm tido manifestas dificuldades em mudar a água das piscinas e em arranjar a relva dos jardins.
Por mim, e antes que o dinheiro do Estado acabe, estou aqui a pensar em fazer também uma petição ao Governo para me ajudar: estou habituado a vestir-me na Decenio e praticamente só calço Timberland, além de gastar, por mês, umas centenas de euros em livros. Não há por aí um subsídiozinho que me ajude a sustentar os meus caprichos?
terça-feira, 24 de março de 2009
Um Papa a olhar-se num espelho desfocado

No rescaldo da visita do Papa Bento XVI a Angola e aos Camarões, não poderia deixar de sublinhar a sensatez, a coragem, a ousadia e especialmente a coerência que sustentam as suas declarações.
A começar pela mera coincidência de Bento XVI escolher países ricos em petróleo para fazer a sua primeira visita a África. Qual Togo, qual Burkina Faso, qual Burundi, qual Namíbia. E depois, o resto. Sobre os preservativos, ficamos conversados.
Em Luanda, Bento XVI resolveu tocar nesse assunto, por muitos considerado "tabu", da corrupção. Os mesmos lugares-comuns para dar a entender que os dirigentes angolanos são corruptos. Foi pena Bento XVI só ter reparado nisso por estes dias. Um mês antes, andavam os altos representantes da sua Igreja em jantares de gala, a 500 dólares por pessoa. Coisa pouca, portanto, oferecida certamente por apenas gente honesta, sem uma pinga de pecado. O jantar rendeu 100 mil dólares, com direito a um leilão, à boa maneira de uns vendilhões de outros tempos. Curiosamente, o assunto Cabinda - esse sim, susceptível de causar incómodo - não lhe aflorou os lábios, não fosse ofender uns ouvidos mais sensíveis que o apaparicaram na sua estadia.
Logo a seguir, o Papa pediu maior distribuição da riqueza. Não sei estaria a pensar nos faustosos monumentos pertencentes à Igreja ou estaria a pensar naqueles Prada, Geox, Serengeti que abrilhantam a sua vaidade. No final da visita, ninguém quis revelar quanto custara todo aquele aparato. Mas sabe-se que o Governo de Angola ajudou a pagar a factura. O mesmo governo que alberga e é dirigido por "corruptos".
E, por fim, em Angola, não se esqueceu da... guerra, que terminou em 2002. A mesma guerra que muitos bispos e padres angolanos ajudaram a fomentar com incendiárias declarações nos períodos mais quentes. E sobretudo com um apoio descarado a um louco sanguinário.
A começar pela mera coincidência de Bento XVI escolher países ricos em petróleo para fazer a sua primeira visita a África. Qual Togo, qual Burkina Faso, qual Burundi, qual Namíbia. E depois, o resto. Sobre os preservativos, ficamos conversados.
Em Luanda, Bento XVI resolveu tocar nesse assunto, por muitos considerado "tabu", da corrupção. Os mesmos lugares-comuns para dar a entender que os dirigentes angolanos são corruptos. Foi pena Bento XVI só ter reparado nisso por estes dias. Um mês antes, andavam os altos representantes da sua Igreja em jantares de gala, a 500 dólares por pessoa. Coisa pouca, portanto, oferecida certamente por apenas gente honesta, sem uma pinga de pecado. O jantar rendeu 100 mil dólares, com direito a um leilão, à boa maneira de uns vendilhões de outros tempos. Curiosamente, o assunto Cabinda - esse sim, susceptível de causar incómodo - não lhe aflorou os lábios, não fosse ofender uns ouvidos mais sensíveis que o apaparicaram na sua estadia.
Logo a seguir, o Papa pediu maior distribuição da riqueza. Não sei estaria a pensar nos faustosos monumentos pertencentes à Igreja ou estaria a pensar naqueles Prada, Geox, Serengeti que abrilhantam a sua vaidade. No final da visita, ninguém quis revelar quanto custara todo aquele aparato. Mas sabe-se que o Governo de Angola ajudou a pagar a factura. O mesmo governo que alberga e é dirigido por "corruptos".
E, por fim, em Angola, não se esqueceu da... guerra, que terminou em 2002. A mesma guerra que muitos bispos e padres angolanos ajudaram a fomentar com incendiárias declarações nos períodos mais quentes. E sobretudo com um apoio descarado a um louco sanguinário.
Nota: foto do Jornal de Notícias
segunda-feira, 23 de março de 2009
O que tu queres sei eu
Além de colunista, ex-comunista, defensor do governo, professor-doutor-de-coimbra-pelo-amor-de-deus, blogger e cabeça de lista às europeias, Vital Moreira deu também em especulador político e jornalístico.
Provavelmente aborrecido por a campanha nunca mais começar, ou simplesmente curioso em saber quem será o seu adversário mais directo, Vital Moreira escreve no seu blog que “continua sem ser conhecido o cabeça de lista do PSD às eleições europeias, mantendo aberto o espaço para a especulação política e jornalística”.
Vai daí, o futuro eurodeputado decidiu juntar-se à dança e atirar alguns nomes para o meio da praça. Primeiro, com conhecimento de causa, afasta Marques Mendes da corrida: foi 'especulado', logo, não deverá ser candidato (tal como Rui Rio). Depois, de forma muito pouco subtil, tenta meter Mota Amaral ao barulho. Como? Chamando a atenção para o facto de este ter escrito um artigo no Expresso sobre a União Europeia. Será “puramente casual”, pergunta?
Confesso que não acompanho a carreira do senhor a par e passo, mas todos os artigos de Mota Amaral que me lembro de ter visto no Expresso eram precisamente sobre a União Europeia.
Será que Vital não tem mesmo mais nada para fazer, ou foi apenas uma forma freudiana de dizer que preferiria enfrentar Mota Amaral em vez de Marques Mendes ou Rui Rio? Será puramente casual?
Provavelmente aborrecido por a campanha nunca mais começar, ou simplesmente curioso em saber quem será o seu adversário mais directo, Vital Moreira escreve no seu blog que “continua sem ser conhecido o cabeça de lista do PSD às eleições europeias, mantendo aberto o espaço para a especulação política e jornalística”.
Vai daí, o futuro eurodeputado decidiu juntar-se à dança e atirar alguns nomes para o meio da praça. Primeiro, com conhecimento de causa, afasta Marques Mendes da corrida: foi 'especulado', logo, não deverá ser candidato (tal como Rui Rio). Depois, de forma muito pouco subtil, tenta meter Mota Amaral ao barulho. Como? Chamando a atenção para o facto de este ter escrito um artigo no Expresso sobre a União Europeia. Será “puramente casual”, pergunta?
Confesso que não acompanho a carreira do senhor a par e passo, mas todos os artigos de Mota Amaral que me lembro de ter visto no Expresso eram precisamente sobre a União Europeia.
Será que Vital não tem mesmo mais nada para fazer, ou foi apenas uma forma freudiana de dizer que preferiria enfrentar Mota Amaral em vez de Marques Mendes ou Rui Rio? Será puramente casual?
Se não os podes vencer...
O Parlamento Europeu está empenhado em combater as ridículas taxas de participação eleitoral que legitimam a sua existência (em 2004 a abstenção atingiu os 54,5% nos 25 países que participaram, chegando quase aos 80% na Polónia e ultrapassando os 61% em Portugal…).
Vai daí, lançou uma agressiva campanha a apelar à participação eleitoral, cuja filosofia parece ter sido inspirada nas campanhas que culpam a Europa por todos os males. Ou seja, vale tudo para convencer os europeus a votar. Desde ralhar-lhes como se fossem crianças com frases do género “se não votar, não se queixe” (sim, este é mesmo um dos argumentos), até jogar com a ignorância e o desconhecimento em torno de alguns dos medos mais actuais, como é o caso da crise financeira. Como se o PE tivesse pintado alguma coisa na (des)regulamentação dos mercados decidida pelos governos ao longo dos últimos anos.
Há mais exemplos, estão aqui. Dia 7 de Junho veremos os resultados.
Vai daí, lançou uma agressiva campanha a apelar à participação eleitoral, cuja filosofia parece ter sido inspirada nas campanhas que culpam a Europa por todos os males. Ou seja, vale tudo para convencer os europeus a votar. Desde ralhar-lhes como se fossem crianças com frases do género “se não votar, não se queixe” (sim, este é mesmo um dos argumentos), até jogar com a ignorância e o desconhecimento em torno de alguns dos medos mais actuais, como é o caso da crise financeira. Como se o PE tivesse pintado alguma coisa na (des)regulamentação dos mercados decidida pelos governos ao longo dos últimos anos.
Há mais exemplos, estão aqui. Dia 7 de Junho veremos os resultados.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Nem só de boas notícias vive um país
Bento XVI chegou hoje a Angola. Depois do fim da guerra e da epidemia de cólera, é a terceira calamidade que Angola sofre em sete anos.
As mulheres podem ser de Vénus, mas os homens não são de Marte
A conferência de imprensa que assinalou o fim do primeiro dia de trabalhos do Conselho Europeu (ontem à noite, em Bruxelas) foi dominada por questões relacionadas com a resposta à crise e o relançamento da economia. Até que surge uma pergunta de uma jornalista francesa:
“Vejo seis homens sentados à mesa. É essa a imagem da Europa?”
Resposta do primeiro-ministro checo:
“Estava à espera do quê? De marcianos?”
“Vejo seis homens sentados à mesa. É essa a imagem da Europa?”
Resposta do primeiro-ministro checo:
“Estava à espera do quê? De marcianos?”
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